quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Raquel Gaspar, da cooperativa de educação criativa marinha, Ocean Alive, esteve ontem à conversa com duas turmas do 6º ano, da EBI Sophia de Mello Breyner. A Ocean Alive, com sede em Setúbal, tem como missão transformar comportamentos para a proteção do oceano através da educação marinha e do envolvimento das comunidades costeiras locais. Raquel falou sobre o seu livro Histórias dos roazes do Sado, cuja personagem principal é um menino que viveu durante o império romano na península de Setúbal, explicou como se identificavam os roazes ou golfinhos e partilhou a história do salvamento de Asa, um dos golfinhos do estuário do Sado.
A foto-identificação, possível através dos cortes das barbatanas dos golfinhos, cortes feitos em brincadeiras ou lutas entre eles ou nas hélices dos barcos ou redes de pesca, permite que os biólogos marinhos estudem o seu comportamento.
Asa, o mais velho golfinho da comunidade do estuário, morreu no passado Verão.
Tinha 45 anos e a missão de cuidar dos golfinhos mais jovens. Foi notícia há 16 anos, quando ao perseguir os chocos, que entram aos milhares, durante a Primavera, no estuário, para pôr os seus ovos junto às ervas pouco fundas, foi surpreendido por uma maré mais baixa que o habitual e ficou preso na lama junto a uma das margens. Descoberto por um dos pescadores locais, que logo alertou o marujo Carlos Silva, conhecido por Lobo do Mar, que permaneceria horas com o golfinho até este ser resgatado por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa, que o transportou para as águas abertas de Tróia. Raquel, no final da sua gravidez, acompanhou todo o processo de salvamento e é com grande emoção que partilha as suas memórias e a aflição que sentiu durante os 28 seguintes ao salvamento até que finalmente, a barbatana de Asa fosse avistada, novamente, nas águas cristalinas de Setúbal.
foto de Joaquim Torres
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Domingos Amaral na Escola Secundária Camilo Castelo Branco
O escritor Domingos Amaral esteve ontem, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, à conversa com duas turmas do 10ºano.
Domingos começou por falar sobre o início da sua carreira jornalística, a fundação de um jornal na Universidade Católica onde estudou Economia.
A publicação do seu primeiro livro, Amor à 1ª vista, coincide com o nascimento do seu primeiro filho.
Com 9 livros publicados e a publicação de um novo livro no próximo mês, o escritor destaca dois romances da sua carreira literária: Enquanto Salazar dormia e Quando Lisboa tremeu, ambos romances históricos.
Enquanto o primeiro relata as memórias de um espião luso-britânico na Lisboa da 2ª Guerra Mundial, onde os espiões se cruzam com os milionários, os nazis e os judeus, o segundo passa-se também em Lisboa, mas em 1755, no dia em que o terramoto reduziu a cidade a escombros e milhares de sobreviventes, perdidos e atordoados, andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Entre eles está Margarida, uma jovem freira, condenada pela Inquisição a arder na fogueira, e que para escapar de morrer queimada, prefere enforcar-se na sua cela, no dia 1 de Novembro...
O escritor falou sobre a necessidade de se fazer uma pesquisa rigorosa da época quando se escreve um romance histórico e da forma como esta ajuda a que surjam ideias para as personagens.
O seu próximo livro passa-se em Guimarães, onde Domingos, durante as férias de infância ouvia as histórias do avô sobre a formação de Portugal, o tema do livro.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Luísa Moniz na EBI Sophia de Mello Breyner
O H(á) Conversa com Escritores saiu novamente fora de portas e levou Luísa Moniz , na passada segunda-feira, à EBI Sophia de Mello Breyner, onde esteve à conversa com 3 turmas do 4º e 6º anos sobre o seu mais recente livro A escola e os cravos.
Professora durante 30 anos numa escola em Chelas, Luísa, está desde 2011 destacada no SOS-Criança, um dos projetos do Instituto de Apoio à Criança.
E foi inspirada na sua experiência com crianças maltratadas que escreveu o livro Menino como eu, cuja receita reverte para o IAC.
O IAC nasceu em Março de 1983 e tem como objetivos promover e defender os Direitos da Criança, junto de diferentes entidades e instituições e da comunidade em geral. O Projeto Trabalho de Rua com crianças em situação de marginalidade já retirou mais de 600 crianças das ruas, crianças essas que voltaram ou para junto da sua família ou das instituições de onde tinha fugido.
Em 1998, o IAC criou o SOS-Criança um serviço anónimo e confidencial, de apoio às Crianças e Jovens até aos 18 anos. É um serviço de prevenção que pretende atuar antes que a situação de risco se concretize.
O livro A escola e os cravos surgiu de uma inquietação que, Luísa, sente, enquanto professora e cidadã, da falta de conhecimento que as crianças têm sobre a vida antes e depois do 25 de Abril de 1974.
E foi esse o tema dos dois encontros. As diferenças entre a escola dos dias de hoje e a escola antes do 25 de Abril. Falou-se sobre as escolas separadas para rapazes e raparigas, sobre a não existência de lanche, o uso obrigatório de bata, o estrado existente na sala de aulas, o ponteiro que servia para apontar o que estava escrito no quadro e também para bater nos alunos que se portavam mal e nas réguadas que os alunos levavam na mão quando não sabiam a lição.
Falou-se também sobre a revolução, sobre Salgueiro Maia e os cravos que substituiram as armas e ouviu-se Grândola Vila Morena.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Luísa Moniz no H(á) Conversa com Escritores
Na passada terça-feira, o H(á) Conversa com Escritores saiu fora de portas e levou a escritora Luísa Moniz à EBI Sophia de Mello Breyner na Outurela, onde conversou com 3 turmas do 3º ciclo.
Professora há mais de 30 anos numa escola em Chelas, Luísa, está neste momento destacada no SOS-Criança. E foi inspirada na sua experiência com crianças maltratadas que escreveu o livro Menino como eu.
O título do livro surge de uma conversa que teve com uma menina de 8 anos há muitos anos atrás. A criança estava à sua espera no portão na escola e perguntou-lhe: - Professora sabe como é uma menina como eu? E Luísa respondeu - Como tu, como? E a menina disse - Maltratada!
Uma história de vida que teve com um final feliz! A menina foi encaminhada para o Instituto de Apoio à Criança (IAC) conseguiu acabar os estudos e encontrar um emprego, casou e mais tarde a sua filha foi aluna de Luísa.
O IAC nasceu em Março de 1983 e tem como objetivos promover e defender os Direitos da Criança, junto de diferentes entidades e instituições e da comunidade em geral. O Projeto Trabalho de Rua com crianças em situação e marginalidade já retirou mais de 600 crianças das ruas, crianças essas que voltaram ou para junto da sua família ou das instituições de onde tinha fugido.
Em 1988, o IAC criou o SOS-Criança um serviço anónimo e confidencial, de apoio às Crianças e Jovens até aos 18 anos. É um serviço de prevenção que pretende atuar antes que a situação de risco se concretize.
Luísa fez com eles um jogo em que lhes pediu que amachucassem uma folha de papel e depois tentassem que ela ficasse como antes de ter sido amachucada.Uma metáfora de como uma criança maltratada não volta a ser a mesma.
Foram muitas e pertinentes as questões colocadas pelos jovens, muitos dos quais não sabiam da existência desta linha de apoio e que depois desta conversa ficaram com a responsabilidade de encaminhar alguma criança ou jovem que saibam ser vítima de maus tratos para o SOS Criança.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Rita Vilela no H(á) Conversa com Escritores
O H(á) Conversa com Escritores saiu fora de portas e levou, ontem, Rita Vilela à EBI Sophia de Mello Breyner na Outurela.
Rita começou a escrever há poucos anos, depois de ter lido O senhor dos Anéis, e ficado com vontade de criar também, um mundo fantástico, só seu. E assim nasceu o mundo mágico de Oníris. O primeiro livro da coleção que integra já, 3 volumes é As 7 cores de Oníris. Conta a história de Oníris, um mundo que foi oferecido por dois deuses aos seus sete filhos, que criaram para o povoar 7 raças diferentes, conforme a personalidade de cada um deles. As sete diferentes raças desentendem-se, começa a guerra e são separadas por grandes montanhas até que consigam superar as suas diferenças e recuperar a harmonia e unidade do seu mundo.
A escritora, psicóloga de formação inspira-se na sua vida e na de amigos, assim como em histórias que vai ouvindo para criar as suas personagens.
O ano passado iniciou a escrita de uma nova série de literatura fantástica com o livro, Os descendentes de Merlin - Os guardiães dos manuscritos mágicos.
As 7 cores de Oníris, acabou de ser editado em Banda Desenhada.
Prefere escrever, não de forma planeada, mas à medida que as histórias lhe vão surgindo.
Segundo a escritora, a melhor forma de motivar um jovem para a leitura é dar-lhe um livro que o ensine a sonhar.
Os blogs da Rita:
segunda-feira, 12 de maio de 2014
José Jorge Letria no H(á) Conversa com Escritores
Na passada sexta-feira, José Jorge Letria esteve na Biblioteca Municipal de Oeiras à conversa com duas turmas do 3º ano da EB1 Conde Ferreira.
Com mais de duas centenas de livros publicados, dos quais mais de metade são livros infanto-juvenis, José Jorge Letria é um dos autores de referência na literatura infanto-juvenil.
Começou por escrever poesia, o primeiro poema foi sobre a morte de sua avó, e a partir daí não parou de escrever.
O 25 de abril é o tema sobre o qual mais escreveu e foi precisamente este o dia mais feliz da sua vida, porque já não teria de ir para a guerra e deixar a sua mãe de quem era o principal suporte depois da morte do seu pai. E porque finalmente viveria em Liberdade.
Foi um dos poucos civis ao corrente do que iria acontecer nessa madrugada.
Por fim o autor mostrou as ilustrações que o seu filho, o ilustrador André Letria fez para alguns dos seus livros, nomeadamente, Versos de fazer ó-ó, Lendas do mar e Os animais fantásticos.
O próximo encontro será no dia 26 de Maio, com a escritora Rita Vilela na EBI Sophia de Mello Breyner.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Alexandre Honrado novamente no H(á) Conversa com Escritores
Ontem, a Biblioteca Municipal de Carnaxide recebeu novamente Alexandre Honrado, que esteve à conversa com seis turmas da EB23 Vieira da Silva.
O escritor que apenas se consegue concentrar para escrever com barulho à volta, falou sobre vários dos seus lives e especialmente sobre a nova coleção Inspector Bolhas. No primeiro volume, Bolas de Berlim com Crime, a personagem principal é o Inspector Bolhas, que dá o nome à coleção. O mais divertido e incrível dos detectives da actualidade, viciado em gomas, não tem medo de nada, a não ser da avó Pantufinhas e de não chegar a tempo de desvendar os crimes que tem para resolver. A primeira misteriosa missão do Bolhas decorre numa escola onde há bolos envenenados, muitos suspeitos, horror, amor e trapalhadas à mistura.
Alexandre partilhou com os alunos que começa a escrever na cabeça, e só quando a história está bem arrumada a passa para o computador.
Com quase uma centena de livros publicados, destinados aos públicos infantil, juvenil e adulto tem a sua obra traduzida em françês, italiano, castelhano, coriano e chinês entre outras línguas, sendo frequentemente convidado para ir falar sobre os seus livros aos países onde estes estão traduzidos.
Entre os escritores portugueses de que mais gosta, encontram-se, Eça de Queirós, Ferreira de Castro, Miguel Torga, José Gomes Ferreira a quem dedicou um livro e Luis de Stau Monteiro com que trabalhou 6 anos.
Actividade realizada em parceria com a livraria Apolo70.
Actividade realizada em parceria com a livraria Apolo70.
O próximo encontro será no dia 23 de abril, dia Mundial do Livro, com o escritor José Jorge Letria, às 11H00, na Biblioteca Municipal de Oeiras.
Até lá!
quarta-feira, 5 de março de 2014
Alexandre Honrado no H(á) Conversa com Escritores
Alexandre Honrado esteve, nos dias 27 e 28 de Fevereiro, à conversa com alunos de 9 turmas do 1º ciclo das escolas EB23 Vieira da Silva e EB1 Sylvia Phillips, na Biblioteca Municipal de Carnaxide. Alexandre é professor, jornalista, guionista, investigador e escritor com vasta obra publicada para crianças, jovens e adultos. Estreou-se na Literatura Infanto-Juvenil em 1980, com o livro Castelinhos no ar. Dos seus livros destacam-se, Uma chuvada na careca, História dentro duma garrafa, Viagem ao alto de um ramo e O rapaz que aprendeu a voar.
O escritor contou várias histórias e partilhou vários episódios da sua infância, entre os quais o do avô que lhe dizia para ir para dentro do armário ouvir a casa e o da coisa mais bonita que lhe aconteceu, quando dava aulas de português para adultos, uma senhora idosa veio ter com ele e deu-lhe um beijo de agradecimento por pela primeira vez ter lido para onde ia o autocarro que a levou à escola.
Atividade realizada em parceria com a livraria Apolo 70.
Atividade realizada em parceria com a livraria Apolo 70.
O próximo encontro será dia 13 de Março, às 10H00, na Biblioteca Municipal de Carnaxide, novamente com o escritor Alexandre Honrado.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Domingos Amaral no H(á) Conversa com Escritores
Domingos Amaral, esteve ontem, à conversa com duas turmas do 12º ano da Escola Secundária Camilo Castelo Branco.
O escritor falou sobre o seu livro Enquanto Salazar dormia, cuja ação decorre em Lisboa, durante a II Guerra Mundial, numa altura em que ingleses e americanos, judeus e nazis, espiões e diplomatas, milionários e atrizes, emprestavam à capital outras cores e costumes.
Em relação à forma como escreve os seus livros salientou a necessidade do escritor, não sendo um historiador, ter necessidade de conhecer muito bem a época sobre a qual escreve. Depois dessa pesquisa aprofundada, o passo seguinte é a construção dos personagens. Normalmente nos seus livros existem 4 ou 5 personagens mais importantes, cuja complexidade e caráter são determinantes para os leitores se apaixonarem por eles.
Professor de Economia do Desporto respondeu a várias perguntas sobre o tema e também sobre as praxes académicas, tradição contra a qual é totalmente contra.
Partilhou com os alunos o seu top de escritores preferidos que inclui Gabriel García Márquez, Hemingway, Eça de Queirós e Cormac McCarthy.
Atividade realizada em parceria com a livraria Apolo 70.
Atividade realizada em parceria com a livraria Apolo 70.
O próximo encontro será com Alexandre Honrado, na Biblioteca Municipal de Carnaxide, dia 27 de Fevereiro, às 13h15.
Até lá!!!
segunda-feira, 18 de março de 2013
Marta Neto no H(á) Conversa com Escritores
Marta Neto esteve na passada sexta-feira na EB23/S Aquilino Ribeiro a falar sobre Histórias de Pontuar o livro que Suzana Ramos escreveu e Marta ilustrou.
A história sobre sinais de pontuação que se revoltam com os atropelos de que são vítimas e com os pontapés que enchem de nódoas negras a Dona Gramática e que decidem fazer uma reunião clandestina, certo dia, à meia noite, na Biblioteca Nacional, foi alvo de muitas perguntas e curiosidade.
A ilustradora falou sobre o seu trabalho de ilustração e mostrou os esboços e as ilustrações finais do livro.
E sobre o grande desafio que foi criar personagens que são sinais de pontuação: a vírgula Virgulina, sempre inquieta, três reticências apaixonadas por um ponto de exclamação e um ponto de interrogação que faz de narrador são algumas das personagens desta história cheia de sentido de humor.
Ainda houve tempo para uma oficina de ilustração, na qual os participantes desenharam um sinal de pontuação e escreveram uma frase sobre ele. Os desenhos feitos como se duma poloroid se tratasse foram depois foram colados numa mala de cartão, certamente com muitas histórias para contar...
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Teresa Lopes Vieira no H(á) Conversa com Escritores
O H(á) Conversa com Escritores saiu novamente fora de portas e levou a escritora Teresa Lopes Vieira à EB23/S Aquilino Ribeiro em Talaíde.
Teresa nasceu em Lisboa em 1984. Licenciou-se em Direito, tendo posteriormente dedicado o seu tempo à escrita e à formação a esse nível. As viagens tiveram um papel muito importante no seu percurso literário. Durante sete meses viajou sozinha pela América Latina, onde visitou a Colômbia, o Equador, a Venezuela, a Argentina e o Uruguai. Foram os três primeiros países que a inspiraram na escrita do seu primeiro livro Os diários da Mulher Peter Pan. Diana leva uma vida monótona até partir para uma viagem de negócios no Uruguai onde depois de sofrer um grave acidente é salva por uma tribo da Amazónia. Também a escritora viveu com uma tribo na Amazónia. Essa foi uma das experiências que partilhou com as três turmas que a ouviam atentamente. O seu segundo livro Gato Persa Social Club publicado em 2012, foi escrito depois de uma viagem a Amesterdão e ao Cairo. Passado entre essas duas cidades trata vários temas polémicos: a emigração, os casamentos de conveniência, a busca da identidade cultural e a perda das origens.
Foram muitas as perguntas feitas pelos estudantes. Teresa foi passando fotos das suas viagens enquanto conversava com os alunos sobre os seus romances e a importância da leitura nas suas vidas futuras.
O próximo encontro será no dia 16 de Março com a escritora Luísa Moniz na mesma escola.
Até lá!
Foram muitas as perguntas feitas pelos estudantes. Teresa foi passando fotos das suas viagens enquanto conversava com os alunos sobre os seus romances e a importância da leitura nas suas vidas futuras.
O próximo encontro será no dia 16 de Março com a escritora Luísa Moniz na mesma escola.
Até lá!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Luísa Moniz no H(á) Conversa com Escritores
Ontem, o H(á) Conversa com Escritores saiu fora de portas e levou a escritora Luísa Moniz à EBI Sophia de Mello Breyner na Outurela.
Professora há 30 anos numa escola em Chelas, Luísa, está neste momento deslocada para o SOS-Criança. E foi sobre o livro que escreveu Menino como eu que aborda a temática das crianças maltratadas que a escritora falou com três turmas da referida escola.
O título do livro surge de uma conversa que teve com uma menina de 8 anos quando ainda dava aulas. A criança estava à sua espera no portão na escola e perguntou-lhe: - Professora sabe como é uma menina como eu? E Luísa respondeu - Como tu, como? E a menina disse - Maltratada!
Esta história teve um final feliz. A menina foi encaminhada para o Instituto de Apoio à Criança (IAC) consegui acabar os estudos e encontrar um emprego, casou e mais tarde a sua filha foi aluna de Luísa.
O IAC nasceu em Março de 1983 e tem como objetivos promover e defender os Direitos da Criança, junto de diferentes entidades e instituições e da comunidade em geral. O Projeto Trabalho de Rua com crianças em situação e marginalidade já retirou 600 crianças das ruas, crianças essas que voltaram ou para junto da sua família ou das instituições de onde tinha fugido.
Em 1988, o IAC criou o SOS-Criança um serviço anónimo e confidencial, de apoio às Crianças e Jovens até aos 18 anos. É um serviço de prevenção que pretende atuar antes que a situação de risco se concretize.
Foram muitas as questões colocadas pelos jovens, muitos dos quais não sabiam da existência desta linha de apoio.
Um dos jogos que Luísa fez com eles foi pedir-lhes que amachucassem uma folha de papel e depois tentassem que ela ficasse como antes de ter sido amachucada.Uma metáfora de como uma criança maltratada não volta a ser a mesma.
O próximo H(á) Conversa com Escritores será com a escritora Teresa Lopes Vieira, no dia 16 de Janeiro, às 10h30, na EB23/S Aquilino Ribeiro em Talaíde.
Até lá!
Até lá!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Joel Gomes no H(á) Conversa com Escritores
«Quando tinha nove anos, Ricardo descobriu que era um viciado em café. A descoberta foi casual – motivada pela curiosidade que o caracterizava quando criança – mas, desde então, ficou enfeitiçado por aquele sabor único».
Assim começa o primeiro romance de Joel Gomes, Um Cappuccino Vermelho.
O autor esteve ontem no H(á) Conversa com escritores, que saiu fora de portas e foi à EBI/JI Sophia de Mello Breyner, Escola-sede do Agrupamento de Escolas Carnaxide-Portela.
O escritor visitou a Biblioteca Escolar e conversou com uma turma de estudantes do 9º ano, acerca do enredo da obra e das dificuldades de edição de um primeiro romance que o levaram a fazer uma edição de autor.
Ricardo Neves, uma das personagens principais, tem uma vida dupla. É assassino profissional e escritor. A sua duplicidade é ameaçada quando um novo contrato o leva para muito perto da sua segunda vida.
Quando está a tentar acabar o seu quarto romance, o escritor João Martins começa a aperceber-se que as pessoas à sua volta estão a morrer exatamente como na sua história.
No final houve ainda tempo para muitas perguntas e os habituais autógrafos.
Para quem quiser ficar a saber algo mais sobre escritor e livro aqui fica o link para o blog:
terça-feira, 13 de março de 2012
Rosabela Afonso e Carmo Pólvora na BMO
Depois de terem participado em quatro encontros na Biblioteca Municipal de Algés, foi a vez da Biblioteca Municipal de Oeiras receber a escritora Rosabela Afonso e a ilustradora Carmo Pólvora, autoras da colecção As mulheres e a República.Rosabela falou dos dois primeiros títulos da coleção, Coragem e Sininho, que relata a vida de Carolina Beatriz Ângelo e Nas asas da determinação, que conta a vida de Adelaide Cabete.
Embora com percursos de vida muito diferentes, uma vez que também vieram de meios sociais opostos as duas mulheres destacaram-se pela sua determinação na luta pela implantação da República em Portugal e pelos direitos das mulheres.
Adelaide, uma menina muito pobre que se formou em Medicina, asua luta foi também pelos mais pobres e especialmente pelas mulheres e crianças que poucos direitos tinham na época. Deu sugestões concretas: repouso de trinta dias para mães após o parto, creches e asilos para as crianças e instituições para apoiar as mulheres pobres durante a gravidez. Ao longo da sua vida participou em vários encontros nacionais e internacionais dedicados à defesa das mulheres e das crianças, tendo representado diversas vezes o governo português.
Carolina, oriunda de uma família rica, também viria a formar-se em Medicina. E, também ela se tornou uma grande defensora dos direitos das mulheres, principalmente, das mais pobres, e lutando pelo seu direito ao voto, uma vez que naquele tempo apenas os homens podiam votar.
A coleção tem mais quatro livros, ainda por publicar, que falam sobre outras quatro mulheres que também elas pela sua coragem e determinação se distinguiram na implantação da República.
Rosabela Afonso e Carmo Pólvora estarão presentes num encontro com o púlico em geral, no dia 21 de Abril, pelas 16 horas na Biblioteca Municipal de Carnaxide.
Até lá!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Filipe Faria na Biblioteca Municipal de Carnaxide

O escritor Filipe Faria, esteve ontem, na Biblioteca Municipal de Carnaxide, para mais um H(á) Conversa Com Escritores. A conversa decorreu de modo informal, com três turmas da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, que durante duas horas partilharam com o autor o fantástico mundo de Allaryia.
Filipe, grande admirador de Tolkien, começou a pensar no seu primeiro livro A Manopla de Karasthan, aos 12 anos, a escrevê-lo aos 16 e publicou-o aos 20. Ganhou o Prémio Branquinho da Fonseca, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian e o jornal Expresso.
A coleção As crónicas de Allaryia tem sete volumes. O escritor já está a escrever outro livro, ainda no segredo dos deuses, que será lançado na Feira do Livro de Lisboa.
O próximo H(á) Conversa com Escritores será na Biblioteca de Oeiras, dia 12 de Março, às 10h30, e contará com a presença da escritora Rosabela Afonso e a ilustradora Carmo Pólvora.
Até lá!
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Rosabela Afonso e Carmo Pólvora na Biblioteca Municipal de Carnaxide

A escritora Rosabela Afonso e a ilustradora Carmo Pólvora estiveram, ontem e na passada sexta-feira, à conversa com duas turmas do 5º ano da EB23 Vieira da Silva, na Biblioteca Municipal de Carnaxide.
Rosabela Afonso, autora da colecção As Mulheres e a Républica, falou sobre a importância que as mulheres tiveram na implantação da Républica e como foram esquecidas pela história.
A colecção fala de seis mulheres excepcionais que participaram activamente na construção de uma sociedade melhor, lutando pela implantação da república, de uma forma empenhada e activa, exercendo uma cidadania participativa invulgar naquela época.
Falou-se de Carolina Beatriz Ângelo, a protagonista de Coragem e Sininho e de Adelaide Cabete, retratada em Nas asas da determinação.
De seguida Carmo Pólvora dinamizou uma actividade de expressão plástica na qual falou sobre as principais técnicas de pintura.
Escritora e ilustradora estarão presentes nos dias 11, 12 ,20 e 24 de Janeiro, na Biblioteca Municipal de Algés, em quatro encontros com alunos de escolas do concelho.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Margarida Fonseca Santos nas Bibliotecas de Carnaxide e Algés



Margarida Fonseca Santos esteve ontem nas Bibliotecas de Carnaxide e Algés à conversa com duas turmas do 5º ano e duas do 6º ano.
A escritora começou por contar a história do Caldeirão, e falou de vários dos seus livros, destacando O Peixe Azul, obra preparada pelos alunos do 5º ano da EB23 Gonçalves Zarco e do seu último livro Uma questão de azul escuro.
Uma questão de azul escuro, aborda um tema muito actual, o bullying. O Luís, um menino do 1º ciclo, é agredido sistematicamente no caminho para a escola por alunos mais velhos. No entanto, por medo e vergonha, decide esconder de todos o que lhe acontece, até ao dia em que a professora de ginástica descobre as nódoas negras que lhe cobrem o corpo.
Margarida aproveitou a temática para alertar os alunos para estarem sempre atentos a comportamentos mais estranhos por parte dos colegas.
Uma presença marcante numa tarde chuvosa.
Uma presença marcante numa tarde chuvosa.
terça-feira, 3 de maio de 2011
José Lança Coelho na Biblioteca Municipal de Oeiras

O escritor José Lança Coelho esteve hoje, na Biblioteca Municipal de Oeiras à conversa com duas turmas do 7º ano da Escola Secundária Luís de Freitas Branco.Autor da colecção S.O.S começou por falar da sua paixão por Júlio Verne e do seu primeiro livro O enigma da gruta, cuja acção se desenrola precisamente em Oeiras e onde através de uma aventura é contada a história da vila.
No entanto, foi a colecção S.O.S., sigla que representa as iniciais dos nomes dos seus protagonistas, Sílvia, Óscar e Sara, que foi a estrela do encontro. Com 7 livros publicados, esta colecção de aventuras aborda diversos episódios da história de Portugal, de D. Sancho I ao 25 de Abril.
O escritor está neste momento a escrever o 8º volume, cujo tema é outra das suas paixões, Os Beatles.
O H(á) Conversa com Escritores regressa em Outubro.
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