sexta-feira, 8 de junho de 2007

Biblioteca

Autor: Gonçalo M. Tavares


Achei que se tratava de uma dissertação generalizada, perspicaz, racional e que demonstra grande cultura geral sobre a vida de um homem que vagueia entre uma biblioteca e uma tasca.



entrada nº 0049

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O inodoro...


Quantas vezes nos vêm à cabeça os cheiros, quando recuamos no tempo? O cheiro de casa da avó, do colo da mãe, da praia, das férias, do bacalhau na consoada, do primeiro dia de escola… Importante – não é? –, o olfacto? E se, por qualquer acaso, não tivéssemos cheiro? Não que não fossemos capazes de cheirar, mas se nada emanasse de nós? Seríamos gente? Existiríamos?
O Grupo de Leitores de Carnaxide andou em volta do “Perfume: história de um assassino” e colocou-se as supracitadas interrogações e outras que se seguem: seria Jean-Baptiste Grenouille gente? Seria inimputável, à luz das actuais leis? Seria como o louco da Barca do Inferno – o único a ir para o céu? Ou teria plena consciência moral? E o autor, esse eremita de seu nome Patrick Süskind? Haverá nesta ficção algo de autobiográfico? Certo, certo é que também este gosta do recolhimento, de quartos pequenos e da distância de tudo e todos.
Se do debate se esperariam unanimidades, pois nada de mais falso. Desde assassino a criatura bela e isenta de pecado (consciência de, porque pecados tinha, e muitos), o viscoso Grenouille suscitou paixão e aversão. Mas duas conclusões se tiraram: uma excelente obra de ficção, por um lado; uma obra que se esgota em si mesmo, por outro. Uma excelente obra de ficção pela escrita simples, escorreita, arrebatadora, que dá vontade de tudo ler de um só trago e pela ideia – genial – que gira em torno do olfacto apurado de quem não exala (ou será se exala…); uma obra que se esgota em si mesmo por não reportar tão directamente para o real – algo que, pelo contrário, tinha acontecido com as obras analisadas anteriormente. Nessas, para lá do enredo, fizemos paralelismos com as nossas próprias vidas e com as dos autores – a saber, Saramago, Gabo, Neruda e Thomas Mann. Como disse a Antonieta: “não é uma obra seminal”. Mas, como retorquiu a Elisabete “não é um grande livro, mas é uma grande história”!
Certo, certo, é que não deixou ninguém indiferente, este… inodoro (calha bem, que eu até estou constipado)! Vemo-nos em Oeiras, para a semana!

Cultura digital em Lisboa

Na segunda edição o Lisbon Village Festival, universo centrado na Arte e no Cinema digital apresenta mostras de cinema polaco, japonês e de animação, exibições e conferências dedicadas à história do cinema, e uma homenagem ao actor Robert de Niro. Este festival decorrerá maioritariamente de 18 a 24 de Junho nas salas do Cinema São Jorge de Lisboa.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Grupo de leitores perfumado

A sessão de hoje dos Grupos de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras começou com um jogo... Qual era a essência que hoje pairava na sala?!
Aproveitando o facto do grupo estar a ler O Perfume: história de um assassino de Patrick Suskind, resolvemos perfumar o ambiente com uma essência que poderia ter saído das mãos de Grenouille ou de Baldini.

Esta foi das sessões mais participadas do Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras e como contámos com mais um novo elemento a conversa decorreu entre apresentações e debates.
Ao grupo não passou despercebido a personalidade peculiar de Grenouille nem a sua ânsia pelo aroma perfeito. Abordou-se a questão (a)moral muito presente nos comportamentos da personagem principal, a realidade social da época (séc. XVIII) e o ambiente urbano das cidades, em especial de Paris.
As descrições e relatos cheio de imagens e odores apresentadas por Patrick Suskind não deixaram ninguém indiferente e prometem continuar a transformar esta discussão, como alguém disse, num verdadeiro "odorama".
O próximo encontro dos grupos de leitores decorre no próximo dia 12 de Junho e vai reunir o grupo de Carnaxide e o de Oeiras.

