quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

As nossas sugestões..comboios

Este mês sugerimos-lhe a leitura de um livro em que o comboio esteja em destaque:
Ruth recebe do pai, um milionário americano, uma extraordinária jóia que encerra “um rasto de tragédia e violência”. Embora seja avisada de que não deve transportá-la para fora do país, Ruth decide levá-la consigo quando parte para Nice a bordo do famoso Comboio Azul. A notícia do seu assassinato será para todos um imenso choque… e mais um desafio para Hercule Poirot.

Akhila é uma mulher de quarente e cinco anos, solteira, empregada nas Finanças, a quem nunca foi permitido viver a sua própria vida; foi sempre a filha, a irmã, a tia, o sustento. Até ao dia em que compra um bilhete de ida para a cidade de Kanyakumari, à beira-mar, heroicamente só pela primeira vez na vida e decidida a libertar-se de tudo o que lhe foi imposto. Na atmosfera íntima da carruagem para mulheres, Akhila penetra nos momentos mais privados das suas vidas, procurando neles a solução para a pergunta que a acompanha desde sempre : poderá uma mulher ficar solteira e ser feliz, ou será que precisa de um homem para se sentir completa?

Homenagem a um comboio que já não existe, mas que continua a viajar na memória dos homens e mulheres da Patagónia, estes «apontamentos de viagem» - como lhes chamou Luis Sepúlveda - tornaram-se um dos livros de referência do grande autor chileno. Desde os seus primeiros passos na militância política, que o levaram à prisão e depois ao exílio em diferentes países da América do Sul, até ao reencontro feliz, anos depois, com a Patagónia e a Terra do Fogo, é uma longa viagem (e uma longa memória) aquela que Luis Sepúlveda nos propõe neste seu livro. Ao longo dele, confrontamo-nos com uma extensa galeria de personagens inesquecíveis e com um conjunto de histórias magníficas, daquelas que só um grande escritor é capaz de arrancar aos labirintos da vida.

Uma viagem que se inicia na Cidade do Cabo e que Theroux, passando por Angola, queria que acabasse no Norte de África. Porém, após visitar Angola, o incansável viajante decide interromper o seu caminho ascendente. As experiências-limite por que passou, a deceção com a decadência, a colonização pelo materialismo ocidental, a omnipresença da corrupção e a perda da comunhão dos povos com a natureza terão feito desta a última viagem de Theroux ao Continente Negro. Angola sai maltratada deste livro, assim como muitas figuras de proa de organizações humanitárias que operam em África.Um documento impiedoso e de gritante atualidade.

Pouco depois das doze batidas da meia-noite, um nevão obriga o Expresso do Oriente a parar. Para aquela época do ano, o luxuoso comboio estava surpreendentemente cheio de passageiros. Só que pela manhã havia, vivo, um passageiro a menos. Um homem de negócios americano jazia no seu compartimento, apunhalado até à morte. Poirot aceita o caso, aparentemente fácil, que acaba por se revelar um dos mais surpreendentes de toda a sua carreira. É que existem pistas (muitas!), existem suspeitos (muitos!), sendo que todos eles estão circunscritos ao universo dos passageiros da carruagem. Para ajudar às investigações, o morto é reconhecido como sendo o autor de um dos crimes mais hediondos do século. Com a tensão a aumentar perigosamente, Poirot acaba por esclarecer o caso…de uma maneira a todos os títulos surpreendente!

Mano Majra é uma povoação numa zona remota de fronteira, onde sikhs e muçulmanos viveram juntos e em paz ao longo de séculos. Mas tudo muda quando um dia, no fim do Verão, aparece o "comboio fantasma". A sua carga silenciosa anuncia um período de sombras e de discórdia e traz consigo a ameaça da guerra à tranquilidade idílica da aldeia. A semente do ódio está lançada e Mano Majra não será mais a mesma. No entanto, é neste cenário ameaçador que irrompe na aldeia o namoro entre Jugga, um jovem sikh que passa a vida a entrar e sair da prisão local e de Nooran, a filha do mullah. Uma história de amor impossível que transcende tudo e todos, um «Romeu e Julieta» indiano.  Neste livro, que lançou o seu nome a nível internacional, Khushwant Singh serve-se da sua brilhante prosa para denunciar um dos mais esquecidos e sangrentos episódios da história da humanidade: o fim do colonialismo inglês na Índia e criação do novo estado do Paquistão. Uma história brutal com repercussões que duram ainda nos dias de hoje.



