segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Exposição«Letras e Cores, Ideias e Autores da República»

Exposição na Biblioteca Municipal de Carnaxide
A partir de 6 de Setembro até final do ano
Caso não seja possível visitar-nos, a exposição está, em simultâneo, na Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras

No ano em que se comemoram cem anos sobre a implantação da República, a DGLB, em colaboração com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, apresenta a exposição «Letras e Cores, Ideias e Autores da República». Esta exposição, de que se imprimiram 1000 exemplares, destina-se preferencialmente às Bibliotecas Municipais (a Rede de Bibliotecas de Oeiras aderiu à iniciativa), universidades, embaixadas, centros de língua portuguesa no estrangeiro, estabelecimentos prisionais e outras instituições culturais.

A partir de textos de autores que marcaram decisivamente a cultura humanístico-literária em Portugal no final do século XIX e início do século XX, a DGLB convidou dez ilustradores (João Vaz de Carvalho, Afonso Cruz, Bernardo Carvalho, Marta Torrão, Teresa Lima, Rachel Caiano, Jorge Miguel, Carla Nazareth, Gémeo Luís, Alex Gozblau) a tratar plasticamente dez temas representativos do contexto social, político, cívico e cultural da época: Ultimatum, Monarquia, 5 de Outubro, Igreja, Educação, Mulheres, Modernismo, Grande Guerra, Chiado e Revistas. O resultado mostra de que forma literatura e arte, passado e presente, se podem cruzar de forma coerente e harmoniosa, dando corpo a um percurso fulcral da história portuguesa contemporânea: o triunfo da ideia republicana de cidadania, a instauração do regime, a participação de Portugal na I Grande Guerra e a vida política, social, cultural e artística deste período.

O design da exposição é de Luís Mendonça.
Fotografias de Júlio Raposo.
(Texto retirado do site da DGLB)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Literatura e Gastronomia - Leonardo da Vinci

“Há quem diga que a rama do nabo, como a da couve, quando apresentadas em qualquer forma sólida, são alimentos exclusivos para constituições vigorosas, ou seja, talhantes, pedreiros e lavradores; e que bibliotecários, inválidos, fêmeas de pequena estatura e todos que tenham digestões delicadas fariam melhor em se abster de tais alimentos.
Eu, pelo contrário, sou da opinião que o consumo da nabiça e da couve fortalecerá uma digestão frágil, devido às propriedades das folhas, que já vi darem novo alento a uma cabra doente, e de uma vaca agonizante fazerem um animal cheio de vida, ao ponto de se pôr a dançar.
Mas quanto aos que crêem na primeira teoria, podem experimentar a sopa: atar em molhos as nabiças ou as couves com a ajuda de crina de cavalo. Mergulhá-los em água a ferver, a que se adicionou um pouco de sal, durante meia hora. O líquido coado pode constituir um prato ligeiro durante a Quaresma.”

Apontamentos de Cozinha de Leonardo Da Vinci
Sopa de nabiças ou couve
(Para todos… sem excepção…)

½ Kg de batatas
1 Molho de nabiças ou couve
2 Colheres de sopa de azeite
2 Cebolas médias
Sal

Ponha a água ao lume e, quando estiver a ferver, junte as batatas e as cebolas cortadas. Tempere com sal. Deixe cozer e reduza a puré. Junte as nabiças ou as couves arranjadas e aguarde até estarem cozidas. Tempere com o azeite.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

República, lugar da utopia. O regresso...


Em Setembro terá lugar a terceira sessão deste nosso projecto... Desta feita sob a égide "Os caminhos da República. Razão, saber e poder". A sessão está marcada para o dia 22 de Setembro, às 21H30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras e conta com a participação da investigadora Irene Pimentel e o jornalista Jacinto Godinho. A moderação é da responsabilidade de Carlos Pinto Coelho.
Desde sempre os Homens forjam ao pensamento formas, estruturas conceptuais, ideias com que configuram a realidade e que permitem a leitura e interpretação do mundo. Este mecanismo está, de resto, na génese das diversas concepções da realidade que foram moldando, durante milénios, a nossa visão do mundo e o nosso modus vivendi!
A palavra polis traduz, por isso, um modelo cultural e racional de que somos herdeiros. Perceber o modo como as sociedades se organizaram, ou seja, o modo como o pensamento configurou estas associações de pessoas na antiguidade clássica grega é fundamental para a compreensão do sistema político actual e as diversas formas de governo que a história conheceu.
Para reflectir e pensar o mundo, a história e as suas lutas são necessárias representações destinadas a compreender o real, uma espécie de esquemas de revelação e de compreensão.
A cidade grega, aberta ao diálogo e à democracia, inventou, por isso, um tipo de razão dedicado ao pensamento teórico e laicizado e liberto da ordem do mito: uma racionalidade até certo ponto "laica", que organiza a experiência sem recorrer a princípios teológicos. O pensamento grego liberta-se lentamente da consciência mítica ou religiosa, para fundar e criar a razão humana: o logos que, em grego, significa simultanemanete palavra, discurso ou razão.
A instauração da democracia é, assim, criadora de uma racionalidade inédita. A regra da democracia transforma a arte da demonstração num verdadeiro mecanismo de poder. Ao mesmo tempo, a palavra torna-se rainha e do domínio da linguagem emerge o logos ou a razão. Mas a cidade não implica apenas a força da palavra e do discurso argumentado: realiza com os primeiros legisladores a redacção das leis fazendo do Homem um verdadeiro animal político.
Estas e outras matérias estarão em reflexão na próxima sessão em mais uma das possíveis leituras semânticas e históricas do universo republicano e a forma como a razão configurou o poder ao longo dos séculos...
Participa. Constrói a tua República!

Consulte aqui os Guiões de Leitura anteriores elaborados pelas Bibliotecas Municipais de Oeiras no âmbito deste projecto:

Guião de Leitura A República, Lugar da Utopia
Guião de Leitura Iconografia do Feminino na República

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

As Nossas Sugestões

Título: Contos
Autor: Katherine Mansfield

De quem se fala:
Nascida em 1888, amiga de Virginia Woolf e D. H. Lawrence, contemporânea de um James Joyce que admirava e leitora atenta de Tchékhov, que morreu quando ela começava a escrever, Katherine Mansfield participou na renovação da difícil arte do conto, ajudando-o a libertar-se da moral victoriana e do clássico enredo e dissolvendo a rigidez das perspectivas em sensações e recordações em subtil relação com a realidade exterior.

O que se diz:
“ler os contos de Katherine Mansfield é caminhar entre crianças asfixiadas pela educação tradicional, adolescentes de sonhos impossíveis, soldados de fardas ridículas, mulheres que esboçamgestos de revolta e velhosnos confins do tempo. È sobre esses “seres sem história” que Katherine Mansfield escreve, revelando o drama oculto na aparência dos seus gestos usuais
Francisco Vale in Contos

Está dito:
“Ai, os homens!” – dizia, mergulhado o bule na banca e mantendo-o debaixo de água mesmo depois de ter deixado de borbulhar, como se fora um homem e o afogamento ainda fosse bom de mais para tal espécie.”

Relógio D’Água; 295 p.

Ver este título no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras

Título: I volume de Contos
Autor: Anton Pavlovitch Tchékhov

De quem se fala:
Anton Pavlovitch Tchékhov Nasceu em Taganrog aos 29 de Janeiro de 1860 e morreu em Badenweiler aos 14 de Julho ou 15 de Julho de 1904 foi um importante escritor e dramaturgo russo, considerado um dos mestres do conto moderno. Era também médico, exercendo a Medicina durante o dia e frequentemente escrevendo à noite

O que se diz:
Este volume de contos de Tchékhov a semelhanças de muta das suas obras tem um um conteúdo triste para pessoas alegres; quero dizer com isto que só um leitor com sentido de humor será capaz de sentir a fundo a tristeza dele. Há escritores que emitem um som intermédio entre o riso abafado e o bocejo — muitos deles, a propósito, são humoristas profissionais. A outros, sai uma coisa intermédia da risada e do soluço.

Existe também uma variedade de humor utilizada de propósito pelo autor para dar um escape puramente técnico depois de uma tempestuosa cena trágica, mas o truque nada tem a ver com a verdadeira literatura. O humor de Tchékhov é alheio a isso tudo; é um humor puramente tchekhoviano. O mundo, para ele, é cómico e triste ao mesmo tempo, e sem repararmos na sua comicidade não compreenderemos a sua tristeza, porque são inseparáveis.

Esta obra de Tchékhov contém histórias de pessoas comuns da sociedade russa, pessoas simples que viviam em Moscou, nas pequenas cidades e vilas camponesas; cada uma dessas pessoas tinha, no dia-a-dia de suas vidas, que vencer uma luta feroz contra as privações materiais que ameaçavam sua sobrevivência nas cidades, nas vilas e nos campos, onde a miséria os rondava; essa realidade foi, em grande parte, a matéria-prima de suas histórias.
http://www.gargantadaserpente.com/artigos/pedroluso2

Está dito:
“ (…) - Falem, meus senhores, catem… brinquem! Não desperdicem o tempo. È que o safado do tempo corre não espere, É que o safado do tempo corre, não espera! Juro por deus que não terão tempo de abrir a boca e dizer «ah!» e já a velhice bate à porta… Mas então será tarde para vier! (…) Não vale a pena ficarmos parados e calados… (…)”


Relógio D’Água; 332 p.

Ver este título no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras

Título: Perlimpimpim, Perlimpimpão
Autor e Ilustrador: Mafalda Millhões


“ …A brisa cantava e o vento soprava baixinho como uma canção de embalar.
De repente, a lua ficou maior!
E toda a magia deu as boas-vindas a uma linda criatura chamada Mellis.
Ao contrário de todas as outras bruxinhas que eram ruivas, esta pequena nasceu
de cabelo lilás.
Por baixo dos cabelos rebeldes, morava um par de olhos grandes e um sorrisodoce como o mel…”
Um conto duma bruxinha diferente para crianças inocentes … dos 4 aos

Bichinho de Conto

Ver este título no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras


Título: As Bruxas
Autor: Roald Dahl
Ilustrador: Quentin Blake

“Se te sentares ao lado de uma pessoa desconhecida, pode acontecer que esta mesma pessoa seja uma bruxa? Pois é verdade, pode mesmo acontecer isso. Isto porque uma bruxa pode ter o aspecto de uma mulher qualquer, apesar de poder ser perigosa para qualquer criança!
Mas o rapaz da nossa história tem a felicidade de poder contar com a avó, que sabe muito bem quais os sinais que uma criança deve procurar para ficar a saber se está ou não perante uma bruxa.
Mesmo assim há surpresas.”
E nesta época em que as bruxas começam a andar à solta convém sempre estar alerta.
Para crianças curiosas dos 7 aos 10 anos

Terramar

Ver este título no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras


Título: Trabalho Infantil
Autor: Brain Basset

De quem fala:
Bem-vindos ao mundo de pernas para o ar de Adam, o teletrabalhador que é todos os dias cilindrado pelos filhos. E descubra que, às vezes, o trabalho infantil é sobretudo mau... para os pais.

O que se diz:
Sempre se soube que as crianças, por natureza própria, crescem. O problema é que, hoje em dia, crescem mais do que os pais. E ultrapassam-nos em tudo, seja a reparar o computador, a programar o DVD, a discutir o aquecimento global, ou a... ganhar dinheiro.

Gradiva

Ver este título no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Literatura e Gastronomia – Eça de Queirós

“ – Que diabo, não me hão-de esquecer as queijadas! – Murmurou Cruges, para si mesmo, afastando-se do parapeito.”
“ – Agora o que tu deves ver, Cruges, é o palácio. Isso é que tem originalidade e cachet! Não é verdade, Alencar?...
Eu vos digo, filhos – começou o autor de Elvira – historicamente falando…
– Eu tenho de comprar as queijadas – murmurou Cruges.
– Justamente! – exclamou Carlos. – Tens ainda as queijadas; é necessário não perder tempo; a caminho!”
“ – Com mil diabos! – exclamou de repente o Cruges, saltando de dentro da manta, com um berro que emudeceu o poeta, fez voltar Carlos na almofada, assustou o trintanário.
O breque parara, todos o olhavam suspensos; e, no vasto silêncio de charneca, sob a paz do luar, Cruges, sucumbido, exclamou:
– Esqueceram-me as queijadas!”
Os Maias
Receita de queijadas

Ingredientes
Massa
400g de farinha de trigo
100g de água

Recheio
1,5kg de queijo fresco sem sal
12 gemas de ovos
120g de farinha de trigo
800g de açúcar branco
60g de coco ralado
3g de canela
Junte a água à farinha e trabalhe bem a massa até que esta fique muito fina e consistente. Acrescente água caso seja necessário. Estenda até ficar com um milímetro de espessura. Depois, corte em rodelas de doze centímetros cada, dobrando-se as bordas e dando quatro cortes nas bordas. Deixe secar.

Esmague o queijo com as gemas e o açúcar. Depois de muito bem misturados, juntam-se a farinha, o coco e a canela. Misture bem. Encha as caixas de massa e leve ao forno a cozer.
Receita extraída do livro de António Maria de Oliveira Bello,
dito Olleboma, Culinária Portuguesa, assírio & Alvin, 1994

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Graça Morais e Por Paris, no CAMB



Com duas exposições, Graça Morais e Por Paris, o Centro de Arte Manuel de Brito oferece aos seus visitantes, até dia 19 de Setembro, obras referênciais do percurso de uma das artistas mais representativas da Colecção Manuel de Brito, a transmontana Graça Morais.


Relativamente à exposição Por Paris, a exposição expõe obras de artistas da modernidade portuguesa tais como Vieira da Silva, Júlio Pomar, René Bértholo, Lourdes Castro, Pedro Escala entre outros num diálogo com nomes internacionais como Sónia Delaunay, Arpad Azenes, Arman, entre outros.

Veja livros deste artista no catálogo da Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras.


Horário da Exposição
Centro de Arte Manuel de Brito (Algés)
Terça-feira a domingo das 11h30 às 18h00
Telf. 214111404

Fonte: Guia da Cidade

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Joan Miro: o jardim das maravilhas, no Palácio do Egipto

Até ao dia 26 de Setembro é possível ver no Centro Cultural Palácio do Egipto a pintura de um dos maiores nomes das artes plásticas a nível mundial, Joan Miró (1893-1983).

Criador de novas técnicas em cerâmica e com uma maneira peculiar de exercer o ofício de pintor, Miró foi premiado, agraciado com títulos e homenageado em diferentes países, superando todas as dificuldades iniciais encontradas na juventude e no início da idade adulta.

Na última fase de sua carreira foi regiamente pago por trabalhos encomendados e colocado na galeria dos grandes artistas da humanidade.
A sua pintura afasta-se de qualquer tentativa de representação e afeiçoa-se ao "abstracto-lírico", numa construção envolvida por sinais gráficos que se traduzem em impulsos do inconsciente da memória.

Horário da exposição
Centro Cultural Palácio do Egipto
Terça-feira a Domingo, das 11H30 à 18H00.
Última sexta-feira do mês, das 11H30 às 24H00.
Tel. 214 408 391
Fonte: CMO

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Dia Internacional da Juventude

A Câmara Municipal de Oeiras, através do seu Núcleo de Juventude em parceria com a Divisão do Desporto, assinala mais um Dia Internacional da Juventude, dia 12 de Agosto de 2010.

Para o efeito, irá ser um dia de muita animação e alguma actividade desportiva tais como escalada, kart’s a pedal, pinturas faciais, modelação de balões, jogos e gincanas no Centro de Juventude de Oeiras, entre as 10h e as 15h.

O auge da actividade contará com a concretização do logótipo humano “OEI!”, às 12h, com reportagem fotográfica do mesmo.
Mais se informa, que neste mesmo dia, o Município de Oeiras proporciona a todos os jovens munícipes do Concelho, até aos 30 anos de idade, entrada gratuita em Galerias ou Museus da Autarquia, nomeadamente, Palácio do Egipto, Museu da Fábrica da Pólvora e Centro de Arte Manuel de Brito (Palácio Anjos).

Actividades:
Escalada / Pinturas Faciais / Modelação de balões / Kart’s a pedal / Jogos e Gincanas

Realização de um logotipo humano “OEI!” às 12h00

Informações:
Centro de Juventude de Oeiras
Alameda Conde de Oeiras
Oeiras . tel. 214 467 570
nj@cm-oeiras.pt

Fonte: CMO

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

" Um Lanche Disparatado" - Biblioteca Municipal de Algés

O que é isto de um lanche disparato?
Um bolo que nos faz crescer o nariz, um chá que nos põe com forma de um pau de giz... um biscoito que nos trasforma numa cordoniz...

Baseado num excerto da história da Alice no País das Maravilhas todos juntos e bem equipados, como se fossemos pasteleiros, preparámos um lanche no atelier do espaço infantil da Biblioteca Municipal de Algés.




Usámos chávenas de criatividade, litros de boa disposição e kilos de imaginação, e no fim deliciámo-nos com este "Lanche Disparatado".



Um atelier de animação da leitura, escrita e expressão plástica, dinamizado pela Irina Raimundo e Inês Pardal






Actividades para crianças a partir dos 5 anos e ATL´s (requer inscrição):

09 de Agosto - 15h00 - Poemas trocados e livros bem colados
10 de Agosto - 15h00 - Ouvir, ler e Pintar
24 de Agosto - 15h00 - Os Alfaites das histórias
25 de Agosto -15.h00 - Um lanche disparatado
07 de Setembro - 15h00 - Ouvir, ler e pintar
09 de Setembro -15h00 - Poemas trocados e livros bem colados
11 de Setembro - 15h00 - Como se eu fosse uma tela

Para mais infomações: Tel: 21 411 89 70; infantil.bma@cm-oeiras.pt
Apareçam porque no Verão também é divertido ir à Biblioteca !

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Exposição " Viagens por Entre Linhas"

Exposição dos trabalhos realizados com as escolas que participaram nas actividades de promoção do livro e da leitura no ano léctivo 2009/2010

De 12 de Julho a 30 de Setembro - Biblioteca Municipal de Algés







































Trabalhamos vários tipos de livros:
Contos, poesia, lengas lengas, destrava línguas, ilustrações, pop-up etc...
Em todas as sessões contamos histórias de gatos pelados, histórias de meninas bonitas de laços de fitas, histórias de casinhas de chocolate e borboletas travessas.

Mas todas tiveram em comum a promoção do LIVRO e da LEITURA.

Boas Viagens por Entre Linhas

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A espuma dos dias

Autor: Boris Vian

Achei um livro desconcertante, cheio de ambiguidades, estranho e de difícil compreensão.
Não consegui compreender qual a ideia que o autor quis expressar ou a mensagem que procurou transmitir.







Maria José Antunes de Almeida Gomes
entrada n.º 0110

António Feio: 1954 - 2010

António Feio faleceu ontem à noite, aos 55 anos, no Hospital da Luz, em Lisboa, onde estava internado desde terça-feira.
O actor e encenador nasceu em Lourenço marques a 6 de Dezembro de 1954. Tinha apenas 12 anos quando subiu ao palco pela primeira vez, pela mão do encenador Carlos Avilez, no Teatro experimental de Cascais.
Dividiu sempre o palco com a televisão, onde participou em inúmeros programas de humor, quase sempre ao lado de José Pedro Gomes. Terminou a carreira como actor em "A verdadeira treta" e assinou duas encenações: "Vai-se Andando" e uma versão de "Auto da ìndia", de Gil Vicente. Antes, participou ainda no cinema em "Filme da Treta" e "Sorte Nula".
A 27 de Março foi condecorado comendador da Ordem do Infante D. Henrique por ocasião do Dia Mundial do teatro.
Participou recentemente na apresentação do trailer "Contraluz", do realizador Fernando Fragata com uma mensagem de esperança... "Aproveitem a vida. Ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento. Agradeçam. E não deixem nada por dizer, nada por fazer..." ... Até sempre...

Mais informações:

quinta-feira, 29 de julho de 2010

'Os Alfaiates das Histórias' na Biblioteca de Carnaxide

Porque no Verão também é divertido ir à Biblioteca, 'Os Alfaiates das Histórias' estiveram na Sala Infantil da Biblioteca Municipal de Carnaxide no passado dia 20. Confeccionaram histórias e sonhos, com utensílios bem especiais como a criatividade, a expressão plástica e o faz-de-conta, despertando o imaginário criativo de pequenos e grandes.
Um atelier de animação da leitura, escrita e expressão plástica, dinamizado pela Irina Raimundo e pela Inês Pardal.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Exposição Natércia e os mares na Biblioteca Municipal de Carnaxide

Mar português

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena?

Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa, in Mensagem


Na Sala de Leitura da Biblioteca Municipal de Carnaxide

De 20 de Julho a 20 Setembro

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Exposição 'Riscos&Rabiscos por Entrelinhas'




Exposição dos trabalhos realizados com as Escolas
no ano lectivo de 2009 / 2010

na Biblioteca Municipal de Carnaxide,

no âmbito dos Projectos Viagens Por Entrelinhas
e Riscos & Rabiscos.






Venha dar uma espreitadela ...





















De 1 de Julho a 30 de Setembro

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sugestões de leitura do Grupo de Leitores de Algés

Ontem foi a última sessão do grupo de leitores de Algés. Agora vamos de férias e voltamos em Setembro. Depois de se falar do livro deste mês, Amar de Novo de Doris Lessing resolvemos falar dos livros que já lemos, que estamos a ler, de que ouvimos falar…
Desta conversa resultou uma lista que sugerimos como leituras de Verão, aqui fica:


- Mentiras no divã / Irvin D. Yalom

- Lisboa revolucionária: roteiro dos confrontos armados no séculos XX / Fernando Rosas

- Agarrem o futuro de João Ermida

- Verdade, humildade ou solidariedade de João Ermida

- A louca da casa de Rosa Mantero

- Os homens que odeiam as mulheres / Stieg Larsson

- A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo / Stieg Larsson

- A rainha no palácio das correntes de ar / Stieg Larsson

- Sinais de fogo de Jorge Sena

- Cinco quartos de laranja de Joanne Harris

- Persepólis de Marjane Satrapi.

- Crónicas / António Lobo Antunes

- A ilha do menino poeta / José Jorge Letria


Aproveitem o sol, a praia, o descanso e tenham óptimas leituras…

Suite Francesa interrompida

O Grupo de Leitura da Biblioteca Municipal de Carnaxide escolheu o livro Suite francesa, de Irène Némirovsky para as suas sessões de Julho.
Irène Némirovsky proporciona-nos um quadro vivo sobre a vivência quotidiana desses anos terríveis da invasão da França na II Grande Guerra.
Transportando-nos para o seio de famílias sujeitas a um quotidiano em contínua transformação e o modo como a autora percepciona essa realidade oferece-nos todo esse ambiente que fomentou sessões vivas e plenas de inquietude.
O Grupo de Leitura, entretanto, “vai a banhos” voltando revigorado em Setembro. Boas férias! Boas leituras!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Autor do mês - Lídia Jorge


Lídia Jorge nasceu em Boliqueime, Algarve, em 1946. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, tendo sido professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, durante o último período da Guerra Colonial. A publicação do seu primeiro romance, O Dia dos Prodígios (1980) constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da Literatura Portuguesa. Seguiram-se os romances O Cais das Merendas (1982) e Notícia da Cidade Silvestre (1984), ambos distinguidos com o Prémio Literário Cidade de Lisboa. Mas foi com A Costa dos Murmúrios (1988), livro que reflecte a experiência colonial passada em África, que a autora confirmou o seu destacado lugar no panorama das Letras portuguesas. Entre outros romances, conta-se O Vale da Paixão (1998) galardoado com o Prémio Dom Dinis da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio de Ficção do P.E.N. Clube, e em 2000, o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia, Escritor Europeu do Ano. Passados quatro anos, Lídia Jorge publicou O Vento Assobiando nas Gruas (2002), romance que mereceu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Correntes d’Escritas.
A autora publicou ainda duas antologias de contos, Marido e Outros Contos (1997) e O Belo Adormecido (2003), para além das publicações separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador (1992). A peça de teatro A Maçon foi levada à cena no Teatro Nacional Dona Maria II, em 1997. O romance A Costa dos Murmúrios foi recentemente adaptado ao Cinema por Margarida Cardoso. Os romances de Lídia Jorge encontram-se traduzidos em diversas línguas. Em 2006, a autora foi distinguida na Alemanha, com a primeira edição do Albatroz, Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass, atribuído pelo conjunto da sua obra. Combateremos a Sombra, apresentado no dia 22 de Março, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, é o seu mais recente romance, e o Grande Prémio SPA-Millennium a sua mais recente distinção.

Ver mais informação sobre a autora no site:
http://www.lidiajorge.com/


Ver títulos disponíveis da autora no catalogo da Biblioteca Municipal de Oeiras.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

As nossas sugestões

Título: Ética Para um Jovem
Autor: Fernando Savater

De quem se fala:
Fernando Savater nasceu em San Sebastián em 1947. Catedrático de Ética na Universidade Complutense de Madrid, é autor de uma vasta obra que abarca o ensaio, a narrativa e o teatro. Entre outros galardões, recebeu o Prémio Francisco Cerecedo da Associação de Jornalistas Europeus e o Prémio Sakharov de Direitos Humanos.

O que se diz:
Nada menos supérfluo do que ensinar as opções e os valores da liberdade se queremos educar seres humanos livres. Mas como falar de ética aos adolescentes, sem incorrer na simples crónica das ideias morais ou no doutrinamento casuístico sobre questões práticas? Pensado e escrito para ser lido por adolescentes, Ética para Um Jovem explica, numa linguagem clara, profunda e ao mesmo tempo divertida, do que trata a Ética e de como a podemos aplicar à nossa vida quotidiana para tentarmos viver da melhor maneira possível connosco e com os outros. Um livro que convida o leitor a reflectir e a colocar novas questões sobre a liberdade de escolha, a responsabilidade, o valor da amizade, o amor, o respeito, a posse, o poder. Com exemplos ilustrativos que vão dos clássicos gregos a Citizen Kane, cada capítulo finaliza com citações de escritores como Erich Fromm, Martin Buber, Daniel Defoe e Octavio Paz. Um livro indispensável tanto para jovens como para pais e professores.

Está dito:
“Vou recordar-te rapidamente onde estávamos. Ficou claro que há coisas que nos convêm para viver enquanto outras não, mas nem sempre é claro que coisas são as que nos convêm. Embora não possamos escolher o que nos acontece, podemos, em compensação, escolher o que fazer perante aquilo que nos acontece. Modéstia à parte, o nosso caso parece-se mais com o de Heitor do que com o das térmitas beneméritas…. Quando decidimos fazer alguma coisa, fazemo-lo porque preferimos fazer isso a outra coisa, ou porque preferimos fazer isso a não o fazer. Conclui-se então que fazemos sempre o que queremos? Alto aí, não é bem assim.

Ver este título no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras

Título: O Sal da Terra
Autor: Miguel Real

De quem se fala:
Nasceu em Lisboa, em 1953. É licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa e Mestre em Estudos Portugueses, pela Universidade Aberta, com uma tese sobre Eduardo Lourenço. Especialista em cultura portuguesa, Miguel Real é, actualmente, professor de Filosofia e colaborador do Jornal de Letras, onde faz crítica literária. Da sua obra fazem parte o ensaio, o romance, o teatro e a filosofia.Recebeu o Prémio Revelação de Ficção da APE/IPLB em 1979 (O Outro e o Mesmo), o Prémio Revelação de Ensaio Literário da APE/IPLB em 1995 (Portugal – Ser e Representação), o Prémio LER/Círculo de Leitores em 2000 (A Visão de Túndalo por Eça de Queirós) e o Prémio Literário Fernando Namora em 2006 (A Voz da Terra).

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O que se diz:
O Sal da Terra narra a vida aventurosa do Padre António Vieira, sobretudo na Bahia e na Amazónia, entre as tribos tupis, privilegiando os sentimentos do homem em detrimento das teorias do pensador. Nele se realçam a sua esperança no advento do Quinto Império no ano de 1666, a sua prisão pelo Tribunal do Santo Ofício, a amizade com o rei D. João IV, a intimidade com Mundé - o tupinambá que o seguia para todo o lado - e ainda a tolerância para com vó Sefina, uma mãe-de-santo mandingueira. Neste maravilhoso romance sobre uma das mais emblemáticas figuras da literatura nacional, assistiremos a uma vida farta de sonhos nacionalistas até ao ano de 1667 e carregada de desilusões até à morte do protagonista, trinta anos mais tarde. Em vida apenas admirado como pregador, Padre António Vieira a si próprio se vê como o português mais fracassado de todos os tempos - nada do que sonhara se cumpriu, todas as suas profecias se frustraram, todos os seus planos políticos se goraram e toda a sua glória foi póstuma.

Está dito:
“Roupas enxovalhadas, emporcalhado de três meses de mar, crânio raspado à navalha, efeito de uma praga de piolhos, que poupara a mãe, António Vieira, seis pequeninos e magrinhos anos, elevando-se sobre um escano, contemplava, da amurada da nau fundada em Iaparica, o rendilhado da costa de são Salvador, distinguido, no enlevo recortado da Baía, as duas cidades na ciade, a de baixo e a de cima, ligadas por três ladeiras.”

Ver este título no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras


Título: A ilha dos jacintos cortados
Autor: Gonzalo Torrente Ballester

De quem se fala:
Escritor espanhol, Gonzalo Torrente Ballester nasceu a 13 de Junho de 1910, numa pequena aldeia da Galiza (Los Corrales de Serantes, em El Ferrol), mas sempre sentiu que tinha nascido na Idade Média de tal modo foi a sua imaginação influenciada pelas lendas rurais. Licenciou-se em Filosofia e Letras na Universidade de Santiago de Compostela e, posteriormente, em Direito e Ciências. Deu aulas em institutos de diversas cidades espanholas, sempre contagiando os alunos com o seu amor pela literatura, nomeadamente por Cervantes e pela figura de D. Quixote. Casou duas vezes. Teve onze filhos, escreveu mais de vinte livros e tinha uma biblioteca com cerca de 12 000 volumes. Em 1977 ingressou na Real Academia mas foi quando a sua trilogia Los gozos y las sombras (Os Prazeres e as Sombras, publicada entre 1957 e 1962) foi transformada numa série de televisão que ele se tornou reconhecido em toda a Espanha. Em 1991, também Crónica del rey pasmado (Crónica do Rei Pasmado, 1989) viria a ser adaptado ao cinema para o filme realizado por Imanol Uribe.
Numa entrevista cerca de um ano antes de morrer afirmou: "Tive a sorte de ser dos poucos que conseguiram ver as duas faces da lua". Com efeito, a sua obra, irónica e original, sempre soube combinar, por um lado, a luz e a sombra, e, por outro, a racionalidade e a imaginação que o fazia encarar a realidade e o quotidiano como muito mais fantásticos que qualquer ficção. Veio a falecer no dia 27 de Janeiro de 1999.

O que se diz:
A Ilha dos Jacintos Cortados” é uma “carta de amor com interpolações mágicas”, como o próprio autor define numa espécie de subtítulo. O romance traz para o conjunto da obra do autor a novidade do erotismo e da melancolia; um erotismo isento de pornografia, uma melancolia sem sentimentalismo. A prosa de Torrente Ballester mostra-se aqui na sua dupla condição ou estilo de barroquismo e simplicidade, segundo os materiais, de acordo com espírito.Há duas histórias: a do amor e uma outra, difíceis de classificar porque ambas se separam com decidida veemência tanto dos caminhos já trilhados quanto das fórmulas de vanguarda, sempre em busca das técnicas mais adequadas aos materiais que utiliza. Se uma destas histórias cativa, a outra diverte, e como estão endemoniadamente misturadas, emoção e diversão é a dupla promessa que pode ser feita ao leitor.

Está dito:
"Não interessa recordar que impedimentos atrasaram a nossa viagem, mas, por fim, chegámos; trouxeste-me no teu carro até ao cais, e remaste depois, rindo, enquanto eu me divertia à tua custa: queria recordar o teu nascimento nas margens de um mar glorioso, e que as águas de um lago não muito grande, embora sendo tão bonito como este nosso (onde, segundo me contaste uma vez, vens patinar no Inverno), são apenas arremedo daquelas outras, azuis, apesar de cinzenta às vezes, e nem sempre tranquilas, que te embalaram com a sua canção antiga, e às quais não queres voltar, nunca quis saber porquê, talvez pelo receio de que esse canto se tenha calado sempre, ou pelo medo que tens de recuperar, de nunca perder, esses monstros da tua infância de que às vezes te lembras e que te fazem estremecer; meros fantasmas, fazem-te tremer …"

Ver este título no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras


Título: A mulher certa
Autor: Sándor Márai

De quem se fala:
Sándor Márai (n.1900, Hungria) passou um período de exílio voluntário na Alemanha e em França durante o regime de Horthy, nos anos 20, até que abandonou o seu país emigrando para os EUA, em 1948, com a chegada do regime comunista. A subsequente proibição da sua obra na Hungria fez cair no esquecimento quem nesse momento era considerado um dos escritores mais importantes. Foi preciso esperar até à queda do regime comunista, para que este extraordinário escritor fosse redescoberto no seu país e no mundo inteiro.

O que se diz:
Em Budapeste uma mulher conta a uma amiga como descobriu o adultério do seu marido. Por outro lado, um homem confessa a um amigo como abandonou a sua mulher por outra, e uma terceira mulher revela ao seu amante como se casou com um homem endinheirado para sair da pobreza. Três vozes, três pontos de vista, três sensibilidades diferentes desvendam uma história de paixão, mentiras e crueldade.

Está dito:
Depois, o que aconteceu?... Nada, meu velho. Coisas deste género, como eu tornar-me escravo de Áldozó Judit, não “acontecem” como nos romances ou no teatro. Os acontecimentos decisivos na vida de uma pessoa amadurecem com o tempo, logo, muito lentamente. Não têm uma verdadeira trama. Vive-se… e nisso reside a trama dos factos mais importantes da nossa vida.

Ver este título no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras


Título: O olho do mundo
Autor: Robert Jordan

De quem se fala:
Robert Jordan, nasceu em 1948 em Charleston, na Carolina do Norte, onde ainda vive com a mulher numa casa construída em 1797. Formou-se em Física no Military College of South Carolina. Serviu na guerra do Vitname e foi condecorado com a Cruz da Guerra. Desde cedo que o mundo do Tolkien o fascinou e influenciou e o fez sonhar com a escrita de uma saga onde o mundo de Tolkien e o seu próprio universo se misturassem.

O que se diz:
Pedra de Tear, invulnerável fortaleza lendária, caiu. As amigas do Tenebroso tentam que tudo e todos caminhem para as trevas. Ran al'Thor, o homem proclamado o Dragão Renascido, consegue apoderar-se de Calandor, a Espada que não é Uma Espada, para ajudar a combater o mal. Mas as sombras ganham força e Rand terá de encontrar a Fonte Derradeira, corrompida pelo Tenebroso que acarreta perigos terríveis, um poder que o poderá levar à loucura e servir o Grande Senhor das Trevas, mas é a única saída para evitar uma calamidade.

Está dito:
Depois, o que aconteceu?... Nada, meu velho. Coisas deste género, como eu tornar-me escravo de Áldozó Judit, não “acontecem” como nos romances ou no teatro. Os acontecimentos decisivos na vida de uma pessoa amadurecem com o tempo, logo, muito lentamente. Não têm uma verdadeira trama. Vive-se… e nisso reside a trama dos factos mais importantes da nossa vida.

Ver este título no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras

sábado, 10 de julho de 2010

Infoliteracia em Julho: serviços públicos on-line

Serviços Públicos on-line de Apoio à Cidadania
No mês de Julho, o "Infoliteracia" propõe a aprendizagem, utilização e interacção através dos recursos e serviços públicos on-line. Em duas sessões, conheça e aprofunde as modalidades de pesquisa, exploração e uso de páginas e portais de e-government, como o Portal do Cidadão, Provedor de Justiça, Portal da Saúde, Portal do Município, etc.. Nos dias de hoje, estes serviços são uma opção à distância de um clique para a recolha de informação útil nas áreas do consumidor, legislação, educação/formação, emprego, saúde, entre outros grupos de interesse. Convidamo-lo a pesquisar connosco!

Biblioteca Municipal de Algés - 14 (Quarta-Feira) e 15 (Quinta-Feira) de Julho: 16h00/19h00


Biblioteca Municipal de Oeiras - 20 (Terça-feira) e 22 (Quinta-feira) de Julho: 17h00/20h00


Contactos e informações:


Espaços Multimédia

e-mail: multimedia.bmo@cm-oeiras.pt

Telf. 21.440.66.96 (BMO)

e-mail: multimedia.bma@cm-oeiras.pt

Telf. 21. 411.89.76 (BMA)


Inscrições gratuítas!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Gente independente

Autor: Halldór Laxness

Considero-o muito bem escrito no que respeita a belas e selvagens paisagens, mas excessivamente descritivo e angustiante.

A figura de Bjartur, que se intitulava independente “era ao mesmo tempo a autoridade suprema e última jurisdição em tudo o que passava na quinta, era antes de mais o indubitável destino daquele pequeno mundo, a origem de todas as adversidades que não se podia ser responsabilizado, a sua ditadura impossibilitava toda a crítica, e antes do mais tornava inconcebível qualquer resistência organizada às suas medidas.”

Pergunto-me se é só ficção ou na Islândia é, ou foi assim.


Maria José Antunes de Almeida Gomes

entrada n.º 0109

Encerramento do Curso de Verão na Biblioteca Municipal de Algés

No passado dia 3 de Julho decorreu na Biblioteca Municipal de Algés, o encerramento do IV Curso de Verão: "Violências, Pedagogias e Imaginários: curso sobre contos".


Logo a partir das 10h00 iniciou-se a já habitual Feira de Livro e do Artesanato organizada mensalmente pela Biblioteca Municipal de Algés e que contou com ateliers de animação para criança e jovens.

Às 16h00 realizou-se animação infantil com hora do conto e a actividade "Não quero usar óculos" onde após ter sido contada a história de Carla Maia de Almeida e ilustração de André Letria, foram construídos pelas crianças uns óculos especiais!

Ao início da noite, pelas 21h30, Rodoldo Castro contou-nos a história do Capuchinho Vermelho com a arte e a entrega que só ele consegue colocar na arte de contar.

Para encerrarmos a noite em grande, o anfiteatro ao ar livre do Palácio Ribamar encheu-se de luz, música, equilibrismo e diversão ao receber o grupo Merci Bien.

Foram mais de 12 horas de diversão e animação com os leitores da Biblioteca Municipal, os formandos do Curso de Verão e a comunidade.
No próximo ano cá estaremos!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

IV Curso de Verão: "Violências, Pedagogias e Imaginários"

De 28 de Junho a 3 de Julho decorreu na Biblioteca Municipal de Algés o IV Curso de Verão. A edição do Curso deste ano resultou de uma parceria entre o Centro Oeiras a Ler e o IELT e foi orientado para a temática dos contos e da sua ligação com aspectos do quotidiano - violências pedagogias e imaginários - reunindo 11 especialistas em diferentes áreas que em vários formatos ligaram a vida aos contos.

Francisco Vaz da Silva, Helena Marujo, Anabela Gonçalves, Luís Baptista, Ana Mourato, Cláudia Fonseca, André Letria, Maria Proença, Ana Paiva Morais, Manuel Lisboa e Rodolfo Castro constituiram os formadores deste Curso que teve uma ampla adesão por parte do público do Centro Oeiras a Ler. Ao longo de 6 dias, em 11 sessões, praticamente sempre esgotadas, houve oportunidade para debater, discutir e compreender melhor de que forma é possível "religar os contos à vida".

terça-feira, 6 de julho de 2010

Matilde Rosa Araújo 1921-2010

A escritora Matilde Rosa Araújo morreu hoje de madrugada, na sua casa, em Lisboa, aos 89 anos, disse à agência Lusa fonte da família. De acordo com fonte da Editorial Caminho o corpo de Matilde Rosa Araújo será velado hoje na sede da Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa.

Autora de livros de contos e poesia para adultos e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças - como "O Sol e o Menino dos Pés Frios", "História de uma Flor" e "O Reino das Sete Pontas" - dedicou-se intensamente à defesa dos direitos das crianças através da publicação de livros e de intervenções em organismos com actividade nesta área, como a UNICEF em Portugal.

Matilde Rosa Araújo - que dizia conhecer dezenas de estabelecimentos de ensino do continente e ilhas - mantém-se viva através da Escola Básica 2,3 de São Domingos de Rana e da Biblioteca Municipal de Alcabideche, em Cascais, que foram baptizadas com o seu nome, tal como sucedeu a um prémio revelação na literatura infantil e juvenil instituído pela autarquia daquela vila em 1998.

Consulte as obras da autora no Catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras


Fonte: Público (Foto: Pedro Velez - arquivo Público)

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