quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Autor do mês - João Tordo

"Nasceu em Lisboa em 1975 num ambiente artístico. Filho do cantor Fernando Tordo e de Isabel Branco que sempre esteve ligada ao cinema e mais tarde à moda. Andou no Liceu Pedro Nunes e «era o único que não jogava rugby», em vez disso lia, 'vício' que lhe pegou o padrasto depois do divórcio dos pais. Acabado o 12º ano, resolveu ir para Filosofia por ser «uma boa maneira de se pôr a pensar». Entrou na Universidade Nova de Lisboa e sentiu o peso da exigência do curso. As aulas de Filosofia medieval marcaram-no e confessa que a partir dali nunca mais viu o mundo da mesma maneira. Depois do curso ainda trabalhou em Lisboa algum tempo como jornalista freelancer mas sentiu a «necessidade de sair daqui e ir viver outras coisas». Foi o que fez e em 1999 rumou a Londres para fazer um mestrado em Jornalismo. A cidade influenciou-o a tantos níveis que quis ficar até «ao limite das suas possibilidades», mas quando deu por si a trabalhar num bar e a fazer traduções percebeu que era tempo de partir. A próxima paragem tinha que ser Nova Iorque - sempre o fascínio das cidades - e os cursos de escrita criativa do City College. Ia às aulas de manhã, servia às mesas de um restaurante durante o jantar e escrevia pela noite dentro. Os Homens sem Luz nasceram assim. No futuro, há outras histórias para contar."

Obras de João Tordo disponíveis no nosso catalogo, ver aqui.

Em Janeiro, João Tordo vai estar à conversa com Carlos Vaz Marques em mais um Café com Letras!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mário Zambujal: Autor do mês

Jornalista e escritor português, nascido em Moura em 1936, trabalhou na televisão (RTP) e na rádio, incursão muito notada no programa Pão com Manteiga (de que foi co-autor dos textos posteriormente reunidos em livro) e em jornais como A Bola, Diário de Lisboa, Diário de Notícias, em especial na área do desporto e no Sete, de que foi o primeiro director.

Apesar de recusar ser considerado um escritor e preferir “ir sendo, de vez em quando...” é autor de textos para rádio, televisão e teatro e de vários livros dos quais destacamos Crónica dos Bons Malandros, em 1980, que teve grande sucesso e deu origem a uma longa-metragem de Fernando Lopes; Histórias do Fim da Rua, em 1983; e À Noite Logo se Vê, em 1986. Em 2005 publica Os Novos Mistérios de Sintra, um projecto de sete escritores – além de Mário Zambujal, Luisa Beltrão, José Jorge Letria, Alice Vieira, João Aguiar, José Fanha e Rosa Lobato Faria – “que se encontraram pelo puro prazer de inventar uma história e de escrever cada um a sua fatia com mestria e sem preconceitos.”

Mais recentemente publicou o livro Longe É um Bom Lugar (o resto são histórias) com o qual volta a cativar os leitores pelo ritmo vivo da prosa em que avultam as surpresas, o humor e a reflexão acerca de cumprimentos e situações.

Mário Zambujal tem encontro marcado com o jornalista Carlos Vaz Marques, para mais uma sessão do “Café com Letras”, no dia 30 de Novembro, às 21H30, na Biblioteca Municipal de Carnaxide.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Autor do Mês: Valter Hugo Mãe



Valter Hugo Mãe nasceu em Saurimo, Angola, no ano de 1971. Licenciado em Direito, pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea. Vive em Vila do Conde.


Publicou quatro romances: a máquina de fazer espanhóis (2010) o apocalipse dos trabalhadores (2008), o remorso de baltazar serapião, vencedor do Prémio José Saramago (2006) e o nosso reino (2004).
A sua obra poética está revista e reunida no volume contabilidade (Objectiva/Alfaguara, 2010).
É autor dos livros para os mais novos: O rosto (Agosto 2010), As mais belas coisas do mundo (Agosto 2010), A verdadeira história dos pássaros (2009) e A história do homem calado (2009).

