terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Poeta do Mês - Manuel Alegre















Manuel Alegre nasce a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Estudou Direito na Faculdade de Direito de Coimbra, e integrou-se nos grupos de estudantes de oposição ao regime de Salazar. É escritor, poeta e político.

Em 1960 publica poemas nas revistas Briosa, Vértice e Via Latina. Participou na coletânea A Poesia Útil e Poemas Livres. Entre 1964 e 1974 vive no exílio primeiro em Paris e depois em Argel, sendo considerado um dos símbolos da resistência ao regime.

Um dos seus poemas musicados e mais conhecido é Trova do Vento que Passa, cantado por Adriano Correia de Oliveira. Para além da poesia, é autor de livros de ficção como Cão como nós, literatura infantil como o O Príncipe do Rio, ensaios, crónicas e textos políticos.
A sua obra foi traduzida para italiano, espanhol, alemão, catalão, francês, romeno e russo.

Prémios literários:
1998 - Prémio de Literatura Infantil António Botto, pelo livro As Naus de Verde Pinho
1998 - Prémio da Crítica Literária atribuído pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, pelo livro Senhora das Tempestades
1998 - Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, patrocinado pelos CTT, pelo livro Senhora das Tempestades
1999 - Prémio Pessoa, patrocinado pelo jornal Expresso e importante referência no panorama cultural português, pelo conjunto da Obra Poética , editada em 1999
1999 - Prémio Fernando Namora, patrocinado pela Sociedade Estoril-Sol, pelo livro A Terceira Rosa
2008 – Prémio D. Dinis, patrocinado pela Fundação da Casa Mateus, pelo livro Doze Naus
2010 - Tributo Consagração atribuído pela Fundação Inês de Castro (FIC), instituição de Coimbra, pela totalidade da sua obra.



Consulte a sua obra no Catálogo das BMO
Bibliografia:

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Poeta do Mês - Herberto Helder



Herberto Helder nasceu na Madeira em 1930 e virou costas à ilha para partir à aventura pela Europa. Passou pela Universidade de Coimbra mas desistiu por achar que isso não acrescentava nada à sua formação. Andou à deriva por vários países da Europa onde teve profissões tão variadas como guia de marinheiros em bairros de prostitutas, cortador de legumes, empregado de restaurante, empacotador de aparas de papel e estivador. Deu largas à sua imaginação nas retretes privadas de Paris. Viveu momentos de precariedade e chegou a passar fome. Regressou a Lisboa, passando a viver da própria escrita. 

Reconhecido como um dos maiores poetas portugueses contemporâneos, Herberto Helder é mesmo apontado como uma referência na poesia portuguesa depois de Fernando Pessoa. O universo enigmático e metafórico que consegue criar com a sua poesia invocam muitas vezes uma dimensão cósmica que se aproxima das grandes leis que regem os movimentos da natureza.

Tal como a sua poesia, Herberto Helder é para o público uma personalidade enigmática. Recusou o Prémio Pessoa e com ele mais de 35 mil euros. Este ano foi proposto pelo Pen Clube de Portugal como português candidato ao Prémio Nobel da Literatura. 

Fonte:CITI

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Poeta do Mês - Maria Teresa Horta


Maria Teresa Mascarenhas Horta nasceu em Lisboa em 20 de Maio de 1937. Oriunda, pelo lado materno, de uma família da alta aristocracia portuguesa, conta entre os seus antepassados a célebre poetisa Marquesa de Alorna.


Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Dedicou-se ao cine-clubismo, como dirigente do ABC Cine-Clube, ao jornalismo e à questão do feminismo tendo feito parte do Movimento Feminista de Portugal juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa. Em conjunto lançaram o livro "Novas Cartas Portuguesas".

Teresa Horta também fez parte do grupo Poesia 61.

Publicou diversos textos em jornais como Diário de Lisboa, A Capital, República, O Século, Diário de Notícias e Jornal de Letras e Artes, tendo sido também chefe de redacção da revista Mulheres.

Consulte a sua obra no catalogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Poeta do Mês - Eugénio de Andrade



Eugénio de Andrade é o pseudónimo de José Fontainhas. Nasceu a 19 de Janeiro de 1923 na Póvoa de Atalaia (Fundão), morreu a 13 de Junho de 2005 no Porto. Em 1932 muda-se para Lisboa com a sua mãe, figura importante na sua vida. Estudou no Liceu Passos Manuel e na Escola Técnica Machado de Castro.

Exerceu funções como inspetor administrativo do Ministério da Saúde durante 35 anos. Foi também tradutor, ensaísta, colaborou em algumas publicações e prefaciou antologias poéticas.

Em 1940 publica o seu primeiro livro Narciso e em 1948 publica As mãos e os frutos, com o qual alcança a consagração. Seguiram-se outras publicações de livros de poesia e prosa. Escreveu duas histórias infantis História da égua branca em 1977 e Aquela nuvem e as outras em 1986.

Recebeu inúmeras distinções e prémios: Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus(1988), Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989) e Prémio Camões (2001); grau de Grande Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada (1982) e a Grã-Cruz da Ordem de Mérito (1988). Os Municípios do Porto, Oeiras e Fundão distinguiram-no atribuindo-lhe a Medalhas de Mérito e a Medalhas de Honra. No estrangeiro, recebeu a Medalha da cidade de Bordéus (1990) e a Medalha da Universidade Michel de Montagne da mesma cidade.

Consulte a sua obra no Catálogo das BMO.



Bibliografia: