terça-feira, 18 de janeiro de 2011

'Enrolada num cobertor' na Biblioteca Municipal de Carnaxide

"E tu sol? Podes embrulhar-te em mim? Tenho frio e cheiro a canela. Estive a brincar com um pedacinho de céu!"

'Enrolada num cobertor' é uma exposição de ilustração infantil, que nos conta a história de um menino que se questiona sobre o que está 'lá em cima' : de que são feitas as nuvens, qual o cheiro da chuva...e porque é que o sol se vai embora e não fica sempre com ele aquecendo-o como se estivesse enrolado num imenso cobertor.
Da autoria de Diogo Martins esta exposição, inaugurada no passado sábado, dia 15, estará patente ao público nos meses de Janeiro e Fevereiro na sala infantil da Biblioteca Municipal de Carnaxide; simultaneamente, nas salas infantis das Bibliotecas de Oeiras e de Algés poderão ser vistas as exposições 'Amálgama ilustrada' e 'Perdidos e Achados', do mesmo autor.

'A linha da história', constituída por "um conjunto de livros de artista que vivem dentro de uma mala de viagem", acompanha Diogo Martins na sua itinerância pelas Bibliotecas Municipais de Oeiras, para que sejam contadas inúmeras histórias: é uma oficina baseada em livros com ilustrações de natureza abstrata feitos com linhas coladas, costuradas, desenhadas ou gravadas, manchas e planos de cor, que estimulam a criatividade, a imaginação e as expressões individual e colectiva.


Caroline Mantoy na Biblioteca Municipal de Oeiras

Pela primeira vez em Portugal, a narradora Caroline Mantoy dinamiza na próxima quarta-feira 19 de Janeiro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Oeiras, mais um Serão de Contos com o espectáculo "Amores y mujeres de las historias".
Composto por contos populares de vários países, é um espectáculo leve, alegre, de humor fino e que aborda o amor e as suas consequências segundo as tradições populares ou a imaginação... Fonaudióloga por formação, Caroline enveredou rapidamente pelo mundo dos contos no exercício da sua profissão, tendo como inspiração dois grandes mestres: Henry Gougaud e Amadou Hampâte Bâ.
Radicada no México há 20 anos, Caroline conta em espanhol e francês. Já se apresentou em vários espaços (Museus, Bibliotecas, Livrarias, Festivais, ...) e tem dado a conhecer as suas histórias pelo mundo (Perú, Chile, França e Colômbia...).
Venha assistir e traga um amigo!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Autor do Mês: Gonçalo M. Tavares


Nasceu em Luanda, Angola em 1970.

A sua primeira obra "Livro de dança" foi publicada em Dezembro de 2001. Publicou romances, ensaios, poesia, teatro. Recebeu vários prémios com a sua obra.

Com o livro "Jerusalem" recebeu o Prémio José Saramago (2005) e o Prémio Milennium/BCP (2004), com o livro "O Senhor Valéry" recebeu os Prémios Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do Jornal Expresso. Em poesia, recebuo Prémio Revelação de Poesia atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores com o seu livro "Investigações". Em 2007 recebeu o Prémio Portugal Telecom (Brasil), em 2008 o Prémio Internazionale Trieste e em 2009 o Prémio Belgrado Poesia.

Gonçalo M. Tavares vai estar na Biblioteca Municipal de Oeiras, para o primeiro café com Letras de 2011 no dia 26 de Janeiro (21h30).



Informação recolhida em Wikipédia e WOOK


Ver títulos deste autor no Catálogo da Biblioteca

As Ondas, de Virginia Woolf

Retirado de http://www.bing.com/images/

“O Sol ainda não nascera. O mar apenas se distinguia do céu pelo leve preguear das águas, semelhante a um tecido finamente enrugado. Lentamente, à medida que o céu clareava, uma barra de sombra desceu no horizonte, separando o céu do mar, e o grande tecido cinzento ficou marcado por grossas linhas que se agitavam sob a superfície, perseguindo-se num ritmo infindável."

