terça-feira, 13 de maio de 2008

“Malembelembe* é assim como quem diz devagarinho”

O grupo de leitores da Biblioteca Municipal de Carnaxide, na primeira sessão de Maio, apanhou um Malembelembe na companhia de Laurentina, determinada a reconstituir a vida de Faustino Manso, que supunha ser seu pai, famoso compositor angolano, deixando ao morrer sete viúvas e dezoito filhos; Bartolomeu neto do compositor que afinal era estéril; Mandume, “o preto mais branco de Portugal” e Pouca Sorte, “porque as mulheres não gostam de mim”.
Os quatro personagens viajam de Luanda passando por Namibe, as areias da Namíbia, África do Sul, rumo a Maputo, até à ilha de Moçambique.
“Malembelembe desliza, como num sonho, por entre a sombra perfumada dos palmares”, misturando-se a ficção e a realidade.
“de quantas verdades se faz uma mentira?” Agualusa em As Mulheres de Meu Pai responde através dos diversos personagens, envoltos em música e magia.

(Malembelembe) “devagarinho vai…”


* “Furgoneta azul, há-os aos milhares aqui em Luanda”



O nosso colega Victor Cardoso, patrício do escritor Agualusa, enviou-lhe o artigo acima, e logo recebeu a seguinte resposta:


Meu caro,

Estou em Roma, a apresentar a edição italiana do Vendedor de Passados. Gostaria muito de ter estado convosco.

abraço grande,

je

1 comentário:

totoia disse...

Eu diria que foi uma boa viagem, ao som da música africana e recheada de memórias.

Boas leituras!