quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O pianista

Autor: Wladyslaw Szpilman


Apreciei muito a maneira como o livro está narrado: com precisão; clareza; brandura; e principalmente isento de sentimento de revolta, ódio e até de vingança, que seria de esperar quando sofridos na pele e presenciados tais acontecimentos tão desumanos, brutais, degradantes.
Só uma pessoa estruturalmente bem formada, com princípios religiosos e culturais muito elevados poderia transmitir dessa maneira os acontecimentos tão inesquecíveis e sorríveis que emagreceram a história universal.

Maria José Antunes de almeida Gomes, Aposentada
entrada n.º 0071

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Sputnik, meu amor

Autor: Haruki Murakami


Impulsionados pelo seu enfeitiçador registo literário, somos poeticamente conduzidos por Haruki Murakami pelo percurso sinuoso do amor impossível, da incerteza da paixão humana, da demanda de algo inatingível.
Conciliando uma escrita madura e linear com personagens densas que compõem o triângulo amoroso deste romance, sentimo-nos desde logo envolvidos por um enredo marcado pelo mistério, por uma magnetizante miscelânea entre a realidade e a fantasia, a veracidade e o fantástico, o real e a imaginário.
O seu enigmático final em aberto proporciona a cada um de nós, leitores, uma rara oportunidade de “dar asas á imaginação” criando nas nossas mentes “aquele desenlace” que melhor se coadunará com a leitura que cada um fez da obra!

Paula Alexandra Silva, 29 anos, Socióloga


entrada n.º 0070

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Mayombe


Autor: Pepetela

Adorei... quanto ao conteúdo! Em Mayombe é traçado o perfil filosófico do homem como indivíduo e o seu comportamento como guerrilheiro. É a história da guerrilha nas ex-colónias, mas sempre focando os indivíduos nas suas ideias.
Pepetela joga nesta obra com outro tipo de legados, os culturais. Mayombe é uma grande epopeia, a época dos guerrilheiros! Sua vida e morte…

Luísa Soares, 30 anos, Técnica de Biblioteca

ver este título no catálogo da biblioteca
entrada n.º 0066

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

O Milagre Segundo Salomé

Autor: José Rodrigues Miguéis


Fiquei cativado pela simplicidade da escrita, pelo encadeamento das ideias e, essencialmente, pelo modo como apresenta as personagens, as desenvolve e as acaricia.
São dois volumes com contornos bem definidos. O seu conteúdo é aliciante e, talvez, ainda actual, com desenvolvimentos que merecem profunda reflexão.
Certamente que o final é ousado para a época mas, hoje, inserido num conceito mais alargado, talvez não seja tanto de rejeitar.

Augusto Freire Martins, 64 anos, Técnico de Telecomunicações
entrada n.º 0065

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Chocolate

Autor: Joanne Harris


Pese embora o excesso de descritivos, ao lê-lo, encontra-se sempre um ambiente de mistério e de oculto que prende do princípio ao fim.
Não são apenas os nossos olhos que lêem, mas o nosso olfacto quase sente todos aqueles aromas do chocolate e outras que parecem transmitir-se às nossas papilas gustativas.
Parece inverosímil que num período de 50 dias (11/2 a 31/3) tantos acontecimentos decorram provenientes da magia da protagonista.

Maria José Gomes, 70 anos, Bancária Aposentada


Admirei a riqueza descritiva do romance autêntico que é este Chocolate, que também deu um excelente e verosímil filme. Lamento apenas que a tradução, que considero pretensiosa, tenha estragado bastante o gozo que a obra me causou (na linha da chancela tradutore-traditore da minha memória). Desnecessários os abundantes galicismos (repetitivos os Ur. Le criré – Padre Cura ou Prior – Mon père – meu pai) e a grossa asneira do 1.º período da pág. 51 (letter é carta e letra ao mesmo tempo ?!...).

Francisco Adolfo Gomes, 73 anos, Reformado da EDP

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entrada n.º 0063

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Chocolate

Autor: Joanne Harris

Admirei a riqueza descritiva do romance autêntico que é este Chocolate, que também deu um excelente e verosímil filme. Lamento apenas que a tradução, que considero pretensiosa, tenha estragado bastante o gozo que a obra me causou (na linha da chancela tradutore-traditore da minha memória). Desnecessários os abundantes galicismos (repetitivos os Ur. Le criré – Padre Cura ou Prior – Mon père – meu pai) e a grossa asneira do 1.º período da pág. 51 (letter é carta e letra ao mesmo tempo ?!...).

Francisco Adolfo Gomes, 73 anos, Reformado da EDP
entrada nº 0061

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Claustro do silêncio

Autor: Luís Rosa


Reli estas páginas subtis e frescas onde só as pedras faltam falar; genuíno e sedutor na sua reinventada escrita, empolga pela beleza e eficaz encadeamento de ideias firmes e seguras. É um belíssimo Romance histórico que nos encaminha e nos perfuma "com o borbulhar das águas, fragor das batalhas e o frémito dos amores escondidos". O seu segundo livro--O Terramoto de Lisboa e a Invenção do Mundo-- é , no seguimento deste, inovador e empolgante.

Augusto Martins, 64 anos, Tec. Sup. de Telecomunicações


entrada nº 0060

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

A paixão segundo G.H.

Autor: Clarice Lispector

Escreve a A. na nota introdutória dirigida a Possíveis Leitores que «ficaria contente se (o livro) fosse lido apenas por pessoas de alma formada.». Pelos vistos não pertenço a esse grupo, pois a leitura (penosa) do livro não me alargou nem os horizontes do conhecimento, nem enriqueceu a minha sensibilidade e tão pouco me deu gosto duma boa escrita.Na minha modesta opinião de pessoa de alma informada, a avaliar por esta e outras obras que li de A., esta parece-me o Paulo Coelho dos intelectuais superiores e obviamente de alma formada, quiçá, pelo U. If…


Guilherme Silva de Oliveira, 73 anos, Aposentado

entrada nº 0057

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A Fórmula de Deus

Autor: José Rodrigues dos Santos


Achei um livro que fala a verdade absoluta. Demonstra investigação, análise. O autor faz a “ponte” entre as teologias e filosofias orientais, os mundos esotéricos e a ciência ocidental. Um livro, ou melhor, um calhamaço que satisfaz !!

Madalena Madeira, 38 anos, Professora

Corresponde às minhas expectativas. Além de ser um grande jornalista também continua sendo um grande escritor que através de uma linguagem simples transmite uma história de "se pensar" entremeada com muitas pequenas mensagens pelo meio.

Vânia Dias, 42 anos, Bibliotecária

entrada n.º 0056

quarta-feira, 25 de julho de 2007

A Herança do Vazio

Autor: Kiran Desai



Tendo como pano de fundo os meados dos anos 80 de uma exótica Índia pós-colonial, Kiran Desai ao mesmo tempo que guia-nos numa bela viagem através do nordeste dos Himalaias, leva-nos a reflectir sobre temas debatidos e actuais.
Com o choque de culturas entre o Oriente e o Ocidente, como fio condutor desta narrativa e despoletador de inevitáveis buscas de identidade, deparamo-nos com os problemas da Imigração Ilegal, da Herança Colonial, do abismo entre os Países Ricos e o Terceiro Mundo, do Racismo e até mesmo da solidão que possa pender sobre os Himalaias, encontrando suas almas solitárias algum reconforto entre as místicas e belas orações tibetanas, oriundas dos seus tradicionais mosteiros.

Paula Alexandra Silva, 29, Socióloga

ver este título no catálogo da biblioteca

entrada n.º 0055

segunda-feira, 23 de julho de 2007

A Sombra do Vento

Autor: Carlos Ruiz Zafón

Adorei. Adorei. Indefinível. Livro que marca muito! Muito mesmo. História óptima sobre amor e livros.

LS, 39 anos

entrada n.º 0054