quinta-feira, 24 de março de 2011

O cavalo de sol

Autor: Teolinda Gersão

Sinceramente não gostei mínimamente da obra.
Nem no estilo, nem no texto, achei merecimento para dar à autora mais do que a nota mínima de valor.
Reservo, porém, a hipótese de leitura de uma 2ª obra, para apreciação mais efectiva/real da escritora.
Saliento, por outro lado, que o facto de ter vindo da leitura de obra extraordinária “Suite Francesa” de Irène Némirovsky, me tenha feito esperar mais da presente obra e da autora…

Francisco Adolfo Gomes, 75 anos, Reformado da EDP

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Nove mil passos

Autor: Pedro Almeida Vieira

Apreciei o extraordinário esforço de pesquisa que o autor deve ter feito para a compilação desta obra. No entanto, perdi-me na confusão de nomes, casos, dispersões, técnicas e grandes problemas para que fosse construída uma obra tão necessária cujo resultado foi um fim feliz e que perdura e perdurará, proporcionando um espectáculo maravilhoso.


Maria José Antunes de Almeida Gomes
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

A espuma dos dias

Autor: Boris Vian

Achei um livro desconcertante, cheio de ambiguidades, estranho e de difícil compreensão.
Não consegui compreender qual a ideia que o autor quis expressar ou a mensagem que procurou transmitir.







Maria José Antunes de Almeida Gomes
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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Gente independente

Autor: Halldór Laxness

Considero-o muito bem escrito no que respeita a belas e selvagens paisagens, mas excessivamente descritivo e angustiante.

A figura de Bjartur, que se intitulava independente “era ao mesmo tempo a autoridade suprema e última jurisdição em tudo o que passava na quinta, era antes de mais o indubitável destino daquele pequeno mundo, a origem de todas as adversidades que não se podia ser responsabilizado, a sua ditadura impossibilitava toda a crítica, e antes do mais tornava inconcebível qualquer resistência organizada às suas medidas.”

Pergunto-me se é só ficção ou na Islândia é, ou foi assim.


Maria José Antunes de Almeida Gomes

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domingo, 27 de junho de 2010

Cesário Verde: um génio ignorado

Autor: Maria Filomena Mónica

Considero um livro honesto, despretensioso, exposto com clareza que se lê com muito agrado.

Além de nos procurar dar a conhecer o poeta como uma admiradora que aprecia verdadeiramente a sua poesia, tem também o cuidado de finalizar com o relato da época e do panorama da poesia portuguesa em que ele viveu.

Maria José Antunes de Almeida Gomes

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A Selva

Autor: Ferreira de Castro

Belíssimo romance sobre a condição humana em ambiente hostil, as suas fraquesas e misérias, as suas grandezas também. Uma reflexão sobre a angústia do por vir, a desesperança do trabalho sem futuro, do desenraizamento e, também, estranhamente, da solidariedade que persiste, apesar de tudo.
Obra de um europeu sobre a Amazónia, a comparar, talvez, com as obras de um autor brasileiro que, na selva, situa vários dos seus romances, vários anos depois, reflectindo sobre a progressiva destruição dos índios seus habitantes- José Mauro de Vasconcelos.

José Santos Pais, 54 anos, Magistrado M.º P.º;


Com um prazer enorme voltei a reapreciar Ferreira de Castro, autor grande da nossa literatura que há muito descobrira; com a riqueza descritiva de um valiosos escritor, que a abundância de obras de vários criadores nos últimos anos, porventura mais mediáticos mas certamente longe de alcançarem ou sequer de aproximarem deste autêntico mestre da nossa língua e ficção, em que cada obra parece reforçar o nosso autêntico deslumbramento - com o descobrir de vocábulos inabituais e ricos neologismos.

Francisco Gomes, 73 anos, Reformado da EDP;

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entrada n.º 0107

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Selva

Autor: Ferreira de Castro


Com um prazer enorme voltei a reapreciar Ferreira de Castro, autor grande da nossa literatura que há muito descobrira; com a riqueza descritiva de um valiosos escritor, que a abundância de obras de vários criadores nos últimos anos, porventura mais mediáticos mas certamente longe de alcançarem ou sequer de aproximarem deste autêntico mestre da nossa língua e ficção, em que cada obra parece reforçar o nosso autêntico deslumbramento - com o descobrir de vocábulos inabituais e ricos neologismos.