Para ajudar nas nossas conversas deixo aqui um pequeno documentário sobre o making of do filme (dobrado em espanhol) onde são levantadas algumas questões interessantes.



A resposta sobre qual a essência da sala será dada no encontro de dia 12 de Junho!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

AS NOSSAS SUGESTÕES - JUNHO 2007

Título: A melancolia do geógrafo
Autor: Brigitte Paulino-Neto

De quem se fala:
Brigitte Paulino-Neto nasceu em França, em 1953, de mãe francesa e pai português. Licenciada em Filosofia pela Sorbonne, passou alguns anos em Portugal como professora de Sociologia e de Francês, antes de se tornar jornalista do diário Libération. É actualmente redactora-chefe da revista Vogue. Em 1992 publicou uma obra sobre o coreógrafo Angelin Preljocaj, em colaboração com Jean Bollack, Ismail Kadaré e Roman Polanski. A melancolia do geógrafo, o seu primeiro romance, foi finalista do Prémio Médicis em 1994.
O que se diz:
“ (…) É um livro estranho, por vezes difícil, quase fisicamente incomodativo. É, também, um livro inesperado, porque não é apenas um livro que “se passa” em Portugal, é um livro sobre “o que é ser português” (pelo menos, “o que é ser português” entre os anos 60 e os anos 90). Além disso, é um livro magnífico…” Eduardo Prado Coelho in Público

Está dito:
“Ela não se rala com as botas sujas no chão acabado de lavar, desde que ele esteja contente. E sente o mesmo quanto aos salpicos à volta da bacia: ele está em sua casa; poderia entrar a cavalo.”

Edições ASA; 142 p.



Título: O mensageiro e outras histórias com anjos
Autor: Teolinda Gersão

De quem se fala:
Teolinda Gersão nasceu em Coimbra, estudou Germanística e Anglística nas Universidades de Coimbra, Tuebingen e Berlim, foi Leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, docente na Faculdade de Letras de Lisboa e posteriormente professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa. A partir de 1995 passou a dedicar-se exclusivamente à literatura. Foi escritora residente na Universidade de Berkeley em Fevereiro e Março de 2004 e conquistou os seguintes prémios literários: Prémio de Ficção do Pen Club em 1981 e 1989, Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 1995, Prémio da Crítica da Association Internationale des Critiques Littéraires em 1999, Prémio Fernando Namora em 1999 e Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco em 2002.

O que se diz:
A morte, o amor, a revelação: situações limite, que figuras de anjos atravessam. Três histórias do sobrenatural? Não, ou pelo menos não necessariamente. O que nestas histórias nos deslumbra (ou nos perturba) é porventura apenas a descoberta do humano.

Está dito:
“Às vezes estendia as mãos sobre as chamas, até se queimar. A pele ficava vermelha e devia doer-lhe, mas ela nunca se queixava. Untava a mão com azeite, enrolava-a num lenço, voltava a sentar-se e continuava a olhar o fogo. Se eu me punha na frente ela não me via. Os olhos pareciam vazios, como se tivesse ficado cega de repente. Nunca sorria quando lhe sorriamos, nem se voltava para nós quando a chamávamos.”

Dom Quixote; 71 p.

Título: Quase todas as mulheres
Autor: J. J. Armas Marcelo

De quem se fala:
J. J. Armas Marcelo nasceu em Las Palmas em 1946 e é licenciado em Filologia e Literatura Clássica pela Universidade Complutense de Madrid desde 1978. É autor de vários romances, da biografia de Mário Vargas Llosa El vicio de escribir e do ensaio Los años que fuimos Marilyn. Colabora regularmente com a imprensa, rádio e televisão, onde dirigiu durante quatro anos o programa Los libros, na TVE. Em 1998 obteve o Prémio González-Ruano de Jornalismo e, nesse mesmo ano, a Ordem de Miranda. Com Quase todas as mulheres ganhou o Prémio de Romance Ciudad de Torrevieja II.

