quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Vasco Graça Moura recebe prémio Vergílio Ferreira
"Qualquer prémio literário é importante para um autor e este foi uma instituição de grande prestígio a atribuí-lo [a Universidade de Évora]", realçou em declarações à Lusa o poeta de "Instrumentos para a melancolia". Outro motivo de satisfação referido por Graça Moura é o que se prende com a composição do júri, presidido pelo professor José Alberto Gomes Machado (por delegação do Reitor da Universidade de Évora). O nome do escritor foi o escolhido este ano pelos docentes universitários Isabel Allegro de Magalhães (Universidade Nova de Lisboa), José Carlos Seabra Pereira (Universidade de Coimbra) e Ana Clara Birrento (Universidade de Évora) e ainda pela crítica literária Clara Ferreira Alves. Instituído em 1997, o prémio, atribuído anualmente, será este ano entregue em cerimónia pública na Universidade de Évora, dia 1 de Março, aniversário da morte de Vergílio Ferreira, um dos nomes cimeiros da novelística portuguesa do século XX.Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, exerceu vários cargos políticos e actualmente é eurodeputado. A sua estreia nas Letras data de 1963, com a recolha poética "Modo Mudando".
Notícia da Agência LUSA via RTP
Vasco Graça Moura esteve na Biblioteca Municipal de Oeiras, no passado dia 19 de Janeiro, integrado no projecto Café com Letras.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Parábola do cágado velho




Autor: PepetelaPoderia afirmar que a beleza desta Parábola consiste numa bonita história de amor vivida em pleno cenário de guerra em Angola ou até no facto de ser uma anti-epopeia na qual são contados os sofrimentos e resistências do povo do campo. Sim, é verdade, mas o que realmente sempre me fascinou neste romance é a forma criativa e real que Pepetela adoptou, através de uma divertida miríade de termos e costumes tradicionais africanos, para fazer reviver os velhos mitos angolanos. E é nesta linha de pensamento antropológico que vemos despontar a singular figura totémica do cágado velho, símbolo do poder e do tempo angolanos. Simplesmente genial!
Paula Alexandra Silva, 28 anos, Socióloga
Publicado por:
Anónimo
às
18:24
Categorias
Li e Gostei,
Li e Gostei - 5 estrelas,
Li e Gostei - Romance
Infoliteracia: Fevereiro
Dar a conhecer as plataformas aplicadas na criação de Blogs, modalidades de edição e organização de conteúdos, alojamento e casos práticos. Apresentação genérica de diferentes blogs temáticos, desde informativos, a cronistas, científicos, humorísticos, entre outros.

Dia: 6 de Fevereiro
Hora: 17:00-20:00
Local: Biblioteca Municipal de Oeiras
ver títulos sobre Blogs no catálogo da biblioteca
Pesquisa no Google: 5 Regras Básicas

Hora: 17:00 - 20:00
Local: Biblioteca Municipal de Carnaxide
Pesquisa Básica na Web

Hora: 17:00 - 20:00
Local: Biblioteca Municipal de Oeiras
Sessões de Pesquisa Assistida

Hora: 12:00 - 13:00
Local: Biblioteca Municipal de Oeiras
Informações e inscrições:
Espaços Multimédia
B.M. Oeiras - Tel. 21 440 66 96 - E-mail: multimedia.bmo@cm-oeiras.pt
B.M. Algés - Tel. 21 411 89 76 - E-mail: multimedia.bma@cm-oeiras.pt
B.M. Carnaxide - Tel. 21 417 01 65 - E-mail: multimedia.bmc@cm-oeiras.pt
Infoliteracia
Integrado no Programa Copérnico, as Bibliotecas Municipais de Oeiras desenvolvem o projecto de continuidade Infoliteracia com o objectivo principal de promover a literacia de informação junto de diversos públicos, atendendo às modalidades de acesso, avaliação e aplicação da informação.Com base num leque diversificado de acções e serviços, pretende-se promover metodologias que permitam melhorar a capacidade de identificar, de pesquisar, seleccionar, avaliar, usar e organizar a informação, através dos diferentes tipos de recursos disponíveis na biblioteca ou na Web.
