quarta-feira, 30 de abril de 2008

2 0 0 8 »»» UM FESTIVAL PINA BAUSCH

IN CENTRO CULTURAL DE BELÉM
& TEATRO SÃO LUIZ
»» De 02 A 09 De Maio De 2008««















A ideia de um festival Pina Bausch em Lisboa, em 2008, no Teatro São Luiz e no Centro Cultural de Belém, parte do exclusivo interesse das direcções artísticas destas duas instituições. Com efeito, 1994 e 1998 são duas datas relevantes para que se possa agora compreender a razão desta nova iniciativa, 2008 – Um Festival Pina Bausch: *1994 – Lisboa, Capital Europeia da Cultura: Jorge Salavisa, como programador da dança, traz a Lisboa as grandes obras de Pina Bausch, entre elas A Sagração da Primavera, Café Müller, Kontakthof, Viktor e 1980. *1998 – EXPO 98, Festival dos 100 Dias: António Mega Ferreira convida Pina Bausch para uma residência artística que culmina com a criação de uma peça de sua autoria sobre Lisboa, Masurca Fogo.

É assim que se volta a sentir a necessidade de dar continuidade a iniciativas, que, a seu tempo, marcaram Lisboa como paragem e fonte de inspiração obrigatória na obra artística de Pina Bausch. Este será um festival diferente. Durante uma semana, Pina Bausch e a sua companhia vão estar presentes quase em simultâneo nos dois teatros e em contacto muito directo com o público. Vamos ter os famosos bailarinos da companhia a falar sobre as suas participações nas obras e filmes de Pina Bausch e a contar histórias inéditas sobre o processo criativo, vamos poder partilhar com Peter Pabst os 28 anos de criação de cenários para as peças de Pina Bausch, vamos poder ver documentários e projecções e ouvir personalidades, cujos percursos pessoais e profissionais se tenham, de alguma forma, cruzado com Pina Bausch. Vamos ainda ter exposições de fotografia.


» P R O G R A M A «
»»» CENTRO CULTURAL DE BELÉM
GRANDE AUDITÓRIO

> NEFÉS - Uma peça de Pina BauschTanztheater Wuppertal - 2 e 3 de Maio às 21H00
> MASURCA FOGO - Uma peça de Pina BauschTanztheater Wuppertal - 7, 8 e 9 de Maio às 21H00
»»» TEATRO SÃO LUIZ
SALA PRINCIPAL

> CAFÉ MÜLLER -Uma peça de Pina BauschTanztheater Wuppertal - 4 e 5 de Maio às 21H008 e 9 de Maio às 18H00 - Peça icónica em que a própria Pina Bausch é uma das intérpretes.
> PINA BAUSCH E PEDRO ALMODÓVAR (a confirmar) - 9 de Maio - Sexta-feira às 24H00
JARDIM DE INVERNO
> O LAMENTO DA IMPERATRIZ - Um filme de Pina Bausch, comentado por José Sasportes - 4 de Maio às 22H00
> LISSABON – WUPPERTAL – LISBOA - Um filme de Fernando Lopes, comentado por Fernando Lopes, Maria João Seixas e António Mega Ferreira6 de Maio às 22H00
> A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA - Um filme de Pina Bausch, comentado por Olga Roriz e Rui Horta - 7 de Maio às 22H00
CONVERSA COM
> DOMINIQUE MERCY, NAZARETH PANADERO E LUÍSA TAVEIRA - 5 de Maio às 22H00
> PETER PABST 28 ANOS DE CENÁRIOS PARA PINA - 8 de Maio às 22H00
** M/12
**Preçario:
CCB de 10€ a 40€; SÃO LUIZ de 15€ a 30€
**ENTRADA LIVRE para os filmes e conversas no Teatro São Luiz
**Bilhetes à venda: CCB Tel. 213 612 444 www.ccb.ptSão Luiz Tel. 213 257 650 www.ticketline.ptFNAC Bliss Worten Bulhosa Livreiros Agência Alvalade
Co-produção CCB e Teatro Municipal São Luiz

»»»PINA BAUSCH »»» Nasceu em 1940 em Solingen, Alemanha. Em 1955 iniciou os estudos de dança na Folkwang School de Essen, obtendo o diploma em 1958. Entretanto, ganha uma bolsa para prosseguir os estudos em Nova Iorque, cidade onde reside durante três anos.Em 1962 regressa à Alemanha e integra a companhia que o bailarino e coreógrafo Kurt Jooss fundara entretanto, a Folkwang-Ballett, e da qual veio a ser, entre 1969 e 1972, coreógrafa e directora artística, para além de bailarina. Em 1973 é convidada para dirigir o Tanztheater Wuppertal, cargo que ocupa até hoje. Enquanto directora e coreógrafa do Tanztheater Wuppertal cria um grande número de espectáculos que se notabilizaram em todo o mundo, como A Sagração da Primavera (1975), Cafe Muller (1978), Nelken – Cravos (1982), Masurca Fogo (1998), Água (2001), Fur die Kinder von Gestern, Heute und Morgen – Para as Crianças de Ontem, Hoje e Amanhã (2002), entre outros. {Audições Pina Bausch.pdf}

Mário de Carvalho, "um deus passeando pela brisa da tarde"

Logo à noite, mais concretamente a partir das 21H30, estará presente na Biblioteca Municipal de Oeiras o escritor Mário de Carvalho em mais uma sessão do projecto Café com Letras. O mote que servirá de horizonte para mais uma conversa com Carlos Vaz Marques é, justamente, o seu último romance "A sala magenta". Um livro que retrata um certo Portugal visto pelo olhar e memória de um homem que em tudo falha - na vida, nos amores e na profissão. Um relato sobre a paixão dos fracos. Nas palavras do próprio "trata-se de uma narrativa de humilhações, uma narrativa que é, em grande parte, sobre as relações entre homens e mulheres".
Mário de Carvalho nasceu em Lisboa. Licenciou-se em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. O seu percurso académico ficou incontornavelmente ligado à actividade política, tendo-se envolvido nas lutas estundantis que em Portugal se produziram na década de 60. Mais tarde, já durante o serviço militar, é preso também por razões políticas, tendo partido para o exílio em 1973 (França e Suécia) e regressado a Portugal após a Revolução de Abril de 1974.
Apesar do seu percurso se ter iniciado na advocacia e jornalismo, estrear-se-ia como escritor no volume antológico "Mar", editado em 1981 a que se seguiria, no ano seguinte, "Contos da Sétima Esfera". Desde então, tem mantido um ritmo de publicação e um nível de recepção crítica e pública das suas obras que o situam entre os mais importantes ficcionistas portugueses da actualidade.
Vai estar à sua espera, com a já habitual companhia e olhar de Carlos Vaz Marques, numa conversa que pretende dar a conhecer um pouco mais do homem por detrás da obra! Contamos consigo...

terça-feira, 29 de abril de 2008

Oeiras celebra Dia Mundial da Dança


Dia 29 de Abril, Oeiras celebra o Dia Mundial da Dança com a realização de dois espectáculos desempenhados por alunos da Escola da Professora Ana Manjericão. Ao palco do Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, sobem, às 10H30, “Homenagem a Walt Disney” e, às 21H30, “Labirinto do Improviso e da Criatividade”.
Os espectáculos são de entrada livre, sujeita à lotação da sala.“Homenagem a Walt Disney” é um espectáculo destinado aos mais jovens. “O Livro da Selva”, “Alice no País das Maravilhas” e “Branca de Neve” são algumas das peças bem conhecidas do público apresentadas.
Às 21H30, terá lugar “Labirinto do Improviso e da Criatividade”, com várias peças de jovens coreógrafos nacionais.
Relembramos que estes dois espectáculos inserem-se no âmbito da iniciativa “Noites de Dança / 2008”, da Câmara Municipal de Oeiras, a decorrer de 17 a 29 de Abril, no Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras.
Fonte: Site CMO

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Leonardo: O Homem Imperfeito

No âmbito do Ciclo de Conferências Leonardo da Vinci, realiza-se amanhã, pelas 18H00, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, a palestra sob o tema "Leonardo: O Homem Imperfeito" por Jorge Calado, Professor de Química no Instituto Superior Técnico - ITL.
A conferência integra o Ciclo dedicado à exposição "Leonardo da Vinci. O Génio", patente no Museu da Ciência até ao dia 22 de Junho.

Mais informação em Leonardo: O Homem Imperfeito

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Equador

Autor: Miguel Sousa Tavares


Gostei imenso. É um livro que fala sobre S. Tomé nos últimos anos de Monarquia. Está muito bem escrito, cheio de suspense até ao fim e fiquei a conhecer algo de áfrica que desconhecia.

O final triste, comoveu-me.
Aconselho a leitura e como a história é tão linda, lê-se bem e depressa, apesar de ter tantas páginas.


R.A, 48 anos, Professora

entrada n.º 0098

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

Comemora-se a 23 de Abril o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, proclamado pela Conferência Geral da UNESCO, em 1995, com o objectivo de promover uma maior consciencialização sobre a importância dos livros na nossa sociedade.
Este ano, proclamado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas como o Ano Internacional das Línguas, proporciona uma excelente oportunidade para reflectir sobre os aspectos linguísticos dos livros e sobre a particular importância da ligação entre os livros e as línguas, constituindo-se o primeiro como uma forma de expressão privilegiada.
Várias Bibliotecas Municipais comemoram este dia com actividades ligadas ao Ano Europeu do Diálogo Intercultural.
Fonte: RCBP

Madeira Magic

Compreender a ciência de uma forma viva é o propósito do Madeira Magic, um complexo turístico localizado na cidade do Funchal. Engloba três zonas dedicadas à ciência: o Auditório Darwin, onde se pode descobrir a vida de mamíferos marinhos; a Galeria Colombo, com uma exposição interactiva sobre várias áreas da ciência como a matemática, a física e a astronomia; e o Planetário Cook.

Tocar, sentir, explorar, em visitas individuais ou com os amigos, o Madeira Magic oferece novas modalidades de aprendizagem científica de forma divertida e pedagógica.

Mais informações em Madeira Magic

terça-feira, 22 de abril de 2008

Ilustrarte

Participaram na edição de 2007 da Ilustrarte – Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, 1360 ilustradores de 60 países. Portugal, França, Espanha, Itália e Irão foram os países com maior número de participantes. Outros, como os EUA e o Reino Unido, aumentaram significativamente a sua participação. Ilustradores da longínqua Nova Zelândia, nos antípodas de Portugal, enviaram trabalhos para a competição. Um jurí de grande prestígio foi responsável pela escolha do grande prémio, das menções especiais e dos 50 seleccionados para o catálogo e exposição.

Susanne Janssen (Alemanha), com uma adaptação da obra "Hansel and Grettel", dos irmãos Grimm, foi a grande vencedora desta terceira edição da Ilustrarte. Para quem não teve oportunidade de assistir à exposição no AMAC (Auditório Municipal Augusto Cabrita), no Barreiro, pode fazê-lo ainda até 23 de Abril, no Almada Fórum.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Mitos e Monstros


Luis Paulo Rebelo, Professor Associado e Sub-Director do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), foi o convidado da sessão realizada na quinta-feira 10 de Abril do Ciclo de Conversas na Aldeia Global dedicada à Ciência & Tecnologia em Oeiras.
Num ambiente de debate informal, e apesar de reconhecer que os cientistas têm alguma dificuldade em sintetizar e expor os seus trabalhos numa linguagem corrente, o investigador aceitou o desafio de comunicar e divulgar a ciência que vem desenvolvendo no Laboratório de Termodinâmica Molecular do ITQB.
Desmistificar uma área de investigação científica não é tarefa fácil e o líder de um grupo internacional de cientistas veio contar-nos como os líquidos iónicos (e existem múltiplos, de propriedades diferentes), podem ser desenhados de forma a manter determinada fase ou estado. Explica que estes sais são muito idênticos ao nosso sal de cozinha (cristalizado), diferindo deste, apenas, pelas características físicas em que se apresentam.
As possibilidades de aplicação dos sais líquidos “amigos do ambiente” têm sido estudadas num conjunto de áreas transversais, desde as potencialidades alternativas na indústria química e extractiva, ao recurso no tratamento de afluentes através da extracção de metais pesados em suspensão (como o mercúrio ou o sulfato de cobre), ou a utilizações no domínio da astronomia (face a amplitudes térmicas elevadas podem manter o seu estado físico) e da biofarmacêutica. Segundo Luís Rebelo, os cientistas possuem preocupações ecológicas, e, muito embora não existam soluções perfeitas, a adopção de processos menos poluentes é uma preocupação tida em conta e que exige normas e boas práticas laboratoriais aplicadas com bom senso.
Plymouth with a Rainbow (1825) - Joseph Mallord William Turner

A propósito da possibilidade de desenhar o liquido iónico para o fim a que se pretende foi abordada a relação entre o mundo da ciência e a arte. Neste contexto, alude ao seu mentor de doutoramento, o Prof. Jorge Calado, pessoa multifacetada que, para além de cientista (precursor no estudo da termodinâmica molecular em Portugal), é crítico cultural especializado em fotografia e ópera. Na analogia entre arte e ciência recorda uma visita à antiga Tate Gallery em Londres, a partir da qual conheceu a obra do impressionista William Turner e a semelhança encontrada entre o ponto crítico de uma substância liquida sujeita a altas pressões e as suas aguarelas e óleos criadas com o recurso a pigmentos novos produzidos pela química. Compara também as reproduções de formas cúbicas e de óptica distorcida pintadas por Vasarely (Victor) que, na sua opinião, mais não são do que a representação de cristais com defeitos.
Conclui-se, com especial ênfase, que existe uma delicadeza, subtileza e criatividade que é necessária para fazer a ponte entre arte e ciência, pois, como a ciência, a produção artística também se alimenta da curiosidade e da necessidade de inovação.
O ITQB desenvolve múltiplos projectos no domínio da Arte e da Ciência, exemplo do Programa Rede de Residências: Experimentação/Ciência/Tecnologia, uma colaboração entre a Ciência Viva e o Instituto das Artes (IA) /Ministério da Cultura. Através deste programa foi definida uma rede de entidades científicas destinada ao acolhimento de artistas, onde desenvolvem projectos artísticos de carácter experimental com base nas investigações que estão a ser levadas a cabo na altura. Recentemente a pintora e cientista Patrícia Noronha utilizou numa residência artística do ITQB, instrumentos aplicados em ciência (concretamente em microbiologia) em substituição das tradicionais telas e pincéis. Ao nível da imagem e vídeo, Anabela Costa realizou uma curta metragem no ITQB intitulada LIQST liquid state, com a qual participou no Fantasporto e irá a Cannes.
A Conversa na Aldeia Global Mitos e Monstros atingiu, uma vez mais, os seus objectivos de criar um espaço de encontro e de discussão alusivo aos projectos, investigadores e instituições de investigação e desenvolvimento (I&D) com actuação em Oeiras.
O ciclo de conversas continua a 15 de Maio com a participação de Américo Thomati, Presidente da Comissão Executiva do Taguspark – Parque de Ciência e Tecnologia. Contamos consigo!

A Consistência dos Sonhos

No final de 2007 fez-se uma promessa de ano novo. Pois a mesma é já exequível: basta lá ir. Na impossibilidade de o fazerem, podem sempre consolar a alma com estes sonhos consistentes. Boa visita!
foto aqui

sábado, 19 de abril de 2008

A Selva revisitada

Ainda que grande parte dos participantes no Grupo de Leitores já tivesse lido esta obra, a conversa não esmoreceu nem o assunto se esgotou.
Todos foram unânimes em reconhecer ao escritor o grande domínio da língua portuguesa, o realismo com que descreve os ambientes e as paisagens e a grande fluência dos diálogos.
Apesar de Ferreira de Castro ter apenas frequentado a escola primária, do que aliás se orgulhava, foi nomeado para o Prémio Nobel da Literatura em 1942 e nos anos 50 e 70 ganhou diversos prémios internacionais.
O facto da sua obra se encontrar traduzida em 24 países e ter tido edições em 15 línguas, associado ao seu percurso de vida e às suas habilitações literárias impressionaram os participantes que não exitaram em reconhecer-lhe mérito.
Temas como a emigração, a amizade, a escravatura e as relações humanas em situações extremas foram abordadas quer na perspectiva histórica, quer pela visão das experiências pessoais de cada um.
Uma das participantes trouxe para mostrar ao grupo uma 1ª edição d' A Selva (1930), ilustrada, que muito gostou de apreciar um dos primeiros exemplares disponíveis ao público.
Ficou também a sugestão de uma visita ao Museu Ferreira de Castro em Sintra para ficar a conhcer melhor o autor, o seu percurso e a sua obra.
Em 2001 Leonel Vieira assina um filme baseado n' A Selva de Ferreira de Castro. Na produção cinematográfica mais cara do cinema português, os exteriores foram filmados durante 2 semanas em plena Amazónia, trabalhou uma vasta equipa de técnicos. Contando com um elenco de actores portugueses, brasileiros e espanhóis esta produção custou 3,5 milhões de euros e segundo dados do ICAM foi o filme português mais visto em 2002, com 75.562 espectadores.
- Página do filme A Selva;
- Artigo sobre a vida quotidiana na Amazónia no perído da borracha.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Teatro de Marionetas “O Tesouro”

Amanhã, dia 19 de Abril, às 16 horas

na Biblioteca Municipal de Carnaxide

O que foi o nosso Portugal antes do 25 de Abril 1974? Esse foi um dia de grande festa e de esperança, porque o nosso povo voltou a viver em liberdade!
A liberdade é como uma flor, que temos que regar todos os dias e este espectáculo é uma gota de água. (…) A liberdade é um tesouro que pertence a todos nós e por isso temos que cuidar dele, guardando-o muito bem no fundo do coração para que ninguém o roube...

Por Mestre Filipe e as suas Marionetas


Informações e inscrições (prévias): 21 417 01 65

Crianças a partir dos 6 anos, pais, tios, avós e amigos

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Directamente da Embaixada do Brasil em Lisboa ...














Apresenta ... » » » O PRÉMIO OFF FLIP DE LITERATURA 2008

O PRÉMIO OFF FLIP DE LITERATURA foi criado em 2006 por iniciativa da OFF FLIP - Circuito Paralelo de Ideias - e este ano contempla dois géneros literários: CONTO e POESIA.

Poderão participar autores maiores de 18 anos de qualquer nacionalidade residentes no Brasil, bem como, autores de países lusófonos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste) ou, ainda, brasileiros residentes no exterior.

As inscrições serão realizadas até o dia 21 de maio de 2008. Para os dois gêneros (CONTO e POESIA) há duas categorias: CATEGORIA NACIONAL-EXTERIOR e CATEGORIA LOCAL, sendo que os autores da categoria local - residentes em Paraty - também concorrerão na primeira categoria.
Os textos devem ser inéditos e escritos em língua portuguesa. O tema é livre e cada autor poderá enviar apenas um texto por género literário, digitado em papel tamanho A4 e em apenas uma das faces do papel e com as seguintes características:
CONTO »»» Os autores deverão utilizar fonte Times New Roman tamanho 12, com espaçamento 1,5 entre as linhas e todas as margens medindo 3 cm. Os contos não poderão ultrapassar o limite de 4 (quatro) páginas.
POESIA »»» Os autores poderão utilizar qualquer tipo de fonte, diagramação e espaçamento, desde que o texto não ultrapasse o limite de 2000 caractéres (sem considerar os espaços em branco).