Escreve a crónica Autobiografia imaginária no Jornal de Letras.
Valter Hugo Mãe é vocalista do grupo musical Governo e esporadicamente dedica-se às artes plásticas.

Letrista dos músicos/projectos Mundo Cão, Paulo Praça, Indignu, Frei Fado Del’Rei, Blandino e Eliana Castro.

Recebeu, em 2009, o troféu Figura do Futuro, atribuído pelo Correio da Manhã. Recebeu, em 2010, a Pena de Camilo Castelo Branco. Em 2010 recebeu a Medalha de Mérito Singular de Vila do Conde.


(Fonte: Página pessoal du autor)



Mais informações:



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Autor do mês - Miguel Real

(imagem retirada de Portugal Ilustrado do fotógrafo Ricardo Silva)

Miguel Real, pseudónimo de Luís Martins, nasceu em Lisboa em 1953 e é sintrense por adopção. É licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa e Mestre em Estudos Portugueses pela Universidade Aberta com uma tese sobre “Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa”, estando neste momento a preparar um doutoramento sobre a mesma temática.

Professor de Filosofia no ensino secundário e especialista em Cultura Portuguesa, possui uma vasta obra dividida entre o ensaio, a ficção e o drama (neste último género sempre em colaboração com Filomena Oliveira).

Em 2001, foi bolseiro do programa “Criar Lusofonia” do Centro Nacional de Cultura, tendo, ao abrigo dessa bolsa, percorrido o itinerário do Padre António Vieira pelo Brasil. Dessa viagem trouxe um diário, publicado em 2004, e material para um romance – “O Sal da Terra” — a publicar aquando da comemoração dos 500 anos do nascimento do jesuíta luso-brasileiro, em 2008.

Read more: http://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=466#ixzz1TIJqhtDM

Ver mais obras deste autor no catálogo da biblioteca.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Autor do Mês: Patrícia Reis

Romancista, jornalista e editora das revistas Egoísta e Portfolio. Começou como jornalista n'O Independente aos dezassete anos. Passou pela revista Sábado, de que foi editora, fez um estágio em Nova Iorque na revista Time e, no regresso dos EUA, colaborou no Expresso, trabalhou nas revistas Marie Claire e Elle e nos "projectos especiais" do jornal Público. Em 1997 passou a colaborar com o atelier de Henrique Cayatte, na produção de conteúdos para a Expo '98. Desta colaboração surgiu o Atelier 004 de que é directora e que, entre outros projectos, produz a Egoísta.

Estreou-se na ficção em 2004 com o romance Cruz das Almas, a que se seguiram os romances Amor em Segunda Mão (2006), Morder-te o Coração (2007), No Silêncio de Deus (2008), Antes de Ser Feliz (2009) e vários de literatura para a infância. Lançou recentemente a obra Por Este Mundo Acima (Abril de 2011), consagração dessa melhor forma de amor a que chamamos amizade, é também uma história sobre a importância redentora dos livros.

Patrícia Reis tem um blogue, o Vão Combate , onde desde setembro de 2008, regista tudo aquilo que passa pela sua cabeça e outras coisas que roubou por aí.

Patrícia Reis é a convidada do próximo Café com Letras, a realizar na Biblioteca Municipal de Carnaxide, quarta-feira 29 de Junho, pelas 21:30. Contamos consigo em mais um serão à volta das letras com Carlos Vaz Marques.




quarta-feira, 4 de maio de 2011

Autor do mês - Luis Sepúl­veda

Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Reside actualmente em Gijón, na Espanha, após viver entre Hamburgo e Paris. Membro activo da Unidade Popular chilena nos anos setenta, teve de abandonar o país após o golpe militar de Pinochet. Viajou e trabalhou no Brasil. Uruguai, Paraguai e Peru. Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Sepúlveda era, na altura, amigo de Chico Mendes, herói da defesa da Amazónia. Dedicou a Chico Mendes O Velho que Lia Romances de Amor, o seu maior sucesso. Perspicaz narrador de viagens e aventureiro nos confins do mundo, Sepúlveda concilia com sucesso o gosto pela descrição de lugares sugestivos e paisagens irreais com o desejo de contar histórias sobre o homem, através da sua experiência, dos seus sonhos, das suas esperanças.

Veja mais em: http://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=447#ixzz1LNU8jfYd
 



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Autor do mês - Teolinda Gersão

Teolinda Gersão nasceu em Coimbra,estudou Germanística e Anglística nas Universidades de Coimbra,Tuebingen e Berlim,foi Leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, docente na Faculdade de Letras de Lisboa e posteriormente professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa,onde ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada até 1995.A partir dessa data passou a dedicar-se exclusivamente à literatura.


Além da permanência de três anos na Alemanha viveu dois anos em São Paulo,Brasil, (reflexos dessa estada surgem em alguns textos de Os Guarda-Chuvas Cintilantes,1984), e conheceu Moçambique, cuja capital, então Lourenço Marques,é o lugar onde decorre o romance de 1997 A Árvore das Palavras.

Escritora residente na Universidade de Berkeley em Fevereiro e Março de 2004
 
 
BREVE COMENTÁRIO SOBRE A OBRA


Os seus livros retratam aspectos da sociedade contemporânea,mesmo quando a acção é transposta para uma época diferente. A problemática das relações humanas,a dificuldade de comunicar, o amor e a morte,opressão e liberdade,identidade,resistência, criatividade,são alguns dos temas focados.Outro aspecto central é a atenção dada ao tempo : quer se trate do tratamento do tempo na própria estrutura narrativa,quer seja o tempo histórico em que a acção decorre : a ditadura de Salazar em Paisagem com Mulher e Mar ao Fundo, os anos vinte em O Cavalo de Sol,o século XIX em A Casa da Cabeça de Cavalo, os anos cinquenta e sessenta em Lourenço Marques em A Árvore das Palavras. Os factos históricos são todavia encarados numa perspectiva que transcende a sua época e os situa em ligação com a actualidade.

Para mais informação consulte aqui.

Teolinda Gersão vais estar à conversa com Carlos Vaz Marques em mais um Café com Letras, desta vez terá lugar na Biblioteca Municipal de Oeiras pelas 21:30, no dia 27 de Abril.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Autor do Mês - Eduardo Pitta


Eduardo Pitta nasceu a 9 de Agosto de 1949, em Moçambique. É poeta, ensaísta e crítico literário. Colabora com vários jornais e revistas literárias portuguesas e estrangeiras.

Publicou dez livros de poesia (um deles em 2011), cinco volumes de ensaio, um livro de contos, um romance e um diário.

Adaptou "O Crime do Padre Amaro" para o público infantil.

Mantém desde 2005, e num registo quase diário, o bloque Da Literatura.

Dia 30 de Março vai estar à conversa, na Biblioteca Municipal de Carnaxide, com Carlos Vaz Marques e com todos aqueles que quiserem partilhar um serão à volta das letras. Apareça!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Autor do mês - David Soares

David Soares é autor dos romances O Evangelho do Enforcado, que conta a história dos famosos painéis de São Vicente de Fora, Lisboa Triunfante, uma história mágica sobre a capital portuguesa, e A Conspiração dos Antepassados, sobre o encontro do poeta Fernando Pessoa com o mago inglês Aleister Crowley (Saída de Emergência: 2010, 2008 e 2007).


Publicou três livros de contos, cinco álbuns de banda desenhada e um livro de ensaio literário sobre banda desenhada. Na sua carreira como autor de banda desenhada (publicado em França e em Espanha), foi premiado com dois troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma bolsa de criação literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e pelo Ministério da Cultura.

Colabora, regularmente, em diversas antologias literárias, relacionadas com o género Fantástico e é considerado pela crítica especializada nesse género como sendo o melhor autor português de literatura fantástica. Em 2009, viu um excerto do seu romance Lisboa Triunfante ser publicado na revista literária polaca Lampa, uma edição do Instituto Camões na Polónia, junto de excertos de outros autores portugueses como José Saramago, Gonçalo M. Tavares e Lídia Jorge.