B.M. Algés - Tel. 21 411 89 76 - E-mail: multimedia.bma@cm-oeiras.pt
B.M. Carnaxide - Tel. 21 417 01 65 - E-mail: multimedia.bmc@cm-oeiras.pt
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Grupos de Leitores - 2ª Sessão
Tal como foi acordado na sessão de apresentação, os Grupos de Leitores no mês de Fevereiro vão ler os seguintes livros:
Autor: Tracy Chevalier
Título: Rapariga com brinco de pérola
Biblioteca Municipal de Carnaxide

Autor: José Saramago
Título: A jangada de pedra
Top das Bibliotecas Municipais de Oeiras
Título: A Fórmula de DeusAutor: José Rodrigues dos Santos
Sinopse: A prova científica da existência de Deus. Uma história de amor, uma intriga de traição, uma perseguição implacável, uma busca espiritual que nos leva à mais espantosa revelação mística de sempre. Baseada nas últimas descobertas científicas da física, da cosmologia e da matemática, este livro transporta-nos, numa espécie de percurso iniciático, numa empolgante viagem até às origens do tempo, à essência do universo e ao sentido da vida.
2
Título: A Cor da PaixãoAutor: Sveva Casati Mondignani
Título: As Lágrimas da Lua 
Autor: Jan Goldstein
Greguerías: uma selecção
Autor: Ramón Gómez de la Serna
O simples dito ou escrito pode ser óbvio, mas poucos sabem fazê-lo de forma inteligente, agradável e sedutora.
entrada nº 0030
Publicado por:
Anónimo
às
14:42
Categorias
Li e Gostei,
Li e Gostei - 5 estrelas,
Li e Gostei - Outros Géneros
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
AS NOSSAS SUGESTÕES - FEVEREIRO DE 2007
Titulo: Nove Mil PassosAutor: Pedro Almeida Vieira
De quem se fala: Pedro Almeida Vieira, escritor e jornalista português, nasceu em Coimbra a 17 de Novembro de 1969 e licenciou-se em Engenharia Biofísica na Universidade de Évora em 1993. Dois anos mais tarde tornar-se-ia jornalista "freelancer", com colaborações nos jornais Expresso e Diário de Notícias, bem como nas revistas Fórum Ambiente e Grande Reportagem. Em 2003 publicou um livro de ensaio de temática ambiental intitulado «O Estrago da Nação». No ano seguinte editou o seu primeiro romance histórico (Nove Mil Passos), sobre a construção do Aqueduto das Águas Livres. Um ano mais tarde, em finais de 2005, publicou novo romance histórico (O Profeta do Castigo Divino), que aborda a vida do jesuíta Gabriel Malagrida e a ascensão política do Marquês de Pombal, desenrolando-se a trama no período imediatamente anterior ao terramoto de Lisboa de 1755. Em 2006, publicou um livro de investigação sobre a floresta e os incêndios em Portugal, intitulado «Portugal: O Vermelho e o Negro».
O que se diz: Francisco d´Ollanda - um dos primeiros humanistas portugueses - toma, no século XVI, a incumbência de encontrar uma solução para a sede crónica na capital do Reino. Mas várias adversidades abortam esta tentativa. A sua morte acaba, contudo, por não ser um obstáculo a que «acompanhe» e nos relate as suas peripécias da construção do Aqueduto das Águas Livres, iniciada apenas no reinado de D. João V na primeira metade do século XVIII. Sob a forma de espírito omnipresente e omnisciente, ele narra paralelamente num tom intimista e humorístico. Mas ter-se-á Francisco D´Ollanda limitado ao papel de testemunha durante duas décadas que levaram a ligar, numa extensão de Nove Mil Passos, a fonte das Águas Livres a Lisboa?
Está dito: “Houve apenas duas pessoas que o afrontaram directamente nestes assuntos. Uma levou com galinha, a outra deu-lhe o arroz. A primeira delas fora o seu confessor, Padre Martinho de Barros, que teve, um dia, o descaramento de o repreender no confessionário por causa de tão desviante caminho para o Céu. Como resposta, Sua Majestade deu ordens para que, a partir daí, dessem ao tão venerável clérigo apenas, e só apenas, galinha depenada. Em todas as refeições”.
