De quem se fala: José Luís Peixoto nasceu em 1974 (Galveias, ponte de Sor). Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas ( Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Tem publicado poesia e prosa. Em 2001, o seu romance Nenhum Olhar recebeu o prémio literário José Saramago. Está representado em dezenas de antologias de prosa e de poesia, traduzidas para outras tantas línguas. É colaborador de diversas publicações nacionais e estrangeiras. É autor de peças de teatro representadas em alguns dos palcos mais prestigiados da Europa. Os seus romances estão publicados em França, Itália, Bulgária, Turquia, Finlândia, Holanda, Espanha, República Checa, Croácia, Bielorrússia, Brasil, Reino Unido, Hungria e Japão.
O que se diz: A escrita de Peixoto é a um tempo fresca, ágil, envolvente e, ao mesmo tempo, comporta toda uma herança universal. Estamos diante um escritor maduro. Um admirável narrador portugês. Luís Sepúlveda Creio estarmos perante um grande ficcionista e, também, um grande prosador da língua portugusa, capaz de extraordinárias notações do real, de ritmos inovadores e até de uma relação estrutural com formas musicais que não têm precedentes entre nós. Vasco Graça Moura
Está dito: À procura, procura do vento. Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da terra. Porque a minha vontade determina apassagem do tempo. Eu quero,Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim, que arranca árvores pelas raízes, que explode veias em todos os corpos, que trespassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito, à sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me, contra tudo o que se levanta no meu caminho, contra mim próprio. Eu quero. Eu sou capaz de expulsar o sol da minha pele, de vencê-lo mais uma vez e sempre. Porque a minha vontade me regener, faz-me nascer, renascer. Porque a minha força é imortal.
De quem se fala: Roddy Doyle nasceu a 8 de Maio de 1958 em Dublin. Licenciou-se em Artes no University College Dublin. Foi durante vários anos professor de Inglês e Geografia antes de se dedicar unicamente à escrita em 1993 ano em que recebeu o prémio Booker pelo livro As aventuras de Paddy Clark.
O que se diz: Brilhante... Narrado com esplendor, inteligência e um talento que coloca a escrita de Doyle a um novo nível. The New York Time Book Review Doyle retrata com vivacidade as paixões arrebatadoras de um jovem irlandês ...e o nascimento da actual nação irlandesa. Time Arrebatador...não é apenas o melhor livro que Doyle escreveu até hoje; é uma obra-prima, um épico extraordinariamente divertido. The Washington Post
Está dito: E lá estavam eles, os botõezinhos castanhos, enfileirados ao longo da parte da frente do mesmo vestido castanho, semelhantes às cabeças de pequenos animais a treparem silenciosamente em direcção ao pescoço dela, só que agora, passados nove ou dez anos, pareciam rastejar para baixo, em direcção às botas, umas botas que a lama tornava maiores, de atacadores desatados, a arrastar pelo chão. E estes atacadores eram a coisa mais rebelde que alguma vez vira.
De quem se fala: Salman Rushdie nasceu em Bombaim em 1947. É autor entre outros, dos romances, Os filhos da meia noite, Os versículos satânicos, Harun e o mar de histórias e Shalimar o palhaço e A feiticeira de Veneza. A sua obra grangeou-lhe inúmeros prémios, entre os quais o European Union's Aristeion Prize for Literature. É membro da Royal Society of Literature e Commandeur des Arts et Lettres, Em 1993, Os filhos da Meia-Noite foi considerado o Booker of Bookers, o melhor romance a ganhar o Booker Prize nos seus 25 anos. A feitiçeira de Florença é a sua obra mais recente.
O que se diz: Evocando um romance de Gabriel García Márquez ou um filme de Quentin Tarantino ou uma tragédia, digamos de Shakespeare, Shalimar o palhaço éuma crónica de um assassínio anunciado... Rushdie desafia a gravidade e envia os seus personagens em viagens que ora conduzem, ora afastam do assassínio, entretendo e deslumbrando, mas sempre guiando-nos num exame a esse precário fio de alta tensão em que nos encontramos a caminhar no século XXI... O melhor romance de Rushdie desde Versículos satânicos. Los Angeles Times
Está dito: Ela sabia que ele estava a chegar, sentia-lhe a proximidade e preparou-se para a sua chegada. Matou o último cabrito, esfolou-o e preparou uma refeição. Tomou banho no riacho da montanha que atravessava o prado de Khelmarg e entrançou flores no cabelo. Tinha quase quarenta e quatro anos, as mãos ásperas do trabalho, dois dentes partidos, mas o seu corpo era macio. O corpo dela contava a história da sua vida. A obesidade da sua história de loucura desaparecera mas tinha deixado as suas marcas, as varizes, a pele flácida. Ela queria que ele visse a sua história, que lesse o livro da sua nudez, antes de fazer aquilo que viera fazer.
De quem se fala: Zadie Smith nasceu em Londres em 1975. Formou-se em Literatura Inglesa na Univerdidade de Cambridge. Dentes Brancos o seu primeiro romance ganhou o Guardian Fist Book Award, o Whitbbread First Novel Award e o The Betty Trask Award. Seguiram-se O homem dosautógrafos e Uma questão de beleza.
O que se diz: Uma surpreendente assegurada estreia, cómico e sério... Fiquei deliciado com Dentes brancos e frequentemente impressionado. Salman Rushdie.
Uma escritora com um enorme potencial. The Times Literary Supplement.
