sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Grupos de Leitores em Dezembro

Chegados a Dezembro é tempo de concluir o primeiro ano de Grupos de Leitores nas Bibliotecas Municipais de Oeiras. Para trás ficaram 9 meses de livros, conversas, troca de experiências e muita aprendizagem. Em volta dos livros, dos autores e dos seus leitores criaram-se laços e ficaram a conhecer-se melhor as histórias de outros pela partilha de leituras.
Em Janeiro próximo será tempo de dar início a uma nova fase desta iniciativa e de reunir novos parceiros para os nossos encontros mensais. Esteja atento!
Até lá, nos próximos dias 4 e 11 de Dezembro os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras e de Carnaxide vão ler, debater e conversar sobre os seguintes livros:

Biblioteca Municipal de Oeiras








Autor: Ray Bradbury
Título: Fahrenheit 451



Biblioteca Municipal de Carnaxide








Autor: Herman Hesse
Título: Sidharta

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Chocolate

Autor: Joanne Harris


Encantei-me em absoluto com a imagética constante do Chocolate, comestível seguramente, mas acima de tudo, para mim, como riqueza de apuramento e exacerbamento dos sentidos… realmente de beber pelos olhos! Pois, a tradução é capaz de ser um pouco louca, mas mais loucos quem não arisca a magia da comida da leitura e espírito viajeiro ou de olhar com a mala ás costas?

Sofia Sousa, 30 anos, Científica da Educação

Pese embora o excesso de descritivos, ao lê-lo, encontra-se sempre um ambiente de mistério e de oculto que prende do princípio ao fim.Não são apenas os nossos olhos que lêem, mas o nosso olfacto quase sente todos aqueles aromas do chocolate e outras que parecem transmitir-se às nossas papilas gustativas.Parece inverosímil que num período de 50 dias (11/2 a 31/3) tantos acontecimentos decorram provenientes da magia da protagonista.
Maria José Gomes, 70 anos, Bancária Aposentada

Admirei a riqueza descritiva do romance autêntico que é este Chocolate, que também deu um excelente e verosímil filme. Lamento apenas que a tradução, que considero pretensiosa, tenha estragado bastante o gozo que a obra me causou (na linha da chancela tradutore-traditore da minha memória). Desnecessários os abundantes galicismos (repetitivos os Ur. Le criré – Padre Cura ou Prior – Mon père – meu pai) e a grossa asneira do 1.º período da pág. 51 (letter é carta e letra ao mesmo tempo ?!...).
Francisco Adolfo Gomes, 73 anos, Reformado da EDP

entrada n.º 0080

Casa Dividida


Autor: Pearl Buck


Acho que muito nos ensina Pearl Buck sobre a vida na antiga China.

Da mesma autora, a não perder: A Mãe e Para as Minhas Filhas Com Amor.


Maria José Melo, Reformada

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Fernando Pinto do Amaral no Café com Letras


Fernando Pinto do Amaral vai estar, hoje, às 21H30, à conversa com Carlos Vaz Marques, na Biblioteca Municipal de Carnaxide, em mais uma sessão do Café com Letras. Poeta, tradutor, ensaísta e ficcionista, Fernando Pinto do Amaral possui um percurso literário e pessoal notável, tendo já sido distinguido com prémios importantes.

Foi, também, o comissário das duas edições da Festa da Poesia realizadas pela Câmara Municipal de Oeiras.

Apareça...

A minha palavra favorita...

Foi recentemente editado, pelo Centro Atlântico, um livro curioso. Trata-se de um dicionário de palavras pessoais. Este projecto resultou de um conjunto de textos que tem como ponto de partida a seguinte questão: qual a sua palavra favorita? A partir desta permissa foram convidadas 90 figuras de relevo da sociedade portuguesa a elaborar uma reflexão sobre a sua palavra favorita. Palavras sobre a palavra, o repto lançado institui uma demanda que procura pensar, definir, iluminar, desconstruir a palavra escolhida... Do "adágio" de Sofia Lourenço, à "voz" de Luís Adriano Carlos, passando pelo "amor", pela "poesia", pela "água", pela "casa", pelo "corpo", pela "morte" e pela própria "palavra"; com escolhas tão surpreendentes como "obsidiana", "milágrima", "upabiluca", "calicatri" e "encertar", ali se apresentam as mais certas. Entregues como favoritas pelos seus autores, esperando uma leitura atenta...


