O Puro e o Impuro
Autor: Francisco José Viegas


Senti um enorme encantamento ao verificar que muitas das suas poesias anteriores a este Puro e Impuro eram já bonitas, fortes, intensas e interessantes do que posso dizer; mas, agora arrebataria bastantes mais entardeceres e alvoradas em mim … Sempre tive uma queda para o gosto da pureza e nestes símbolos que faz transparecer, como não me comover - «Antigamente havia em mim um nome gravado a fogo e eu morri por ele. Eu fechava os olhos e o nome pedia-me a luz, a manhã, a música.» (do autor na obra em causa). Ah! e registos/ impressões poéticas plenos de história, de pequenas coisas da terra, da vida e tão simplesmente escritos!...
João Albufeira, 33 anos, Jornalista

Reli e gostei, mesmo nos anos 40-50 havia escritores portugueses visionários, desde o título primoroso, a variedade de registos do sentir e passar para o papel as suas sensações com surrealismo, humor, malefiquismo sempre presentes…evocando a personagem edemónia de Álvaro de Campos, apresentando tons teatrais e mais o «Heroí é o meu nome»…Fundador dócil e voraz como o animal de uma Radicallíssima revolução que provocou uma «implosão» em Portugal no meio artístico-sociológico, como aliás não coíbe o poeta e pintor de referir.