Está dito: Era de manhã cedo, e ia já o século adiantado, em Cricklewood Braodway. Às 6.27 horas de 1 de Janeiro de 1975, Alfred Archibald Jones estava vestido de bombazina e sentado num Chevalier Musketeer cheio de fumo, de cara tombada no volante, na esperança de que não seria julgado com demasiada severidade. Estava deitado para a frente como uma cruz prostada, queixo descaído, braços abertos para cada lado como se fosse um anjo caído: Em cada punho tinha, amarrotadas, as medalhas de serviço militar (esquerdo) e a licença de casamento (direito), pois decidira levar os seus erros consigo. Uma luzinha verde piscou-lhe no olho, a assinalar uma curva para a direita que tinha decidido não fazer. Estava resignado. Estava preparado. Atirara uma moeda ao ar e ia cumprir firmemente as suas instruções. Era um suícidio decidido. Na verdade era uma decisão de Ano Novo.
De quem se fala: Prémio Nobel da Literatura em 1982, Gabriel García Marquez nasceu na Colômbia em 1928. Foi responsável por criar o realismo mágico na literatura latino americana. Foi jornalista antes de se dedicar à escrita. Dos seus livros destacamos Cem anos de solidão, O amor nos tempos de coléra, Crónica de uma morte anunciada, O general no seu labirinto e O outono do patriarca.
O que se diz: Este livro faz parte de uma série de histórias cuidadosamente escolhidas que revelam todo o show de fantasia de Gabriel García Márquez. Com suas fabulações povoadas por situações oníricas e fenómenos insólitos, o autor nos descentra da realidade para dar licões onde cabem reflexões sobre o poder, o amor, a amizade, a política e a História usando a mitologia e o quotidiano da América Latina como cenário do seu Universo fantástico.
Está dito: Agora vão ver quem eu sou, disse para consigo, com o novo vozeirão de homem, muitos anos depois de ter visto pela primeira vez o transatlântico imenso, sem luzes e sem ruídos, que uma noite passou diante da aldeia como um grande palácio desabitado, mais comprido que a aldeia inteira e muito mais alto que a torre da sua igreja, e continuou a navegar nas trevas até à cidade colonial fortificada contra os corsários do outro lado da baía, com o seu antigo porto negreiro e o farol giratório cujos lúgubres feixes de luz, cada 15 segundos, transfiguravam a aldeia um acampamento lunar de casas fosforescentes e ruas de desertos vulcânicos, e embora ele fosse então um menino sem vozeirão de homem mas autorizado pela mãe a escutar até muito tarde na praia as harpas nocturnas do vento...
De quem se fala: Miguel Andresen de Sousa Tavares nasceu no Porto a 25 de Junho de 1950. Filho do advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares e da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen. Licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa, e foi na capital que passou a infância e a juventude. Durante mais de uma década foi advogado em Lisboa. Estreou-se no jornalismo em 1978, ano em que iniciou a sua colaboração na Radiotelevisão Portuguesa. Em 1989 participou na fundação da revista Grande Reportagem, que dirigiu entre 1990 e 1999. Ainda em 1989 foi também director da Sábado, fundada por Pedro Santana Lopes, mas manteve-se pouco tempo no cargo, devido à instabilidade interna da revista. Em 1990 começou a colaborar no Público, onde publicaria uma crónica semanal até 2002. Ao mesmo tempo, estendeu a sua colaboração ao desportivo A Bola, à revista Máxima e ao informativo online Diário Digital. Publicou os livros de crónicas Sahara, A República da Areia e Anos Perdidos, os romances Equador, Rio das Flores e No Teu Deserto, Não Te Deixarei Morrer David Crockett (pequenos textos) e o livro de viagens Sul."Para reaprender a simplicidade da escrita", lançou-se então na escrita infantil, tendo publicado dois livros, ambos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.
O que se diz: Sul, livro de viagens em que Miguel Sousa Tavares, como contador de histórias que se intitula, conta o que viu. Nesta colectânea de dezasseis pequenas crónicas – cada uma com o seu respectivo sítio (Guadalupe; Amazónia; Veneza; Egipto; África; Goa; Cabo Verde; S. Tomé e Príncipe; Tunísia; Alentejo…) -, o autor conta apenas a parte boa daquilo que viveu, a parte possível de partilhar com os outros: fotografias, relatos, mapas, instruções de viagens. Mas grande parte das suas vivências apenas pode ser memorizada por si: os cheiros, os sabores, os sons, os sentimentos. Este é um livro ilustrado com dezenas de fotos dos sítios e gentes que viu, para que o leitor melhor entenda todo este “sul”. Sul, porque apesar de não ter apenas viajado para sul, nada de tão espectacular viu, como o sul.
Está dito: «Uma das pessoas que me ensinou a viajar foi a minha mãe. Ensinou-me como uma simples frase. A única vez que viajámos juntos fomos a Roma. Estávamos sentados uma tarde na Piazza Navona, o seu local preferido de Roma. Ela bebia um dos seus inúmeros chás diários e há mais de uma hora que ali estávamos, sentados a contemplar a beleza perfeita da praça, enquanto fumávamos vários cigarros - ainda o mundo não era o que é hoje, uma quinta de virtudes ditadas pelos americanos.(...) Mas estávamos ali há demasiado tempo, era a primeira vez que vinha a Roma e tinha, logicamente, alguma pressa de seguir caminho e ver outras coisas. Sentindo a minha impaciência, a minha mãe disse-me: "Miguel, viajar é olhar." Até hoje, fiquei sempre cativo desta frase e do que ela implica e compromete o verdadeiro viajante."
