quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Livros Proibidos - Ciclo de Conversas

Dia 25 de Fev., quarta-feira, 21H30
Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras
Os Versículos Satânicos,
Salman Rushdie
Com Anselmo Borges
Moderador: Ricardo Costa

Em Fevereiro dá-se continuidade ao projeto Livros Proibidos, mantendo a regularidade mensal. O horizonte temático desta segunda edição é Livros Proibidos na Religião. Estados Laicos, Estados Fundamentalistas. Na abordagem que se pretende efetuar o conceito religião deverá ser perspetivado no sentido amplo enquanto sistema totalitário e fundamentalista. A política dos mercados e a estratégia economicista da Europa, por exemplo, é a nova religião dos Estados totalitários Europeus. Mas não só, os vários fundamentalismos, terrorismos religiosos que habitam e sempre habitaram o mundo, bem como o reaparecimento do Estado Islâmico ou Novo Califado. A escolha do tema é, por isso, perfeitamente atual e está na ordem do dia. A divisão entre Estados Laicos e Estados Fundamentalistas, uma das grandes questões políticas do nosso e de todos os tempos, permite diversificar e ampliar o leque e recuperar textos de períodos históricos e literários diferentes.
 
Começaremos justamente, com Os Versículos Satânicos, de Salman Rushdie, um título controverso que apresenta uma crítica satírica contra Maomé e contra os tabus do islamismo. A reação foi tão violenta por partes dos países muçulmanos que determinaram pena de morte ao autor que se viu obrigado ao exílio por blasfémia contra o Islão e apostasia.
 
Por Anselmo Borges, professor universitário, cronista, teólogo e pensador do mundo. Moderação de Ricardo Costa
Não perca!
PRÓXIMA SESSÃO
Dia 18 de Mar., quarta-feira, 21H30
Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras
A Brincadeira
Milan Kundera
Com Zita Seabra
Moderador: Ricardo Costa

Informações:
21 440 63 30

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Luísa Moniz no H(á) Conversa com Escritores

Na passada terça-feira, o H(á) Conversa com Escritores saiu fora de portas e levou a escritora Luísa Moniz à EBI Sophia de Mello Breyner na Outurela, onde conversou com 3 turmas do 3º ciclo.
Professora há mais de 30 anos numa escola em Chelas, Luísa, é também voluntária no SOS-Criança. E foi inspirada na sua experiência com crianças maltratadas que escreveu o livro Menino como eu.
O título do livro surge de uma conversa que teve com uma menina de 8 anos há muitos anos atrás. A criança estava à sua espera no portão na escola e perguntou-lhe: - Professora sabe como é uma menina como eu? E Luísa respondeu - Como tu, como? E a menina disse - Maltratada!
Uma história de vida que teve com um final feliz! A menina foi encaminhada para o Instituto de Apoio à Criança (IAC) conseguiu acabar os estudos e encontrar um emprego, casou e mais tarde a sua filha foi aluna de Luísa.
O IAC nasceu em Março de 1983 e tem como objetivos promover e defender os Direitos da Criança, junto de diferentes entidades e instituições e da comunidade em geral. O Projeto Trabalho de Rua com crianças em situação e marginalidade já retirou mais de 600 crianças das ruas, crianças essas que voltaram ou para junto da sua família ou das instituições de onde tinha fugido.
Em 1988, o IAC criou o SOS-Criança um serviço anónimo e confidencial, de apoio às Crianças e Jovens até aos 18 anos. É um serviço de prevenção que pretende atuar antes que a situação de risco se concretize.
Luísa fez com eles um jogo em que lhes pediu que amachucassem uma folha de papel e depois tentassem que ela ficasse como antes de ter sido amachucada.Uma metáfora de como uma criança maltratada não volta a ser a mesma.
Foram muitas e pertinentes as questões colocadas pelos jovens, muitos dos quais não sabiam da existência desta linha de apoio e que depois desta conversa ficaram com a responsabilidade de encaminhar alguma criança ou jovem que saibam ser vítima de maus tratos para o SOS Criança.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Formação "Leitura Digital: introdução aos ebooks" na Biblioteca Municipal de Algés | 24 de janeiro


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Apresentação do livro O Sabor está na Diferença


Homenagem simbólica em memória das vítimas do atentado terrorista ao Charlie Hebdo

 
 
 

Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras

Em Janeiro os Grupos de Leitores estão de regresso às Bibliotecas Municipais de Oeiras para retomarem as suas conversas sobre livros, autores, personagens, histórias e leituras.

Este mês estamos a ler:

Biblioteca Municipal de Algés
Seleção para o Festival do Primeiro Romance

 
Biblioteca Municipal de Carnaxide
Lídia Jorge - A costa dos murmúrios

Biblioteca Municipal de Oeiras
António Tavares - As palavras que me que deverão guiar um dia

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Conversas na Aldeia Global: «Fronteiras da Ciência e do Conhecimento»

Um novo ciclo de Conversas na Aldeia Global moderado por Vasco Trigo arranca em janeiro. Nestes encontros mensais na Biblioteca Municipal, vamos abordar o tema «Fronteiras da Ciência e do Conhecimento».
A Ciência é global e o conhecimento por si gerado pode ser usado para desenvolver novas tecnologias, tratar doenças, lidar com diferentes tipos de problemas ou melhorar as nossas vidas. Qual a contribuição da ciência para a construção do conhecimento e também do futuro humano? Com delimitações nem sempre claras, são identificados diferentes sentidos entre a ciência e não-ciência, e dentro da ciência, entre as várias disciplinas. Quais os seus limites, ainda que necessariamente temporários? É possível conciliar ciência e religião? Como prevenir e controlar a propagação de uma epidemia? A divisão entre arte e ciência faz sentido? Convidados de excelência vão ajudar-nos a colocar mais questões, a refletir sobre estes e outros temas e a responder às perguntas do público.

A iniciar o ciclo de debates, na quinta-feira 15 de janeiro, contamos com o investigador do Instituto Gulbenkian Ciência (IGC), Miguel Soares, para um debate sobre «A nossa interação com os Micróbios». Vamos refletir sobre a evolução e os avanços da investigação científica na área da saúde. Que novos medicamentos estão a ser inventados? Como se enfrenta uma epidemia? Vamos ser imortais? Medicina tradicional e medicinas alternativas são compatíveis? 
Miguel Soares é atualmente coordenador do grupo de Inflamação do IGC e trabalha em projetos que abrem caminho ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para controlar as manifestações clínicas de diversas doenças infeciosas. Licenciou-se em Biologia em 1990, na Universidade de Louvain, na Bélgica, onde se manteve até 1994 para completar o mestrado e o doutoramento. Durante estes anos estudou processos de transplantação. Depois, mudou de continente e de tema de investigação. Entre 1995 e 2002 esteve na Escola Médica de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos. Em 2002 vem para o IGC, em Oeiras. Num estudo inovador publicado na edição de Dezembro da prestigiante revista científica Cell, a sua equipa de investigação descobriu que componentes específicos das bactérias residentes no intestino podem despoletar um mecanismo natural de defesa que protege contra a malária. Ao longo dos últimos anos, a comunidade científica tornou-se mais ciente sobre o facto dos seres humanos viverem numa constante relação simbiótica com a vasta comunidade de bactérias e outros micróbios que residem no nosso intestino.
Com a presente investigação, o grupo de Investigadores do IGC liderado por Miguel Soares identifica o mecanismo que poderá vir a estar na base de uma vacina contra a malária.
  
Contamos consigo!