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Ano Novo Vida Nova As nossas sugestões

Ella Woodward tinha 19 anos e estava a passar o verão em Paris, quando foi atacada por uma febre altíssima, tinha hemorragias, visão turva… Eram os primeiros sintomas de uma doença raríssima, que a deixou presa à cama meses a fio. A sofrer dores terríveis, sem energia, foi medicada sem sucesso – nem os esteróides resultavam. Gulosa desde criança, viciada em açúcar, decidiu cortar com a carne, os doces, o glúten e os produtos lácteos, numa cura de desintoxicação. Começou logo a sentir-se melhor. Mas como andava cada vez mais farta de pratos desenxabidos, decidiu criar as suas próprias receitas saudáveis, e partilhá-las num blogue, Deliciously Ella. Para seu grande espanto, Ella, que nunca tinha cozinhado na vida, tornou-se um caso de popularidade, com mais de dois milhões de seguidores mensais. O segredo? Pratos supersaudáveis, absolutamente deliciosos e tão fáceis de fazer que às vezes dar um jantar sofisticadíssimo até parece batota – fica tudo pronto entre 10 a 30 minutos e com ingredientes que encontra na maior parte dos supermercados. Hoje, Ella Woodward é uma estrela global, e o seu livro de estreia, "As Delícias de Ella", vendeu mais 30 mil exemplares logo na primeira semana, e permanece desde então nos tops de vendas. Reúne 120 receitas (do guacamole ao brownie de batata doce), e todas as dicas que um iniciado precisa para se tornar um Chef de mão cheia.
Quer transformar a sua casa num autêntico jardim comestível? Não importa onde viva ou quanto espaço tenha: alfaces na varanda, tomates no terraço, abóboras em vasos e morangos no pátio das traseiras, onde haja um pouco de espaço, luz - e vontade! -, pode haver uma horta. Hoje em dia, as propriedades e os benefícios da horticultura são mais que reconhecidos e multiplicam-se à nossa volta as hortas urbanas, familiares, coletivas e escolares. O cultivo ecológico de alimentos está a espalhar-se como… um pé de hortelã! Afinal, ter uma horta representa a possibilidade de contemplar os ritmos da natureza, de relaxar, de se divertir e ainda por cima comer alimentos mais saudáveis, frescos… e baratos! E você, já começou a semear a sua felicidade?
Quem pratica ioga mantém-se saudável, é mais flexível, possui mais vitalidade e vive duma forma mais equilibrada e tranquila. Isto é tão válido na nossa sociedade actual (aproximadamente 5000 anos depois do nascimento do ioga) como o foi no seu tempo, na Índia. A autora resgata a sabedoria ancestral do ioga, complementando-a com os conhecimentos modernos procedentes da escola das costas e das técnicas fisioterapêuticas ocidentais. Para além dos exercícios dedicados ao corpo, o caminho interior do ioga também tem lugar nesta obra: exercícios de relaxamento, de respiração (pranayamas) e meditação ajudam a mente a descansar e a concentrar-se mais facilmente.
Quer queiramos quer não, fotografar já não é o que era. De facto, a fotografia digital revolucionou por completo todo o processo de composição e de tratamento da imagem, que pode agora ser recriada, corrigida ou até simplesmente ignorada assim que acabamos de premir o obturador. Ciente das potencialidades infinitas actualmente ao alcance de profissionais e de amadores, Michael Freeman, fotógrafo e escritor de renome internacional, ensina-o, no presente livro, a trabalhar com as novas ferramentas de edição de imagem, revelando-lhe também todos os seus segredos. Para o autor, porém, a fotografia, para além de poder ser um mero documento, é sobretudo uma expressão da criatividade humana e o bom fotógrafo necessariamente um artista. Nesse sentido, Freeman convida-o a redescobrir um sem-número de técnicas tradicionais relativas à composição, enquadramento, equilíbrio e ritmo das imagens, bem como à sua profundidade, textura, contraste e perspectiva. Em suma, através de uma profusão de ilustrações deslumbrantes e da sua prosa rigorosa e acessível, Michael Freeman propõe-se empreender uma autêntica educação do olhar, lançando-lhe ao mesmo tempo um desafio fascinante: o de deixar a sua marca criativa em cada fotografia revelada.
Uma atitude positiva perante a vida e um mundo mais autêntico e profundo. Este é um livro de pequenos grandes textos intimistas e de atitude positiva. A escrita impressionista de Laurinda Alves tem o condão de nos inspirar e guiar pelos caminhos da vida. Sem impor nada mas apenas sugerindo ideias ou sublinhando palavras e gestos, a autora mostra um mundo mais autêntico e mais profundo. Um mundo onde apetece viver.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

As nossas sugestões..branco

Este mês sugerimos-lhe a leitura de um livro de capa branca:

História do rei transparente
Sob uma pele de ferro, o coração de Leola palpita por aventura, e a sua coragem leva-a numa turbulenta viagem rumo à liberdade. Num tumultuoso século XII, Leola, uma camponesa adolescente, despe um guerreiro morto num campo de batalha e veste as suas roupas para se proteger sob um disfarce viril. Assim começa o vertiginoso e emocionante relato da sua vida, uma peripécia existencial que não é apenas de Leola mas também nossa, porque este romance de aventuras com ingredientes de fantástico fala-nos, na verdade, do mundo atual e do que todos nós somos. A História do Rei Transparente é uma insólita viagem a uma Idade Média desconhecida, relatada de uma forma tão vívida que quase se consegue sentir na pele, uma fábula que comove pela sua grandeza épica.