O que se diz:
Quase todas as mulheres é um romance persuasivo, que atinge níveis de uma altíssima e fina sensualidade erótica, um relato absorvente que recria e homenageia a beleza feminina, a beleza do mar e a beleza das palavras. Um hino à mulher, à memória, à loucura de amar e à paixão de viver.

Está dito:
“ (…) aos sessenta anos continuava a adorar que a pele do seu corpo, apergaminhada pelo sol e o sal do mar da praia, exalasse um perfume de salitre muito pessoal. Semicerrava os olhos e viajava no tempo ao aspirar na memória o cheiro da praia infantil, até atingir em reminiscência quase a mesma sensação de criança.”

Dom Quixote; 351 p.

Título: O alfaiate do Panamá
Autor: John Le Carré

De quem se fala: John Le Carré nasceu em 1931. Após ter frequentado as Universidades de Berna e Oxford, foi professor em Eton e trabalhou durante Cinco anos no Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O seu terceiro romance, o Espião que veio do frio, assegurou-lhe uma larga reputação, consolidada com a recepção que o público dispensou à sua trilogia de George Smiley, Tinker Tailor Soldier Spy, the Honourable Schoolboy e The Smiley’s People. O seu romance mais autobiográfico, Um espião Perfeito, foi seguido por Casa da Rússia, A Paz insuportável, O Peregrino Secreto, O Gerente da noite e O Nosso Jogo, todos publicados nesta mesma colecção. O Alfaiate do Panamá é o seu décimo sexto livro.

O que se diz: Harry Pendell é o carismático proprietário e anjo-da-guarda da Pendel & Braithwaite Limitada. Alfaiates Reais, anteriormente em Londres, por cujas portas passam todos os que são alguém na América Central. Andrew Osnard, gorducho e misterioso, antigo aluno de Eton, é um espião. A sua missão secreta é um pau de dois bicos: manter um olho observador sobre as manobras políticas que levaram à tomada americana do canal do Panamá e garantir para si próprio a imensa fortuna pessoal que até agora o tem rudemente iludido. (...)

Está dito: “ estava uma tarde de sexta-feira perfeitamente normal lá no Panamá, país tropical, até Andrews Osnard irromper pela alfaiataria de Harry Pendel e pedir que lhe tirassem as medidas para um fato. Quando ele entrou, Pendel era uma pessoa. Quando saiu, era outra.”

Dom Quixote; 400 pág.

Título: Mulher em branco
Autor: Rodrigo Guedes de Carvalho

De quem se fala:
Rodrigo Guedes de Carvalho é jornalista. Nasceu em 1963, no Porto. Em 1997 recebeu o Prémio Especial do Júri do Festival Internacional FIGRA, em França, com uma Grande reportagem sobre urgências hospitalares. Estreou-se na ficção com o romance Daqui a Nada (1992) vencedor do Prémio Jovens Talentos da ONU.
Em 2005 publicou o seu segundo romance A Casa Quieta que em menos de um ano esgotou várias edições. Foi co-argumentista do tele-filme Alta Fidelidade exibido na SIC, e argumentista da longa-metragem Coisa Ruim, filme que mereceu honras de Abertura Oficial do Fantasporto 2006. É ainda autor da peça de teatro Os Pés no Arame, levada à cena em Lisboa em 2002.

O que se diz:
Uma criança desaparece. Estava à guarda do pai. O choque da notícia atira a mãe para um abismo de amnésia. Sem memória, é incapaz de chorar um filho que não sabe que tem. Como podemos continuar a viver se caminhamos vazios. E há um homem que arranja uma amante enquanto visita a mulher no hospital. Ladrões que roubam cinzas de uma morta. Há as maldades desumanas do amor, um sopro pérfido que o diabo sussurra aos ouvidos. Em fundo, a irracional violência do divórcio. A bestialidade das palavras que atiramos uns aos outros como pedras. Uma mulher que espera ainda e sempre, à janela. Porque o coração é um bicho e não ouve. E uma pergunta a que não se ousa responder: Para onde vão os amores que foram um dia?