De quem se fala: Antoine de Saint-Exupéry nasceu em Lyon, em 1900. Desde cedo sentiu grande vocação para a aventura. A sua maior ambição era ser oficial da marinha, mas ao chumbar no exame de admissão, enveredou pela aviação. Tornou-se assim piloto aos 27 anos e participou activamente em perigosas missões sobre o Mediterrâneo, o Deserto do Sahara e os elevados cumes da Cordilheira dos Andes. Voar era para Saint-Exupéry uma reflexão sobre a solidão, a amizade, o verdadeiro significado da vida, a condição humana e a liberdade. Com a chegada da 2ª Guerra Mundial, Saint-Exupéry alistou-se no exército francês, mas rapidamente teve que abandonar o seu país natal refugiando-se nos EUA. Aí, na "Terra das Oportunidades" deu asas à sua imaginação e tornou-se escritor, até ter-se dado como voluntário para a Força Aérea Americana. De 1924 a 1944, participou em inúmeras missões de sucesso sobre território francês. A 31 de Julho de 1944, Saint-Exupéry partiu para a sua última missão. O seu avião foi abatido por pilotos alemães sobre a ilha de Córsega. Nesse dia Saint-Exupéry não voltou, deixando por concluir a sua obra póstuma "A Cidadela", editada pela Presença e com uma excelente tradução e prefácio de Ruy Belo.
O que se diz: "Cidadela" é impossível de inserir num género específico, pois é composta por um léxico próprio, de vocábulos iluminados por um sentido outro. O sentido do que é autêntico, sincero e participado, pois, para Saint-Exupéry, só quem colabora é. E "Cidadela" é, porque reflete o coração do homem simultaneamente singular e universal que procura e se pacifica ao considerar o silêncio como uma das respostas possíveis. Ao longo de uma narração de ordem aparentemente aleatória o autor indicia, assim, com uma sensibilidade notável, o reconhecimento dos limites próprios, dos outros e das coisas. Nas suas palavras: "a pedra não tem esperança de ser outra coisa que não pedra. Mas ao colaborar, ela congrega-se e torna-se templo" ainda que de abóboras imperfeitas, porque livres.
Está dito: "Aí têm uma grande descoberta que eu fiz: os homens moram, o sentido das coisas muda para eles conforme o sentido das casas."
De quem se fala: César Vidal é doutorado em história, teologia e filosofia, e licenciado em direito. Foi docente académico em diversas universidades europeias e americanas. Tem colunas de opinião em vários órgãos de comunicação em Espanha. Defensor incansável dos direitos humanos, foi distinguido com o Prémio Humanismo da Fundação Hebraica (1996) e foi reconhecido por organizações como a Yad-Vashem, Sobreviventes do Holocausto (Venezuela), ORT (México) ou mesmo Jovens contra a Intolerância. Entre outros prémios literários, recebeu, no ano 2000, o de melhor novela histórica pela editora Crítica (Espanha) pela obra La Mandrágora de las Doces Lunas, em 2004 o Prémio MR de espiritualidade pelo livro El Testamento del Pescador e, também no mesmo ano, o Prémio Jaén de narrativa juvenil por El Último Tren a Zurich.
O que se diz: Em 173 d.C., durante a época do Imperador Marco Aurélio, o Império romano enfrenta grandes e complexos desafios: se, por um lado, deve manter a integridade das suas fronteiras, defendendo-se dos bárbaros, por outro tem de manter a ordem numa capital cuja população imigrante, ávida de prazer, aumenta sem cessar. Aqui se cruzam Cornélio, um rapaz provinciano em busca de um destino glorioso, Valério, um centurião veterano, Rode, uma prostituta, e Arnúfis, um mago oportunista. As vidas destas quatro personagens serão submetidas a uma prova que transcende a compreensão humana. Nesta sua ficção sobre um episódio extraordinário, César Vidal, um dos mais prestigiados autores de romance histórico, transporta-nos para Roma, nos finais do século II, e mostra-nos como o amor e a morte, a guerra, a compaixão, a dignidade e a lealdade são temas milenares da nossa espécie.
Está dito: “Um após outro, os legionários arremessaram ao chão os escudos para poderem correr com mais agilidade, e correram alvoraçados em busca de uma vida que sentiam em perigo.”
De quem se fala: Rodrigues Guedes de carvalho é jornalista. Nasceu em 1963, no Porto. Em 1997 recebeu o Prémio Especial do Júri do Festival Internacional FIGRA, em França, com uma Grande Reportagem sobre urgências hospitalares. Aclamado pelo público e pela crítica, estreou-se na ficção com o romance “Daqui a nada” (1992), vencedor do Prémio Jovens Talentos da ONU.
O que se diz: História centrada em torno de duas personagens: um homem que está preso, por ter matado o companheiro da mãe, que tinha mais ou menos a sua idade; um escritor muito famoso, que enfrenta uma crise criativa. A sua vida perfeita é assombrada pelo autismo do neto, que ele finge não existir. De repente, o seu próprio casamento de muitos anos é posto em causa. Apresentam-lhe um filho que desconhecia... Um poderoso romance sobre a vida na prisão, as relações e conflitos que se criam no interior das cadeias e sobre o que é ser prisioneiro. Mas também, e sobretudo, sobre a escrita e sobre os limites do escritor. Até onde está disposto a ir para encontrar inspiração para escrever?
Está dito: “Livros. Livros pelo chão que me arreliam, eu bem tento mantê-los na prateleira pequenina ao lado da pasta dos dentes e do sabonete, mas eles assim que podem, a rirem da inutilidade, os livros que o padre me empresta todos pelo chão, páginas arrancadas às vezes, para todas as outras utilidades do papel, os livros não têm grades, esteja a gente onde estiver, não têm grades e em consequência se a gente mergulha neles fica um nadinha sem grades também, esquecido até das hienas pelos cantos, a palitarem o canino”.