Uma edição de Jorge Reis Sá

Na Fronteira da Ciência

"Na Fronteira da Ciência" é o tema do ciclo de palestras a decorrer de 12 de Dezembro de 2007 a 16 de Julho de 2008 na Fundação Calouste Gulbenkian (Auditório 2/18H00).
Segundo João Caraça, o director de ciência da Gulbenkian, "A ciência dedica-se ao estudo dos fenómenos da natureza e das suas interacções. Sendo o universo infinito, o processo de o apreendermos, acompanhando o progresso da ciência, não pode parar nem retroceder. A fronteira pula e avança.
Mas a ciência é também um poderoso veículo da cultura das sociedades contemporâneas e do exercício da cidadania. Por este motivo, torna-se necessário que cada vez se faça mais investigação e em melhores condições. O conhecimento científico está na base do espírito crítico, da atitude participativa, da verificação sistemática das condições do funcionamento da realidade de todos os dias.
A democracia é o único regime político que permite questionar livremente a relação da ciência com a sociedade. Ciência e democracia estão, pois, indissoluvelmente ligadas. Importa assim que todos compreendam os desafios e as perspectivas novas que decorrem das actividades na fronteira da ciência. Essas percepções são um poderoso indicador das oportunidades bem como das dificuldades com que se depara a nossa sociedade.
A leitura que fazemos do presente com vista ao futuro é a utopia que se tornará realidade no intervalo de uma geração. Torna-se assim tão importante falar sobre a ciência como fazer investigação na sua fronteira. É este encontro entre a ciência e os cidadãos que é fundamental promover. Para que as suas implicações sejam claras para todos – e para que o gosto pela aventura e pela descoberta perdure como aspiração colectiva."
Para mais informações consulte o Programa e o site das conferências.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

LIVRUS VISTUS - novo sistema operativo da Media Age

Um pouco de humor:
...trata-se de uma deliciosa paródia sobre a resistência à tecnologia (neste caso à literacia da informação), que afinal de contas é algo que persegue e atormenta, muito boa gente, desde a longa e escura noite dos tempos...
É divertido e não ofende. :-)

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Conversas na Aldeia Global com Samuel Almeida e Simão Oliveira

No sábado 24 de Novembro, pelas 17h00, a “Conversa na Aldeia Global” vai abordar a temática “Second Life: Universidade de Aveiro no mundo virtual”.
O Samuel Almeida e Simão Oliveira, membros da equipa second.ua, vêm partilhar a sua visão sobre este projecto. Actualmente a frequentar disciplinas do Mestrado em Comunicação Multimédia da Universidade de Aveiro, foram parte integrante da equipa que conceptualizou e implementou o projecto second.ua - a ilha da Universidade de Aveiro no Second Life, no âmbito da disciplina de Projecto I da licenciatura em Novas Tecnologias da Comunicação.
Desenvolvem também actividades projectuais paralelas na área do Second Life na sua vertente implementativa, tendo estado activamente envolvidos no desenvolvimento do projecto e Justice Centre.
Aularium
Contamos consigo para mais uma sessão de conversas na Aldeia Global moderada por Vasco Trigo!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O Alfaiate do Panamá

Autor: John Le Carré


Sobressaiu na trama do livro os artifícios utilizados pelas personagens do Alfaiate e do Ornard sendo a do primeiro que mais apreciei pois conseguiu subir na vida não só com aldrabices mas com a ajuda da sua profissão que desempenhava eficientemente e pela vida e pelo amor que dedicava à sua família. Enquanto a Osnard era apenas um “Bom vivant”.

Maria José Antunes, Bancária Aposentada

ver este título no catálogo da biblioteca

entrada n.º 0078

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Prémio para Pedro tamen


O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava para livros publicados em 2006 foi atribuído por unanimidade a Pedro Tamen, por "Analogia e Dedos", da editora Oceanos.