Está dito:
“E em tua volta todos parecem saber quem és. De onde vens, quem foste. Antes. Sabem-te da vida. Que amaste, que procriaste. Tens um filho, saberás tu disto. Mas tu não. Daí não perceberes, ao olhares a tua amiga que te segue, se deves chorar ou rir. Nada dentro de ti te conduz. De quem seriam as fotografias, que ingénuos apagaram como se não visses. Tu? Serias tu antes? Aquela que não recordas? Estarias só, serias nova (…). Haveria por aí alguém por quem darias a vida?”

Dom Quixote; 295 p.

Sondagem de Maio

Ao longo do mês de Maio realizamos mais uma sondagem aos leitores do blog Oeiras a Ler.

À pergunta Como chegou a este blog? responderam 103 pessoas, tendo as respostas ficado distribuídas da seguinte forma:

Newsletter - 4 votos (4 %)
Site da CMO - 14 votos (14 %)
Pesquisa na web - 33 votos (31 %)
Recomendação - 15 votos (15 %)
Link em outro site - 18 votos (17 %)
Por engano - 11 votos (11 %)
Outra - 8 votos (8 %)

Da análise das respostas é possível perceber que os leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO) utilizam os serviços prestados via web e procuram os locais de acesso a esses serviços. Um claro incentivo ao trabalho que temos vindo a desenvolver no sentido de reforçar a nossa presença na internet.

sábado, 2 de junho de 2007

Ler Poesia

Um livro é uma máquina que pensa por mim e é uma máquina barata.
Mas eu não quero que pensem por mim sempre da mesma maneira.
O mesmo livro pensa sempre da mesma maneira.
Se eu fechar o livro, calo-me, e as pedras pesam-me mais no crânio.
Se eu abrir o livro começo a falar, mas digo sempre a mesma coisa.

Alguém ma disse que um livro de poesia é diferente.
É uma máquina muito mais rápida.
A cada vez que passa, passa de outra maneira.
Deve ter pés estranhos.
Pés adaptáveis à terra
ou então capazes de a dominar.
De resto nunca li um livro de poesia.
Sou demasiado homem para isso.
Sou demasiado contemporâneo: trabalho muito.
Ler poesia para quê?
Eu trabalho muito, sou contemporâneo. Ler poesia para quê?

Gonçalo M. Tavares in O homem ou é tonto ou é mulher;

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Dia Mundial da Criança


«(...) Dali para diante,
para o nosso menino, será só uma pergunta
sem literatura: "Vou ou não vou?" E foi.

(...) Ó que feliz ia o menino! Andou, andou,
foram rareando as árvores, e agora havia
uma charneca rasa, de mato ralo e seco, e no meio
dela uma inóspita colina redonda como
uma tigela voltada.
Deu-se o menino ao trabalho de subir
a encosta, e quando chegou lá acima, que viu ele?
(...)»


A Maior Flor do Mundo, por José Saramago
Ilustração de João Caetano


Bandeiras de Portugal


Desde a fundação na nacionalidade até à bandeira republicana, apresentando projectos submetidos mas jamais aprovados. Uma viagem através da História do nosso maior símbolo pátrio: a bandeira nacional. Exposição, de 2 a 18 de Junho, na Biblioteca Municipal de Carnaxide.

Festas de Oeiras - 2007

De 2 a 16 de Junho decorre mais uma edição das Festas de Oeiras.

Durante o mês de Junho inúmeras actividades animam as Festas do Concelho: música, teatro, exposições, moda, festivais e desporto prometem animar Oeiras e atrair milhares de pessoas ao concelho. Entre no ritmo - Junho é em Oeiras!
Pode ver o prograna completo aqui.
Fonte: Site CMO

quinta-feira, 31 de maio de 2007

A Máquina de Joseph Walser

Autor: Gonçalo M. Tavares


Considerei um livro realista, sarcástico, poético e de grande coragem e força, que demonstra nas características das personagens. História técnica. É um livro que prima pelas emoções.

Madalena Madeira, Professora


entrada nº 0048

quarta-feira, 30 de maio de 2007

José Luís Peixoto, só para a próxima semana

Por motivo de Greve Geral, a decorrer durante o dia de hoje, foi cancelada a sessão do Café com Letras, com o escritor José Luís Peixoto, prevista para às 21H30, na Biblioteca Municipal de Algés.

A sessão será realizada no próximo dia 6 de Junho, quarta-feira, às 21H30 no mesmo local. A conversa é conduzida, naturalmente, pelo Carlos Vaz Marques.

Até lá!

III CTDI 07- II

Na sequência do post anterior, disponibilizamos também neste espaço a apresentação realizada no Encontro CTDI 07, dedicada ao Blog Oeiras a Ler.
Aproveitamos para renovar os nossos agradecimentos à organização, a professores e alunos da ESEIG (em especial ao Júlio Anjos), por toda a amabilidade e acolhimento ao longo desta jornada.

III CTDI


Realizou-se em Vila do Conde o III CTDI – Ciências da Tecnologia, Documentação e Informação – subordinado ao tema Web 2.0 na Ciência da Informação e promovido pela ESEIG – Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão – de Vila do Conde. As BM Oeiras foram convidadas a participar para relatarem a experiência de concepção, manutenção e desenvolvimento do Oeiras-a-ler enquanto ferramenta web 2.0 de interacção para com a comunidade que servimos.
As intervenções poder-se-ão dividir em quatro partes:

- Os alunos e docentes da ESEIG, que abordaram a utilização da Web 2.0 por alunos e docentes da instituição e a criação de projectos integrados de gestão de conteúdos, respectivamente, sendo que neste caso se projecta a concepção de um repositório para a produção de conteúdos gerados pelo curso de CTDI e uma eventual parceria para a criação de uma futura biblioteca digital;

- Os convidados estrangeiros – Richard Wallis, Sheila Webber e Fabiano Caruso – que foram vítimas da falibilidade das novas tecnologias e viram as suas conferências virtuais serem boicotadas por falhas de comunicação (não obstante os esforços do Júlio Anjos). Talvez um plano B para a próxima…;

- Os blogueiros na primeira pessoa: Luísa Alvim abordando as métricas de qualidade para blogs, o Pedro Príncipe relatando o perfil de blogues portugueses em Ciências da Informação, o Paulo Sousa traçando o perfil do leitor de blogues, o Júlio Anjos dissertando acerca das boas práticas de Web 2.0 em unidades documentais e, claro, a BMO – o Navarro, o Bruno e a Maria José – explanando o que pretendia ser, o que é e no que poderá tornar-se este Oeiras-a-ler, tendo sempre como trave-mestra a intenção de gerar interacção e participação por parte de todos os que nos visitam;

- Por último e em lugar de destaque ficou – fruto da magia das palavras – o tema “O blogue pessoal/profissional como escape terapêutico = Silly library blogs worldwide”. Textos fantásticos, tanto do Adalberto como da Clara, sobre a motivação pela qual se cria e mantém um blog de índole pessoal e profissional. Falou-se, segundo as palavras da Clara, “ de um blogue de uma bibliotecária, e não de um blogue sobre bibliotecas”. Uma autêntica “Farpa”, esta intervenção, ao género de Ramalho e Eça – Clara copyright :-)!

À ESEIG o nosso agradecimento e esperamos por mais um encontro!

P.S. – as apresentações dos intervenientes serão disponibilizadas no site da ESEIG ainda esta semana.

Teatrinho do Salpico

2 de Junho, sábado, às 16H00
na Biblioteca Municipal de Carnaxide

O Teatrinho do Salpico é uma peça de fantoches subordinada ao tema “O Ciclo da Água e a sua importância enquanto bem escasso e essencial à vida”, em que o herói da história é o Salpico, a mascote do SMAS.

Público-alvo: Crianças a partir dos 4 anos, pais, avós e amigos.

Informações e inscrições (prévias):
Biblioteca Municipal de Carnaxide
Sector Infantil, Tel. 21 417 01 65

terça-feira, 29 de maio de 2007

O Alquimista

Autor: Paulo Coelho

Gostei, amei, adorei por isso recomendo. Essa obra nos ensina a escutar o nosso coração e ir à procura dos nossos sonhos sem medo.