Leo Gursky tenta sobreviver mais algum tempo, batendo no radiador todas as noites para dar a saber ao seu vizinho de cima que ainda está vivo e fazendo recair sobre si as atenções ao balcão do Starbucks do bairro. Mas a vida nem sempre foi assim: há sessenta anos, na aldeia polaca onde nasceu, Leo apaixonou-se e escreveu um livro. E, embora não o saiba, esse livro também sobreviveu: atravessou oceanos e gerações, e mudou vidas. Alma tem catorze anos e foi assim baptizada em honra de uma personagem desse livro. Passa a vida a vigiar Bird, o seu irmão mais novo (que acredita poder ser o Messias) e a tomar notas num caderno intitulado Como Sobreviver na Selva - Volume III. Mas no dia em que uma misteriosa carta lhe chega pelo correio começa uma aventura para descobrir a sua homónima e salvar a família. Neste seu extraordinário novo romance, Nicole Krauss criou algumas das personagens mais memoráveis e tocantes da ficção recente numa história transbordante de imaginação, humor e paixão.

A obra-prima do maior escritor de culto da atualidade. Toru Okada, um jovem japonês que vive na mais completa normalidade, vê a sua vida transformada após o telefonema anónimo de uma mulher. Começam a aparecer personagens cada vez mais estranhas em seu redor e o real vai degradando-se até se transformar em algo fantasmagórico. A perceção do mundo torna-se mágica, os sonhos invadem a realidade e, pouco a pouco, Toru sente-se impelido a resolver os conflitos que carregou durante toda a sua vida. Este livro conta com uma galeria de personagens tão surpreendentes como profundamente autênticas e, quase por magia, o mundo quotidiano do Japão moderno aparece-nos como algo estranhamente familiar.

Uma noite, ao explorar a biblioteca do pai, uma jovem mulher encontra um livro antigo e um maço de cartas amareladas. As cartas começam todas por «Meu caro e desventurado sucessor…» e fazem-na mergulhar num mundo com que ela nunca tinha sonhado - um labirinto onde os segredos do passado do pai e do misterioso destino da mãe se ligam a um mal inconcebível escondido nas profundezas da história. As cartas abrem caminho para um dos poderes mais perversos que a humanidade já conheceu - e para uma busca que dura há séculos para encontrar a origem dessa perversidade e extingui-la. É uma busca da verdade sobre Vlad o Empalador, o governante medieval cujo bárbaro reinado esteve na base da lenda do Drácula. Gerações de historiadores arriscaram a reputação, a saúde mental e mesmo a vida para saber a verdade sobre Vlad o Empalador e Drácula. Agora, a jovem decide empreender por sua vez essa busca para seguir o pai numa perseguição que quase o destruiu quando ainda era um novo e entusiasta académico e a mãe ainda estava viva.

Mais um testemunho do incomparável estilo e qualidade de Philip Roth! Em "O Fantasma Sai de Cena", Roth volta aos temas da velhice e da proximidade da morte, tratados em "O Animal Agonizante" e "Homem Comum". Como Rip Van Winkle, que regressa à sua cidade natal e encontra tudo mudado, Nathan Zuckerman volta a Nova Iorque, a cidade que abandonou há onze anos. Sozinho na sua montanha da Nova Inglaterra, Nathan Zuckerman foi exclusivamente escritor: sem vozes, sem jornais nem televisão sem ameaças terroristas, sem mulheres, sem notícias, sem outras ocupações que não fossem trabalhar e enfrentar a velhice. Percorrendo as ruas como uma alma penada, depressa estabelece três relações que fazem explodir a sua solidão tão cuidadosamente protegida. Uma é com um jovem casal com o qual, num momento irreflectido, se propõe fazer uma permuta de casas. Eles trocarão a Manhattan do pós 11 de Setembro pelo seu refúgio no interior e ele regressará à vida urbana. Mas a partir do momento em que os conhece, Zuckerman quer também trocar a sua solidão pelo desafio erótico da jovem mulher, Jamie, que o atrai a ponto de o fazer voltar a tudo quanto pensava ter deixado para trás: a intimidade, o jogo vibrante do coração e do corpo. A segunda relação é com uma figura da juventude de Zuckerman, Amy Bellette, companheira e musa do primeiro herói literário de Zuckerman, E.I. Lonoff. Outrora irresistível, Amy é agora uma velha minada pela doença, guardiã da memória desse escritor americano de nobre austeridade que apontou a Nathan o caminho solitário para uma vocação de escritor. A terceira relação é com o aspirante a biógrafo de Lonoff, um jovem mastim literário, pronto a fazer e dizer praticamente tudo o que for preciso para chegar ao «grande segredo»de Lonoff. Subitamente envolvido, como nunca desejou ou tencionou voltar a estar, com o amor, a dor, o desejo e o ressentimento, Zuckerman representa um drama interior de possibilidades estimulantes e irresistíveis