Retirado de http://WWW.google.com/images/

Assim, começa o livro As Ondas, de Virgínia Woolf, escolhido para iniciar mais um ano de leituras do Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Carnaxide.
Seis personagens e os seu pensamentos que vão e vêm ao compasso da sucessão das estações do ano ou das ondas. O livro é a vida dos personagens e as impossibilidades de serem aquilo que gostariam de ser.
O livro suscitou debate, pela ideia do enredo ser os pensamentos dos personagens, pela ausência de protagonista, pela riqueza das reflexões que recheavam o livro, pela solidão patente e angústia transformada em obra-prima.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sandra Carvalho na Biblioteca Municipal de Oeiras





Sandra Carvalho esteve ontem na Biblioteca Municipal de Oeiras à conversa com três turmas do secundário da Escola Secundário Luís de Freitas Branco.
Falou sobre a sua Saga das Pedras Mágicas, cujo 7º e último volume, está agora a terminar.
Admiradora de Marion Zimmer Bradley, a escritora relata nos seus livros as aventuras de três gerações de mulheres guerreiras vickings.
Inicialmente a saga deveria terminar no 6º volume, sendo dois livros dedicados a cada geração. Mas no 3º livro, Sandra apaixonou-se pela personagem Thora e decidiu dar-lhe uma dimensão maior, dedicando-lhe um dos volumes.
Partilhou com os jovens o seu desejo de ver a saga publicada em BD e o facto da liberdade de brincar com os elementos históricos, que o fantástico lhe permite, sem com isso enfurecer os historiadores. Deu como exemplo ter chamado Terra Antiga à Dinamarca e Noruega e Grande Ilha à Escócia e Inglaterra.
Quando terminar o livro, Sandra quer escrever sobre a lenda de Sesimbra, a terra onde nasceu e vive.


O próximo encontro será, também como a escritora Sandra Carvalho, na próxima quinta-feira, dia 20 de Janeiro, às 14h30, na Biblioteca Municipal de Carnaxide

Google lança concurso científico internacional para jovens talentos


A Google lançou um concurso científico internacional para jovens, cujo primeiro prémio é uma viagem de dez dias às ilhas Galápagos e uma bolsa de estudo de 50 mil dólares (38,5 mil euros).

A Google quer descobrir os espíritos jovens mais brilhantes do mundo capazes de lhe propor projectos interessantes e criativos, pertinentes no mundo de hoje”, assegurou o grupo, em comunicado, citado pela AFP.
Os jovens, dos 13 aos 18 anos, podem concorrer individualmente ou em grupos de dois ou três e devem apresentar o seu projecto, em Inglês, até 4 de Abril.

Os projectos podem ser compostos por um “vídeo de dois minutos ou por um dossier de 20 páginas, dando uma ideia geral” do que se pretende.

Posteriormente, um júri de professores vai examinar o conjunto das candidaturas e, no início de Maio, “60 semifinalistas serão escolhidos”. Os projectos vão ser colocados online e serão objecto de votação aberta, a que se seguirá a atribuição de um prémio pelo público.

No fim de Maio, a Google vai anunciar o nome dos 15 finalistas que serão convidados a visitar a sede do grupo, na Califórnia, onde um júri de reconhecidos investigadores, incluindo alguns prémios Nobel, vai proceder à votação final.

Os três vencedores serão designados em função da sua idade, de acordo com três categorias: 13-14, 15-16 e 17-18 anos.

Mais informações em Google Global Science Fair 2011

Fonte: DN Ciência

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Gonçalo M. Tavares no Café com Letras

foto:www.caminho.leya.comCafé com Letras
26.Janeiro - 21h30
Biblioteca Municipal de Oeiras

Em Fevereiro de 2006 Gonçalo M. Tavares foi o primeiro convidado do Café com Letras. Muitos livros e muitos prémios depois, entre os quais o Prémio do Melhor Livro Estrangeiro 2010 em França com o seu romance Aprender a Rezar na Era da Técnica, Gonçalo M. Tavares regressa ao Café com Letras.

O seu mais recente livro, Uma Viagem à Índia, publicado em Novembro último e cujas críticas aconselham uma particular atenção, será decerto um ponto de passagem na conversa com o escritor. As aventuras de Bloom, o protagonista, narradas numa epopeia do século XXI que nasce de uma ideia de responsabilidade com o passado, com inúmeras tangentes a “Os Lusíadas”, num hábil retrato da condição humana, levaram Vasco Graça Moura a afirmar que “vai marcar com certeza não apenas a História da Literatura Portuguesa, mas provavelmente a cultura europeia”.

Vai estar à conversa com Carlos Vaz Marques e com todos aqueles que com eles quiserem partilhar um serão à volta desta e de outras viagens.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Literatura e Gastronomia - Álvaro de Campos

Álvaro de Campos

(…) (Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que come!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida) (…)

Tabacaria (15 de Janeiro de 1928)

Chocolate quente

2 Colheres de sopa bem cheias de chocolate em pó
1 gema de ovo
3 dl de leite

Misture o chocolate numa chávena com um pouco de leite frio e leve o restante leite a ferver.
Assim que começar a ferver, junte o chocolate mexendo bem.
Deixe ferver, mexendo sempre, durante 30 segundos.
Retire do lume, desfaça a gema com um pouco de chocolate quente e misture tudo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

TOP das Bibliotecas Municipais de Oeiras

Fique a conhecer quais os livros de ficção mais procurados na Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras em OUTUBRO, NOVEMBRO E DEZEMBRO de 2010.

Este TOP tem uma actualização trimestral.

1
Título: O Anjo Branco
Autor: José Rodrigues Santos

Sinopse: A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo. O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo. No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato. Chamam-lhe o Anjo Branco.
2
Título: Comer, Orar, Amar
Autor: Elizabeth Gilbert

Sinopse: Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e realizada, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano.
3
Título: D. Amélia Rainha exilada que deixou o coração em Portugal
Autor: Isabel Stilwell

Sinopse: Uma rainha não foge, não vira costas ao seu destino, ao seu país. D. Amélia de Orleães e Bragança era uma mulher marcada pela tragédia quando embarcou, em Outubro de 1910, na Ericeira rumo ao exílio. Essa palavra maldita que tinha marcado a sua família e a sua infância. O povo acolheu-a com vivas, anos antes, quando chegou a Lisboa. Admirou a sua beleza, comentou como era alta e ficou encantado com o casamento de amor a que assistiu na Igreja de São Domingos. A princesa sentia-se uma mulher feliz. Mas cedo começou a sentir o peso da tragédia. O povo que a aclamou agora criticava os seus gestos, mesmo quando eram em prol dos mais desfavorecidos. O marido, aos poucos, afastava-se do seu coração, descobriu-lhe traições e fraquezas e nem o amor dos seus dois filhos conseguiu mitigar a dor. Nos dias mais tristes passava os dedos pelo colar de pérolas que D. Carlos lhe oferecera, 671 pérolas, cada uma símbolo dos momentos felizes que teimava em não esquecer.



4
Título: Irresistível Tentação
Autor: Jill Mansell

Sinopse: Quando Nadia Kinsella conhece o charmoso Jay Tiernan sente-se tentada. Retidos numa casa remota durante uma tempestade de neve, temos de admitir, nunca ninguém descobriria, certo?Mas Nadia há muito que encontrou o amor da sua vida. Chama-se Laurie, estão juntos desde sempre e Nadia ainda sente borboletas no estômago quando o vê. Bem, é verdade que não o tem visto muito nos últimos tempos, mas isso nem é culpa do Laurie. E ela não o pode trair! Para além do mais, quando se pertence a uma família como os Kinsellas, onde cada um é mais irresponsável do que o outro, alguém tem de dar o exemplo e resistir às tentações, não é? Afinal, não queremos fazer algo de que mais tarde nos arrependamos. Ou será que queremos?
5
Título: O Oito
Autor: Katherine Neville

Sinopse: Sul de França, 1790. No auge da Revolução Francesa, o lendário tabuleiro de xadrez de Carlos Magno, oculto há mais de um milénio nas profundezas da Abadia de Montglane, corre o risco de ser descoberto. As suas peças encerram um intricado enigma e quem o decifrar terá acesso a uma antiga fórmula alquímica que lhe concederá um poder ilimitado. Para mantê-las fora do alcance de mãos erradas, as noviças Mireille e Valentine deverão espalhá-las pelos quatro cantos do mundo. Dois séculos depois, Catherine Velis, uma jovem perita informática, é enviada para a Argélia com o objectivo de desenvolver um software para a OPEP.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Grupos de Leitores nas Bibliotecas Municipais de Oeiras

Em Janeiro, os Grupos de Leitores regressam às Bibliotecas Municipais de Oeiras para retomarem os seus encontros e conversarem sobre livros, autores, personagens, histórias, sensações, leituras e a vida.

Este mês estamos a ler:

Biblioteca Municipal de Algés










Autor: Anton Tchékov
Título: Contos de Tchékov



Biblioteca Municipal de Carnaxide










Autor: Virginia Woolf
Título: As Ondas



Biblioteca Municipal de Oeiras











Autor: Teolinda Gersão
Título: O Cavalo de Sol

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Malangatana Ngwenya: 1936-2011


O pintor moçambicano Malangatana faleceu aos 74 anos, esta madrugada, no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, vítima de doença prolongada, segundo a direcção do hospital.

O pintor, nomeado pela UNESCO Artista pela paz em 1997 e, recentemente, doutor honoris causa, pela Universidade de Évora, vendeu os primeiros quadros há 50 anos e com o dinheiro arranjou uma casa e foi buscar a família para Maputo. Meio século depois, morreu um homem do mundo, um amigo de Portugal e um dos moçambicanos mais famosos.
Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 6 de Junho de 1936 em Matalana, uma povoação do distrito de Marracuene, às portas da então Lourenço Marques, hoje Maputo.
Nos últimos 50 anos foi também muito mais do que pintor. Fez cerâmica, tapeçaria, gravura e escultura. Fez experiências com areia, conchas, pedras e raízes. Foi poeta, actor, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado, da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência. Na verdade Malangatana viveu parte da sua adolescência junto dos colonos portugueses, os mesmos que o iniciaram na pintura, primeiro o artista plástico e biólogo Augusto Cabral (morreu em 2006) e depois o arquitecto Pancho Guedes. O pintor iria “nascer” nessa noite, quando Malangatana foi a casa de Augusto Cabral e o viu a pintar um painel. “Ensine-me a pintar”, pediu. E Augusto Cabral deu-lhe tintas, pincéis e placas de contraplacado. “Agora pinta”, disse ao jovem, ao que este perguntou: “pinto o quê?”. “O que está dentro da tua cabeça”, respondeu Augusto Cabral. O jovem viria a ter também o apoio de outro português, o arquiteto Pancho Guedes, que lhe disponibilizou um espaço na garagem de sua casa de Maputo e lhe comprava dois quadros por mês, a preços inflacionados. Em poucos meses Malangatana quis fazer uma exposição e foi, para espanto confesso de Augusto Cabral, um enorme sucesso.
Malangatana participou no projecto "À Conversa Com..." numa visita memorável à Biblioteca Municipal de Algés - Palácio Anjos, em 1998. Colaborou ainda como ilustrador no dicionário Português-Guitonga /Guitonga-Português (o principal dialecto falado na província de Inhambane, no Sul de Moçambique), edição da Câmara Municipal Oeiras publicada no âmbito dos projectos de cooperação da geminação Oeiras-Inhambane (ideia lançada em 1999 pelo escritor moçambicano Mia Couto).

Mais informações sobre Malangatana:

Fonte: Público (Foto: Carlos Lopes/Arquivo)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Futuro Inventa-se


No seu 6º ciclo, as Conversas na Aldeia Global associam-se às comemorações do centenário da Universidade de Lisboa. Durante o ano de 2011, realizam-se um conjunto de conferências com a finalidade de suscitar a reflexão em redor das transformações e invariantes do nosso sistema educativo, designadamente, no que respeita aos valores, ao conhecimento e às competências a promover pela educação.
A história da educação de cada país representa sempre a evolução da sua própria estrutura, dos seus valores e ambições, das suas preocupações e opções quanto aos rumos futuros a trilhar. Com a crise planetária a atingir também a educação, o paradigma do ensino superior está a mudar a nível global.
Na primeira sessão, a decorrer no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, quinta-feira, dia 20 de Janeiro, pelas 21h30, António Câmara responde à questão "E qual é o papel que a universidade deve assumir no futuro do país?". Tendo por base a sua experiência pessoal como professor universitário e investigador nos Estados Unidos e em Portugal, vem falar-nos da temática também abordada no seu último livro "O Futuro Inventa-se".
António Câmara, vencedor do Prémio Pessoa 2006, sonhava ser tenista quando estudava engenharia, mas acabou por se destacar como pioneiro na investigação em informação geográfica. Desse seu trabalho de investigação resultou a criação da YDreams, uma empresa de sucesso na área do software para multimédia, realidade virtual e computação móvel. É ainda autor da obra "Voando com os Pés na Terra", uma compilação de textos publicados no Expresso, Exame, Jornal dos Arquitectos e Jornal de Letras. É actualmente professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e CEO da YDreams , além de Vice-Presidente da Direcção do Sport Algés e Dafundo. A sessão conta com a moderação do jornalista Vasco Trigo.



Foto: Gabinete de Comunicação - CMO/Núcleo de Conteúdos

sábado, 18 de dezembro de 2010

Produção de Conteúdos positivos para crianças


A Comissão Europeia anunciou no passado dia 21 de Outubro, por ocasião do Safer Internet Fórum, a primeira competição para o desenvolvimento e disponibilização de conteúdos positivos para crianças entre os 6 e os 12 anos de idade. O projecto Internet Segura irá ser responsável pela competição em Portugal que determinará quais os finalistas para o prémio final a nível europeu.

Mais informações sobre as regras de participação na página da Internet Segura

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Oficina “Posso voar como o caramba?”

Sábado, dia 18 de Dezembro, às 15H30, na Biblioteca Municipal de Carnaxide

A partir desta história de Marie Louise-Gay e tendo como base o universo e a imaginação de cada um, vamos questionar os caminhos das personagens e descobrir que há várias interpretações possíveis e que todas as personagens têm sempre um lado oposto… os heróis não têm só super poderes. Nesta oficina basta acreditar, tal como CARAMBA, que somos capazes.
Oficina de literatura e expressão artística, pela Associação Gato que Ladra.

Para famílias com crianças entre 6 e 10 anos
Requer Inscrição - Sector Infantil da BMC: Telf. 21 097 74 30, infantil.bmc@cm-oeiras.pt

Aviso

Informamos os Srs. Utilizadores de que as Bibliotecas Municipais de Oeiras estarão encerradas dia 17 de Dezembro (6ª-feira) entre as 12h30 e as 15h30.

Agradecemos a sua compreensão.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Carlos Pinto Coelho: 1944-2010

O jornalista Carlos Pinto Coelho faleceu, ontem, aos 66 anos, em Lisboa, na sequência de uma intervenção cirúrgica à aorta no Hospital Santa Marta para onde foi transferido depois de ter sido internado de urgência no Hospital de São José, segundo a agência Lusa.
Gostava que lhe chamassem "o senhor Acontece", considerava ser essa "uma forma gentilíssima" de lembrar os nove anos, em que diariamente, acabava o magazine cultural que teve na RTP2, de 1994 a 2003, com a célebre frase: "E assim, Acontece".
Carlos Pinto Coelho ficou conhecido pela intervenção na área do jornalismo cultural, mas teve uma carreira abrangente. Começou a sua carreira jornalística no "Diário de Notícias", como estagiário, em 1968. Além de repórter deste jornal, Carlos Pinto Coelho foi um dos fundadores do diário “Jornal Novo”, foi redactor da Agência de Notícias portuguesa ANI, director executivo da revista “Mais”. Na rádio foi locutor das estações TSF, Rádio Comercial, Antena1 e Teledifusão de Macau. Na televisão foi chefe de redacção do Informação/2, da RTP2, director de Cooperação e Relações Internacionais, director-adjunto de Informação e director de programas da RTP durante quatro anos.

Foi condecorado com o Grau da comenda da Ordem do Infante D. Henrique por Jorge Sampaio, em 2000, e era oficial da Ordem das Artes e das Letras de França (2009).

Carlos Pinto Coelho nasceu em Lisboa mas viveu em Lourenço Marques (agora Maputo, Moçambique) até aos 19 anos, altura em que regressou a Portugal. Daí vinha certamente o seu grande interesse pela África lusófona (teve um programa que se chamava “Em Português nos Entendemos”). Outra das suas paixões era a fotografia. Começou a expor em 1992 e ao longo da vida lançou vários livros de fotografia “A Meu Ver” (editora Pegasus, 1992), foi co-autor “Do Tamanho do Mundo” (Ataegina/1998), publicou “De tanto Olhar, fotografias e textos seus e com um prefácio de Lídia Jorge na editora Campo das Letras. E “Assim Acontece - 30 Entrevistas Sobre Tudo... E o Resto”, livro publicado em 2007.

Carlos Pinto Coelho foi colaborador assíduo das Bibliotecas Municipais de Oeiras, quer como convidado no “À Conversa Com…”, quer, ainda como mediador e apresentador nos Encontros Oeiras a Ler e, mais recentemente no projecto “República, o Lugar da Utopia”.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Autor do Mês - João Tordo


Nasceu em Lisboa em 1975. É filho do cantor Fernando Tordo e de Isabel Branco. Formou-se em Filosofia e estudou Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e Nova Iorque.
Escreveu, em parceria, o guião para a longa-metragem Amália, a Voz do Povo (2008). Foi vencedor do prémio Jovens Criadores em 2001.
Publicou quatro romances, "O Livro dos Homens Sem Luz" (2004)
, "Hotel Memória" (2007), "As Três Vidas" (2009) e "O Bom Inverno" (2010). Venceu o Prémio José Saramago com o romance "As Três Vidas".


Informação recolhida em Wikipédia e WOOK

Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras

Em Dezembro, os Grupos de Leitores regressam às Bibliotecas Municipais de Oeiras para retomarem os seus encontros e conversarem sobre livros, autores, personagens, histórias, sensações, leituras e a vida.

Este mês estamos a ler:

Biblioteca Municipal de Algés







Autor: Valter Hugo Mãe
Título: O remorso de Baltasar Serapião




Biblioteca Municipal de Carnaxide






Autor: Lídia Jorge
Título: Combateremos a sombra


Biblioteca Municipal de Oeiras









Autor: Irene Némirovsky
Título: Suite Francesa

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Noite de Natal na Biblioteca 2010

Na passada 6ª feira, dia 3, numa noite muito, muito fria, a Biblioteca Municipal de Oeiras encheu-se de calor humano com as famílias e instituições que aceitaram o nosso convite para participar na III edição da Noite de Natal na Biblioteca e celebrar connosco o Natal!

À entrada, a dar as boas vindas a esta noite especial, uma equipa de Fadinhas e uma Árvore de Natal enfeitada com as ilustrações de Maria Keil para o livro “Anjos de Pijama” da autoria de Matilde Rosa Araújo, em sua homenagem.
E depois das primeiras leituras em família... ... as crianças foram convidadas a ajudar o Sr. Carelo e o Sr. Serimbo, os mensageiros engarrafados interpretados pela ajudantes de Pai Natal - Irina Raimundo e Inês Pardal - na grande azáfama do Laboratório das mensagens perdidas. Neste Laboratório onde aparecem mensagens daquelas que se perdem nos pensamentos das pessoas, o Sr. Carelo e o Sr. Serimbo, tratam deste tipo de correspondência garantindo que todas as mensagens chegarão ao seu destino.



Depois de pintar e escrever os seus próprios postais de Natal, as crianças escreveram e pintaram outras mensagens em papel de cenário…

… até que o Sr. Carelo e o Sr. Serimbo receberam uma nova mensagem anunciando o início da peça de teatro “Um Natal Diferente” pela companhia de teatro Bocage e todos correram para a sala infantil, onde se divertiram muito!

Antes das despedidas, houve uma ceia simbólica para todos, com bolo-rei e outros doces, e um grande presente que caiu do tecto com um saco com surpresas para partilhar em família!

Se vierem à biblioteca até ao Natal, podem ver no átrio a Árvore de Natal e a máquina e mensagens do Laboratório das mensagens perdidas!


Voltem sempre e um Feliz Natal para todos, com muita ternura e alegria!

As nossas sugestões


Título: O Alpendre Dourado e outros contos
Autor: Tatiana Tolstoi

De quem se fala:

Tatiana Tolstoi nasceu em Leninegrado em 1951, no seio de uma família de uma família de grandes tradições literárias: sobrinha neta de Tolstoi, “o Grande”, Tatiana foi, como ele, favorecida com um invulgar talento para a escrita. Um dia, cansada do seu emprego monótono numa casa editora, Tatiana começou a escrever uma série de treze contos que seriam editados sob o título O Alpendre Dourado e que bastariam para a tornar uma das escritoras mais reputadas da sua geração. Publicado em 1987, o livro teve um sucesso estrondoso, tendo-se esgotado nas livrarias de Moscovo em menos de uma hora.
A sua escrita, que reflecte, uma profunda sensibilidade interior, tem sido comparada à de Tchekov e Nabokov.

Círculo de leitores, 221 p.

O que se diz:

“ As personagens de Tatiana são, ao mesmo tempo, pessoas comuns e invulgares. Ela revela uma argúcia com o pormenor que é, em minha opinião, o primeiro indício do talento de um escritor.”
Vitaly Vitaliev

Está dito:

"Nada acontecia. Vassily Mikhailovich não era visitado por nenhum serafim com seis asas, nem por qualquer outra criatura emplumada com ofertas de serviços sobrenaturais; não havia explosão nenhuma, dos céus não vinha voz alguma, ninguém o tentava, ninguém o levava para as alturas, ninguém o atirava ao chão. A tridimensionalidade da existência, cujo final estava cada vez mais perto, sufocava Vassily Mikhailovich.
Tentava sair da linha, fazer um buraco no céu, desaparecer através da porta desenhada."
O Círculo, in "Alpendre Dourado"
Título: História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar
Autor: Luís Sepúlveda

De quem se fala:

Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Reside actualmente em Gijón, na Espanha, após viver entre Hamburgo e Paris.
Membro activo da Unidade Popular chilena nos anos setenta, teve de abandonar o país após o golpe militar de Pinochet.
Viajou e trabalhou no Brasil. Uruguai, Paraguai e Peru. Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Sepúlveda era, na altura, amigo de Chico Mendes, herói da defesa da Amazónia. Dedicou a Chico Mendes O Velho que Lia Romances de Amor, o seu maior sucesso.
Perspicaz narrador de viagens e aventureiro nos confins do mundo, Sepúlveda concilia com sucesso o gosto pela descrição de lugares sugestivos e paisagens irreais com o desejo de contar histórias sobre o homem, através da sua experiência, dos seus sonhos, das suas esperanças.
http://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=447#ixzz16luiVGg1

O que se diz:

Esta será, juntamente com O Velho que lia Romances de Amor, a obra de maior sucesso comercial de Luís Sepúlveda. Trata-se de um conto destinado ao público infanto-juvenil, mas que não deixa de seduzir, também, os adultos. Escrita durante o período em que o Autor e a família viviam em Hamburgo, a trama subjacente a este conto incide na vida de um gato que habita as imediações do porto da cidade e, também, na amizade entre o felino e uma gaivota que tem o azar de ser surpreendida por uma maré negra.

http://hasempreumlivro.blogspot.com/2008/08/histria-de-uma-gaivota-e-do-gato-que.html

Está dito:

“Estendeu lentamente uma pata da frente, pôs de fora uma garra tão comprida como um fósforo e aproximou-a da cara de um dos provocadores” (sic).
“ – Gostas? Olha que tenho mais nove! Queres experimentá-las no espinhaço? – miou com toda a calma.
“Com a garra diante dos olhos, o gato engoliu cuspo antes de responder.”
http://hasempreumlivro.blogspot.com/2008/08/histria-de-uma-gaivota-e-do-gato-que.html

Estamos a entrar na época mágica do Natal.
E as férias estão a chegar.
Para te aqueceres nos dias chuvosos de Inverno e viajares de maneira diferente.
Que tal uns livrinhos para te aconchegar e fazerem sonhar?

Título: Os óculos do Pai Natal
Autor: Alice Cardoso

O Pai Natal sentou-se na sua cadeira de baloiço, disposto a ler as cartas de todas as crianças do mundo.
Para as compreender precisava dos óculos tradutores.
Procurou-os no bolso e ficou preocupado quando se apercebeu de que os tinha
Perdido.
E agora? Como poderá o Pai Natal saber quais os presentes que cada criança gostaria de receber?
Para crianças dos 5 aos 8 anos

Título: Um milagre de Natal
Autor: António Torrado
Tudo aconteceu numa noite mágica dos fins de Dezembro…
Imaginem um cãozinho perdido. Imaginem a balbúrdia das ruas cheias de gente, na roda-viva das últimas compras. O que vai ser do cãozinho?
Quem lhe acode?
Para crianças dos 7 aos 10 anos

Título: As Renas do Pai Natal
Autor: Moe Price

Desde sempre o Pai Natal e as suas renas encheram o céu de Natal com o som mágico de campainhas de trenó a tilintar. Mas, há muitos, muitos anos, o Pai Natal fazia a viagem a pé. E, cada ano, com mais casas para visitar, receava não ser capaz de entregar os presentes todos. A tradicional distribuição dos presentes corria o perigo de desaparecer, até que, os gnomos do Pai Natal inventaram um plano especial, um trenó voador…
Mas quem o puxaria?
Para crianças dos 6 aos 10 anos

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Literatura e Gastonomia - Eça de Queiroz

"Depois chegou a hora das luzes e do jantar. Eu encomendara pelo Grilo ao nosso magistral cozinheiro uma larga travessa de arroz-doce, com as iniciais de Jacinto e a data ditosa em canela, à moda amável da nossa meiga terra.(…)
- Arroz-doce! Está escrito com dois ss, mas não tem dúvida… Excelente lembrança! Há que tempos não como arroz-doce! Desde a morte da avó."
A Cidade e as Serras

O arroz-doce é um prato da doçaria tradicional portuguesa.
Para confeccionar esta receita, vai precisar dos seguintes ingredientes:
250 gr de arroz
7,5 dl de leite
250 gr de açúcar
3 gemas de ovos
1 casca de limão
1 pedacinho de canela em pau
Canela em pó e sal q.b *

* quanto baste, isto é, em quantidade julgada adequada.

Leve o leite ao lume num tacho.
Quando começar a ferver, junte-lhe o açúcar, o arroz, o sal, a casca de limão e o pauzinho de canela.
Assim que o arroz estiver cozido, retire o tacho do lume e deixe arrefecer um pouco.
Bata as gemas à parte e junte-as em seguida ao arroz. Mexa muito bem e leve a lume brando para cozer as gemas.
Sirva em travessas ou pratinhos e polvilhe com canela em pó.
http://cvc.instituto-camoes.pt/ouvir/situacao/03/texto.html

Exposição "Prémio Nobel da Literatura"


Na Biblioteca Municipal de Carnaxide
3 de Dezembro a 15 de Janeiro
Esperamos por si!