terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Salpicos Poéticos : Fernando Pinto do Amaral in Café com Letras

»» O mundo é só um e o nosso destino é todo o mesmo, portanto não temos nada a perder quanto a nos expormos!

»» Sim, há mais que ironia patente em alguns dos poemas que escrevo, há demolição, um total sarcasmo. (Aliás, muitas vezes) a ironia que fica a meio caminho é que funciona, como em Eça de Queirós. A ironia está mais presente nas minhas últimas obras.

»» (Há muito) um consenso mole à nossa volta que precisa de ser espicaçado. É necessário um marginal pertenso (no espírito das pessoas), "Somos feitos de contradições" [Agustina B-L.], e de coisas voláteis, efervescentes, borbulhantes!

»» Sabemos todos muito pouco, temos mesmo, poucos conhecimentos. Somos grão de areia. (E até) uma obra de arte será um dia poeira, urge o desprendimento...

»» Doem-me as coisas já não me doerem - agora menos. (Nunca como) aos vinte anos atirávamo-nos quase da janela por questões sentimentais!!

(em palavras de Fernando Pinto do Amaral)
a dar continuidade

sábado, 12 de janeiro de 2008

O You Tube das Ideias

O Big Thing, lançado na segunda-feira nos Estados Unidos, tem em arquivo 180 entrevistas gravadas com um painel alargado de personalidades, do senador Ted Kennedy à socióloga Naomi Klein, do empresário Richard Branson ao chef Jacques Pepin.
As entrevistas são colocadas no site divididas por categorias. Há duas supercategorias que depois se subdividem em muitas outras: “meta” (que inclui "vida e morte”, “fé e crenças” ou “verdade e justiça”) e “físico” (que inclui “arte e cultura”, “história”, “media e imprensa” ou “ciência e tecnologia”). Dentro destas categorias aparecem vídeos com a resposta de inúmeras personalidades a um rol de perguntas. Os utilizadores do site podem submeter comentários escritos aos vídeos, filmar-se a si próprios em resposta ou criar a sua própria pergunta em vídeo. No fundo, o Big Think é um agregador de vídeos online, e também uma rede social – quase como o You Tube. Mas com uma diferença fundamental em relação ao You Tube: a intenção é fazer o espectador ver mais do que dez segundos de um clip e reponder com mais do que um comentário de três palavras.
O Big Thing quer criar o diálogo intelectual através de vídeos online capaz de ultrapassar o "ruído" da web, colocando “peritos” e cidadãos anónimos em conversa.
Fonte: Público Digital - Ed. impressa (12. Janeiro. 2007)

Regras de ouro para a vida quotidiana

Autor: Omraam Mikhael Aivanhov




Curtos escritos de como viver, entender, pensar e nos surpreendermos com coisas e situações de todos os dias. Das mais pequeníssimas às mais complexas - mergulhando em universos imensos - sol, vínculos, entremeando pelo tempo presente, passado, futuro; passando também, por realidades como a Vida, a Perfeição, a Criação e Deus. Mais um testemunho forte, determinado e pleno de fé deste filósofo-pedagogo francês de origem búlgara.

Sofia Sousa, 31 anos, Ciêntífica da Educação
entrada n.º 0085

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A “Formiga Horripilante” voltou à nossa Sala Infantil…

No dia 09 de Janeiro, pelas 10,30h, “A Formiga Horripilante” – um dos bicharocos de estimação da sala infantil da Biblioteca de Carnaxide, reapareceu com novas aventuras, desta vez vividas com as 22 crianças, de 7 anos, da professora Justina, já habituais nestas andanças.
Para quem ainda não sabe (o que me parece bastante improvável, dada a popularidade do referido bicharoco por estas paragens), “A Formiga Horripilante” que é muito, mas mesmo muito feia (pelo menos assim o dizem todos os habitantes daquele lugar cheio de girassóis, malmequeres, cerejeiras e um imenso céu azul), resolveu inventar um eficiente ( ! ) estratagema para escapar ao bico de um dos passarocos esfomeados (que abundam por aquelas bandas) à procura de uma refeição suculenta de seis patas. O que sucedeu após essa decisão, também não vos vou aqui contar; quem quiser saber terá de vir conhecê-la.
Mas o que efectivamente interessa dizer é que, nestas novas aventuras, a referida formiga, agora apelidada de Albertina, o respectivo esposo, e os mútuos milhares de milhões de rebentos (igualmente horripilantes), decidiram preparar-se para o Carnaval, data que não tarda.
Assim reza a história que me foi contada (ao vivo) pelas supra mencionadas crianças:

“Era Carnaval, e ela estava vestida de super-mulher.
‘Ai, ai, ai, está tanto vento que o meu fato vão voar!’ (..);
‘oh! Estragou-se com o vento!’
Estava tanto vento que a formiga quase voou. Até o passaroco azul ficou espantado. O barulho foi tanto que o bicharoco verde acordou.
A formiga resolveu então fazer um novo fato, e foi mostrá-lo ao seu marido; ele gostou tanto, tanto, que se apaixonou novamente por ela. O passaroco azul e o bichinho vermelho às pintinhas também adoraram.
A formiga Albertina juntou-se então à família, e fizeram uma enorme festa de Carnaval. Eram tão horripilantes que o passaroco azul se assustou e fugiu”.
“Melhor é acabar esta história porque está na hora de ir embora!”


2º B, Escola Sylvia Philips



Derivado da situação…

No próximo dia 30, pelas 21h 30, terá lugar o primeiro Café com Letras de 2008. Carlos Vaz Marques irá conversar com Ricardo Araújo Pereira, dos Gato Fedorento. Fruto da popularidade que os mesmos granjearam nos anos mais recentes, espera-se uma boa adesão por parte do público.

O desafio que aqui se lança é o seguinte: que cada um traga um adolescente ou jovem que nunca tenha visitado a biblioteca. Que lhe diga que o acesso ao espaço é gratuito, o acesso à internet é gratuito, que existe um serviço de impressões e fotocópias a preços módicos, que há possibilidade de utilização (gratuita) de um scanner, que o empréstimo domiciliário de livros, cd´s, cd-rom’s e dvd’s é gratuito, que a selecção de jornais diários e semanais, revistas generalistas e de especialidade é enorme e a sua consulta é gratuita, que as formações sobre pesquisa na web, no catálogo da biblioteca, no Google, construção de blogues e sessões de pesquisa assistida são gratuitas, que a biblioteca dispõe de bibliografia técnica para apoio ao estudo mas também de profissionais que podem recomendar uma leitura recreativa, que a selecção de banda desenhada foi recentemente revista e tem títulos extraordinários (e, já agora, que os adultos também podem ler), e que tudo isto está acessível solicitando um cartão de utilizador (também ele gratuito), bastando apresentar o BI, um comprovativo de morada e, para os menores de 16 anos, a autorização dos pais. Preenche-se a ficha de inscrição e… já está!

Se, mesmo assim, e apesar desta gratuitidade toda, os vossos convidados não ligarem patavina ao que lhes é oferecido, então, neste dia em particular, nunca darão o seu tempo por perdido. E quem sabe se, por ouvirem vocábulos como livros e leituras, vindos de tão famosa boca, não se deixam contagiar? É que a fama tem destas coisas… derivado da situação :-)

Não esquecer: dia 30 de Janeiro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Oeiras.
foto aqui

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Carnaxide convida…



O Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Carnaxide escolheu para primeiro livro a debater em 2008 “Chiquinho” do autor cabo-verdiano Baltasar Lopes.
A segunda sessão, a realizar em 15 de Janeiro, pelas 19h, vai ser enriquecida com a presença do Prof. Alberto Carvalho, da Faculdade de Letras de Lisboa, que nos vem falar de Baltasar Lopes, a Obra e o Homem.
Recordo passagens de Chiquinho … “Como quem ouve uma melodia muito triste, recordo a casinha em que nasci, no Caleijão.” ou “o destino fez-me conhecer casa bem maiores…, mas nenhuma eu trocaria pela nossa morada coberta de telha francesa e rebocada de cal por fora, que meu avô construiu com dinheiro ganho de riba da água do mar”
Apesar dos Grupos de Leitores serem uma actividade limitada a 15 pessoas, que duas vez por mês conversam, de uma forma informal, sobre um livro previamente escolhido, vimos convidá-lo a juntar-se a nós, numa mesa mais alargada, para conhecer melhor ou ficar a conhecer aquele que se diz ser “Um dos melhores romances da literatura cabo-verdiana. Descrevendo Cabo Verde dos anos 30, o seu interesse resulta não somente do facto de estar apoiado numa realidade que até esta altura tinha sido deixada de lado pelos escritores do arquipélago, mas sobretudo da demanda da personalidade cultural do povo de Cabo Verde Chiquinho é também uma forte denúncia: do abandono a que foram votadas as pessoas de Cabo Verde. As secas destruíam colheitas, a fome estendia as suas garras sobre uma população indefesa e desesperada. No entanto, as personagens desta história alimentam um sonho, uma esperança, todos poderiam ser outra pessoa que não são, se ao menos a terra não fosse madrasta. É aqui que entra o mar, a miragem da América, os baleeiros para correr sete mundos, o futuro prometido para lá da fome, das secas e do sofrimento. Chiquinho é o fio condutor por onde passam todas estas personagens. É através das tribulações deste jovem, de origem modesta, mas livre num mundo desconhecido, que Baltasar Lopes se impõe como um dos principais fundadores da literatura cabo-verdiana.” *
* http://www.novavega.pt/Book.aspx?id=36

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Grupos de Leitores nas Bibliotecas Municipais de Oeiras

Os Grupos de Leitores têm como finalidade encontrar formas de aproximação aos textos, através de conversas em grupo sobre determinados livros. Partindo do prazer de ler, das diferentes experiências de leitura e da troca de opiniões, procura-se a criação de laços entre os participantes favorecendo a constituição de novos grupos de leitores.
Pretende-se aumentar o prazer de ler, valorizar a leitura independentemente do autor, género ou enredo e salientar a importância das boas experiências de leitura. O principal objectivo dos encontros é a partilha das opiniões dos participantes da sociabilização em torno da leitura.
Os Grupos de Leitores decorrem regularmente para, num ambiente informal, falar e trocar opiniões sobre um mesmo livro, conversar sobre a história e descobrir o autor.
Em 2008 participe nos Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras e Carnaxide ou no novo Grupo da Biblioteca Municipal de Algés!
Informações e inscrições:
Biblioteca Municipal de Algés referencia.bma@cm-oeiras.pt
Biblioteca Municipal de Carnaxide referencia.bmc@cm-oeiras.pt
Biblioteca Municipal de Oeiras referencia.bmo@cm-oeiras.pt

Top das Bibliotecas Municipais de Oeiras

Fique a conhecer quais os livros de ficção mais procurados nas Bibliotecas Municipais de Oeiras em OUTUBRO, NOVEMBRO e DEZEMBRO de 2007.

Este TOP tem uma actualização trimestral.

1
Título: O Segredo
Autor: Rhonda Byrne

Sinopse: A autora descobriu que a maioria das pessoas que têm ou tiveram sucesso conheciam um Grande Segredo, e dá exemplos que vão desde Einstein a Galileu Galilei. A partir dessa descoberta, ela foi procurar pessoas que actualmente conhecessem o Segredo e vivessem de acordo com ele. Falou com elas, entrevistou-as, e através do testemunho delas vai explicando no livro a “lei da atracção”: nós atraímos aquilo que queremos atrair e, se queremos atrair o sucesso, conseguimos atrair o sucesso.


2
Título: Rio das flores
Autor: Miguel Sousa Tavares

Sinopse: Sevilha, 1915 - Vale do Paraíba, 1945: trinta anos da história do século XX correm ao longo das páginas deste romance, com cenário no Alentejo, Espanha e Brasil. Através da saga dos Ribera Flores, proprietários rurais alentejanos, somos transportados para os anos tumultuosos da primeira metade de um século marcado por ditaduras e confrontos sangrentos, onde o caminho que conduz à liberdade parece demasiado estreito e o preço a pagar demasiado alto. Entre o amor comum à terra que os viu nascer e o apelo pelo novo e desconhecido, entre os amores e desamores de uma vida e o confronto de ideias que os separam, dois irmãos seguem percursos diferentes, cada um deles buscando à sua maneira o lugar da coerência e da felicidade.


3
Título: O Sétimo selo
Autor: José Rodrigues dos Santos

Sinopse: Um cientista é assassinado na Antárctica e a Interpol contacta Tomás Noronha para decifrar um enigma com mais de mil anos, um segredo bíblico que o criminoso rabiscou numa folha e deixou ao lado do cadáver: 666. De Portugal à Sibéria, da Antárctica à Austrália, O Sétimo Selo transporta-nos numa empolgante viagem às maiores ameaças que se erguem à sobrevivência da Humanidade. Baseando-se em informação científica actualizada, José Rodrigues dos Santos volta com este emocionante romance aos grandes temas contemporâneos, numa descoberta que poderá abalar a forma como cada um de nós encara o futuro da humanidade e do nosso planeta.


4
Título: Sapatos de rebuçado
Autor: Joanne Harris

Sinopse: Após ter abandonado a aldeia de Lansquenet-sur-Tannes, cenário de Chocolate, Vianne Rocher procura refúgio e anonimato em Paris, onde, juntamente com as suas filhas Anouk e Rosette, vive uma vida pacífica, talvez até mesmo feliz, por cima da sua pequena loja de chocolates. Não há nada fora de comum que as destaque de todos os outros. A tempestade que caracterizava a sua vida parece ter acalmado... Pelo menos até ao momento em que Zozie de l’Alba, a mulher com sapatos de rebuçado, entra de rajada nas suas vidas e tudo começa a mudar… Vianne encontra-se perante uma escolha difícil: fugir, tal como fez tantas outras vezes, ou confrontar o seu pior inimigo… Ela própria.


5
Título: Foi assim
Autor: Zita Seabra

Sinopse: Foi Assim é a história clássica de uma aprendizagem: da inocência à realidade e da realidade à sabedoria, um pouco melancólica, do adulto. Mas Zita Seabra, que ‘passou’ à clandestinidade aos 17 anos, cresceu no Partido Comunista de Cunhal, o que faz da história dela a história de uma época. Sem se justificar, sempre cândida e às vezes comovedora, Zita Seabra fala naturalmente de um mundo fantástico e brutal, que nunca foi descrito com tanta intimidade e tanta exactidão. Foi Assim é o livro que faltava para perceber a grande tragédia do comunismo português.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O cão mal desenhado



Foi assim que no passado sábado as crianças ouviram, leram e pintaram “O cão mal desenhado” na Biblioteca Municipal de Carnaxide.




Com a ajuda da Joana Ratão e dos pais sempre participativos, os meninos vestiram a bata de artistas plásticos e deram pincéis à sua imaginação! A Susana até aprendeu a fazer cor-de-rosa!





A história contada pela Joana ganhou vida nas mãos dos nossos pequenos artistas que desenharam, pintaram, recortaram e representaram a sua própria história de um cão agora muito bem desenhado.



Obrigada pela obra de arte que nos deixaram!
Voltem sempre! Ficamos à vossa espera!










segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Cenas da Foz

Autor: Camilo Castelo Branco

É nestas crónicas despretensiosas, cheias de humor e até de autocrítica ao estilo habitual do A. que Camilo ainda nos fascina pela forma como maneja a nossa língua.

Guilherme António Silva de Oliveira, 73 anos, Aposentado

entrada n.º 0084

Círculo de Estudos Literacia e Cidadania - II Ciclo


A Promoção da Leitura para Jovens


Dirigido ao público adulto mediador de leitura – educadores de infância, professores, bibliotecários, técnicos de biblioteca, famílias, animadores culturais e contadores –, o projecto «Literacia e Cidadania» tem por objectivo desenvolver acções de formação regulares, especializadas e altamente qualificadas sobre a problemática da leitura, da literacia e do acesso à informação como forma de contribuir para a criação e consolidação de uma rede de promotores da leitura no Concelho de Oeiras.

O 1º ciclo sobre Literacia Emergente e a Aprendizagem da Leitura teve lugar o ano passado e o 2º Ciclo arrancará já este mês e versará sobre o tema A promoção da leitura para Jovens.

Será composto por 5 seminários, cada um com uma duração de 6 horas, a decorrer aos sábados, na Biblioteca Municipal de Algés, sede do Centro Oeiras a Ler.

Programa:

- 9 de Fevereiro – E para além da escola?
Algumas questões sobre a relação entre
juventude e cultura.

Rui Telmo Gomes (Observatório das Actividades Culturais / Obs. Permanente para a Juventude)

- 8 de Março – Literatura juvenil e leituras na adolescência

Glória Bastos (Universidade Aberta)

- 12 de Abril – Leituras na idade do armário

Cláudia Sousa Pereira (Universidade de Évora)

- 10 de Maio – Grupos de Leitores para adolescentes e jovens

Gaspar Matos (Bibliotecas Municipais de Oeiras)

- 24 de Maio – Leituras e novas tecnologias

Maria Manuela Borges (Universidade de Coimbra)

Inscrições Prévias

Público-alvo:
Professores, educadores, técnicos de biblioteca e de animação e outros mediadores de leitura
Informações e inscrições:

Centro Oeiras a Ler – Biblioteca Municipal de Algés: 21.411.89.70
marta.silva@cm-oeiras.pt / sabe.bma@cm-oeiras.pt

Exposição itinerante "A Rota do Escravo"





ITINERÁRIOS DA MEMÓRIA
Escravatura e Tráfico Negreiro
África de Língua Portuguesa


BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CARNAXIDE

De 7 a 31 de Janeiro

Horário de abertura ao público








Luiz Pacheco 1925 - 2008

Deve ter dito poucas à morte, este senhor. Se é que morre, quem assim escreveu.
Publicou inúmeros artigos na imprensa, fundou a Contraponto (onde publicou Cesariny, Natália Correia, Vergílio Ferreira e Herberto Hélder entre outros), foi crítico literário, crítico do regime, crítico de si próprio e crítico dos outros.
Escreveu, para muitos, a mais bela peça de prosa que Portugal já leu: o conto “Comunidade”. Fica aqui a ligação para um extracto do mesmo. Em jeito de homenagem, nunca de despedida!
Obras de Luiz Pacheco disponíveis nas BMO’s aqui
Notícia aqui
foto aqui

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ouvir, Ler e Pintar

Atelier de expressão plástica para os pequenos leitores, por Joana Ratão.

Partindo da obra “O cão mal desenhado” vamos transformar palavras em imagens e objectos e ilustrar a história, explorando diferentes técnicas. Vem dar uma nova vida a este cão!

É já amanhã, dia 5, às 15h30 na Biblioteca Municipal de Carnaxide

Público-alvo: Crianças dos 4 aos 6 anos, acompanhadas por um adulto
Informações e inscrições (prévias): 21 417 01 65

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

As Nossas Sugestões - Janeiro 2008

Título: A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho
Autor: Mário de Carvalho

De quem se fala: Mário de Carvalho nasceu em Lisboa, em 1944. Licenciou-se em Direito, em 1969. O serviço militar foi interrompido por prisão em Caxias e, posteriormente, em Peniche, por actividade política contra a ditadura, ainda nos tempos de estudante. Mais tarde exilou-se em França e na Suécia. Regressa após o 25 de Abril de 1974. Dominando soberbamente a língua, o estilo de Mário de Carvalho não se reconhece em nenhuma escola, e o seu registo é ao mesmo tempo de uma grande modernidade. A crítica aponta-o unanimemente como um dos mestres do romance português contemporâneo.

O que se diz: Mário de Carvalho revive a História num livro que se assumiu, rapidamente, através da sua originalidade num verdadeiro sucesso. A simplicidade aliada à imaginação levou-o à recomendação no programa de português do 8º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula.

Está dito: Os automobilistas que nessa manhã de Setembro entravam em Lisboa pela Avenida Gago Coutinho, direitos ao Areeiro, começaram por apanhar um grande susto, e, por instantes, foi, em toda aquela área, um estridente rumor de motores desmultiplicados, travões aplicados a fundo, e uma sarabanda de buzinas ensurdecedora. Tudo isto de mistura com retinir de metais, relinchos de cavalos e imprecações guturais em alta grita.

Caminho; 87 p.
ver este título no catálogo da biblioteca


Título: Metamorfoses
Autor: Ovídio

De quem se fala: Depois do sucesso que granjeou na sociedade romana com Arte de Amar e Amores, Ovídio (século I a.C. - I d.C.) lançou-se na escrita de uma das obras mais singulares da literatura de sempre, As Metamorfoses.

O que se diz: Ovídio conta histórias de transfiguração, de 'metamorfose' de deuses e de homens, em fontes, árvores, rios, pedras, animais... num universo abertamente ficcional. Confundindo deliberadamente ficção e realidade, Ovídio leva o leitor a perder-se neste mundo imaginário, e mascara de verosimilhança as suas histórias, que se vão sucedendo de forma contínua, sem quaisquer comentários moralistas ou reflexões teóricas sobre o sentido das 'metamorfoses'.

Livros Cotovia; 443 p.

ver este título no catálogo da biblioteca

Título: Como um romance
Autor: Daniel Pennac

De quem se fala: Nascido em Marrocos em 1944, o escritor passou a sua infância entre a Etiópia, a Indochina e o sul de França. Estudou durante alguns anos em colégios internos. Nessa altura, a leitura era para ele um passatempo e uma forma de evasão para os momentos mais solitários. A leitura tornou-se, pois, um hábito que praticava mesmo com as luzes apagadas, segundo o próprio.

O que se diz: É sobejamente conhecido o desgosto com que os pais preocupados com a formação dos filhos costumam registar a inapetência destes para a leitura. Daniel Pennac, romancista, professor e pai de família, descreve neste ensaio cheio de humor, todas as perplexidades que usualmente assaltam os diversos intervenientes neste processo de conflitos surdos, temores, bloqueios e teimosias. Acima de tudo, conforme se sublinha no presente livro, a leitura tem de ser um prazer e os leitores de hoje devem usufruir de alguns direitos inalienáveis.

Está dito: O verbo ler não suporta o imperativo. É uma aversão que compartilha com outros: o verbo «amar»... o verbo «sonhar»...

Asa; 166 p.


Título: Viagem a Portugal
Autor: José Saramago

De quem se fala: José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga (Golegã), em 1922. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo exercido depois, diversas outras profissões: desenhador, funcionário de saúde e de previdência social, editor, tradutor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance, em 1947. Pertenceu à primeira direcção da Associação Portuguesa de Escritores e foi, desde 1985 a 1994, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do jornal Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor. José Saramago foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura 1998.

O que se diz: Este livro é resultado de uma viagem que o autor fez por Portugal, com o intuito de descobrir novos caminhos, para além daqueles que todos conhecem e indicam. "Não sei por onde vou, só sei que não vou por ai", é o lema desta Viagem a Portugal.

Está dito: O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.

Círculo de Leitores; 240 p.


Título: A Troca
Autor: David Lodge

De quem se fala: David Lodge nasceu em Londres a 28 de Janeiro de 1935. Estudou Literatura na University College London, tendo-se doutorado na University of Birmingham, onde leccionou até 1987 no Departamento de Inglês. Actualmente dedica-se em exclusivo à escrita. É considerado um dos mais relevantes autores da moderna literatura inglesa. Grande parte da sua obra encontra-se traduzida em Português e editada em Portugal, onde é muito popular. Lodge considera-se um católico cultural, "desmitologizado", e crescentemente céptico (como aconteceu com Graham Greene).

O que se diz: "De longe o mais divertido romance do ano..." Daily Mail

Está dito: A Universidade do Estado de Euforia, nos Estados Unidos, uma selva de vidro e betão, e a Universidade de Remexe, na Grã-Bretanha, velha e de tijolo, têm um programa de intercâmbio anual dos seus docentes. Normalmente, as trocas ocorrem sem qualquer história digna de registo. Mas quando o Professor Philip Swallow troca de lugar com o Professor Morris Zapp, os dois académicos vêem-se apanhados num verdadeiro turbilhão, a que ninguém fica imune: estudantes, colegas, mesmo as próprias mulheres, todos são trocados à medida que a tensão cresce.

Asa; 308 p.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Promessa de Ano Novo!

Muitos têm por hábito, na passagem d’ano, fazerem promessas que (supostamente) cumprirão nos 365 dias que se seguem: é a prática de exercício regular que tanto se adia, é a eterna vontade férrea de deixar de fumar – férrea durante as 12 badaladas, depois passa… –, é a visita a um familiar ou amigo de longa data que não se vê há muito tempo. Certo, certo é que, bastas vezes, estas resoluções imbuídas de boas intenções e espírito natalício acabam por não passar disso mesmo: boas intenções!
Pois aqui vai uma sugestão que pode bem ser uma promessa de ano novo, acrescendo-lhe o facto de ser facilmente exequível: a exposição José Saramago: a consistência dos sonhos, patente desde finais de Novembro na Fundação César Manrique, em Lanzarote, será exposta em Lisboa, em Abril de 2008. São cerca de 1000 os documentos exibidos (entre originais e digitalizações), fruto de uma investigação de dois anos. A exposição estará dividida em três partes: a primeira concernente à vida e obra de Saramago, a segunda a três temas distintos (intervenção cívica, o Nobel e a música e as palavras) e a terceira correspondendo aos ecos da obra de Saramago, sua troca de correspondência com outros autores e montagem do seu espaço de trabalho.

Encontro marcado, portanto! Em Abril, na Galeria D. Luís, no Palácio Nacional da Ajuda. E não se pode faltar… porque é promessa de Ano Novo! Boas entradas!
notícia SIC Online
imagem aqui

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

YLUMINURAS RESPIRANDO MÚSICA & afinal têm ALMA cá dentro

& DANÇA DEBAIXO DÁGUA & REMNISCÊNCIAS DO ÓBVIO
...Abraçadinho ao Natal que por entre sobre nós vai correndo pude assistir a um espectáculo-Espectáculo (como Almada Negreiros possivelmente o poria/ classificaria): WORDSONG {PESSOA - AL BERTO} »»» de um Magnetismo Incandescente! A simplicidade é mesmo simples, e com tanta suposta produção-artifício: o simples subsiste e emerge sempre »» mesmo que ganhe as forças não voltarei a separar-me de mim, mesmo que ganhe as forças não me vou escravizar... no Fado que Deus dá, ama-nos carnivoramente e afinal têm Alma cá dentro!
Aconteceu no CCB atravessando poesia, escritos, testemunhos deixados inscritos gloriosamente no mundo, pelos Poetas: Pessoa e Heterónimos e Al Berto tomando corpo-espírito em (sob a forma de) música, vídeo-imagem, paisagens-quadros-cenários, interpretação semi-acústica, eletrónica e luminotecnia comprometedora de um suave novo... Projecto multimédia em que Pedro D'Orey também como vocal, Alexandre Cortez (Rádio Macau), Nuno Grácio, Filipe Valentim (Rádio Macau) e alguns artistas convidados - transformam, manipulam, desconstroem e reconstroem em experiências sonoras de formato melódico-electrónico a poesia de autores portugueses. Contando este Wordsong com convidados duma especialidade transcendente de palavra-atributo (só aquela realidade) & ainda: Lula Pena, 1 dádiva-divina, a sua voz, o seu canto, a sua versão, o seu fogo, m ú s i c a !.!.
Apoio de pesquisa e mais informação em»»
»» My Space Worsong

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

B Y B L O S »»» A Livraria de Destino













Acaba de se estrear a Byblos - uma Livraria inédita em Portugal - com capacidade para 150.000 títulos, inúmero material tecnológico altamente preparado para uma pesquisa mais inteligente, fácil e organizada. Apresenta-se em dois vastos pisos com um total de 3300 metros quadrados e situa-se no Edifício Amoreiras Square. Monumento para a leitura, o belo prazer de estar e encontrar novos e essenciais universos de e para cada pessoa, enfim, uma livraria de destino onde este se traça seriamente inesquecível e acima de tudo se pertende permitir o encontro da procura {ou daquilo que se procura}!...
Disponibiliza tudo o que as editoras tiverem editado no mercado português e apesar dos livros serem o produto principal da livraria, a Byblos terá ainda CD, DVD e jogos de computador, uma cafetaria, um auditório, uma sala de exposições e uma área de venda de revistas e jornais. É um projecto de Américo Areal, de 56 anos, antigo dono das Edições Asa, que investiu nesta nova livraria cerca de quatro milhões de euros.
Em 2008, abrirá a segunda livraria Byblos, desta vez no Porto, que promete ser ainda maior do que a de Lisboa. Em declarações à agência Lusa, Américo Areal disse que a Byblos «não é um impulso, é um destino, um porto seguro para as pessoas procurarem o que mais gostam», e que a livraria «vai contribuir com um verdadeiro serviço público para a cidade». A partir de Março, a livraria irá organizar semanas temáticas, com actividades dedicadas aos mais variados assuntos, incluindo actividades paralelas que podem incluir uma prova de vinhos, uma mostra de queijos ou recitais de poesia.
Para o livreiro Areal «vir a uma loja de destino também tem que ser viver uma experiência. Este é um conceito de livrarias sem pressas e pensamos que vamos ser recompensados», onde «quem não comprar nada, será igualmente bem tratado»!

Apoio de pesquisa - Jornal Sol notícias on-line;
LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Directamente do Coração para o Papel !

Apresentam-se desta forma um conjunto de aforismos, pensamentos e ou impressões dos sentidos sob a forma de livro. A contar desde o dia 21 de Dezembro nos escaparates da Biblioteca de Oeiras (ao lado do ecrã)... onde o coração no papel se inscreve em corajosas visões e de olhos despertos - até ao leitor!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Om, o mundo inteiro numa sílaba!

Chegados a Dezembro, tempo de reflexão, de balanço deste ano preste a terminar, a escolha de Siddharta, de Hermann Hesse não podia ser mais apropriada. Aprendemos com Siddharta que não basta sentir o Om, a palavra das palavras, entender “no íntimo da sua natureza a presença do Átman”, isto é, o princípio da vida, “o caminho para chegar até ele, até ao eu, até a mim”, não lhe bastou saber que o nome do Brama é verdade, pois quem tiver esse conhecimento “entrará todos os dias no mundo celeste”.
“Siddharta tinha um único objectivo: ficar vazio, vazio de sede, vazio de desejo, vazio de sonho, vazio de alegria e de tristeza”, sentir no seu corpo e na sua alma que precisava muito de pecado, vaidade, desespero ultrajante, para aprender a amar o mundo, para não o comparar com qualquer um outro, desejado ou idealizado, mas sim como ele realmente é, “para amá-lo e sentir-me feliz por lhe pertencer”.
Com ele aprendemos também que “podemos partilhar conhecimento, mas não sabedoria”, pelo que já em Janeiro com Chiquinho, de Baltasar Lopes, continuaremos a partilhar os nossos conhecimentos. Até 2008!