Também trabalha como tradutor, tendo assegurado a tradução de obras de autores como Alan Moore, Jack Dann e Philip K. Dick.
Escreve quase todos os dias no weblog: cadernosdedaath.blogspot.com

Fonte: Saída de Emergência


Veja livros deste autor no catálogo da biblioteca.

David Soares será o convidado do próximo Café com Letras, a realizar na Biblioteca Municipal de Algés no dia 3 de Março, às 21:30.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Autor do Mês: Gonçalo M. Tavares


Nasceu em Luanda, Angola em 1970.

A sua primeira obra "Livro de dança" foi publicada em Dezembro de 2001. Publicou romances, ensaios, poesia, teatro. Recebeu vários prémios com a sua obra.

Com o livro "Jerusalem" recebeu o Prémio José Saramago (2005) e o Prémio Milennium/BCP (2004), com o livro "O Senhor Valéry" recebeu os Prémios Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do Jornal Expresso. Em poesia, recebuo Prémio Revelação de Poesia atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores com o seu livro "Investigações". Em 2007 recebeu o Prémio Portugal Telecom (Brasil), em 2008 o Prémio Internazionale Trieste e em 2009 o Prémio Belgrado Poesia.

Gonçalo M. Tavares vai estar na Biblioteca Municipal de Oeiras, para o primeiro café com Letras de 2011 no dia 26 de Janeiro (21h30).



Informação recolhida em Wikipédia e WOOK


Ver títulos deste autor no Catálogo da Biblioteca

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Autor do Mês - João Tordo


Nasceu em Lisboa em 1975. É filho do cantor Fernando Tordo e de Isabel Branco. Formou-se em Filosofia e estudou Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e Nova Iorque.
Escreveu, em parceria, o guião para a longa-metragem Amália, a Voz do Povo (2008). Foi vencedor do prémio Jovens Criadores em 2001.
Publicou quatro romances, "O Livro dos Homens Sem Luz" (2004)
, "Hotel Memória" (2007), "As Três Vidas" (2009) e "O Bom Inverno" (2010). Venceu o Prémio José Saramago com o romance "As Três Vidas".


Informação recolhida em Wikipédia e WOOK

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Autor do Mês - Lídia Jorge


Lídia Jorge nasceu em Boliqueime, Algarve, em 1946. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, tendo sido professora do Ensino Secundário. A publicação do seu primeiro romance, O Dia dos Prodígios (1980) constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da Literatura Portuguesa. Mas foi com A Costa dos Murmúrios (1988), livro que reflecte a experiência colonial passada em África, que a autora confirmou o seu destacado lugar no panorama das Letras portuguesas.
Lídia Jorge é a nossa próxima convidada no Café com Letras! Não perca dia 23 de Novembro na Biblioteca Municipal de Oeiras.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Autor do Mês - Rui Cardoso Martins



Rui Cardoso Martins nasceu em Portalegre em 1967. É escritor, jornalista e argumentista. É reporter internacional e cronista desde a fundação do jornal Público, fundador das Produções Fictícias. No cinema é autor do guião de Zona Jota e co-autor da longa-metragem Duas Mulheres.

Tem diversos contos editados em revistas como Ficções, Egoísta, Magyar e Lettre Internationale.

O seu primeiro romance é E Se Eu Gostasse Muito de Morrer. O seu último romance, Deixem Passar o Homem Invisível, ganhou o o Prémio de Romance e Novela atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE).



Informação recolhida em Portal da Literatura e Produções Fictícias.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Autor do mês - Lídia Jorge