Paul Roberts examinou, minuciosamente, a atual economia alimentar e descobriu que o sistema que deveria garantir a nossa necessidade mais básica está a falhar. Numa narrativa viva e rigorosamente fundamentada, Roberts revela uma alarmante realidade económica nos bastidores da alimentação moderna e demonstra como o sistema de produzir e comercializar aquilo que comemos é cada vez menos compatível com os biliões de consumidores que deveria satisfazer. Sobressai uma inquietante realidade: o aumento da produção em larga escala está a atingir o ponto de rutura, está a criar novos riscos de surtos de doenças transportadas nos alimentos, como a gripe das aves; a qualidade nutricional é cada vez menor, a prática de uma agricultura com utilização intensiva de produtos químicos compromete os solos e a água de uma forma irreversível. Enquanto um bilião de pessoas no mundo tem peso a mais, outras tantas - uma em cada sete - não tem o suficiente para comer. Com um espectro incisivo e muito atual, "O Fim da Comida" apresenta uma perspectiva crua e dura do futuro. É um apelo à tomada de decisões cruciais que nos permitam sobreviver ao fim do modelo de produção alimentar que conhecemos.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

As nossas sugestões...lilás, rosa e violeta

Este mês desafiamo-lo a ler um livro cuja capa seja lilás, rosa ou violeta:

Ana Karenina parece ter tudo - beleza, dinheiro, popularidade e um filho adorado. Mas sente um vazio na sua vida até ao momento em que conhece o arrebatador conde Vronsky. A relação que em breve se inicia entre ambos escandaliza a sociedade e a família, e traz no seu encalce ciúme e amargura. Em contraste com esta história de amor e autodestruição, encontramos Konstantin Levin, um homem em busca da felicidade e de um sentido para a sua vida.
Neste romance os leitores poderão ler a história de um estranho hoteleiro, do seu enigmático hotel, de uma passagem secreta e em tempos obstruída, do vício pouco ortodoxo de que o hoteleiro é vítima e cúmplice, das duas mulheres com as quais mantém relações ambíguas, da perplexidade ou inocência dos hóspedes. Mas a vida de Joaquim Heliodoro não é linear, a sua história cruza-se com arquitetura, curiosidade e pornografia, bem como com os problemas que daí derivam ou aí conduzem. Prémio Pen Club 2015.

Winston Smith é funcionário do Ministério da Verdade, onde se dedica a "corrigir" os factos históricos ao sabor das conveniências do Partido. Porque "Quem controla o passado, controla o futuro: e quem controla o presente, controla o passado", como diz o slogan partidário. Mas Winston Smith corre um grave risco, porque a sua memória ainda funciona. E ele sabe que a imagem do Estado e do Partido são uma ficção, que os cidadãos são controlados através da mentira. E a Polícia do Pensamento, que quase consegue ler a mente dos indivíduos, sabe que ele sabe. E ainda por cima Winston apaixona-se por Júlia, um amor que é proibido. Entra então para uma organização que se chama a Irmandade, para combater o Partido. No entanto, como Deus, o Grande Irmão é omnipresente e vê-nos onde quer que estejamos, sejam momentos públicos ou íntimos...

Muito mais do que um romance de amor e aventuras… Um marinheiro sem barco, desterrado do mar, conhece uma estranha mulher, que possui, talvez sem o saber, a resposta a perguntas que certos homens fazem desde há séculos. Arturo Pérez-Reverte, o autor espanhol contemporâneo mais lido no mundo inteiro, leva-nos, na companhia de Coy e Tanger, à procura do Dei Gloria, um bergantim que há mais de duzentos anos repousa nas águas profundas do Mediterrâneo. De Barcelona a Madrid, de Cadiz a Gibraltar, ao longo das costas de Cartagena, o objectivo é sempre um tesouro fabuloso, que talvez contenha a resposta a um dos grandes enigmas da história de Espanha. Nunca o mar e a História, a aventura e o mistério, se tinham combinado de um modo tão extraordinário. De Melville a Stevenson e Conrad, de Homero a Patrick O’Brian, toda a grande literatura escrita sobre o mar lateja nas páginas desta história fascinante e inesquecível, assinada por um grande autor ibérico de projeção internacional.
Vicky Rai, um playboy filho de um influente político indiano, mata a jovem Ruby num restaurante em Nova Deli apenas porque ela recusa servir-lhe uma bebida. Sete anos depois, Vicky é julgado e absolvido pelo seu crime. E decide celebrar com uma festa de arromba. Mas esta festa vai ter um final inesperado quando Vicky é encontrado… Morto.Entre os 300 glamorosos convidados, a polícia encontra seis pessoas estranhas e deslocadas naquele meio, todas elas com algo em comum. Cada um deles teve motivos mais do que suficientes para premir o gatilho. Inspirado em acontecimentos reais, o muito aguardado segundo romance de Vikas Swarup é um livro de leitura compulsiva que oferece um olhar perspicaz sobre a alma e coração da Índia contemporânea.

Maria: foi recentemente abandonada pelo seu companheiro. Raquel: deixou o seu amante, um homem casado. Elsa: vive traumatizada por uma violação. Susi: a morte do irmão deixou-a sem perspetivas. Quatro mulheres sós, sem companheiros românticos, sem filhos, longe das famílias. Através das suas histórias cruzadas, emerge o retrato de uma cidade em que toda a gente parece conhecer-se, mas onde de facto, cada ser vive no anonimato da sua identidade, e dos seus sentimentos. Com este misto de crueldade e humor que marcara os seus romances anteriores - Amor,curiosidade e dúvidas e Beatriz e os corpos celestes - a autora interroga os tradicionais papéis femininos e a sua validade neste nosso presente. Das relações entre mulheres à pseudo guerra dos sexos, Lucía Etxebarria desmonta a lógica (ou a falta dela) na nossa existência urbana. No fundo do túnel, há talvez uma nova forma de redenção. Mas por um preço.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Desafiio literário Outubro

Este mês desafiamo-lo a ler um livro da autoria de um Prémio Nobel e também a ler um livro de Literatura Fantástica:
O tesouro
O senhor Arne fora um dos homens mais ricos e mais respeitados da região. Contudo foi tragicamente morto juntamente comtodos os seus criados e uma sobrinha com menos de catorze anos. A velha mansão de família foiincendiada e o tesouro foi levado. A única sobrevivente foi a jovem órfã Eisalill que vivia com a sobrinha do senhor Arne mas que não se lembra do que sucedeu.
Numa pequena cidade costeira os habitantes perguntam-se o que se passa com a natureza: é quase Verão e o mar continua gelado. Três soldados, nobres escoceses, aguardam que o seu barco desencalhe para partirem com o seu misterioso baú. Um deles, um homem elegante e bem vestido, reconhece a jovem Elsalill, que trabalha na estalagem após ter escapado aos assassinos que mataram toda a sua família.

Romance feito de diversas histórias que se desenvolvem ao longo dos anos em dois cenários simultâneos - o bairro de la Mangachería, na cidade de Piura, e Santa Maria de Nieva, uma feitoria e missão religiosa perdida na Amazónia -, é na Casa Verde - espaço de tentação e sedução - que a trama atinge o seu expoente.
«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.» Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do "Dom Quixote" ou de "À Procura do Tempo Perdido" - começam estes "Cem Anos de Solidão", obra-prima da literatura comtemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo. A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.
Há séculos, quando a magia habitava Inglaterra, houve um mago que se distinguiu entre todos os outros. Chamou-se Rei Corvo, foi criado por fadas e, como nenhum outro, soube conjugar a sabedoria desses seres com a razão humana. Só que tudo se alterará a partir do momento em que um rei louco e alguns poetas mais arrojados fazem com que a Inglaterra deixe de acreditar na magia. O que acontecerá até meados do século XIX, quando o solitário Senhor Norrell, de Hurtfew Abbey, que faz andar e falar as estátuas de catedral de York, acredita que poderá ajudar o governo de Sua Majestade na guerra contra Napoleão. Já em Londres, Norrell encontrará Jonathan Strange, um jovem, rico e brilhante (mas também arrogante), que descobre por acaso que é um mago, tornando-se seu discípulo. Os feitos de ambos haverão de maravilhar a velha Inglaterra. Até ao momento, no entanto, em que a parceria, que parecia destinada ao sucesso, virará rivalidade. É que, fascinado pela figura sombria do Rei Corvo e atraído pela sua "insensata busca" por magias há muito esquecidas, Jonathan haverá de pôr em causa tudo o que Norrell mais estimava...
Ao longo de quase duzentos anos, audiências de todo o mundo vibraram com a Flauta Mágica, de Mozart. O prazer que sentiam com a música era igualado pelo fascínio exercido pela beleza e magia da história de Papageno, o homem-pássaro, pela assustadora e ameaçadora Rainha da Noite, pelo amor e aventuras do Príncipe Tamino e da Princesa Pamina que enfrentavam os tremendos testes mágicos do Tribunal da Sabedoria. Filha da Noite é uma história de amor, de coragem e de perseverança, mas é também uma viagem pela fantasia e pelo mundo dos sonhos, para além de ser uma versão diferente desta história há muito conhecida. Marion Zimmer Bradley usa a sua própria magia para dar às personagens eternas uma nova vida na página impressa. Tudo aquilo que tivera de ser comprimido no formato da ópera e do palco, pode agora expandir-se. E é ao som da melodia dos sonhos, dos arquétipos e da fantasia que, de palavra em palavra, as personagens encontram finalmente toda a sua plenitude e os grandes testes assumem o brilho mágico que só poderia ser conferido por uma mestra da fantasia moderna como é Marion Zimmer Bradley.

Quando Dorothy triunfou sobre a Bruxa Má do Oeste no clássico O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum, apenas conhecemos a sua versão da história. Mas, afinal, quem era esta misteriosa Bruxa? De onde veio? Como se tornou tão malvada? E qual é, então, a natureza do mal?
A Bruxa de Oz conta a história de Elphaba, uma menina de pele verde, insegura, rejeitada tanto pela mãe como pelo pai, um pastor reaccionário. Na escola ela também é desprezada pela sua colega de quarto Glinda, a Fada Boa do Norte, que só quer saber de coisas fúteis: dinheiro, roupas, jóias. Neste contexto, ela descobre que vive num regime opressor, corrupto e responsável pela ruína económica do povo. Elphaba decide, então, lutar contra este poder totalitário, tornando-se na Bruxa Má do Oeste, uma criatura inteligente, susceptível e incompreendida que desafia todas as noções preconcebidas sobre a natureza do bem e do mal.
Gregory Maguire cria um mundo de fantasia tão fértil e vívido que Oz nunca mais será o mesmo.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

As nossas sugestões...azul

As nossas sugestões: leia um livro cuja capa seja azul
A professora Mann é uma mulher de trinta e tal anos que vive sozinha com os seus dois filhos, ensina Geografia num liceu nocturno e está divorciada de um homem que vive num país turbulento - Israel. Mais dos que sentir ou pensar, prefere observar o mundo na qualidade de testemunha, fragmentando-o em detalhes de maneira incisiva, implacáve, muitas vezes mordaz. Viajante impenitente - como o fora anos antes, de mochila às costas, percorrendo o mundo sozinha, vivendo a espontaneidade, o exotismo, deitando-se com desconhecidos-, escreve a sua passagem pela vida «como se tudo se tratasse  de uma longa viagem que há que registar» repleta de aventuras, juventude, amor e sexo, acidentes e atentados. O passado e o presente, e o mundo exterior e o interior, interagem e dão lugar a uma grande imprevibilidade. A passageira é um romance diferente e cativante. Num registo coloquial, a autora mostra uma realidade em que o quotidiano é permanentemente comovido pelo insólito, pela diferença, levando-nos por caminhos pouco trilhados, no termo dos quais há sempre uma reviravolta que surpreende o leitor, confundindo-o e sugerindo um novo rumo para a imaginação.
O enredo da bolsa e da vida, o mais recente romance de Eduardo Mendoza, protagonizado pelo célebre detetive louco d’O mistério da cripta assombrada e O labirinto das azeitonas, é uma sátira genial sobre a Europa contemporânea. O detetive sem nome regressa à ação em tempos de crise e, ajudado por uma trupe improvável, que inclui uma acordeonista de rua, um africano albino e um vigarista, entre outros, é chamado a impedir um ataque terrorista envolvendo Angela Merkel.
Um livro muito bem escrito sobre três figuras importantes: Kafka, Pessoa e Borges. Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de Nova Iorque a um rapaz misantropo que chega a Lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros. Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo. Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance – três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar. Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles. Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, "No Meu Peito não Cabem Pássaros" é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Desafio Literário Setembro

Este mês desafiamo-lo a ler um livro que se possa ler num só dia ou um livro com mais de 500 páginas:
Uma corveta inglesa parte para terras de Espanha. O objetivo em tempo de guerra peninsular, é concluir uma missão secreta nas Astúrias. A bordo vai o jovem oficial Edgar Burne que faz amizade com o marinheiro Cuba Tom. Cabe aos dois a missão de penetrar por terras de Espanha, numa região montanhosa, e contactar um líder rebelde local. Mas o acaso separa-os e Burne vai ter a uma estranha estalagem. Lá dentro encontram-se duas velhas de rostos medonhos e uma bela jovem morena. Convidam.no a pernoitar. Mas Burne não consegue pregar olho, e ainda mais, parece-lhe ouvir a voz de Cuba Tom, além-túmulo, que lhe diz: "Abra bem os olhos".
Charles John Huffam Dickens, nascido em Portsmouth em 1812, é o mais popular romancista inglês da era vitoriana e um dos mais populares de sempre. Começando a trabalhar aos doze anos, as difíceis e muitas vezes cruéis condições de trabalho que encontrou deixariam uma marca indelével. Apenas interrompida pela sua morte em 1870, a sua produção literária teria sempre como tema central a miséria das classes trabalhadoras e a necessidade de reformas sociais.
Considerada uma das obras mais conhecidas de Henry James, o autor criou uma das suas mais encantadoras heroínas - honesta, moderna, liberal, coquete - e posiciona-a numa sociedade que a contempla com horror.
«Daisy Miller» representa a terna América que é destroçada pelo severo julgamento da aristocracia europeia. Winterbourne, o protagonista masculino é, por outro lado, uma outra face da América, dessa América que ainda não se libertou, que destrói os seus melhores filhos em nome de um puritanismo feroz. Mas qualquer coisa fica desse confronto, qualquer coisa que esbate os antagonismos e que ao mesmo tempo se universaliza porque todas as jovens, todas as mulheres, e até homens, são, afinal, Daisy.

O amor turbulento de Oliveira e da «Maga», os amigos do Clube da Serpente, as caminhadas por Paris em busca do Céu e do Inferno, têm o seu outro lado na aventura simétrica de Oliveira, Talita e Traveler, numa Buenos Aires refém da memória. A publicação de «O jogo do mundo» (Rayuela) em 1963 foi uma verdadeira revolução no romance mundial: pela primeira vez, um escritor levava até às últimas consequências a vontade de transgredir a ordem tradicional de uma história e a linguagem usada para a contar. O resultado é este livro único, cheio de humor, de risco e de uma originalidade sem precedentes. Considerado o romance que melhor retrata as inquietudes e melhor resume o Século XX na visão latino-americana do mundo, desde a sua publicação, gerações de escritores são, de uma maneira ou de outra, devedoras de «O jogo do mundo».
Inglaterra, década de 1520. Henrique VIII está no trono, mas não tem herdeiros. O cardeal Wolsey é o conselheiro do rei encarregue de obter o divórcio que o papa recusa conceder. Neste ambiente de desconfiança e necessidade aparece Thomas Cromwell, primeiro como secretário de Wolsey, e depois como seu sucessor. Cromwell é um homem muito original: filho de um ferreiro bruto, é um génio da política, um subornador, um galanteador, um arrivista, um homem com uma habilidade incrível para manipular pessoas e aproveitar ocasiões. Implacável na procura dos seus próprios interesses, Cromwell é tão ambicioso nos seus objectivos políticos como nos seus objectivos pessoais. O seu plano de reformas é implementado perante um parlamento que apenas zela pelos seus interesses e um rei que flutua entre paixões românticas e fúrias brutais. De uma das melhores escritoras contemporâneas, Wolf Hall explora a intersecção de psicologia individual com objectivos políticos. Com uma grande variedade de personagens e uma rica sucessão de incidentes, recua na história para nos mostrar a Inglaterra dos Tudor como uma sociedade em formação, que se molda a si própria com grande paixão, sofrimento e coragem.

2666
O que liga quatro germanistas europeus (unidos pela paixão física e pela paixão intelectual pela obra de Benno von Archimboldi) ao repórter afro-americano Oscar Fate, que viaja até ao México para fazer a cobertura de um combate de boxe? O que liga este último a Amalfitano, um professor de filosofia, melancólico e meio louco, que se instala com a filha, Rosa, na cidade fronteiriça de Santa Teresa? O que liga o forasteiro chileno à série de homicídios de contornos macabros que vitimam centenas de mulheres no deserto de Sonora? E o que liga Benno von Archimboldi, o secreto e misterioso escritor alemão do pós-guerra, a essas mulheres barbaramente violadas e assassinadas? 2666. Para se ler sem rede, como num sonho em que percorremos um caminho que nos poderá levar a todos os lugares possíveis.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Desafios literários Agosto


Este mês desafiamo-lo a ler um livro que relate uma viagem interior ou exterior:

Em Abril de 1992, Christopher McCandless abandona um futuro promissor, a civilização, a sua própria identidade, doa os 25 mil dólares que constam do seu saldo bancário para fins de caridade e parte em busca de uma esperiência genuína que transcenda o materialismo do quotidiano. Rendido ao apelo ancestral e romântico da vastidão selvagem do longínquo Oeste americano, este jovem enigmático inventa para si mesmo uma nova vida e, sem o saber, dá início a uma nova aventura que mais tarde viria a encher as páginas dos jornais.

História mágica ou filosófica, romance histórico ou de formação, narrativa sobre o tempo ou viagem interior de um jovem alemão honrado e ávido de experiências, este romance envolve e enreda o leitor em teias mágicas que não mais o libertarão, entre a sátira e a seriedade, o humor e a ironia, a luz e o niilismo, numa sinfonia contra-pontística em que liberalismo e conservadorismo, decadência e sublimação, doença e saúde, espírito e natureza, morte e vida, honra e volúpia se sucedem num torvelinho que só a Primeira Guerra Mundial conseguirá dissipar. Quando as fundações da Terra e da montanha mágica começam a tremer, quando o mundo hermético feito de tédio, torpor e exasperação começa a abalar, por acção do trovão e do enxofre, das baionetas e dos canhões, é que o arganaz adormecido esfrega os olhos e começa a endireitar-se, saindo da sua tenaz hibernação, expulso do seu reino e dos seus sonhos, salvo e liberto, depois de quebrado tão longo e mágico encanto.

Islândia, século XIX: uma terra em que as forças da natureza, primordiais e misteriosas, ainda não estão inteiramente domadas pelo Homem. Ásmundur, jovem juiz e poeta, protagonista deste romance (inspirado numa figura histórica real), é chamado a julgar o seu primeiro processo, um desolador caso de incesto e infanticídio perpetrado por dois jovens irmãos denunciados pelos seus vizinhos camponeses. Será Ásmundur a ter de decidir se os dois irmãos são culpados. A sua viagem em direcção ao lugar do delito, no interior remoto do país, é uma odisseia através das origens de uma nação em que a natureza, os mitos e as sagas se contrapõem à sociedade racional e moderna que o homem quer construir. À medida que a história que opõe os irmãos aos seus vizinhos (um caso verídico descrito nos anais judiciais da Islândia) se vai desvelando, as firmes convicções do jovem juiz vão mudando a pouco e pouco. A prosa de Thor Vilhjálmsson é magistral em urdir subtilmente os diversos registos da narrativa (judiciário, político, religioso, onírico, lírico), fazendo deste livro uma obra-prima incontestável da literatura europeia contemporânea.


Uma viagem que se inicia na Cidade do Cabo e que Theroux, passando por Angola, queria que acabasse no Norte de África. Porém, após visitar Angola, o incansável viajante decide interromper o seu caminho ascendente. As experiências-limite por que passou, a dececção com a decadência, a colonização pelo materialismo ocidental, a omnipresença da corrupção e a perda da comunhão dos povos com a natureza terão feito desta a última viagem de Theroux ao Continente Negro. Angola sai maltratada deste livro, assim como muitas figuras de proa de organizações humanitárias que operam em África. Um documento impiedoso e gritante de atualidade.

A remota Patagónia, uma terra «no fim do mundo» é habitada por figuras errantes e exiladas, da gaúchos a foragidos, de mineiros peculiares aos índios da Terra do Fogo. Fascinado por este sítio desde a infância, o autor atravessa toda a região, desde Rio Negro até Ushuaia, a cidade no extremo sul, captando o espírito da terra, da sua história e da sua gente, e conferindo-lhe uma expressão poética e intensa. Num escrita prodigiosa, plena de descrições maravilhosas e histórias intrigantes, Na Patagónia narra as viagens de Chatwin por um lugar remoto contando histórias fascinantes que o vão atrasando no seu caminho.

«Agatha Christie escreveu quase cem livros, mas só um assinado Agatha Christie Mallowan: "Come, Tell Me How You Live", título da edição original deste livro. É "uma memória arqueológica" dos anos 30 nas escavações do marido, Max Mallowan. Os editores não gostaram. Não havia trama nem crime. Era como mostrar o álbum de férias a estranhos. O que é que os leitores dela tinham a ver com aquilo? Quase tão lida quanto a Bíblia, Mrs Mallowan não puxou dos galões. Disse que o livro era «uma frivolidade», como se falasse de um par de sapatos. Foi um sucesso, claro, e mais de sessenta anos depois continua em edição de bolso e politicamente incorrecto - vários turcos e pelo menos um árabe "sub-humano" saem daqui para a glória. Mas de ninguém a autora ri como de si própria, ansiosa, voluntariosa e volumosa.» Alexandra Lucas Coelho, «Prefácio».


sábado, 22 de julho de 2017

As nossas sugestões... Mestres do crime

As nossas sugestões...Mestres do crime:

segunda-feira, 10 de julho de 2017

As nossas sugestões...laranja

As nossas sugestões: leia um livro cuja capa seja laranja

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Desafio literários Julho

Em Julho, dia 4, comemora -se o dia da independência dos EUA, por isso desafiamo-lo a ler um livro passado nesse país. E como em Julho a temperatura aumenta lançamos também o desafio de mergulhar na leitura de um livro que tenha como cenário o mar, o rio ou uma piscina:
Saias

segunda-feira, 26 de junho de 2017

As sugestões de... Cláudia Saltão

Livros

Fimes & séries

segunda-feira, 5 de junho de 2017

As nossas suguestões...amarelo

Este mês desafiamo-lo a ler um livro com a capa amarela:

Táxi

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Desafios Literários Junho

Em Junho comemoramos o Dia Mundial da Criança e o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, por isso desafiamo-lo a ler um livro infantil e um livro de um autor português:

Perto

quinta-feira, 11 de maio de 2017

As nossas sugestões...verde


Este mês sugerimos-lhe a leitura de um livro cuja capa seja verde: