quarta-feira, 25 de julho de 2007

A Herança do Vazio

Autor: Kiran Desai



Tendo como pano de fundo os meados dos anos 80 de uma exótica Índia pós-colonial, Kiran Desai ao mesmo tempo que guia-nos numa bela viagem através do nordeste dos Himalaias, leva-nos a reflectir sobre temas debatidos e actuais.
Com o choque de culturas entre o Oriente e o Ocidente, como fio condutor desta narrativa e despoletador de inevitáveis buscas de identidade, deparamo-nos com os problemas da Imigração Ilegal, da Herança Colonial, do abismo entre os Países Ricos e o Terceiro Mundo, do Racismo e até mesmo da solidão que possa pender sobre os Himalaias, encontrando suas almas solitárias algum reconforto entre as místicas e belas orações tibetanas, oriundas dos seus tradicionais mosteiros.

Paula Alexandra Silva, 29, Socióloga

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entrada n.º 0055

sábado, 21 de julho de 2007

O Outro Pé da Sereia

Autor: Mia Couto


Gostei. Porque é uma leitura diferente, um livro diferente; especialmente ao nível da linguagem – é popular, muito fácil e é um pouco distinto dos Mia Coutos que conheci. É divertido. Talvez não tenha gostado das imagens tão violentas.

LS, 39 anos

entrada n.º 0053

terça-feira, 10 de julho de 2007

Narciso e Goldmundo

Autor: Herman Hess


Gostei muito. Primeiro, porque tem uma escrita muito simples e objectiva; e depois, faz-nos pensar na vida. É uma história muito interessante e que se lê muito bem. O que gostei mais foi da parte em que (o) Goldmundo vai pelo mundo… e a parte final em que ele tinha o sonho de resgatar a juventude e depois vê que, afinal, esta já tinha passado!...

Sara da Flor, 35 anos, Empresária

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entrada nº 0052

domingo, 10 de junho de 2007

A Ilha das mulheres-a-dias

Autor: Milena Moser


Primeiro: ela é uma mulher com muito estudo, mas que se faz de semi-analfabeta, porque trabalhando de mulher-a-dias ganhava muito mais do que exercendo a sua profissão ou inclinação profissional. E aí, como as pessoas acham que as empregadas a dias são semi-analfabetas, não se apercebem das coisas que esta mulher ía entendendo. Ela acabou, por exemplo, na casa de uma advogada super-certinha, supostamente, etc… e imaginem que tinha uma refém no porão de sua casa!...

Maria da Graça, 56 anos, Professora

entrada nº 0050

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Biblioteca

Autor: Gonçalo M. Tavares


Achei que se tratava de uma dissertação generalizada, perspicaz, racional e que demonstra grande cultura geral sobre a vida de um homem que vagueia entre uma biblioteca e uma tasca.



entrada nº 0049

quinta-feira, 31 de maio de 2007

A Máquina de Joseph Walser

Autor: Gonçalo M. Tavares


Considerei um livro realista, sarcástico, poético e de grande coragem e força, que demonstra nas características das personagens. História técnica. É um livro que prima pelas emoções.

Madalena Madeira, Professora


entrada nº 0048

sexta-feira, 4 de maio de 2007

O riso de Deus

Autor: António Alçada Baptista


Gostei dos encontros e desencontros, da procura, da busca do sabor amargo ou agridoce dos valores mais essenciais da vida; imprime ao Riso de Deus aquela frescura, aquele encanto, esta subtileza de um deus que ri, que joga da vida – alegrias, tristezas, empolgamentos – e se apaixona pela pura alegria de existir.
É um questionamento constante, íntimo, uma peregrinação interior em deambulações ao sabor dos acasos, radical e sensível, no relacionamento feminino: é ela que guia, disserta, se expõe ao amor terno e singular da entrega: «amo-te porque tu dás-me paz»


Augusto Martins, 64 anos, Técnico Superior de Telecomunicações

entrada nº 0045

segunda-feira, 26 de março de 2007

Amigos até ao fim

Autor: John Le Carré

Gostei bastante devido à história que narra. Fala de dois amigos que se conhecem na juventude e levam a sua amizade até aos tempos de hoje. Pelo caminho tornam-se espiões da guerra-fria e vivem histórias paralelas. Este livro adverte também para o poderio dos Estados Unidos da América e como estes manipulam os acontecimentos presentes.

Rainner Brito, 20 anos, Estudante

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entrada nº 0042

quarta-feira, 14 de março de 2007

O homem sem nome

Autor: João Aguiar

Fiquei seduzido, deslumbrado com a poesia em forma de prosa, num encadeamento sempre crescente até atingir as verdades recônditas impressas no nosso íntimo. É o homem sem nome porque ele somos todos nós na procura, na busca da felicidade que nos foge e, continuamente, se esvai como se fosse impossível agarrá-la e possuí-la. Fomos marcados com um sinal indelével: todos os dias da nossa vida, procuramos atingir aquela paz de espírito, aquele sossego em plenitude, mas jamais o conseguiremos porque somos feitos de pó, de matéria; só o espírito almejará alcançar o sinal com que fomos assinalados.

Augusto Martins, 64 anos, Técnico Superior de Telecomunicações


entrada nº 0041

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Druidas

Autor: Morgan Llywelyn

druida.jpgVercirgetórix, chefe militar dos celtas, consegue unir as diversas tribos numa mesma luta contra César que pretende anexar a civilização gaulesa ao Império Romano. Um excelente romance que nos revela a luta final deste povo contra a colonização romana de uma forma intensa e quase mágica.

Rosa Fernandes, 36 anos, Funcionária da C.M.O.

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entrada nº 0028