segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
O Puro e o Impuro
Autor: Francisco José Viegas


Senti um enorme encantamento ao verificar que muitas das suas poesias anteriores a este Puro e Impuro eram já bonitas, fortes, intensas e interessantes do que posso dizer; mas, agora arrebataria bastantes mais entardeceres e alvoradas em mim … Sempre tive uma queda para o gosto da pureza e nestes símbolos que faz transparecer, como não me comover - «Antigamente havia em mim um nome gravado a fogo e eu morri por ele. Eu fechava os olhos e o nome pedia-me a luz, a manhã, a música.» (do autor na obra em causa). Ah! e registos/ impressões poéticas plenos de história, de pequenas coisas da terra, da vida e tão simplesmente escritos!...
João Albufeira, 33 anos, Jornalista
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Sofia Sousa
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14:27
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Fahrenheit 451
Os bombeiros que pegam fogo em vez de o apagar. São cruéis em vez de altruístas. Aquele “cão mecânico”, “a salamandra” que tem uma actuação pavorosa…
Maria José Antunes de Almeida Gomes, Aposentada
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
O Sentimento de si: o corpo, a emoção e a neurobiologia da consciência
Autor: António R. Damásio




É indiscutivelmente uma obra única. É a simbiose da psicologia com a neurologia numa linguagem extremamente acessível e “apaixonante”. O leitor tem acesso a dados actuais científicos descritos de uma forma “riquíssima” e que só ele sabe fazê-lo.
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quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Chocolate
Autor: Joanne Harris


Encantei-me em absoluto com a imagética constante do Chocolate, comestível seguramente, mas acima de tudo, para mim, como riqueza de apuramento e exacerbamento dos sentidos… realmente de beber pelos olhos! Pois, a tradução é capaz de ser um pouco louca, mas mais loucos quem não arisca a magia da comida da leitura e espírito viajeiro ou de olhar com a mala ás costas?
Pese embora o excesso de descritivos, ao lê-lo, encontra-se sempre um ambiente de mistério e de oculto que prende do princípio ao fim.Não são apenas os nossos olhos que lêem, mas o nosso olfacto quase sente todos aqueles aromas do chocolate e outras que parecem transmitir-se às nossas papilas gustativas.Parece inverosímil que num período de 50 dias (11/2 a 31/3) tantos acontecimentos decorram provenientes da magia da protagonista.
Admirei a riqueza descritiva do romance autêntico que é este Chocolate, que também deu um excelente e verosímil filme. Lamento apenas que a tradução, que considero pretensiosa, tenha estragado bastante o gozo que a obra me causou (na linha da chancela tradutore-traditore da minha memória). Desnecessários os abundantes galicismos (repetitivos os Ur. Le criré – Padre Cura ou Prior – Mon père – meu pai) e a grossa asneira do 1.º período da pág. 51 (letter é carta e letra ao mesmo tempo ?!...).
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Sofia Sousa
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
O Alfaiate do Panamá
Autor: John Le Carré


Sobressaiu na trama do livro os artifícios utilizados pelas personagens do Alfaiate e do Ornard sendo a do primeiro que mais apreciei pois conseguiu subir na vida não só com aldrabices mas com a ajuda da sua profissão que desempenhava eficientemente e pela vida e pelo amor que dedicava à sua família. Enquanto a Osnard era apenas um “Bom vivant”.
Maria José Antunes, Bancária Aposentada
ver este título no catálogo da biblioteca
entrada n.º 0078
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Resistir




Absolutamente enternecedor em extasiante cogitação pelo que me parece ser bem central para a existência terrena, na consciência dos homens e até dos seres vivos em geral. Fala num prisma do pessoalmente, para momentos ínfimos do dia, entre grandes conquistas, profundas guerras, até e sempre transversal e finalmente culminando, na morte que o leitor prepara com o escritor, a sua partida tão desgraçadamente, ainda que apacificada, anunciada pelo filósofo, ex-anarqua, activista da polis, justiceiro das gentes, das ideias e coerências; Ofertando-nos mais... este testemunho do tamanho do mundo, para um mundo com algum resistir? ...
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Sofia Sousa
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
A Metamorfose
Autor: Franz Kafka



Num ambiente estranho e claustrofóbico, impregnado pelo inusitado e típico senso de humor de Kafka, somos alertados, através da história de um Homem que se metamorfoseou num insecto, para um conjunto de questões actuais e pertinentes.
Surge-nos uma metáfora do mundo moderno, na qual encontramos o Ser Humano alienado pela sociedade, marginalizado, vítima de total incomunicação.Deparamo-nos com o pessimismo do indivíduo face ao futuro, o receio da perda de identidade humana e a importância das relações familiares, nomeadamente o papel do Pai.
Estamos perante uma obra agressiva e perturbadora, mas acima de tudo verídica e intemporal, que funciona como um resgate de valores e preceitos.
Paula Alexandra Silva, Consultora Financeira, 29 anos
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Sofia Sousa
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16:43
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quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Gente Independente
Autor: Halldór LaxnessAcho que é um belíssimo livro, lamentando que só agora tenha sido traduzido para português. Não é, certamente, o livro do século como se lê na capa da edição portuguesa, o que é sempre discutível, já que é uma obra que nos dá a conhecer um país e um povo singular, abordado as diversas transformações sociais decorridas na Islândia do século XX . Isto seria interessante confrontar essa discussão, como a que os nossos escritores fizeram em relação a regiões semelhantes do nosso país.
Quanto a mim a tradução podia ser mais cuidada A tradutora é islandesa e vive em Portugal há muitos anos, mas o seu domínio (da língua) tem algumas falhas. O que é um “sorriso conservador”? Como figura no texto. Acho que em português deve fazer um adjectivo mais adequado.
ver este título no catálogo da biblioteca
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Pão com manteiga
Autor: Bernardo Brito Cunha et. al.




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Bruno Duarte Eiras
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19:33
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
O Pianista
Autor: Wladyslaw Szpilman![]()




Sem atingir a crueza de outras obras do mesmo tema, «se isto é um homem» (Primo Levi) ou «25ª Hora» (Virgil Georgin), é mais um grito de despertar, uma acha para a fogueira anti-nazi, que cada vez parece mais necessária e urgente manter, atendendo à inconsciência e barbárie, que de vez em quando nos querem voltar a assombrar (especialmente aos incautos) como é o exemplo a recente profanação de túmulos judaicos em Lisboa...



Apreciei muito a maneira como o livro está narrado: com precisão; clareza; brandura; e principalmente isento de sentimento de revolta, ódio e até de vingança, que seria de esperar quando sofridos na pele e presenciados tais acontecimentos tão desumanos, brutais, degradantes. Só uma pessoa estruturalmente bem formada, com princípios religiosos e culturais muito elevados poderia transmitir dessa maneira os acontecimentos tão inesquecíveis e sorríveis que emagreceram a história universal.
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Sofia Sousa
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