Título: Memórias de Adriano Autor: Marguerite Yourcenar
De quem se fala: Pseudónimo da escritora francesa Marguerite de Crayencour, nascida em 1903, em Bruxelas, Bélgica, e que veio a naturalizar-se norte-americana. A sua mãe, a aristocrata belga Fernande de Cartier, morreu 10 dias após o parto e a jovem Marguerite mudou-se para o norte de França com seu pai, onde permaneceu até 1914, altura em que a Primeira Guerra Mundial obrigou a família a fixar residência em Londres. Já em Inglaterra, Marguerite aprendeu inglês e iniciou o estudo das línguas clássicas com o seu pai. Marguerite nunca frequentou a escola, tendo sempre estudado em casa com o pai ou com precetores que lhe proporcionaram uma educação esmerada. O pai, Michel, influenciou-lhe o gosto pela literatura francesa e pela literatura russa, tendo ambos encetado inúmeras viagens pela Europa e pelo Médio e Extremo Oriente durante a juventude daautora. Aos 16 anos escreveu o seu primeiro livro, Le jardin des chimères (O Jardim das Quimeras), que foi publicado em 1921 numa edição paga pelo próprio pai, sob o pseudónimo "Marg Yourcenar". O apelido "Yourcenar", anagrama de Crayencour, o seu nome de família, foi criado por Marguerite e Michel. Em 1926 o pai voltou a casar e a autora mudou-se para a Suíça. Em 1951 publicou Mémoires d'Hadrien (Memórias de Adriano), fruto de quinze anos de trabalho, a sua obra maior que a tornou internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'oeuvre au Noir (A Obra ao Negro), 1968, uma biografia imaginária de um herói do século XVI atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios e memórias, manifestando uma atração pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou la vision du vide (1981, Mishima ou a Visão do Vazio) e Comme l'eau qui coule (1982, Como a Água que Corre). Marguerite Yourcenar foi a primeira mulher convidada para a Academia Francesa de Letras, em 1980, tendo ocupado o lugar em Janeiro de 1981.A autora faleceu a 17 de dezembro de 1987, nos Estados Unidos, deixando uma marca profunda na literatura de expressão francesa.
O que se diz: Romance histórico de Marguerite Yourcenar publicado em 1951. Às portas da morte, o imperador romano Adriano (século II) endereça ao seu sucessor, Marco Aurélio, um testamento político e cultural impregnado de um humanismo "pagão".
Está dito: "Esforcemo-nos por entrar na morte com os olhos abertos".
De quem se fala: Teolinda Gersão (Teolinda Maria Sanches de Castilho Gersão Gomes Moreno ) nasceu em Coimbra, a 30 de Janeiro de 1940. Frequentou, em Coimbra, a escola primária e o Liceu Nacional Infanta D. Maria. Frequentou até ao 6º ano o Curso Complementar de Piano do Conservatório. Optou pelo curso de Filologia Germânica, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Igualmente em Coimbra participou em algumas actividades académicas, nomeadamente no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) e na revista académica Via Latina, na qual fez parte do corpo redactorial. Em 1961, efectuou a matrícula na Philosophische Fakultät da Universidade de Tübingen, viabilizada pela atribuição da bolsa de estudo do DAAD (Deutscher Akademischer Austauschdienst). No ano lectivo de 1962-1963, licenciou-se em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra com a dissertação "Hamlet como Figura Trágica". Já em Berlim foi, em 1963-1964, leitora da Editora alemã Paul Herbig, para livros espanhóis, portugueses e sul-americanos. Acompanhando o marido, residiu em São Paulo, Brasil em 1976 e 1977. Teolinda Gersão é membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE), da Associação Internacional dos Críticos Literários (AICL), do Pen Club, da Associação Portuguesa de Estudos Germanísticos e da Associação Portuguesa de Literatura Comparada.
O que se diz: Este livro caracteriza-se como tendo uma forte carga erótica; o espaço, o tempo e as relações entre as personagens estão bem definidos e delimitados. O romance está dividido em quatro partes: o «Passo», o «Trote», o «Galope» e o «Salto», que representam quatro ritmos; cada parte do romance é mais curta que a anterior exprimindo assim o acelerar do movimento do cavalo e também da narrativa; o andar do cavalo condiciona a evolução da acção e o desenvolvimento da personagem Vitória, que aprende a viver à medida que aprende a cavalgar. A acção desenvolve-se em torno de Vitória, que exprime a força da Natureza, o instinto, o impulso e Jerónimo que procura refrear os impulsos instintivos de Vitória. A mulher simboliza a imaginação, a criatividade, o desejo de explorar o real e a vontade incessante de desafiar e de viver; o homem, por outro lado, representa a convenção, a rigidez, a repressão e a necessidade de limitar o real.
Está dito: A tal ponto se habituara a olhá-la que não deixava de vê-la mesmo quando, como agora, ela estava ausente, disse Jerónimo acendendo um cigarro e inclinando-se para trás na cadeira. Calculava exactamente o local onde ela seguiria agora – antes de chegar aos castanheiros, e longe ainda do começo da mata . Podia olhá-la, ainda que sem vê-la, daquele local distante. Com os olhos da memória e do espírito, que eram também os olhos fulgurantes do amor.
De quem se fala: Fiódor Dostoiévski ( Moscovo, 30.10.1821 - S.Petersburgo, 28.01.1881) foi um dos grandes percursores, como Emily Brontë, da mais moderna forma do romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virgina Woolf entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia. de S. Petersburgo. Aí lhe desperta a vocação literária, ao entrar em contacto com outros escritores russos e com a obra de Byron, Vítor Hugo e Shakespeare. Terminado o curso de engenharia, dedica-se a fazer traduções para ganhar a vida e estreia-se em 1846 com o seu primeiro romance, Gente Pobre. Após mais umas tentavivas literárias, foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. No entanto, a pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Durante os seus anos de degredo teve uma vida interior de carácter místico, por ter sido forçado a conviver com a dura realidade russa, o que também o levou a familiarizar-se com as profundezas insuspeitas da alma do povo russo. Amnistiado em 1855, reassumiu a actividade literária e em 1866, com Crime e Castigo, marca a ruptura com os liberais e radicais a que tinha sido conotado. As obras de Dostoiévski atingem um relevo máximo pela análise psicológica, sobretudo das condições mórbidas, e pela completa identificação imaginativa do autor com as degradadas personagens a que deu vida, não tendo, por esse prisma, rival na literatura mundial. A exactidão e valor científico dos seus retratos é atestada pelos grandes criminalistas russos. Neste grande novelista, o desejo de sofrer traz como consequência a busca e a aceitação do castigo e a concepção da pena como redentora por meio da dor.
O que já se fez:
Está dito: Por fim, depois de um dia muito agitado e cheio de visões loucas, de sonhos alegres e de lágrimas, Pulquéira Alexandrovna foi acometida de uma alta temperatura. Morria quinze depois. As palavras que se lhe ouviram durante o delírio deram a perceber aos seus próximos ela sabia muito mais a respeito do filho do que podia supor-se.
De quem se fala: Virginia Woolf nasceu em Londres em 1882, tendo crescido num meio frequentado por artistas, escritores e académicos. Em 1915 publicou o seu primeiro romance, A Viagem, e em 1917 fundou com o marido a Hogarth Press, que deu à estampa, entre outras, obras de T. S. Eliot e Katherine Mansfield. A par de uma intensa actividade literária que incluiu ficção, crítica, ensaio e biografia, Virginia Woolf sofreu várias depressões ao longo da vida, que culminaram no seu suicídio em Março de 1941.
O que se já se fez:
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Está dito: “Imerso por muito tempo em profundos pensamentos sobre o valor da obscuridade e as delícias de se ser uma onda sem nome, que regressa ao vasto corpo do mar; pensando que a obscuridade poupa o espírito às ânsias da inveja e do despeito; faz correr nas veias as águas livres da generosidade e do desprendimento; e permite dar e receber sem agradecimentos nem louvores; como – suponha ele – teriam feito todos os grandes poetas…”
De quem se fala: Robert Musil (Klagenfurt, 6 de novembro de 1880 — Genebra, 15 de abril de 1942) foi um escritor austríaco, um dos mais importantes romancistas modernos.Ao lado de Franz Kafka, Marcel Proust e James Joyce forma o grupo dos grandes prosadores do século XX. Da sua obra destaca-se o monumental O Homem sem Qualidades, um anti-romance ou um não-romance que é acima de tudo uma grande reflexão sobre a época de Musil.
O que se diz: Esta é uma obra singular e única no panorama da ficção do século XX. Mais do que um romance, O Homem sem Qualidades é o maior projecto romanesco, deliberada e quase necessariamente inconcluso e inconclusivo, da literatura do século passado. Um rio sem limites nem margens, que não desagua em nenhum mar conhecido, objecto inclassificável, para lá do "literário" e da ficção.No momento da morte inesperada de Musil em 15 de Abril de 1942, no exílio de Genebra, O Homem sem Qualidades é verdadeiramente o "livro por vir", aquele cuja essência - no seu protagonista acentrado, no processo da sua génese, no cerne do seu pensamento - é a de um laboratório de possibilidades que o transformarão na obra aberta por excelência e na "tarefa criadora [mais] desmedida" da história da literatura moderna. O Homem sem Qualidades será, durante mais de duas décadas, a obra em processo de criação e transformação que se autonomiza e se impõe de forma obsessiva e implacável ao próprio criador, aprendiz de feiticeiro que a controla cada vez menos à medida que ela se vai transformando numa rede rizomática de possibilidades de crescimento e de perspectivas de finalização sempre adiada, que parece querer reflectir o próprio feixe aleatório de possibilidades que é aquilo a que chamamos "realidade". Se a ironia é neste livro, como diz Blanchot, "um dom poético e um princípio de método" que modula, não apenas a palavra mas também a própria composição romanesca, na oposição contrapontística permanente e irresolvida entre "a exactidão e a alma", a reflexão e os sentimentos, o indivíduo em busca de si e o mundo dos factos (nas vésperas da Primeira Grande Guerra), essa mesma ironia haveria de determinar todo o acidentado e contraditório processo de génese e de publicação deste objecto literário esquivo que, ao contrario do que frequentemente se tem dito, será mais um não-romance do que um anti-romance.
Está dito: Walter e ele tinham sido jovens naquele período hoje esquecido que seguiu de perto a última mudança de século, quando muita gente imaginava que também o século era jovem. Aquele que acabavam de enterrar não fora particularmente brilhante na sua segunda metade. Mostrara-se hábil no domínio da técnica, do comércio e da investigação, mas fora desses fulcros de energia, fora calmo e mentiroso como as águas mortas.
De quem se fala: Nasceu em 1914, na Indochina, onde passou a infância e a adolescência, ficando profundamente marcada pela paisagem e pela vida da antiga colónia francesa. Aos dezoito anos foi para Pais, onde estudou Direito e Matemática. Durante a guerra tomou parte na Resistência e publicou os seus primeiros livros, Os Insolentes (1943) e Vida Tranquila (1944). Militou contra a guerra da Argélia e, paralelamente, publicou as suas primeiras peças teatrais. A partir de 1959 começou a escrever também argumentos para cinema, dos quais, Hiroshima Meu Amor, é sem dúvida o mais conhecido.
O que se diz: “Ela caminha, escreve Peter Morgan”.
Assim começa O Vice-Cônsul: com a inserção, no corpo desta história, de uma outra história – a da mendiga – que, através de uma aparente diferença e autonomia, esconde a função especular que as une.
Na longa marcha que empreende entre Battambang – terra natal – e Calcutá – onde fica – a mendiga perde progressivamente toda a memória e identidade, tornando-se vacuidade pura, uma morta viva: “a morte numa vida em curso”.
E de todo o seu passado perdido, esquecido, resta-lhe uma palavra – Battambang – e a melodia infantil que ela canta.
Do mesmo modo na história que lhe serve de moldura Anne-Marie Stretter e o vice-cônsul de Lahore, executando percursos similares ao da mendiga, sofrem igualmente ao longo deles uma mesma perda de memória e de identidade.
E, tal como a mendiga, do seu passado perdido, o vice-cônsul guardará apenas uma melodia que assobia: Indiana’s Song: e Anne-Marie Stretter a sua música de Veneza – terra natal -, que faz ouvir ao piano nas noites de Calcutá.
Está dito: Não há nada a fazer. A criança não bebe. O leite desliza sobre a criança, mas não entra. O que resta de vida não serve senão para recusar continuar a viver. Mudança. A senhora pousa a garrafa e olha atentamente a criança que dorme. Os meninos brancos continuam a esperar e a calar-se; são agora três a ficar com ela.
De quem se fala: Mario Vargas Llosa nasceu em Arequipa, no Peru a 28 de Março de 1936. O seu empenho em relação a mudanças sociais é evidente nos seus romances, peças e ensaios. O escritor pertence à escola do realismo mágico e faz parte da explosão de talentos dos anos 60 da literatura latino-americana. Escreveu entre outros, Conversa na Catedral, Pantaleão e as visitadoras, A casaverde, A festa do chibo, Travessuras da Menina Má. O sonho do celta é o seu livro mais recente. Foi-lhe atribuído o prémio Nobel da Literatura em 2010.
O que se diz: Relato da vida do irlandês Roger Casement, cônsul britânico no Congo belga, em inícios do século XX, que durante décadas denunciou as atrocidades do regime de Leopoldo II, cometidas contra os indígenas que trabalhavam na extracção da borracha. Amigo de Joseph Conrad (guiou-o numa viagem pelo Rio Congo revelando-lhe uma realidade mais tarde retratada no romance Coração das trevas). Depois de 20 anos em África, investiga e denuncia as condições de vida dos indígenas no Putumayo, na Amazónia peruana. Em 1911 decide deixar o Foreign Office e envolve-se na fundação dos Voluntários Irlandeses que lutam pela independência da Irlanda.
Está dito: O jovem Plunkett olhou-o longamente nos olhos e Roger pareceu detectar naquele olhar um sentimento de pena.
-Permita-me que lhe fale com franqueza, sir Roger - murmurou, por fim, com uma seriedade de quem se sabe possuidor de uma verdade irrefutável. - Há uma coisa que o senhor ainda não entendeu parece-me. Não se trata de ganhar. Claro que vamos perder essa batalha. Trata-se de durar. De resistir. Dias, semanas. E de morrer de tal maneira que a nossa morte e o nosso sangue multipliquem o patriotismo dos Irlandeses até o tornar uma força irresistível. Trata-se de que, por cada um dos que morrermos, nasçam cem revolucionários. Não aconteceu assim com o cristianismo?
De quem se fala: Robert Wilson nasceu em 1957. Licenciado pela Universidade de Oxford, trabalhou em navegação e publicidade em Londres e comércio em África. Vive numa quinta isolada em Portugal, apesar de passar parate do seu tempo em Espanha e em Inglaterra. É autor de vários romances, incluindo Último acto emLisboa, com o qual obteve o prémio CWA Gold Dagger para o melhor romance policial de 1999, de Acompanhia de estranhos, e da tetralogia que se inicia com O cego de Sevilha e termina com A ignorância do sangue, a sua obra mais recente.
O que se diz: É fundado um banco português com capital de pilhagens nazis. Mais de meio século depois uma adolescente é assassinada em Lisboa. 1941. Klaus Felsen, o proprietário de uma fábrica em Berlim, é forçado a listar-se nas SS e a dirigir-se a Lisboa, cidade de luz, onde ao ritmo dos dias convergem nazis e aliados, refugiados e especuladores, todos dançando ao compasso do oportunismo e do desespero. A sua missão é infiltrar-se nas montanhas geladas do Norte de Portugal, onde se trava uma luta traiçoeira pelo volfrâmio, elemento essencial à blitzkrieg de Hitler. Aí encontra manuel abrantes, o homem que põe em movimento a roda de ambição e vingança que irá girar até ao final do século.
Está dito: O vento a subir os degraus, a assobiar por baixo da porta. O reunir de forças para desferir o golpe. Portas a bater dentro de casa, ao longe. O estouro. O estouro de uma melancia a cair sobre as lages. A casca despedaçada. A polpa cor-de-rosa. O cabelo loiro tingiu-se de vermelho. A linha do crânio estalou. A casca da árvore feriu-lhe um canto da testa. Os grandes olhos azuis comtemplavam o vale negro.
De quem se fala: Nasceu em 1963 na Irlanda. Os homens queamaram Evelyn Cotton ganhou o prémio Irish Times para a Literatura 1990.
O que se diz: "Uma estreia prodigiosa! "Times Literary Supplement
"Um romancista que compreende o amor. Frank Ronan é um anatomista do sentimento." The Times
Está dito: Estou apaixonado por Evelyn Cotton Há vinte e quatro anos e quatro meses menos oito dias. Fizemos amor duas vezes. A primeira foi há vinte e três anos. A segunda foi ontem. Será que isto faz desta uma história triste e de mim uma figura cómica?
De quem se fala: É um jovem escritor britânico. Varjak é a sua primeira narrativa.
Ilustrador: Dave McKean
De quem se fala: Ilustrador gráfico de renome, é autor de Coraline e a porta secreta, cujo texto é de Neil Gaiman. McKean é um nome muito conhecido entre os fãs de narrativas gráficas e de banda desenhada.
O que se diz: "Uma história sobre as descobertas das nossas verdadeiras capacidades, confiando nos instintos e em nós próprios...Ilustrações esmagadoras e acutilantes." Financial Times
"Numa história felina, o autor adopta arquétipos míticos e enquadra-os numa densa trama. (...) A narrativa é preenchida pelo suspense e tem um final verdadeiramente arrebatador." Publishers Weekly
Está dito: O elemento mais velho do clã Paw estava a contar uma história. Era um dos melhores contos sobre Jalal. Varjak adorava ouvir as histórias que o avô contava acerca do seu famoso antepassado: como Jalal lutava com os gatos guerreiros mais ferozes, como fora o caçador mais enérgico, como Jalal deixara a Mesopotânia e viajara até aos confins da terra, indo mais longe do que qualquer gato alguma vez conseguira.
De quem se fala: Nasceu a 8 de Maio de 1958, em Dublin. Autor, entre outros de, As desventuras de Paddy Clarke recebeu o Booker Prize em 1993. Os brincalhões é o seu primeiro livro para crianças.
Ilustrador: Brian Ajhar
De quem se fala: É um famoso ilustrador, cujo trabalho já apareceu publicado em revistas muito prestigiadas como a Time, a Newsweek, a Forbes e a Rolling Stone.
O que se diz: Num dia como tantos outros, o senhor Mack caminhava alegremente para o seu trabalho de provador de bolachas, mas mal sabia ele o que o esperava... O senhor Mack estava precisamente a três passos de sofrer injustamente uma terrível (e malcheirosa) partida provocada pelos Brincalhões. mas quem são eles? São uma espécie de duendes que nunca ninguém viu ou ouviu falar.
Está dito: E então, o senhor Mack adorava o seu trabalho. As suas funções eram as de garantir que as bolachas tinham a porção certa de chocolate. E media-as para ter a certeza de que eram exactamente quadradas, quando se tratava de bolachas quadradas, ou que eram exactamente redondas, quando se tratava de bolachas redondas. mas o melhor de tudo, era que ele tinha de provar todas, isto é, não provava todas. Provava três de manhã e quatro à tarde, para se certificar que o seu sabor estava tal e qual como devia estar.
Título: A recordação da corrida Autor: Ron McLarty
De quem se fala: Ron McLarty nasceu a 26 de Abril de 1947 nos Estados Unidos. É escritor, dramaturgo e narrador de áudiolivros. É também conhecido como actor, etndo participado em séries como Luta pela verdade, Causa justa e Lei & Ordem.
O que se diz: "Um milagre!" - Stephen King
"Os viajantes que saltarem para a bicicleta de Smithy Ide e percorrerem a América na sua companhia adorarão a aventura. Adorei este romance triste, divertido e enaltecedor da vida." - Wally Lamb.
Está dito: "Não era que não nos apetecesse reconfortá-la, dizer-lhe que estava outra vez tudo bem, mas, como toda a gente que precisa de ter cuidado com o sítio onde põe os pés, avançámos devagar, de certo modo na esperança de acordarmos."
Título: O Senhor Juarroz Autor: Gonçalo M. Tavares
De quem se fala: Gonçalo M. tavares nasceu em Luanda, Angola em 1970. A sua primeira obra Livro da dança foi publicada em Dezembro de 2001. Publicou romances, ensaios, poesia e teatro.
Está dito: "Decidiu então eliminar o ping-ping da torneira através do pensamento pois através da acção nunca mais chegaria lá. Começou assim a pensar numa música de Mozart, tendo o cuidado adicional de colocar o seu volume acima do volume da realidade. Assim fez. Resultou."
De quem se fala: Blair Tindall é jornalista e oboísta norte-americana. Escreve sobre música clássica para o jornal New York Times. Partcipou em espectáculos na Broadway (Les Misérables, Miss Saigom), filmes (Malcom X) e em actuações de jzz (com Charlie Watts).
O que se diz: "Um olhar franco e generoso sobre as vicissitudes da vida de um músico freelance em Nova Iorque." - The New York Times
"Este é o mais cândido e implacável relato da vida de um músico alguma vez impresso" - Norman Lebrecht, prémio Whitbread e autor de Who killed classical music?
Está dito: "Ainda estava aterrorizada por estar em palco mas, ao mesmo tempo, cheia de alegria e entusiasmo. Tinha uma sensação física que pouca vezes experimentara, quando tudo estava a correr bem."
Uma galinha punha um ovo todos os dias e todos os dias a dona lhe levava o ovo. Para fugir de tão grande injustiça foi para a floresta e ai fez um ninho muito confortável. Passado pouco tempo, vários ovos apareceram no seu ninho: uns grandes, outros pequenos, uns mais claros, outros mais escuros. Embora admirada, chocou todos os ovos, dos quais viria a nascer uma insólita ninhada: um papagaio, uma serpente, uma avestruz, um crocodilo e também um pinto. Todos irmãos, e todos diferentes, formavam uma ninhada engraçada, que a mãe-galinha tinha dificuldade em controlar e em alimentar. Mas todos, de modos também diferentes, defenderam a mãe quando a viram ameaçada.
Este é um livro em que a enorme ternura que o atravessa não impede o humor e o ritmo tão próprios desta autora e que introduz a crianças questões da multiculturalidade.
Título:A mala vazia e algumas histórias de tradição oral
Autor: Alexandre Parafita/Pedro Serapicos
A mala vazia e alguma histórias de tradição oral. Reforçadas pelo jogo lúdico das rimas, do ritmo e das imagens, estas histórias convidam todos, especialmente os mais pequenos, a uma leitura interessada e aprazível. Algumas trazem ainda o eco de antigas canções pastoris e canções de berço. Um eco que liga as crianças de hoje à memória das crianças de sempre. São histórias de ler e de ouvir. de contar e recontar. Histórias onde o sonho e a fantasia dão que pensar.
Título: O Alpendre Dourado e outros contos Autor: Tatiana Tolstoi
De quem se fala:
Tatiana Tolstoi nasceu em Leninegrado em 1951, no seio de uma família de uma família de grandes tradições literárias: sobrinha neta de Tolstoi, “o Grande”, Tatiana foi, como ele, favorecida com um invulgar talento para a escrita. Um dia, cansada do seu emprego monótono numa casa editora, Tatiana começou a escrever uma série de treze contos que seriam editados sob o título O Alpendre Dourado e que bastariam para a tornar uma das escritoras mais reputadas da sua geração. Publicado em 1987, o livro teve um sucesso estrondoso, tendo-se esgotado nas livrarias de Moscovo em menos de uma hora. A sua escrita, que reflecte, uma profunda sensibilidade interior, tem sido comparada à de Tchekov e Nabokov.
Círculo de leitores, 221 p.
O que se diz:
“ As personagens de Tatiana são, ao mesmo tempo, pessoas comuns e invulgares. Ela revela uma argúcia com o pormenor que é, em minha opinião, o primeiro indício do talento de um escritor.” Vitaly Vitaliev
Está dito:
"Nada acontecia. Vassily Mikhailovich não era visitado por nenhum serafim com seis asas, nem por qualquer outra criatura emplumada com ofertas de serviços sobrenaturais; não havia explosão nenhuma, dos céus não vinha voz alguma, ninguém o tentava, ninguém o levava para as alturas, ninguém o atirava ao chão. A tridimensionalidade da existência, cujo final estava cada vez mais perto, sufocava Vassily Mikhailovich. Tentava sair da linha, fazer um buraco no céu, desaparecer através da porta desenhada." O Círculo, in "Alpendre Dourado"
Título: História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar Autor: Luís Sepúlveda
De quem se fala:
Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Reside actualmente em Gijón, na Espanha, após viver entre Hamburgo e Paris. Membro activo da Unidade Popular chilena nos anos setenta, teve de abandonar o país após o golpe militar de Pinochet. Viajou e trabalhou no Brasil. Uruguai, Paraguai e Peru. Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Sepúlveda era, na altura, amigo de Chico Mendes, herói da defesa da Amazónia. Dedicou a Chico Mendes O Velho que Lia Romances de Amor, o seu maior sucesso. Perspicaz narrador de viagens e aventureiro nos confins do mundo, Sepúlveda concilia com sucesso o gosto pela descrição de lugares sugestivos e paisagens irreais com o desejo de contar histórias sobre o homem, através da sua experiência, dos seus sonhos, das suas esperanças. http://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=447#ixzz16luiVGg1
O que se diz:
Esta será, juntamente com O Velho que lia Romances de Amor, a obra de maior sucesso comercial de Luís Sepúlveda. Trata-se de um conto destinado ao público infanto-juvenil, mas que não deixa de seduzir, também, os adultos. Escrita durante o período em que o Autor e a família viviam em Hamburgo, a trama subjacente a este conto incide na vida de um gato que habita as imediações do porto da cidade e, também, na amizade entre o felino e uma gaivota que tem o azar de ser surpreendida por uma maré negra.
“Estendeu lentamente uma pata da frente, pôs de fora uma garra tão comprida como um fósforo e aproximou-a da cara de um dos provocadores” (sic). “ – Gostas? Olha que tenho mais nove! Queres experimentá-las no espinhaço? – miou com toda a calma. “Com a garra diante dos olhos, o gato engoliu cuspo antes de responder.” http://hasempreumlivro.blogspot.com/2008/08/histria-de-uma-gaivota-e-do-gato-que.html
Estamos a entrar na época mágica do Natal. E as férias estão a chegar. Para te aqueceres nos dias chuvosos de Inverno e viajares de maneira diferente. Que tal uns livrinhos para te aconchegar e fazerem sonhar?
Título: Os óculos do Pai Natal Autor: Alice Cardoso
O Pai Natal sentou-se na sua cadeira de baloiço, disposto a ler as cartas de todas as crianças do mundo. Para as compreender precisava dos óculos tradutores. Procurou-os no bolso e ficou preocupado quando se apercebeu de que os tinha Perdido. E agora? Como poderá o Pai Natal saber quais os presentes que cada criança gostaria de receber? Para crianças dos 5 aos 8 anos
Título: Um milagre de Natal
Autor: António Torrado
Tudo aconteceu numa noite mágica dos fins de Dezembro… Imaginem um cãozinho perdido. Imaginem a balbúrdia das ruas cheias de gente, na roda-viva das últimas compras. O que vai ser do cãozinho? Quem lhe acode? Para crianças dos 7 aos 10 anos
Título: As Renas do Pai Natal Autor: Moe Price
Desde sempre o Pai Natal e as suas renas encheram o céu de Natal com o som mágico de campainhas de trenó a tilintar. Mas, há muitos, muitos anos, o Pai Natal fazia a viagem a pé. E, cada ano, com mais casas para visitar, receava não ser capaz de entregar os presentes todos. A tradicional distribuição dos presentes corria o perigo de desaparecer, até que, os gnomos do Pai Natal inventaram um plano especial, um trenó voador… Mas quem o puxaria? Para crianças dos 6 aos 10 anos