Lídia Jorge nasceu em Boliqueime, Algarve, em 1946. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, tendo sido professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, durante o último período da Guerra Colonial. A publicação do seu primeiro romance, O Dia dos Prodígios (1980) constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da Literatura Portuguesa. Seguiram-se os romances O Cais das Merendas (1982) e Notícia da Cidade Silvestre (1984), ambos distinguidos com o Prémio Literário Cidade de Lisboa. Mas foi com A Costa dos Murmúrios (1988), livro que reflecte a experiência colonial passada em África, que a autora confirmou o seu destacado lugar no panorama das Letras portuguesas. Entre outros romances, conta-se O Vale da Paixão (1998) galardoado com o Prémio Dom Dinis da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio de Ficção do P.E.N. Clube, e em 2000, o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia, Escritor Europeu do Ano. Passados quatro anos, Lídia Jorge publicou O Vento Assobiando nas Gruas (2002), romance que mereceu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Correntes d’Escritas.
A autora publicou ainda duas antologias de contos, Marido e Outros Contos (1997) e O Belo Adormecido (2003), para além das publicações separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador (1992). A peça de teatro A Maçon foi levada à cena no Teatro Nacional Dona Maria II, em 1997. O romance A Costa dos Murmúrios foi recentemente adaptado ao Cinema por Margarida Cardoso. Os romances de Lídia Jorge encontram-se traduzidos em diversas línguas. Em 2006, a autora foi distinguida na Alemanha, com a primeira edição do Albatroz, Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass, atribuído pelo conjunto da sua obra. Combateremos a Sombra, apresentado no dia 22 de Março, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, é o seu mais recente romance, e o Grande Prémio SPA-Millennium a sua mais recente distinção.

Ver mais informação sobre a autora no site:
http://www.lidiajorge.com/


Ver títulos disponíveis da autora no catalogo da Biblioteca Municipal de Oeiras.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Autor do mês - João Aguiar


João Aguiar nasceu em Lisboa em 1943 e faleceu em 2010. Licenciou-se em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas, tendo trabalhado como jornalista na imprensa, na rádio e na televisão. Iniciou a sua carreira literária com quarenta anos e o seu primeiro romance foi A Voz dos Deuses (1984), um dos livros mais vendidos em Portugal nos últimos anos. Tem escrito guiões para programas de televisão e argumentos para cinema (Rua Sésamo, Inês de Portugal, etc.). Obras: A Voz dos Deuses (romance, 1984), O Homem sem Nome (romance, 1986), O Trono do Altíssimo (romance, 1988), O Canto dos Fantasmas (contos, 1ª ed. em 1990 pelas Publicações Dom Quixote; 2ª ed., 1999, pelas Edições Asa), Os Comedores de Pérolas (romance, 1992), A Hora de Sertório (romance, 1994), A Encomendação das Almas (romance, 1995), O Navegador Solitário (romance, 1996), Inês de Portugal (romance, 1997), O Dragão de Fumo (romance, 1998), A Catedral Verde (romance, 2000), Diálogo das Compensadas (romance, 2001), Uma Deusa na Bruma (romance, 2003), O Sétimo Herói (romance, 2004), O Jardim das Delícias (romance, 2005), Lapedo – Uma Criança no Vale (ensaio, 2006), O Priorado do Cifrão (romance, 2008). João Aguiar é também autor de três colecções juvenis: O Bando dos Quatro (Edições Asa), Pedro & Companhia e Sebastião e os Mundos Secretos (Presença).

Ver títulos deste autor no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras.

terça-feira, 23 de março de 2010

AUTOR DO MÊS - Pedro Almeida Vieira


Pedro Almeida Vieira, escritor e jornalista português, nasceu em Coimbra (Beira Litoral), em 17 de Novembro de 1969, licenciou-se em Engenharia Biofísica na Universidade de Évora em 1993. Dois anos mais tarde tornar-se-ia jornalista "free-lancer", com colaborações nos jornais Expresso e Diário de Notícias, bem como nas revistas Forum Ambiente e Grande Reportagem. Em 2003 foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Ambiente «Fernando Pereira», pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, pela sua contribuição, como jornalista, para as causas ambientais.

Em 2003 publicou um livro de ensaio de temática ambiental intitulado «O Estrago da Nação». No ano seguinte editou o seu primeiro romance histórico, «Nove Mil Passos», sobre a construção do Aqueduto das Águas Livres. Um ano mais tarde, em finais de 2005, publicou novo romance histórico, «O Profeta do Castigo Divino», que aborda a vida do jesuíta Gabriel Malagrida e a ascensão política do Marquês de Pombal, desenrolando-se a trama no período imediatamente anterior ao terramoto de Lisboa de 1755. Em 2006, publicou um livro de investigação sobre a floresta e os incêndios em Portugal, intitulado «Portugal: O Vermelho e o Negro». Em 2009 regressou ao romance histórico, com «A Mão Esquerda de Deus» - obra finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa -, uma reconstrução da heterodoxa vida de Alonso Perez de Saavedra, pegando numa fábula sobre o falso núncio que criou a Inquisição lusitana, durante o reinado de D. João III de Portugal. Esta origem da Inquisição portuguesa foi considerada durante séculos como verídica, tendo sido defendida mesmo por Voltaire.
Informação retirada de Wikipédia.



Ver títulos deste autor no catálogo da biblioteca

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

AUTOR DO MÊS - Nuno Júdice

Nuno Júdice


Nasceu em 1949, na Mexilhoeira Grande, Algarve. Formou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa. É Professor Associado da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em 1989 com uma tese sobre Literatura Medieval. Tem publicado estudos sobre teoria da literatura e literatura portuguesa, bem como algumas antologias e colabora regularmente em jornais e revistas com críticas de livros e crónicas.

Colaborou em acções de divulgação cultural, como as "Letras Francesas" (1989), e organizou a "Semana Europeia de Poesia no âmbito de Lisboa Capital Europeia da Cultura"(1994). Foi comissário para a área da "Literatura de Portugal como país-tema da 49ª Feira do Livro de Frankfurt" (1997). É poeta e ficcionista. Publicou o seu primeiro livro de poesia em 1972. Recebeu os mais importantes prémios de poesia portugueses. Está representado em inúmeras antologias, tendo participado nos mais importantes festivais de poesia, como o de Roterdão e o de Medellin. Dirigiu a revista "Tabacaria" da Casa Fernando Pessoa até ao número 8.
Em 1997, foi nomeado Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal e Director do Instituto Camões em Paris, cargos que exerceu até 2004.

Em teatro, foi tradutor de algumas peças, como "Sertório" de Corneille ou "A Ilusão Cómica" de Corneille e tem editadas as suas peças "Antero – Vila do Conde" e "Flores de Estufa". Tem obras editadas na Venezuela, na Espanha, no México, na França, na Bélgica, na Suécia, na Dinamarca, na Holanda, no Vietname, na Itália, na Bulgária, em Israel ou na República Checa.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

AUTOR DO MÊS - José Tolentino de Mendonça

José Tolentino de Mendonça


Nota biográfica*
José Tolentino Calaça Mendonça nascem no Machico, ilha da Madeira, a 15 de Dezembro de 1965. Poeta e ensaista, deu início ao estudo de Teologia em 1982. É licenciado em Teologia pela Universidade Católica de Lisboa (com uma dissertação sobre a poesia de Ruy Belo - 1989), tendo sido ordenado Presbítero em 1990. Concluiu a licenciatura canónica em Ciências Bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico de Roma em 1992, e em 2004 o doutoramento em Teologia Bíblica, na Faculdade de Teologia da Universidade Católica (com a tese “A Construção de Jesus. Uma leitura narrativa de Lc 7,36-50”). Regressado a Portugal leccionou "Cristianismo e Cultura" e "Hebraico" na Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, desempenhando igualmente as funções de Capelão na mesma universidade. Doutorado em Teologia Bíblica e escritor de peças de teatro, é igualmente director da revista de teologia Didaskalia editada pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa. Actualmente é professor auxiliar na mesma Universidade.

Publicou livros de poesia como Os Dias Contados (Funchal, Ed. SREC, 1990), Baldios (Ed. Assírio & Alvim, 1999), A Estrada Branca (Ed. Assírio & Alvim, 2005), Tábuas de Pedra (Ed. Assírio & Alvim, 2006) e La notte apre i miei occhi (Pisa, Ed. ETS, 2006). É também autor do texto dramático Perdoar Helena (Assírio & Alvim, 2005), levado à cena pela Companhia Lilás.tico, no Teatro Taborda. Traduziu obras como Cântico dos Cânticos, Nova Bíblia dos Capuchinhos, O Passo do Adeus (Cristina Campo) e Flor Brilhante (Hildegard von Bingen) e escreveu ensaios literários com os quais prefaciou livros de Ruy Belo, Teixeira de Pascoaes e Cristina Campo, entre outros. Foi laureado com o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia (1998) e com o Prémio PEN-Club de Ensaio (2004).

terça-feira, 15 de maio de 2007

AUTOR DO MÊS - José Luís Peixoto

JOSÉ LUÍS PEIXOTO


Nota biográfica*

José Luís Peixoto nasceu em 1974 (Galveias, Ponte de Sor). Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Tem publicado poesia e prosa. Recebeu o Prémio Jovens Criadores (área de literatura) nos anos 97, 98 e 2000. Em 2001, o seu romance «Nenhum Olhar» recebeu o Prémio Literário José Saramago. Está representado em diversas antologias de prosa e de poesia nacionais e estrangeiras. É colaborador de diversas publicações nacionais e estrangeiras. Em 2005, escreveu as peças de teatro «Anathema» (estreada no Theatre de la Bastille, Paris) e «À Manhã» (estreado no Teatro São Luiz, Lisboa). Os seus romances estão publicados em França, Itália, Bulgária, Turquia, Finlândia, Holanda, Espanha, República Checa, Croácia, Bielo-Rússia e Brasil. Estando actualmente em preparação edições no Reino Unido, Hungria e Japão.



*informação recolhida na página do autor

quarta-feira, 11 de abril de 2007

AUTOR DO MÊS - Manuel Alegre

MANUEL ALEGRE



Nota Biográfica

Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi um activo dirigente estudantil. A sua tomada de posição sobre a ditadura e a guerra colonial levam o regime de Salazar a chamá-lo para o serviço militar em 1961. É preso pela PIDE em Luanda, em 1963, durante 6 meses. Colocado com residência fixa em Coimbra, acaba por passar à clandestinidade e sair para o exílio em 1964, que prolongar-se-á por 10 anos. Entretanto, os seus dois primeiros livros, Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967) são apreendidos pela censura, mas passam de mão em mão em cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. Poemas seus, cantados por Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, tornam-se emblemáticos da luta pela liberdade. Regressa finalmente a Portugal em 2 de Maio de 1974, dias após o 25 de Abril. Entra no Partido Socialista onde, ao lado de Mário Soares, promove as grandes mobilizações populares que permitem a consolidação da democracia e a aprovação da Constituição de 1976, de cujo preâmbulo é redactor. Deputado por Coimbra em todas as eleições desde 1975 até 2002 e por Lisboa a partir de 2002 participa esporadicamente no I Governo Constitucional de Mário Soares. É sócio correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências eleito em Março de 2005.

Sobre a sua obra poética, reeditada sucessivas vezes, Eduardo Lourenço afirmou que “sugere espontaneamente aos ouvidos (...) a forma, entre todas arquétipa, da viagem, do viajante ou, talvez melhor, peregrinante”. O livro Senhora das Tempestades (14.000 exemplares vendidos num mês) inclui o poema com o mesmo nome, que Vítor Manuel Aguiar e Silva considerou “uma das mais belas odes escritas na língua portuguesa”. Publicou os romances Alma (12 edições) e A Terceira Rosa, duplamente premiado. Segundo Paola Mildonian, Manuel Alegre “canta a dor e o amor da história com acentos universais, com uma linguagem que (...) recupera em cada sílaba os quase três milénios da poesia ocidental”. No Livro do Português Errante, Manuel Alegre, segundo Paula Morão, emociona e desassossega: “depõe nas nossas mãos frágeis as palavras, rosto do mundo, faz de nós portugueses errantes e deixa-nos o dom maior (...) – os seus poemas”. O seu livro, Cão como nós, vai na 15ª edição.*

*Nota biográfica adaptada da página de Manuel Alegre


ver títulos deste autor no catálogo da biblioteca