A notícia completa pode ser lida aqui.



segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Resistir

Autor: Ernesto Sabato



Absolutamente enternecedor em extasiante cogitação pelo que me parece ser bem central para a existência terrena, na consciência dos homens e até dos seres vivos em geral. Fala num prisma do pessoalmente, para momentos ínfimos do dia, entre grandes conquistas, profundas guerras, até e sempre transversal e finalmente culminando, na morte que o leitor prepara com o escritor, a sua partida tão desgraçadamente, ainda que apacificada, anunciada pelo filósofo, ex-anarqua, activista da polis, justiceiro das gentes, das ideias e coerências; Ofertando-nos mais... este testemunho do tamanho do mundo, para um mundo com algum resistir? ...

Sofia Sousa, Ciêntífica da Educação, 31 anos


entrada n.º 0077

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Conversas na Aldeia Global com o Prof. Fernando Albuquerque Costa

A dar continuidade ao ciclo de conversas na Aldeia Global contamos com a participação do Prof. Fernando Albuquerque Costa na sessão "Aprender com.net", a decorrer sábado 17 de Novembro, às 16H00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras.
O Prof. Fernando Albuquerque Costa exerce funções de assistente convidado da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. Coordena e participa em projectos que envolvem as áreas das tecnologias de informação e comunicação com vista à concepção, produção e uso de produtos multimédia ao serviço do ensino e aprendizagem.
Aprender com.net será o tema de mais um debate moderado pelo jornalista Vasco Trigo, onde se pretende focar os múltiplos domínios de aplicação das TIC em processos educativos, designadamente, o "e-learning" e os ambientes emergentes das comunidades de aprendizagem virtual.
Até sábado, em mais uma conversa na Aldeia Global!

A Metamorfose

Autor: Franz Kafka


Num ambiente estranho e claustrofóbico, impregnado pelo inusitado e típico senso de humor de Kafka, somos alertados, através da história de um Homem que se metamorfoseou num insecto, para um conjunto de questões actuais e pertinentes.
Surge-nos uma metáfora do mundo moderno, na qual encontramos o Ser Humano alienado pela sociedade, marginalizado, vítima de total incomunicação.Deparamo-nos com o pessimismo do indivíduo face ao futuro, o receio da perda de identidade humana e a importância das relações familiares, nomeadamente o papel do Pai.
Estamos perante uma obra agressiva e perturbadora, mas acima de tudo verídica e intemporal, que funciona como um resgate de valores e preceitos.

Paula Alexandra Silva, Consultora Financeira, 29 anos


entrada n.º 0076

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ainda um Alfaiate no Canal do Panamá

Na 2ª sessão de Novembro foi tempo de continuar a conversa em torno deste espião tão peculiar. Tendo em conta que alguns dos participantes não comparecerem na sessão anterior fizemos um pequeno resumo do que tinha sido debatido e voltamos a constatar que a grande maioria não gostou deste livro; seja pela complexidade do enredo, seja porque neste caso também o filme não se tornou apelativo. Foi igualmente unânime que este "Alfaiate" não faz jus à escrita de John Le Carré, enquanto autor de grandes histórias como a "Casa da Rússia" ou o "Espião que veio do frio".
Terminada a conversa em torno deste espião anti-Bond houve tempo para pensar nos livros a tratar no próximo ano, afinal 2008 está quase ai!
Dado o entusiasmo de todos foram recolhidas excelentes ideias para os Grupos de Leitores em 2008 e o próximo passo será o de criar um modelo que seja do agrado de todos e que continue a reforçar estes encontros mensais para partilha de leituras e troca de opiniões em torno dos livros, mas essencialmente em torno das pessoas.
Enquanto a edição dos Grupos de Leitores de 2008 não chega, esperamos por si nos próximos dias 4 e 11 de Dezembro, às 18:30, para mais um encontro desta vez na atmosfera futurista de Ray Bradbury em Fahrenheit 451.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

“Quando o temporal escondeu o sol” – Parte II




O livro, “Mãe”, de Pearl Buck continuou nesta sessão dos Grupos de Leitores da Biblioteca Municipal de Carnaxide, inevitavelmente, a realçar as afinidades dos personagens e ambiente rural com diversas regiões e épocas, nomeadamente anos 50 e 60, em Portugal.
A partir daí o personagem “Mãe” vai sendo desdobrado na versão Beirã, Alentejana, Minhota, Madeirense, perdendo a sua identidade Oriental, transformando-se num personagem Universal.
Nesta sessão debruçámo-nos, também, sobre as sessões do Grupo para 2008 e imbuídos em conhecer novos povos, vamo-nos dedicar a autores de países, segundo a nossa perspectiva, constituem, ainda, um enigma, uma nova forma de ver o mundo.
Para Dezembro e para nos despedirmos do ano, recheados de reflexões, terminamos com Siddharta de Hermann Hesse.