Dom Quixote; 261 pag.
Título: Os novos mistérios de SintraAutor: Vários
De quem se fala: Alice Vieira – Nasceu em Lisboa há algumas décadas. Estudou para professora – e nunca ensinou ninguém. Sempre sonhou ser jornalista – e foi. Nunca pensou ser escritora – e é. É a vida. João Aguiar – Nasceu em Lisboa, em 1943. É licenciado em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas. Iniciou a sua carreira literária aos 40 anos com “A Voz dos Deuses”. José Fanha – Nascido em 1941. Arquitecto, professor e formador, poeta, escritor de histórias e poesia para a infância. Guionista de televisão e cinema. Dramaturgo. Declamador e animador cultural desde o tempo em que acompanhava o Zeca Afonso, o Adriano e os outros. José Jorge Letria – Jornalista, escritor com vasta obra publicada e premiada em Portugal e no estrangeiro e autor de programas de televisão. Nasceu em Cascais em 1951. É vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Autores. Luísa Beltrão – Mãe de 7 filhos, professora de Filosofia e Psicologia. Romancista, publicou a tetrologia “Uma História Privada”. Mário Zambujal – Crónica dos Bons Malandros, Histórias do Fim da Rua, (…) são livros publicados deste escritor, jornalista, cronista, também autores de textos para a rádio, televisão e teatro. Nasceu em Moura no ano de 1936. Rosa Lobato de Faria – Nasceu em Lisboa e começou a escrever poesia ainda na infância. É autora de vários romances, entre os quais “Prenuncio das Águas” (Prémio Máxima 2000), livros de poemas, histórias infantis, peças de teatro e guiões de televisão. É também conhecida do grande público como actriz de televisão e cinema.
O que se diz: Gonçalo, um professor de História, vê-se fechado no Palácio da Vila numa estranha sala pentagonal sem saída. Desmaia e, quando acorda, tem na mão uma chave que pode dar acesso a um tesouro antiquíssimo e desencadeia uma inquietante e movimentada aventura. Sob a presença da Serra da Lua, tão imponente como propícia ao mistério, o leitor vai cruzar-se com misteriosos encontros no poço esotérico da Quinta da Regaleira, viagens pela nossa História onde se encontram Templários e maçons, um satanista duvidoso, venenos instantâneos, amores oblíquos, uma intriga internacional, um assassinato inexplicável, e tudo o mais que adiante se verá. Este romance é acima de tudo um grande divertimento de sete escritores que se encontraram pelo puro prazer de inventar uma história e de escrever cada um a sua fatia com mestria e sem preconceitos.
Está dito:“Uma chave desconhecida, por si só um objecto de arte. E de repente aquele mal-estar que a chave me provoca transformou-se numa espécie de alívio de descoberta. Esta era a chave”.
Oficina do Livro; 248 pag.
Titulo: ReconstruçãoAutor: António Orejudo
De quem se fala: Antonio Orejudo Utrilla nasceu em Madrid em 1963. É Licenciado em Filologia Hispânica. Doutorou-se nos Estados Unidos onde trabalhou como professor durante sete anos. Ganhou o XV prémio de Novela de Andaluzia com a obra Ventajas de viajar en tren.
O que se diz: Em 1535, no coração de uma Europa convulsa depois do cisma de Lutero, sucedem-se as rebeliões contra a Igreja católica. Na cidade alemã de Münster, um orador particularmente preparado, Bernd Rothmann, encabeça a revolta contra a corrupta hierarquia católica. Dezoito anos depois, quando a sublevação de Münster é apenas uma recordação e a Inquisição persegue qualquer indício de heresia, o inquisidor geral de Lião tem que identificar com urgência o autor de um manuscrito anónimo, especialmente venenoso, e impedir a sua difusão.Um romance sobre as guerras religiosas do séc. XVI, finalista do Prémio LIibreter dos Livreiros de Barcelona e Catalunha.
Está dito: “O bispo Frederick sempre soube que aquele rapaz era excepcional e que teria sido uma pena que não continuasse os estudos na universidade. Falou com o pai de Bernd, reuniu-se com os grémios e convenceu-os para que custeassem os seus estudos em Colónia, embora isso significasse uma longa separação (…)”
Dom Quixote ; 202 pag.
Titulo: Uma Deusa na BrumaAutor: João Aguiar
De quem se fala: Nascido em Lisboa em 1943, João Aguiar licenciou-se em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas. Trabalhou como jornalista não só na imprensa, como na rádio e na televisão e iniciou a sua carreira literária em 1984 aos quarenta anos com a obra A Voz dos Deuses, que se tornou um sucesso editorial. Abandonou a carreira jornalística em 1994, e a partir daí vários livros se seguiram, como O Trono do Altíssimo, a Hora de Sertório ou a colecção juvenil O Bando dos 4.
O que se diz: Em meados do século II a.C., as gentes de Entre-Douro-e-Minho viviam, com razoável inconsciência, os derradeiros anos da sua civilização.No Leste e no Sul da Península Ibérica, a República Romana já se implantara e as suas legiões procuravam alargar esse domínio, mas no Noroeste a ameaça parecia longínqua, tanto mais que os Numantinos e os Lusitanos mostravam ser um formidável obstáculo ao avanço romano, sobretudo a partir do momento em que um certo guerreiro, chamado Viriato, assumira a chefia da resistência lusitana. Mas, de súbito, estes obstáculos caem: Numância submete-se, ainda que temporariamente, e Viriato é morto à traição. E o procônsul Décimo Júnio Bruto marcha para Norte, passa o Tejo, entra na Lusitânia e aproxima-se das margens do Douro...Neste livro a história não se centra em Viriato, mas em Túrio que vive em Tarróbriga. Filho do chefe, Túrio é um rapaz fraco que cedo revela a capacidade de falar pelos Deuses - apesar de renegado pelo pai por não possuir as capacidades guerreiras do irmão, Túrio consegue ser aceite e criar o seu próprio lugar.
Está dito: “– O que é isso? O que estás a fazer? - insistiu.- Estou a … - Antubelo hesitou, à procura da melhor forma de explicar, porque a língua deles não possuía um termo adequado. Por fim, optou por responder que aquela era uma maneira de gravar, na cera ou na pedra, os pensamentos, ou melhor, as palavras que serviam para os dizer. - A isso, chamam os Romanos «escrever» - acrescentou – Por exemplo: vou escrever aqui o teu nome, Túrio…”
Edições Asa ; 333 pag.
ver este título no catálogo da biblioteca
Título: Biblioteca
Autor: Gonçalo M. Tavares
De quem se fala: Nasce a 1970. É bolseiro do Ministério da Cultura, na área da poesia. Em 2001, publica o seu primeiro livro, Livro da Dança (poesia). Seguem-se O Senhor Valéry (pequenas ficções) pelo qual ganha um Prémio da fundação Calouste Gulbenkian, e Investigações. Novalis (poesia) também premiado. Em 2002 são editados O Homem ou É Tonto ou É Mulher e a colher de Samuel Beckett e Outros Textos (teatro). Postumamente aparecem O Senhor Henri (pequenas ficções) e Um Homem:Klaus Klump (romance); em 2004 – A Máquina de Joseph Walser (romance) e O Senhor Juarroz e O Senhor Brecht (pequenas ficções); a 2005 – Jerusalém (romance) e em 2006 – Breves notas sobre Ciência (ensaio). Está actualmente, traduzido em inúmeras línguas.
O que se diz: Pequenos textos sobre diversificadíssimos re-nomes culturais, literários, filosóficos, como sejam, Dostoyevsky, Gabriel Garcia Márquez, Hemingway, Milan Kundera, Brecht, Camus, Aristóteles, Jorge Amado, Kafka, Umberto Eco, Eliot,Whitman, Reich, Mishima, que ao autor lhe suscitaram escrita e magia em a Biblioteca.
Está dito: «As cabras e o modo como se aproximam de um fio de erva podem preencher todo o cérebro de uma pessoa inteligente, mesmo que tal facto se passe às sete da tarde. A Natureza não abana com os nossos sustos, a não ser a parte da natureza que o nosso corpo representa.»
Campo das Letras ; 199 pag.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
De regresso ao Blog Oeiras a Ler
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
"Vamos Contar as Janeiras"
O norte e o sul de Portugal encontraram-se em Oeiras:
«Um viajante traz na mala muitas histórias para contar, dos lugares por onde andou, das personagens que encontrou, e de tudo que se passou, numa fantástica aventura no tempo.
Quando se ouve uma história, goza-se de uma viagem e abre-se várias portas e janelas sem se dar por isso. E é neste ritual que reside a magia do contar.» Bruno Baptista
Apesar do tempo frio e invernoso que se fazia sentir no exterior, este serão de contos na biblioteca foi caloroso e hilariante.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
O projecto “Histórias de Ida e Volta” continua a sua actividade.
No passado sábado, dia 20 de Janeiro, iniciaram-se as oficinas para aprendizes do contar com o atelier de “Leitura Em Voz Alta” dinamizado por Cristina Paiva da “Andante – Associação Cultural”.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Grupos de Leitores - Biblioteca Municipal de Oeiras - 1ª Sessão
Nesta primeira edição dos Grupos de Leitores a selecção recaiu sobre livros que tenham dado origem a filmes.
6 e 13 de Fevereiro
Tracy Chevalier – Rapariga com Brinco de Pérola
6 e 13 de Março
José Saramago – A Jangada de Pedra
3 e 17 de Abril
Oscar Wilde – A Importância de ser Ernesto
8 e 15 de Maio
Joan Harris – Chocolate
5 e 12 de Junho
Patrick Suskind – O Perfume: história de um assassino
4 e 11 de Setembro
Emily Bronte – O Monte dos Vendavais
2 e 9 de Outubro
Wladyslaw Szpilman – O Pianista
6 e 13 de Novembro
John Le Carré – O Alfaiate do Panamá
4 e 11 de Dezembro
Ray Bradbury – Fahrenheit 451
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Migração para nova versão blogger
Grupos de Leitores
Os Grupos de Leitores têm como finalidade encontrar formas de aproximação aos textos, através de conversas em grupo sobre determinados livros. Partindo do prazer de ler, das diferentes experiências de leitura e da troca de opiniões, procura-se a criação de laços entre os participantes favorecendo a constituição de novos grupos de leitores.Pretende-se valorizar a leitura independentemente do autor, género ou enredo e salientar a importância das boas experiências de leitura.
Nesta primeira edição dos Grupos de Leitores a selecção recaiu sobre obras que tenham dado origem a filmes.
Os Grupos de Leitores decorrem quinzenalmente para, num ambiente informal, falar e trocar opiniões sobre um mesmo livro, conversar sobre a história e descobrir o autor. Da mesma forma, recorrendo aos filmes tenta-se mostrar as várias dimensões da escrita e da leitura.
Nesta primeira sessão não haverá um livro para debate, sendo um encontro para apresentação do projecto, explicação das normas de funcionamento e apresentação dos participantes.
Dia: 16 de Janeiro
Local: Biblioteca Municipal de Oeiras
Dinamizador: Bruno Duarte Eiras
Local: Biblioteca Municipal de Carnaxide
Dinamizador: Maria Gabriela Cruz
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
AS NOSSAS SUGESTÕES - JANEIRO 2007
Título: Ontem não te vi em BabilóniaAutor: António Lobo Antunes
De quem se fala: Nascido a 1 de Setembro de 1942 em Lisboa, António Lobo Antunes é um escritor português e um dos autores mais conhecidos de Portugal, juntamente com José Saramago. Lobo Antunes foi já considerado um candidato ao Prémio Nobel da Literatura.
Lobo Antunes é licenciado em Medicina, com especialização em Psiquiatria. Esteve destacado em Angola, entre 1970 e 1973, durante a fase final da Guerra Colonial portuguesa. A sua experiência de guerra inspirou muitos dos seus livros. Regressado a Portugal, trabalhou no hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, em Lisboa. Foi militante da APU (Aliança Povo Unido - coligação liderada pelo Partido Comunista Português) em 1980. Actualmente vive em Lisboa, mas já não exerce medicina, dedicando-se em exclusivo à escrita.
