sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

O espírito do amor



Autor: Ben Sherwood

Afirmo que é uma das poucas obras que apresenta de modo tão belo a morte-vida e a vida-morte utilizando uma linguagem simples e envolvente ao mesmo tempo. Além disso, apela para questões fulcrais... Agora só lendo para saber quais.

Vânia Maria Dias, 42 anos, bibliotecária

entrada nº 0034

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

O amor nos tempos de cólera



Autor: Gabriel García Márquez


Para mim é uma ode ao amor. Uma pessoa que espera toda uma vida por um amor de infância quando o concretiza é mais importante que a própria vida - já nada mais interessa. Por tal é dos grandes livros da minha vida.



B. Garcia, 60 anos, Galerista
entrada nº 0032

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Parábola do cágado velho


Autor: Pepetela

Poderia afirmar que a beleza desta Parábola consiste numa bonita história de amor vivida em pleno cenário de guerra em Angola ou até no facto de ser uma anti-epopeia na qual são contados os sofrimentos e resistências do povo do campo. Sim, é verdade, mas o que realmente sempre me fascinou neste romance é a forma criativa e real que Pepetela adoptou, através de uma divertida miríade de termos e costumes tradicionais africanos, para fazer reviver os velhos mitos angolanos. E é nesta linha de pensamento antropológico que vemos despontar a singular figura totémica do cágado velho, símbolo do poder e do tempo angolanos. Simplesmente genial!

Paula Alexandra Silva, 28 anos, Socióloga

entrada nº 0031

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Greguerías: uma selecção



Autor
: Ramón Gómez de la Serna
Deliciei-me...
O simples dito ou escrito pode ser óbvio, mas poucos sabem fazê-lo de forma inteligente, agradável e sedutora.

Vânia Dias, 42 anos, Bibliotecária

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entrada nº 0030

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

O segredo dos Beatles

Autor: Pedro de Freitas Branco

segredo.jpgEm meu entender, o Autor imaginou excelente ficção para nos esclarecer - ensinando-nos - muita coisa sobre as origens da sensibilidade músical de Beatles. Assim o senti. Em meu entender, o objectivo foi conseguido. Obrigado Pedro de Freitas Branco.

Carlos Alberto P. Costa, 67 anos, Instrumenteista - Músico

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entrada nº 0023

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Obra poética

Autor: Sophia de Mello Breyner Andresen

obrapoetica.jpgA poesia, a boa poesia, só por si é uma forma maior de literatura. A poesia de Sophia é, na minha opinião, dos expoentes máximos da poesia portuguesa e talvez universal (embora as minhas leituras de poesia não me permitam ser tão perentório quanto desejaria, pois são manifestamente insuficientes...), cuja obra poética recomendo na integra. Poderia destacar por exemplo "Dual", mas para uma fruição mais total e perfeitamente arrebatadora de valores, de percepções e sensações, onde se cruzam raízes culturais e aspirações humanas, onde a luz mediterrânica intensa mas leve e aquilo que de mais denso, profundo e por vezes obscuro existe no ser humano coexiste e acontece com uma plasticidade e uma simplicidade difícil de igualar na palavra escrita.

André Dores, 29 anos, Investigador

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entrada nº 0022

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

O último Catão

Autor: Matilde Asensi

catao3.JPG Considero que se trata de um dos livros mais conseguidos no género do «romance histórico» - género que entrou decididamente na moda, mesmo que na maior parte das vezes deixe muito a desejar, seja em termos literários, como na falta de rigor histórico. Desta autora também li «Iacobus», o qual, embora também recomende (até porque se cruza com a História de Portugal), não atingiu o nível deste seu mais recente livro.

João David Zink, Historiador de Arte

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entrada nº 0014

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Fahrenheit 451

Autor: Ray Bradbury

farenheit.jpgNuma sociedade futurista do séc XXV, os livros são proibidos e, assim que encontrados, queimados pelos bombeiros, como se fossem uma ameaça à sociedade. Nesta realidade foi inspirado o título do livro: a temperatura na qual o papel começa a arder. A história retrata o bombeiro Guy Montag, que começa a questionar a maneira como as coisas funcionam e o perigo representado pelos livros. Não demora muito tempo até que ele se aperceba da futilidade da sua vida da sua mulher Mildred e dos seus amigos, perdida entre paredes falantes e famílias virtuais.

Bruno Duarte Eiras, 29 anos, bibliotecário

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entrada nº 0006

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

O Fim

Autor: António Patrício

Um país em crise, invadido por tropas estrangeiras, que num acto de heroismo resolve matar-se (leia-se Portugal entre o ultimatum inglês e a queda da monarquia) é a personagem principal desta obra. Da autoria de um escritor infelizmente pouco conhecido, esta peça retrata o Portugal decadente da transição do séc. XIX para o séc. XX através de uma Rainha Velha sozinha e louca que deambulando pelo Paço apenas encontra amparo nos amigos, criados mais fiéis e na figura de um "desconhecido". Uma leitura adequada aos tempos de crise pelo retrato negro dos dias, mas também pela mensagem de futuro que transmite. Um bom começo para descobrir a obra de António Patrício.

Bruno Duarte Eiras, 29 anos, bibliotecário

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entrada nº 0004