segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Nove mil passos

Autor: Pedro Almeida Vieira

Apreciei o extraordinário esforço de pesquisa que o autor deve ter feito para a compilação desta obra. No entanto, perdi-me na confusão de nomes, casos, dispersões, técnicas e grandes problemas para que fosse construída uma obra tão necessária cujo resultado foi um fim feliz e que perdura e perdurará, proporcionando um espectáculo maravilhoso.


Maria José Antunes de Almeida Gomes
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entrada n.º 0111

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O Coração dos Homens

Autor: Hugo Gonçalves


Não posso dizer que gostei! A minha subjectividade, embora reconheça a limpidez e clareza da construção do texto, recusa-se a aceitar a existência de uma sociedade em retrocesso, concretizada na obra, em que os mais abjectos sinais de recusa de humanismo, sensibilidade, educação e vivência social vêm expressamente representados. Ficção embora, seria dramático, em extremo, que as excepções de desumanidade, que actualmente ocorrem, fossem letra de lei, numa qualquer sociedade humana, com uma exclusão de sentimentos entre homens, mulheres e crianças ...

Francisco Gomes, 74 anos, Reformado da E.D.P
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entrada n.º 0103

terça-feira, 27 de maio de 2008

O Poder dos Sonhos

Autor: Luís Sepúlveda


Através de um conjunto de crónicas, Sepúlveda conduz-nos pelos meandros políticos e sociaias de determinadas instituições de poder. Não obstante o seu belo sonho utópico de um mundo onde impere a fraternidade e a solidariedade, não consegue deixar de transparecer uma atitude dura e preconceituosa perante determinados acontecimentos.
Assim, e se por um lado, demonstra um profundo anti-americanismo ao denunciar "hipotéticas" politicas de financiamento americanas a diversas formas de terrorismo, por outro lado, é-lhe impossível esconder um certo saudosismo nostálgico dos antigos projectos revolucionários chilenos, bem como de Salvador Allende e velhos companheiros das juventudes comunistas!

Paula Alexandra Silva, 28 anos, Socióloga;

entrada n.º 0101

sábado, 3 de maio de 2008

Húmus

Autor: Raúl Brandão



Gostei e não gostei ao mesmo tempo.
Gostei: A obra é um portentoso quadro da "miséria" da alma humana, rasgando implacavelmente o ténue véu que envolve a vivência quotidiana, revelando-a nas suas contradições, medos, puerilidades, infâmias, cobardias e desesperos, cadinho de onde emerge a vida humana ou o húmus que a enforma. Isto, numa escrita rica e poética.
Não gostei: dificuldade de leitura da obra, pela sua ausência de uma linha narrativa (parece ter antes um carácter reflexivo), pela profundidade dolorosa do mergulho que empreende na negrura do ser e das eternas questões que o cercam. Reflecte o vazio da existência sem metas, onde a ausência de Deus, acentua o vazio da morte, único destino humano, o qual, todavia, se procura evitar num patético apego à vida. Mas, onde outros escritores optaram pela farsa ou ironia, Brandão escalpeliza os recônditos da alma humana de uma forma implacável, onde não há um vislumbre de redenção.
Armanda Paula rodrigues, 44 anos

Não consegui continuar porque era demasiado lento a desenvolver. Sou uma consumidora do meu tempo, habituei-me a outro ritmo e, literalmente, não tive paciência para ler tantos capítulos sobre as teias de aranha a engrossar nas paredes...Se produzisse telegramas 'chamados' poemas seria mais interessante pela sumarização. A escrita é brilhante e lamento perder tantas frases geniais que me deram a ler fãs mais dedicados.


Sofia Ferraz, 34 anos, Artesã

Li parcialmente, pois o clima geral de negativismo e pessimismo da obra fez-me desinteressar.Reconheço no entanto que o descritivo do autor é muito forte e válido.Para mim valeram especialmente os «Papéis do Gabiru» que expressam, o espírito válido da obra e merecem toda a atenção.
Francisco Gomes, 73 anos, Reformado da EDP
entrada n.º 0099

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Húmus

Autor: Raúl Brandão



Li parcialmente, pois o clima geral de negativismo e pessimismo da obra fez-me desinteressar.
Reconheço no entanto que o descritivo do autor é muito forte e válido.
Para mim valeram especialmente os «Papéis do Gabiru» que expressam, o espírito válido da obra e merecem toda a atenção.

Francisco Gomes, 73 anos, Reformado da EDP
entrada n.º 0089

sábado, 12 de janeiro de 2008

Regras de ouro para a vida quotidiana

Autor: Omraam Mikhael Aivanhov




Curtos escritos de como viver, entender, pensar e nos surpreendermos com coisas e situações de todos os dias. Das mais pequeníssimas às mais complexas - mergulhando em universos imensos - sol, vínculos, entremeando pelo tempo presente, passado, futuro; passando também, por realidades como a Vida, a Perfeição, a Criação e Deus. Mais um testemunho forte, determinado e pleno de fé deste filósofo-pedagogo francês de origem búlgara.