O que se diz: Uma noite ninguém dorme, e durante a meia-noite e as cinco da manhã, as pessoas sonham acordadas no sono: contam e inventam as suas vidas e as suas histórias, ou as histórias em que transformam as suas vidas, ou as vidas que transformam em histórias. Podem ser vidas cruéis, de medo, de uma cicatriz interior, de algo que talvez fosse o Estado português de outros tempos. Podem ser vidas de amores passados, de lápides varridas, de um desejo de uma vida inteira, de se poder ser feliz sem pensar. Nestas histórias, nestes silêncios destas falas, nos risos e nas traições, vamos identificando a noite de um país, a noite cheia de vozes, e a noite silenciosa que é o isolamento de cada um. Como diz o autor, «porque aquilo que escrevo pode ler-se no escuro».
Está dito: «O que escrevo pode ler-se no escuro.»
Dom Quixote ; 479 pag.
De quem se fala: Paul Auster nasceu em New Jersey, nos Estados Unidos da América há 51 anos. Aos 15 apaixona-se pela literatura e é então que começa a ler Dostoiévsky, Hemingway, Fitzgerald, Faulkner, Kafka, Hodërlin e Proust. Estudou na Universidade de Columbia e viveu em Paris e Nova Iorque, período durante o qual traduziu Breton, Eluard, Mallarmé, Sartre e Blanchot. Por força da leitura decide começar a escrever com o objectivo de decifrar o mundo recriando-o. Actualmente vive em Brooklin com Siri, a sua segunda mulher, que descreve como "alta, loura e exultantemente bela", os seus dois filhos, a poesia, dentro dos livros e para os livros.
O que se diz: Este é um tributo à relação – intensa e muitas vezes determinante - entre um escritor e a sua máquina de escrever. Ao longo de 30 anos, a velha máquina Olympia de Paul Auster foi a corrente de transmissão dos romances, contos e textos de um dos mais emblemáticos escritores norte-americanos. Paralelamente, os vigorosos e obsessivos desenhos e pinturas que Sam Messer dedica ao autor e à sua máquina de escrever conseguiram, como escreve Paul Auster, «converter um objecto inanimado num ser com personalidade, com uma presença no mundo».
Está dito: “De todos os objectos que tinha há vinte e seis anos é o único que ainda possuo. Mais alguns meses e ela terá estado comigo exactamente metade da minha vida.”
Asa ; 63 pag.
Autor: Siddhartha
De quem se fala: Contista, poeta, ensaísta e editor de importantes obras da literatura alemã, Hermann Hesse nasceu em 2 de Julho de 1877 na pequena cidade de Calw, na Alemanha. Trabalhou como livreiro e como antiquário, dedicando-se exclusivamente à literatura a partir de 1903. Nos seus textos procurou manter-se fiel às tradições literárias românticas e clássicas, em contraposição à "era folhetinesca" e propagandística. Esta índole romântica e tendência para a análise psicológica caracterizaram as primeiras obras de Hesse, como Peter Camenzind e Demian. Sonho de uma Flauta, Siddhartha, O Lobo das Estepe, Narciso e Goldmundo e O Jogo das Contas de Vidro são algumas das muitas obras do escritor alemão que recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1946 e morreu em 9 de agosto de 1962.
O que se diz: Siddhartha, filho de um brâmane, descobre Buda, mas não se contenta em apenas servi-lo como discípulo: precisa encontrar um destino para si mesmo. Para alcançar esse propósito, segue um caminho tortuoso que o leva, através de um sensual caso amoroso com uma cortesã, da tentação do sucesso e das riquezas e de um conflito emocional com o seu próprio filho, à renúncia final e à autocompreensão. É considerado o maior sucesso de Hermann Hesse, expressa, de maneira exemplar, os aspectos do seu génio que têm um significado especial para os leitores de qualquer geração. Escrito com simplicidade e beleza quase bíblicas, é a história de um espírito rebelde na sua busca de paz e serenidade na vida.