A Vida das Palavras


Dia 17 de Novembro, às 15H30


Biblioteca Municipal de Carnaxide

Tudo se passa entre dois universos diferentes: a floresta e o mar. Na floresta vive a família mais ilustre de melros, os Mellos Melros. E, no mar as elegantes Primas Gaivotas.

Com a ajuda do actor Carlos Sebastião e da artista plástica Sara Franqueira vamos fazer um Teatro de Bonecos (do séc. XIX), expressar o sentido das palavras através do corpo e construir um livro a partir de uma história.

Vem descobrir e viver as palavras na Biblioteca de Carnaxide


Público-alvo: Crianças a partir dos 6 anos, pais, avós e amigos.

Informações e inscrições (prévias)

Telf. 21 417 01 65

terça-feira, 13 de novembro de 2007

FEIRA DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE LISBOA - 2007

Mais uma Edição decorrida na Fil da Expo/ Parque das Nações lisboeta, entre dia 8 e 12 do mês de Novembro, compiladora de trabalhos, projectos, revoluções do contemporâneo sob a forma de – imagens de mar, paisagens de guerra, quadros de filmes, bolas com expressões da pessoa, energias eólicas e mecânicas exploradas, esculturas de barcos e candeeiros de penas, bonecos em dimensão humana com os mais incríveis materiais. Ainda, combinando palavras, escritos, prosas e títulos cheios de simbolismo, vídeos plenos de humor e movimento, painéis decorativos, imagens cinéticas a tocar o erotismo, utensílios agrícolas e não só em camursa e tecido, imensos corpos imensos. A livraria com um leque vasto e ameno, i.e. para bastantes gostos do universo da performance artística. Enfim, tudo o que se pode imaginar… Mas, este ano, inspirando talvez mais (a) uma calma, simplicidade e harmonia, onde as cores não se chocam e o design não se anula ou pisa, antes, onde o ser e a existência encontra outro renascimento, outro renascer… até porque o tamanho central das obras era o médio. Apesar de ter escutado um comentário de jovens colaboradoras: «Vamos embora! Afinal isto [a FAC] é só pornografia!».
Contou com a presença de, ao longo de quatro grandes corredores, mais de 30 galerias portuguesas e estrangeiras.

(A imagem reportada mostra apenas uma ideia do que
pareceu oferecer o espaço magnífico da F.A.C 2007)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Maria do Rosário Pedreira por um Serão...

Em continuação...

»» A Publicação actualmente é acantonada ou em nichos, … relembro do (Pedro) Mexia «O resto da minha alegria»… outro momento alto da minha vida (com os meus poemas) - «A última ceia»[poema escrito pela oradora] lida na Igreja, sei que o Sr. Padre nem apreciaria muito do que escrevo . Há, ainda, muita troca de poesia minha na net; há pouco tempo, «O Canto do Ventos dos Ciprestes» (uma das suas obras) foi pano de fundo para a criação de uma exposição de joalharia. Acho muito interessante os textos que originam outros ‘textos’, é engraçado, é giro.
»» Não procuro exactamente consolo nas leituras, nos livros, o estar bem é que é bom!... livros que me salvariam, um consolo sem um lado terapêutico… gosto antes de ser assicada e de livros que mexem connosco… (Quando quero a terapia) leio o «Porto sudão» de Rollan, «A barragem contra o infinito». Para a leitura é preciso empatia com o que se está a ler.
»» Algo que me fascina na literatura é ‘como se consegue ser finamente má’, a maldade refinada, a perversidade não é tão forte; como Agostina Bessa-Luíz que ao vivo me pareceu mais perto de (atitudes de) maldade refinada…
»» Sou preguiçosa, vou tentar ser mais positiva quando voltar a escrever ou editar poesia.
»» Tenho poucas ambições enquanto escritora mas quero escrever mais… Ah! agora não sei quando edito de novo!...casei-me há pouco tempo, (neste momento) estou a viver… também preciso! Eu quero escrever (contrariamente ao que vem escrevendo na sua maioria) como o amor pode ser bestial.
»» Há frases, ideias, expressões (imagens escritas) que acho ‘parolas’, ‘pirosas’, como “cabelos de trigo” e “lábios de mel” e nestes casos digo logo que não gosto e sugiro que cortem dos poemas ou dos textos. Aconteceu com o José Luís Peixoto salvo erro em «Uma casa na escuridão» ter numa página escrito quarenta vezes ‘lombo e arroz’ ao que lhe disse tira vinte (desta expressão).
Eu quero fazer do livro o melhor possível!
»» Outra coisa que me parece importante é que os autores não devem publicar logo que terminam de escrever (um livro).
»» Tento desenvolver uma relação de confiança com a pessoa escritora.
»» Para mim é-me difícil emendar poemas, sou muito tendenciosa na poesia, não quero ‘puxar ‘ à minha família de eleição (nesta área), não publico poesia.
»» Quando a Florbela Espanca escreve «ser a moça mais linda do povoado» esta (frase) ‘matou-me’! e até fiz uma brincadeira (posteriormente) com ela!!...

sábado, 10 de novembro de 2007

Norman Mailer 1923-2007

O escritor e jornalista norte-americano Norman Mailer, duas vezes vencedor do prémio Pulitzer, morreu hoje, aos 84 anos, no hospital Monte Sinai, em Nova Iorque, por insuficiência renal.Romancista, jornalista e argumentista, Norman Mailer recebeu por duas vezes o prémio Pulitzer (com os livros "Os Exércitos da Noite" e "O Canto do Carrasco") e uma vez o National Book Award.

Autor de cerca de 40 obras, aquele que foi considerado o "enfant terrible" da literatura americana nasceu a 31 de Janeiro de 1923 em Long Branch (Nova Jérsia).

Provocador e cronista ácido da sociedade norte-americana, Norman Mailer cresceu numa família da pequena burguesia judia. Aluno brilhante, escreveu a sua primeira novela aos 12 anos. Ingressou em Harvard em 1939 e licenciou-se em mecânica aeronáutica quatro anos mais tarde. Depois da universidade ingressou no Exército e foi combater para o Pacífico até à sua desmobilização, em 1946.
A guerra forneceu a matéria para a sua primeira obra "Os nus e os mortos" (1948). Com este romance, de um realismo brutal, traduzido para uma vintena de línguas, atinge a celebridade, aos 25 anos.
Ícone da contra-cultura americana durante a década de 1950, Mailer foi um dos fundadores do semanário de culto dos intelectuais, o "Village Voice".
Em 1969 foi candidato à presidência da câmara de Nova Iorque, dois anos depois de ter sido preso por ter denunciado o interesse político dos EUA no Vietname.

Fonte da notícia
Fotografia

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Num ambiente tão traiçoeiro, nada melhor do que ter o seu próprio espião

Na primeira sessão de Novembro dos Grupos de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras foi tempo de discutir política, relações humanas, responsabilidades e comportamentos.
Num clima de intriga, corrupção e espionagem John Le Carré apresentou-nos a vida de um "alfaiate" no Panamá dos anos 90.
Numa malha complexa de relações sociais, personagens e descrições pormenorizadas a maioria dos participantes no Grupo sentiram-se um pouco perdidos e nem mesmo o visionamento do filme ajudou a clarificar algumas dúvidas e incertezas. Este livro demonstra também o pessimismo e desânimo de John le Carré, cuja novela retrata uma história de espionagem pós-Guerra Fria que pouco ou nada tem a ver com o que estamos habituados nos filmes do 007.


Trailer do filme "O Alfaiate do Panamá"

- Páginas com a biografia do autor 1 e 2;
- Página sobre o filme;
- Entrevista com o realizador e making of;
- Informações sobre o Canal do Panamá.