Sofia Sousa, 31 anos, Ciêntífica da Educação
entrada n.º 0085

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O Puro e o Impuro

Autor: Francisco José Viegas


Senti um enorme encantamento ao verificar que muitas das suas poesias anteriores a este Puro e Impuro eram já bonitas, fortes, intensas e interessantes do que posso dizer; mas, agora arrebataria bastantes mais entardeceres e alvoradas em mim … Sempre tive uma queda para o gosto da pureza e nestes símbolos que faz transparecer, como não me comover - «Antigamente havia em mim um nome gravado a fogo e eu morri por ele. Eu fechava os olhos e o nome pedia-me a luz, a manhã, a música.» (do autor na obra em causa). Ah! e registos/ impressões poéticas plenos de história, de pequenas coisas da terra, da vida e tão simplesmente escritos!...


João Albufeira, 33 anos, Jornalista

entrada n.º 0083

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Chocolate

Autor: Joanne Harris


Encantei-me em absoluto com a imagética constante do Chocolate, comestível seguramente, mas acima de tudo, para mim, como riqueza de apuramento e exacerbamento dos sentidos… realmente de beber pelos olhos! Pois, a tradução é capaz de ser um pouco louca, mas mais loucos quem não arisca a magia da comida da leitura e espírito viajeiro ou de olhar com a mala ás costas?

Sofia Sousa, 30 anos, Científica da Educação

Pese embora o excesso de descritivos, ao lê-lo, encontra-se sempre um ambiente de mistério e de oculto que prende do princípio ao fim.Não são apenas os nossos olhos que lêem, mas o nosso olfacto quase sente todos aqueles aromas do chocolate e outras que parecem transmitir-se às nossas papilas gustativas.Parece inverosímil que num período de 50 dias (11/2 a 31/3) tantos acontecimentos decorram provenientes da magia da protagonista.
Maria José Gomes, 70 anos, Bancária Aposentada

Admirei a riqueza descritiva do romance autêntico que é este Chocolate, que também deu um excelente e verosímil filme. Lamento apenas que a tradução, que considero pretensiosa, tenha estragado bastante o gozo que a obra me causou (na linha da chancela tradutore-traditore da minha memória). Desnecessários os abundantes galicismos (repetitivos os Ur. Le criré – Padre Cura ou Prior – Mon père – meu pai) e a grossa asneira do 1.º período da pág. 51 (letter é carta e letra ao mesmo tempo ?!...).
Francisco Adolfo Gomes, 73 anos, Reformado da EDP

entrada n.º 0080

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O Alfaiate do Panamá

Autor: John Le Carré


Sobressaiu na trama do livro os artifícios utilizados pelas personagens do Alfaiate e do Ornard sendo a do primeiro que mais apreciei pois conseguiu subir na vida não só com aldrabices mas com a ajuda da sua profissão que desempenhava eficientemente e pela vida e pelo amor que dedicava à sua família. Enquanto a Osnard era apenas um “Bom vivant”.

Maria José Antunes, Bancária Aposentada

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entrada n.º 0078

terça-feira, 16 de outubro de 2007

In Vino Veritas

Autor: Soren Kierkegaard


Há já bastante tempo que queria conhecer melhor as suas ideias.
E foi assim que o mundo e universo literário mo trouxe e muito proveitosamente! A meu ver, fala aprofundadamente da “recordação”, da “memória”, da “lembrança” e das coisas, como das situaçãoes da vida (quotidiana) com uma enorme capacidade de argumentação, de relacionação e de reflexão, bem como expondo sempre muito da sua prática de vida.

Joana Santos, 33 anos, Educadora


entrada n.º 0072

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Aida

Autor: Guiseppe Verdi


Gostei porque foi uma das minhas primeiras óperas musicais.

Manuel, 27 anos, Estudante

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entrada n.º 0067

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Flores para Crianças

Autor: Fernando Cardoso


Gostei porque foi um dos primeiros livros que a minha mãe me ofereceu para este livro; tem tudo o que as crianças gostam: desde adivinhas até ao teatro. Eu adorei lê-lo, pois gostei muito quando mo ofereceram.

Manuel, 27 anos, Estudante
entrada n.º 0064

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Chocolate

Autor: Joanne Harris


Pese embora o excesso de descritivos, ao lê-lo, encontra-se sempre um ambiente de mistério e de oculto que prende do princípio ao fim.
Não são apenas os nossos olhos que lêem, mas o nosso olfacto quase sente todos aqueles aromas do chocolate e outras que parecem transmitir-se às nossas papilas gustativas.
Parece inverosímil que num período de 50 dias (11/2 a 31/3) tantos acontecimentos decorram provenientes da magia da protagonista.

Maria José Gomes, 70 anos, Bancária Aposentada


Admirei a riqueza descritiva do romance autêntico que é este Chocolate, que também deu um excelente e verosímil filme. Lamento apenas que a tradução, que considero pretensiosa, tenha estragado bastante o gozo que a obra me causou (na linha da chancela tradutore-traditore da minha memória). Desnecessários os abundantes galicismos (repetitivos os Ur. Le criré – Padre Cura ou Prior – Mon père – meu pai) e a grossa asneira do 1.º período da pág. 51 (letter é carta e letra ao mesmo tempo ?!...).

Francisco Adolfo Gomes, 73 anos, Reformado da EDP

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entrada n.º 0063