quinta-feira, 18 de julho de 2013

Lançamento do livro "10 Luzes num Século Ilustrado", dia 18 de Julho, quinta-feira, às 21H30



 





Dia 18 de Julho, quinta-feira, 21H30
Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras
Lançamento do livro 10 Luzes num Século Ilustrado
Apresentação da obra: Paula Moura Pinheiro

A publicação 10 Luzes num Século Ilustrado consubstancia um projeto da Câmara Municipal de Oeiras realizado no decurso de 2009, sobre o Iluminismo. É constituído pelos seguintes textos dos conferencistas e moderadora: Paula Moura Pinheiro (com um testemunho inicial), Viriato Soromenho Marques, José Barata-Moura, António Borges Coelho, Olga Pombo, Irene Flunser Pimentel, André Belo, Rui Tavares, Nuno M. Cardoso. A edição ficou a cargo da LEYA/Caminho.

A publicação é, ainda, constítuida por 9 Guiões de Leitura e um Epílogo sobre a Marquesa de Alorna, de autoria de Ana Isabel Santos e Ana Paula Jardim, responsáveis igualmente pela organização deste volume.

O propósito fundamental deste projeto não foi o de empreender uma reflexão de caráter académico sobre cada autor mas o de procurar realizar com o público leitor uma discussão que pudesse contribuir para o aprofundamento do estudo e da compreensão deste século prodigioso na história da humanidade e, sobretudo, estabelecer a ponte e pensar o século XXI à luz do século XVIII.

A designação 10 Luzes num século Ilustrado pretende, pois, dar conta de uma constelação de temas e autores vasta e diversificada: da filosofia à arte, da política à história e do direito à ciência. Nesta imensa constelação iluminista figuram autores marcantes que contribuíram para uma nova leitura do mundo. Por essa razão lhes chamamos Luzes e referimo-nos a Kant, Rousseau, Voltaire, Diderot e D’ Alembert, Condorcet, Locke, Newton, Pombal e Lessing.

Apareça e traga os amigos também...

Informações 21 440 63 30 ou ana.jardim@cm-oeiras.pt; 21 097 74 80 ou ana.santos@cm-oeiras.pt

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pombal e a censura iluminista, com Rui Tavares


Hoje à noite, pelas 21H30, terá lugar a 9ª conferência do projecto 10 Luzes num Século Ilustrado. A sessão visa reflectir sobre o Marquês de Pombal e a Censura Iluminista, sob o olhar de Rui Tavares.
Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal é uma das figuras mais proeminentes e discutidas da nossa história e um dos autores que constituem a Constelação das Luzes escolhidas neste projecto para reflectir sobre o pensamento setencista europeu.
Homem de estado, tanto admirado como odiado, continua a ser motivo de investigação histórica, em pleno século XXI, mais de duzentos anos depois... Este interesse pela figura do grande estadista revela que ainda existem aspectos da sua governação relacionados com a política, a ciência, a cultura, a economia, entre outros, desenvolvidos e introduzidos no Portugal do antigo regime, em pleno absolutismo iluminado, que vêm suscitando a investigação quer de portugueses ou estrangeiros, quer de historiadores ou estudioso da época pombalina.
Para além da sua inegável marca histórica no Concelho de Oeiras, as razãoes anteriormente apontadas são mais do que suficientes para incluir e convocar a reflexão em torno da figura de um homem que representa um nome cimeiro do séc. XVIII português e cuja actuação se enquadra no espírito do tempo, esse que foi o das Luzes...


Rui Tavares nasceu em Lisboa em 1972, é escritor e historiador. Dedica-se à história e crítica da arte e da literatura, bem como das relações entre cultura, política e ciência no Iluminismo. Na blogosfera é mais conhecido por ter sido fundador e um dos mentores, com alguns dos seus melhores amigos, do Barnabé.
Licenciado em História, variante de História da Arte, pela Universidade Nova de Lisboa. Mestre em Ciências Sociais pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorando em Histoire et Civilisation na École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris. Os seus trabalhos têm sido apresentados em colóquios e publicados em revistas académicas, nacionais e internacionais. Mais recentemente foi o responsável pelas secções de Museus e Monumentos da Agenda LX. autor de obras como O pequeno livro do grande terramoto, A Real Mesa Censória, ou O Regicídio é, ainda, tradutor e organizador de edições de Molière, Voltaire, Balzac, entre outros...


Mais dados biográficos podem ser encontrados em http://ruitavares.net/

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O pensamento político de Locke, por Irene Pimentel

Nesta quarta-feira, pelas 21H30, terá lugar a próxima sessão do projecto "10 Luzes num Século Ilustrado", desta feita com a historiadora e investigadora Irene Pimentel. No Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras terá lugar uma reflexão e discussão sobre mais uma das Luzes que iluminou o pathos do pensamento setecentista: John Locke.
Muito embora o nosso autor tenha vivido e produzido grande parte do seu pensamento na segunda metade do século XVII, é considerado um dos pensadores de referência do Iluminismo e precursor de alguns dos seus grandes paradigmas : razão, natureza, progresso, optimismo, homem e humanismo.
Locke foi, de facto, o primeiro grande filósofo empirista, ao lado de David Hume ou George Berkeley, sendo sobejamente conhecida a sua célebre afirmação, na obra Ensaio sobre o Entendimento Humano, "nihil est intellectus quod prius non fuerit in sensu" (nada existe no entendimento que não tenha passado anteriormente pelos sentidos). A este propósito, e como resposta à teoria da tábua rasa Lockeniana, Leibniz acrescentará "nise intellectus ipse" (a não ser o próprio entendimento)! Tal afirmação apenas reitera a importância da reflexão instituída pelo autor, balizando as fronteiras e finitude do conhecimento humano. Contrariamente à tradição cartesiana, Locke defenderá que nada existe de inato no espírito humano: nem princípio, nem conceito, nem mesmo a moral.
Com efeito, se o inatismo tivesse razão, os seres mais próximos da natureza (as crianças, os selvagens, os ignorantes) teriam necessariamente um conhecimento imediato das ideias menos abstractas. Ora, antes de poder conceber noções gerais como as de espaço, tempo, causa, número, infinito, identidade, substância, ou mesmo a ideia de Deus, é necessário conhecer as coisas singulares, os fenómenos que nos são dados através da experiência.
Esta tese empirista estará, também, na génese das suas ideias políticas, uma vez que se não existem ideias inatas na mente, também não existe poder que se possa considerar inato e de origem divina, como defendiam os teóricos do absolutismo. É, por isso, grande defensor da liberdade, quer no domínio da política, quer no domínio da moral e da educação. Este é, aliás, o sentido do contrato social que preconizava: uma comunidade, uma sociedade organizada por Homens que não eram "nem maus" (como afirmava Hobbes), "nem bons" (como defenderá depois Rousseau), mas apenas seres susceptíveis de serem aperfeiçoados. A função do governante, neste quadro, limitar-se-ia a garantir o respeito pelos direitos naturais (a vida, a liberdade e os bens) dos cidadãos. O bem público, o bem comum deve servir às realizações individuais e não a fins colectivos indefiníveis. Locke é, ainda, apontado como o principal fundador do liberalismo.

Irene Flunser Pimentel é investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Doutorada em história Institucional e Política e Contemporânea, é uma das figuras mais notáveis da actual historiografia portuguesa. É autora de diversas publicações, colaborando, regularmente, em jornais e revistas da especialidade. Participou, ainda, na elaboração de Enciclopédias, Dicionários, Documentários e Programas Televisivos e Radiofónicos. Em 2007 foi agraciada com o Prémio Pessoa, o maior galardão no âmbito da cultura e da ciência em Portugal.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Diderot e D' Alembert e o movimento enciclopedista, por Olga Pombo. Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras

O projecto 10 Luzes num Século Ilustrado prossegue amanhã, dia 22 de Abril, às 21H30, com mais duas Luzes do inesgotável universo setecentista. Desta vez será a Professora Olga Pombo que nos acompanhará numa viagem por entre os labirínticos caminhos do movimento enciclopedista.

De facto, desde a antiguidade até aos nossos dias, o projecto enciclopédico encerra em si mesmo o desejo e demanda pelo saber que é apanágio do século XVIII. Tal desejo traduz-se na pretensão de se constituir como conhecimento racional da totalidade do real, através de um elencar, um discursar exaustivo sobre o mundo, reflectindo a sua unidade. É como se o mundo, a realidade, o cosmos fosse um texto cuja leitura é infinita, uma biblioteca imensa, abrigando uma infinidade de livros e realidades possíveis. Esta ideia de labirinto, espelho, caminhos, mundos paralelos é também a linguagem da enciclopédia: uma tarefa sempre aberta e inacabada de prossecucção e ordenação do saber. É este, igualmente, o sentido das palavras de Jorge Luís Borges no conto A Biblioteca de Babel

O universo (que outros chamam a Biblioteca) é constítuido por um número indefinido e talvez infinito, de galerias hexagonais, com vastos poços de ventilação ao centro, cercados por varandas baixíssimas. De qualquer hexágono, vêem-se os pisos inferiores e superiores: interminavelmente. A distribuição das galerias é invariável. Vinte estantes, em cinco longas prateleiras por lado, cobrem todos os lados menos dois; a sua altura, que é a dos andares, excede apenas a de um bibliotecário normal. Uma das frentes livres a um saguão estreito, que desemboca noutra galeria, idêntica à primeira e a todas.

Dois séculos separam a Enciclopédia setecentista da Internet como recurso informativo e rede global de informação, mas a questão da organização do conhecimento, da sua pesquisa e recuperação e o princípio de leitura remissiva hoje tornada hipertexto, permanece como uma das questões determinantes para o conhecimento, tornando a sua construção uma tarefa sempre em aberto, sem centro ou ponto de referência, a não ser aquele que lhe dá o leitor.
Esta e muitas outras questões serão objecto de uma reflexão conjunta, pela voz da Professora Olga Pombo e com a moderação da jornalista Paula Moura Pinheiro!
Apareça!


terça-feira, 17 de março de 2009

Voltaire, as Luzes Francesas e a célebre afirmação "écrasez l'infâme"!, com António Borges Coelho


François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire, nasceu em França e é o autor que se segue no projecto "10 Luzes num Século Ilustrado". Estará em discussão, amanhã, às 21H30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras. Uma das "Lumiéres" sem dúvida única e incontestável, sobretudo, no que diz respeito às suas valências literárias e retóricas como escritor, poeta, ensaísta e dramaturgo. Voltaire era, por isso, e fundamentalmente, um "homem de palavra". Como ele próprio afirma numa das suas cartas de 1767, "escrevo para agir".

É, frequentemente, citado em várias referências bibliográficas e históricas, como Filósofo Iluminista. Todavia, o seu legado nesta matéria, restringe-se, tão somente, ao contributo veiculado na introdução do pensamento de Newton e Locke em França. Na verdade, se Voltaire não se destaca como autor de um pensamento, de um sistema filosófico original e único, afirma-se como entusiasta daquilo a que se poderá chamar uma "filosofia da acção" num século pródigo em mudanças como foi o séc. XVIII. Toda a sua vida constituiu uma espécie de diáspora em prol da divulgação do pensamento filosófico e científico e de cruzada contra toda a superstição e preconceito a favor da tolerância religiosa. Não é por acaso que a sua célebre afirmação "écrasez l'infâme" ficou para a história da cultura como um dos marcos do movimento iluminista.

Voltaire é, na verdade, um homem que vive inteiramente o "espírito do seu tempo"! Utilizando como arma uma detalhada escolha do género literário e através da manipulação do "mercado editorial" da altura, encontrou meios para popularizar e divulgar ideias que, até então, tinham permanecido na obscuridade. Voltaire tem uma escrita versátil e cobre literalmente todos os géneros: desde a poesia épica às odes, passando pelas epístolas, comédias e tragédias.

No entanto, é sobretudo na prosa que se notabiliza, assumindo diferentes formas pelo meio das quais os seus leitores estão mais familiarizados: descrições históricas, sátiras polémicas, panfletos de todos os tipos, diálogos, pequenas ficções ou contos, romances, ensaios e inúmeras cartas que constituem a sua correspondência real e ficcional. O seu modus vivendis, o debate que procura promover para esclarecer os cidadãos é, aliás, um produto do confronto entre antigos e modernos, herança da última metade do séc. XVII, influenciando, incontornavelmente, o seu olhar estético sobre a vida e afirmando-o como um pensador inquieto, um questionador dos dogmas vigentes.

Vai estar à conversa, amanhã, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras com António Borges Coelho, Paula Moura Pinheiro e o público leitor!


Apareça!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

10 Luzes num Século Ilustrado - Rousseau e o Contrato Social

Rousseau era o autor que estaria em reflexão, logo mais à noite, no já conhecido espaço do Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras. Estaria, não fosse a impossibilidade do Dr. Soares em partilhar de viva voz o seu olhar sobre um dos autores incontornáveis do período Iluminista e uma das suas obras de referência " O contrato social".

Apesar dos contactos estabelecidos desde Outubro do ano passado e das expectativas elevadas, a a conferência acabou por ser cancelada perto da data da sua realização por "motivos inadiáveis de agenda pessoal e profissional do Dr. Mário Soares". A possibilidade de adiar a mesma, em data a acordar, foi, igualmente, inviabilizada.

Tal não significa que o Jean Jacques Rousseau seja excluído do projecto. A sua importância no século XVIII assim o exige. Assim sendo, a conferência sobre o Rousseau será realizada em data a anunciar num dos próximos meses.

O Ciclo prossegue no dia 18 de Março, com Voltaire e o olhar do Prof. António Borges Coelho.