Francisco Gomes, 73 anos, Reformado da EDP;

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entrada n.º 0106

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Rio das Flores

Autor: Miguel Sousa Tavares



Depois da história, do texto, das personagens e da escrita de O Equador esperava mais. Muito mais! Por isso não posso dizer que gostei! Para quem pensa que qualidade é quantidade, tem aqui a prova que nada é mais enganador. Páginas e páginas de descrição histórica que em nada ajudam a compreender o enredo. Reconheço que tenha dado muito gosto em escrever e a fazer a investigação história (por isso não dou apenas 1 estrela!), mas para quem lê nada é mais aborrecido e desinteressante. Ainda assim vou esperar pelo próximo livro. Como se costuma dizer não há duas sem três.
Adriano Fonseca, 54 anos, Professor
entrada n.º 0105

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O Coração dos Homens

Autor: Hugo Gonçalves


Achei que era um assunto insólito duma ficção extravagante improvável, a não ser a de ressaltar a agressividade exacerbada duma juventude cruel e dada a excessos, que nada a dignificam ou elevam.

Maria José de Almeida Gomes, Bancária Aposentada

Não posso dizer que gostei! A minha subjectividade, embora reconheça a limpidez e clareza da construção do texto, recusa-se a aceitar a existência de uma sociedade em retrocesso, concretizada na obra, em que os mais abjectos sinais de recusa de humanismo, sensibilidade, educação e vivência social vêm expressamente representados. Ficção embora, seria dramático, em extremo, que as excepções de desumanidade, que actualmente ocorrem, fossem letra de lei, numa qualquer sociedade humana, com uma exclusão de sentimentos entre homens, mulheres e crianças ...
Francisco Gomes, 74 anos, Reformado da E.D.P
entrada n.º 0104

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O Coração dos Homens

Autor: Hugo Gonçalves


Não posso dizer que gostei! A minha subjectividade, embora reconheça a limpidez e clareza da construção do texto, recusa-se a aceitar a existência de uma sociedade em retrocesso, concretizada na obra, em que os mais abjectos sinais de recusa de humanismo, sensibilidade, educação e vivência social vêm expressamente representados. Ficção embora, seria dramático, em extremo, que as excepções de desumanidade, que actualmente ocorrem, fossem letra de lei, numa qualquer sociedade humana, com uma exclusão de sentimentos entre homens, mulheres e crianças ...

Francisco Gomes, 74 anos, Reformado da E.D.P
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entrada n.º 0103

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O Sétimo Selo

Autor: José Rodrigues dos Santos


Senti medo do que poderá acontecer no futuro próximo, caso não tenhamos cuidados em defender o Planeta Terra. As energias alternativas têm que se desenvolver para combater a poluição, a quantidade de dióxido de carbono terá que se reduzir, o petróleo tão caro acaba algum dia... Um livro com uma linguagem muito cuidada, com um tema actual, cheio de força
e esperança num Mundo Melhor se todos quisermos. O suspense e a vontade de saber o final motiva a sua leitura.
R. A, 48 anos, Professora;
entrada n. º 0102

terça-feira, 27 de maio de 2008

O Poder dos Sonhos

Autor: Luís Sepúlveda


Através de um conjunto de crónicas, Sepúlveda conduz-nos pelos meandros políticos e sociaias de determinadas instituições de poder. Não obstante o seu belo sonho utópico de um mundo onde impere a fraternidade e a solidariedade, não consegue deixar de transparecer uma atitude dura e preconceituosa perante determinados acontecimentos.
Assim, e se por um lado, demonstra um profundo anti-americanismo ao denunciar "hipotéticas" politicas de financiamento americanas a diversas formas de terrorismo, por outro lado, é-lhe impossível esconder um certo saudosismo nostálgico dos antigos projectos revolucionários chilenos, bem como de Salvador Allende e velhos companheiros das juventudes comunistas!

Paula Alexandra Silva, 28 anos, Socióloga;

entrada n.º 0101

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Mil sóis resplandecentes

Autor: Khaled Hosseini


Mil sóis resplandecentes é uma viagem ao Afeganistão das últimas décadas, através dos olhos de Miriam e Laila, duas mulheres de gerações e condições sociais diferentes, que partilham o marido e com o passar do tempo uma grande amizade. Da invasão russa, pouco depois da queda da monarquia, à guerra civil entre as diversas tribos que privadas do inimigo comum lutam entre si, aos terríveis cinco anos de poder dos taliban, até por fim, à invasão americana, é o retrato de um país em grande convulsão.
Mas é principalmente das mulheres que nos fala Hosseini, do seu sofrimento pelos maridos e filhos mortos, da constante humilhação e espancamento a que muitas são sujeitas, quer pelos maridos, quer mais tarde, pelos taliban, e também, da sua coragem e esperança num país destruído onde era particularmente difícil ser mulher.
Gostei muito e fiquei com vontade de ler o seu primeiro romance O menino de Cabul.


Josefina Melo, 38 anos, Técnica de Biblioteca
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entrada n.º 0100

sábado, 3 de maio de 2008

Húmus

Autor: Raúl Brandão



Gostei e não gostei ao mesmo tempo.
Gostei: A obra é um portentoso quadro da "miséria" da alma humana, rasgando implacavelmente o ténue véu que envolve a vivência quotidiana, revelando-a nas suas contradições, medos, puerilidades, infâmias, cobardias e desesperos, cadinho de onde emerge a vida humana ou o húmus que a enforma. Isto, numa escrita rica e poética.
Não gostei: dificuldade de leitura da obra, pela sua ausência de uma linha narrativa (parece ter antes um carácter reflexivo), pela profundidade dolorosa do mergulho que empreende na negrura do ser e das eternas questões que o cercam. Reflecte o vazio da existência sem metas, onde a ausência de Deus, acentua o vazio da morte, único destino humano, o qual, todavia, se procura evitar num patético apego à vida. Mas, onde outros escritores optaram pela farsa ou ironia, Brandão escalpeliza os recônditos da alma humana de uma forma implacável, onde não há um vislumbre de redenção.
Armanda Paula rodrigues, 44 anos

Não consegui continuar porque era demasiado lento a desenvolver. Sou uma consumidora do meu tempo, habituei-me a outro ritmo e, literalmente, não tive paciência para ler tantos capítulos sobre as teias de aranha a engrossar nas paredes...Se produzisse telegramas 'chamados' poemas seria mais interessante pela sumarização. A escrita é brilhante e lamento perder tantas frases geniais que me deram a ler fãs mais dedicados.


Sofia Ferraz, 34 anos, Artesã

Li parcialmente, pois o clima geral de negativismo e pessimismo da obra fez-me desinteressar.Reconheço no entanto que o descritivo do autor é muito forte e válido.Para mim valeram especialmente os «Papéis do Gabiru» que expressam, o espírito válido da obra e merecem toda a atenção.
Francisco Gomes, 73 anos, Reformado da EDP
entrada n.º 0099

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Equador

Autor: Miguel Sousa Tavares


Gostei imenso. É um livro que fala sobre S. Tomé nos últimos anos de Monarquia. Está muito bem escrito, cheio de suspense até ao fim e fiquei a conhecer algo de áfrica que desconhecia.

O final triste, comoveu-me.
Aconselho a leitura e como a história é tão linda, lê-se bem e depressa, apesar de ter tantas páginas.


R.A, 48 anos, Professora

entrada n.º 0098

sábado, 12 de abril de 2008

Húmus

Autor: Raul Brandão



Não consegui continuar porque era demasiado lento a desenvolver. Sou uma consumidora do meu tempo, habituei-me a outro ritmo e, literalmente, não tive paciência para ler tantos capítulos sobre as teias de aranha a engrossar nas paredes...
Se produzisse telegramas 'chamados' poemas seria mais interessante pela sumarização. A escrita é brilhante e lamento perder tantas frases geniais que me deram a ler fãs mais dedicados.
Sofia Ferraz, 34 anos, Artesã

Li parcialmente, pois o clima geral de negativismo e pessimismo da obra fez-me desinteressar.
Reconheço no entanto que o descritivo do autor é muito forte e válido.Para mim valeram especialmente os «Papéis do Gabiru» que expressam, o espírito válido da obra e merecem toda a atenção.

Francisco Gomes, 73 anos, Reformado da EDP

entrada n.º 0097

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Paralelo 75

Autor: Jorge Araújo/ Pedro Sousa Pereira



Certamente com a subjectividade de 14 anos em Moçambique deu nota máxima à obra.
Mais do que um romance, chamo-lhe um relato autêntico, tão real como um documentário filmico de várias vidas ligadas a África e à história recente.
Literariamente frágil, aqui e ali, e no entanto verídico e sofrido, pelo que a par e passo nos leva a dizer "mas isto é (ou foi) assim mesmo, sem qualquer dúvida".
E chegamos ao fim do livro num interesse crescente, desejando ao concluir, que houvesse mais algo em continuação...
Francisco Gomes, 73 anos, Reformado da EDP

Gostei muito. É um livro que descreve factos reais sem extremar os acontecimentos que os constituem. O decurso de mudanças de vida; as circunstâncias em que acontecem; as doenças; as emoções; os afectos.
São descritos de uma forma natural sem arrebatamentos, embora sentida.
Até as partes supostamente mais dramáticas são descritas de modo a que o leitor as aprenda sem sobressaltos e demasiada intensidade (embora muito bem descritas), até sinta uma certa paz e serenidade.
Maria José Antunes de Almeida Gomes, 70 anos, Bancária aposentada
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entrada n.º 0096