Está dito: «Que bom -assim pensou - provar tudo quanto se necessita conhecer! Em criança, já aprendi que a riqueza e os prazeres mundanos não nos trazem nenhum proveito. Há muito tempo sabia disso, mas somente agora cheguei a assimilar essa sabedoria. Hoje me compenetrei dela. Possuo-a não só na memória, senão nos olhos, no coração, no estômago. É uma bênção ter essa certeza. (…)Ouviste o canto do pássaro no fundo do teu coração e obedeceste a ele!»
Editorial Notícias ; 155 pag.
Título: ShalomAutor: Possidónio Cachapa
De quem se fala: Escritor, dramaturgo, argumentista e tudo o que a sua imaginação lhe pede. Autor, entre outras obras, de “A Materna Doçura” (1998) e “Viagem ao Coração dos Pássaros” (1999).
O que se diz: Ester, uma mulher judia do século XVI, assiste à derrocada de todos os seus valores e convicções: uma peça em que se cruzam a religião e o amor, o romantismo e a busca de identidade sexual. Num mundo abandonado por Deus, nada mais resta do que a fuga.
Está dito: «Coloca nos meus lábios, quando estiver na presença do Leão, palavras apropriadas e muda o seu coração em ódio contra aquele que nos é hostil, a fim de que pereça com todos os seus partidários. Livra-nos com a tua mão e assiste-me no meu abandono, a mim, que não tenho senão a ti…»
Assírio & Alvim ; 94 pag.
Título: Poesia ReunidaAutor: Manuel António Pina
De quem se fala: Nascido no Sabugal, Beira Alta, em 1943, Manuel António Pina licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Entre 1971 e 2001 foi jornalista do “Jornal de Notícias”, onde exerceu os cargos de editor e chefe de redacção. Colaborou com diversos outros meios de comunicação, sendo actualmente colunista da revista “Visão”. Tem uma vasta obra literária que engloba poesia, ensaio, literatura infantil e peças de teatro, tendo já sido traduzido para diversas línguas. A diversidade de géneros desenvolvidos e o seu ecletismo são a evidência do domínio de Manuel António Pina sobre a escrita. Conhecido pelo seu tom reflexivo, filosófico e irónico, o autor é considerado como uma das mais eminentes figuras da literatura portuguesa contemporânea. Recebeu vários prémios, tanto nacionais como internacionais, nomeadamente o Prémio da Crítica pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, em 2002, pela globalidade da sua obra poética.
O que se diz: Num artigo intitulado “Sobe as escadas, bate à porta”, publicado no suplemento “Mil Folhas” do jornal Público, a 10/11/2001, Eduardo Prado Coelho escreveu: “Talvez agora, no momento em que a Assírio & Alvim publica a “Poesia Reunida” de Manuel António Pina, estejamos em condições de poder afirmar que nos encontramos perante um dos grandes nomes da poesia portuguesa actual. Uma extrema delicadeza pessoal, uma discrição obsessiva, uma cultura ziguezagueante e desconcertante, mas sempre subtil e envolvente, um sentido profundo da complexidade da literatura, e também, sobretudo, da complexidade da vida, têm talvez impedido a descoberta plena e mediática deste jornalista e homem de letras também voltado para os jogos mais leves e embaladores da literatura infantil. Contudo, torna-se imperioso dizê-lo agora: este tom deliberadamente menor sustenta uma obra maior da literatura portuguesa”.
Está dito:
É ele que na sombra mexe os cordelinhos
De milhões misteriosos de dedinhos
Com que o mendigo se coça e se alimenta.”
Assírio & Alvim ; 303 pag.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
Vendedor de passados
Paula Alexandra Silva, 28 anos, Socióloga
ver este título no catálogo da biblioteca
entrada nº 0029
Publicado por:
Anónimo
às
19:13
Categorias
Li e Gostei,
Li e Gostei - 3 estrelas,
Li e Gostei - Romance
segunda-feira, 1 de janeiro de 2007
Oeiras Internet Challenge
- 1º - Contra Ataque (Ricardo Pereira e Fernando Benevides),
- 2º - Spin 64 (Luis Aguiar e Pedro Costa),
- 3º - The Typers (Vera Patrício e Ricardo Ferreira).






