quinta-feira, 3 de maio de 2007

A importância de ser amável

Autor: Oscar Wilde

Considero que Oscar Wilde, (não como crítica credenciada, mas tão somente como leitora comum) nesta obra demonstra bem os seus dotes de brilhante escritor, pela fulgurante linguagem que dos diálogos que transbordam das personagens num constante rodopiar que dança e salta numa estonteante conversação esteticamente luxuriante. Assim prende o leitor às inúmeras personagens que proliferam na sua peça. Porém no ambiente criado (uma sociedade snob numa época vitoriana) apercebemo-nos da pouca consistência dos assuntos e de que das coincidências que decorrem há falta de veracidade o que deixa uma sensação de desencanto.

Maria José Gomes, 70 anos, Bancária Aposentada

entrada nº 0044

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

A colher de Samuel Beckett e outros textos

Autor: Gonçalo M. Tavares

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De um autor absolutamente genial, que terá, em meu entender revolucionado a escrita portuguesa, nestes pequenos textos ritmados, intensamente reais e tamanha profundidade…surpreende qualquer um?!... Passando por enigmas variedíssimos: o som, o barulho, a multidão, a solidão, a loucura, a matemática, a intimidade, o coração, o actor, o esqueleto, Deus, a anatomia, a pontuação, a velocidade da vida, a tristeza, a tragédia, as pessoas que vivem felizes para sempre…enfim, a salvação! Pelo universo de imensidão que oferece a obra: gostei bastante de a ler.

Sofia Sousa, 30 anos, Funcionária da C.M.O.

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entrada nº 0013

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

O Fim

Autor: António Patrício

Um país em crise, invadido por tropas estrangeiras, que num acto de heroismo resolve matar-se (leia-se Portugal entre o ultimatum inglês e a queda da monarquia) é a personagem principal desta obra. Da autoria de um escritor infelizmente pouco conhecido, esta peça retrata o Portugal decadente da transição do séc. XIX para o séc. XX através de uma Rainha Velha sozinha e louca que deambulando pelo Paço apenas encontra amparo nos amigos, criados mais fiéis e na figura de um "desconhecido". Uma leitura adequada aos tempos de crise pelo retrato negro dos dias, mas também pela mensagem de futuro que transmite. Um bom começo para descobrir a obra de António Patrício.

Bruno Duarte Eiras, 29 anos, bibliotecário

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entrada nº 0004