quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O Puro e o Impuro

Autor: Francisco José Viegas


Senti um enorme encantamento ao verificar que muitas das suas poesias anteriores a este Puro e Impuro eram já bonitas, fortes, intensas e interessantes do que posso dizer; mas, agora arrebataria bastantes mais entardeceres e alvoradas em mim … Sempre tive uma queda para o gosto da pureza e nestes símbolos que faz transparecer, como não me comover - «Antigamente havia em mim um nome gravado a fogo e eu morri por ele. Eu fechava os olhos e o nome pedia-me a luz, a manhã, a música.» (do autor na obra em causa). Ah! e registos/ impressões poéticas plenos de história, de pequenas coisas da terra, da vida e tão simplesmente escritos!...


João Albufeira, 33 anos, Jornalista

entrada n.º 0083

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Analogia e dedos



Autor: Pedro Tamen

Neste livro que celebra os 50 anos de actividade literária, Pedro Tamen faz uma espécie de retrato de figuras que o tocaram por alguma razão - a escolha vai desde Cleópatra, Moisés e Madame Butterfly a D. Afonso VI, Bocage e Inês de Castro - ao mesmo tempo que estão presentes várias referências literárias.
Nas próprias palavras do poeta "ao contrário da generalidade das pessoas que se levam muito a sério, no fundo de mim nunca considerei que daquilo que escrevesse resultasse a salvação do mundo. Se toco a sensibilidade de alguém fico muito contente".

Afonso Leitão, 29 anos, Jornalista
entrada nº 0036

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Obra poética

Autor: Sophia de Mello Breyner Andresen

obrapoetica.jpgA poesia, a boa poesia, só por si é uma forma maior de literatura. A poesia de Sophia é, na minha opinião, dos expoentes máximos da poesia portuguesa e talvez universal (embora as minhas leituras de poesia não me permitam ser tão perentório quanto desejaria, pois são manifestamente insuficientes...), cuja obra poética recomendo na integra. Poderia destacar por exemplo "Dual", mas para uma fruição mais total e perfeitamente arrebatadora de valores, de percepções e sensações, onde se cruzam raízes culturais e aspirações humanas, onde a luz mediterrânica intensa mas leve e aquilo que de mais denso, profundo e por vezes obscuro existe no ser humano coexiste e acontece com uma plasticidade e uma simplicidade difícil de igualar na palavra escrita.

André Dores, 29 anos, Investigador

ver este título no catálogo da biblioteca

entrada nº 0022

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Nobilíssima visão

Autor: Mário Cesariny

visao.jpgReli e gostei, mesmo nos anos 40-50 havia escritores portugueses visionários, desde o título primoroso, a variedade de registos do sentir e passar para o papel as suas sensações com surrealismo, humor, malefiquismo sempre presentes…evocando a personagem edemónia de Álvaro de Campos, apresentando tons teatrais e mais o «Heroí é o meu nome»…Fundador dócil e voraz como o animal de uma Radicallíssima revolução que provocou uma «implosão» em Portugal no meio artístico-sociológico, como aliás não coíbe o poeta e pintor de referir.

Sofia Sousa, 30 anos, Funcionária da C.M.O.

ver este título no catálogo da biblioteca

entrada nº 0016