Maria Elizabete Andrade, 36 anos

entrada nº 0047

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Grupos de Leitores

Em Junho os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Carnaxide e de Oeiras vão ler o mesmo livro - O Perfume: história de um assassino, de Patrick Suskind.
Este mês e dando resposta a uma solicitação dos 2 grupos, vamos organizar uma sessão conjunta para potenciar a discussão, a conversa e a partilha em torno dos livros e da leitura.



Os Livros

(…) Foi sobretudo a partir destes objectos cheios de folhas e letras, imagens, símbolos e outras linguagens escritas e desenhadas, mais finos ou mais grossos, maiores ou mais pequenos, mais bonitos ou mais feios, que tomei a consciência de que a realidade é muito mais do que aparenta ser, e com ela eu próprio e os meus semelhantes. Com os livros percebi que a realidade, sem os livros, é ignorância.
Percebi que quanto mais lia - e eu sou sobretudo um leitor - mais se transformava o mundo à minha volta, e o modo como eu o via, o tocava, o cheirava, o sentia e entendia. Mas não foi só o mundo que foi mudando ao sabor de cada livro. Também eu me ia conhecendo melhor. com os livros, e com alguns leitores, aprendi a desenvolver as minhas capacidades e a minimizar os meus defeitos. Essas vozes que subiam de tom ao virar de cada página traziam pensamentos, sentimentos, conhecimentos, actos, uns a todos comuns, outros que eu idealizava, outros ainda, que se instalavam no íntimo e que por vezes faziam revolver as entranhas, porque nunca é passiva a aprendizagem quando nos envolvemos. (...) Começaram por me dizer que os livros continham histórias. E é o que normalmente começam por nos dizer. Estava eu então longe de imaginar que nessas histórias havia irmãos, amigos, amantes, mestres, toda uma plêiade que ainda mal conheço. E o segredo de os conhecer. É esta a minha verdade. Todo o conhecimento é progressivo. Mantenho tudo o que disse.

Revista de ver e ler poesia nº 1 – Encontro Verso

domingo, 27 de maio de 2007

Apresentações feitas no II Encontro Oeiras a Ler

Nos passados dias 24 e 25 de Maio realizou-se o II Encontro Oeiras a Ler, que este ano tinha como tema A Promoção da Leitura nas Bibliotecas Públicas Europeias.
Ao longo dos 2 dias, os profissionais convidados contribuíram para a criação de um "espaço de reflexão circunstanciada e de debate aprofundado sobre temas que entrecruzam as bibliotecas públicas e a promoção da leitura".

Dando continuidade aos objectivos do Encontro disponibilizam-se aqui as apresentações powerpoint utilizadas durante as sessões e os textos das conferências.

Filipe Leal - Programa Oeiras a Ler: Programa Municipal de Promoção da Leitura
Ver apresentação powerpoint.
Ler o texto da conferência.

Luca Ferrieri - La lettura è altrove. Strategie ed esperienze di promozione in una bibliotecha que cambia
Ver apresentação powerpoint.
Ler o texto da conferência [1] e [2].

Lucía Cedeira - Promoción de la lectura en las bibliotecas españolas
Ver apresentação powerpoint.
Ler o texto da conferência.

Briony Train - Reading promotion in UK public libraries
Ver apresentação powerpoint.
Ler o texto da conferência.

Martine Poulain - La promotion de la lecture et des bibliothèques en France: conquêtes et questions
Ver apresentação powerpoint.
Ler o texto da conferência.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Contar com Vagar

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Hoje, 25 de Maio
um grande serão de contos
com
Cristina Taquelim .....& ..... Ângelo Torres
Venha ao encontro dos contos guardiães do tempo, numa noite que reúne a emocional palavra de uma algarvia emigrada nas planícies alentejanas e a voluntariosa voz guineense enraizada nestes nossos solos alfacinhas. Um serão de contos onde será aberto o grande leque dos sonhos e das emoções. IMPERDÍVEL!
Biblioteca Municipal de Oeiras
21H30
Esperamos por si.