É obrigatório o uso de pseudónimo, que deverá constar no final do texto. Os textos inscritos na CATEGORIA NACIONAL-EXTERIOR devem ser apresentados em 4 (quatro) vias e os inscritos na CATEGORIA LOCAL devem ser apresentados em 7 (sete) vias.
Haverá uma taxa de inscrição no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) para cada género literário (CONTO e POESIA). Os autores que optarem por concorrer nos dois géneros deverão fazer a sua inscrição de forma independente, em envelopes diferentes, e fazendo separadamente o pagamento da taxa de inscrição correspondente.

Os textos deverão ser enviados num envelope grande e lacrado, identificado na frente com o nome do concurso e o género escolhido (CONTO ou POESIA). Dentro deste envelope os concorrentes deverão enviar um envelope menor, também lacrado, identificado na parte externa com o título do trabalho e o pseudónimo utilizado. O envelope menor deverá conter o original do comprovante de depósito da taxa de inscrição e uma folha com os seguintes dados: nome completo do autor e pseudónimo utilizado, título do trabalho, género literário, data de nascimento, endereço completo, e-mail e telefone para contacto; e uma breve nota biográfica. Os textos deverão ser enviados para o seguinte endereço: *PRÊMIO OFF FLIP DE LITERATURA/ BIBLIOTECA MUNICIPAL FABIO VILLABOIM /
Prédio da Antiga Cadeia s/n - Largo de Santa Rita - Centro HistóricoCEP 23970-000 - PARATY - RJ.

As inscrições serão feitas somente pelo correio e para todos os efeitos será considerada a data de postagem. O pagamento da taxa de inscrição deverá ser feito mediante depósito na conta indicada abaixo: *OFF FLIP 2008/ BANCO DO BRASIL/ Agência: 2406-6 - Parati/ Conta Corrente: 13.792-8.

Para esclarecimentos à cerca da Premeação, da Comissão julgadora, dos Resultados, dos Apoios e outras dúvidas devem remeter para: offflip@paraty.com .

Prémio "PEN/ Book of the month" para tradução de "Os Maias", de Eça de Queiroz

A tradutora norte-americana Margaret Jull Costa vai receber a 19 de Maio em Nova Iorque o prémio "PEN/Book of the month" do mês de Março, no valor de três mil dólares, atribuído à sua tradução para inglês do romance "Os Maias", de Eça de Queiroz.
Segundo o Instituto Camões, a publicação de "Os Maias" faz parte do projecto da "Dedalus Books" com Margaret Jull Costa de traduzir para inglês todos os romances de Eça de Queiroz.

O projecto iniciou-se em 1992 com a tradução de "O Mandarim" e terminará em 2012, com uma recolha de contos do escritor.

Na opinião do crítico literário norte-americano Harold Bloom, "Os Maias" é "um dos mais notáveis romances europeus do século XIX, comparável, na sua totalidade, às melhores obras dos grandes mestres russos, franceses, italianos e ingleses da prosa de ficção".

O romance, na leitura de Bloom, "revela a decadência de Portugal no seu longo declínio que iria culminar no regime fascista de Salazar do século XX" e, "mais do que isso (...) é também uma visão da `malaise` geral da Europa que acabou por provocar duas guerras mundiais e as suas consequências".

Em 1992 Margaret Jull Costa recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian de Tradução de português para inglês pela sua versão do "O Livro do Desassossego", de Bernardo Soares (heterónimo de Fernando Pessoa). Em 2000, ganhou o Prémio Weidenfeld pela tradução do romance "Todos os Nomes", de José Saramago, de quem verteu também para inglês "As Intermitências da Morte" (Death at Intervals).

Fonte: RTP

segunda-feira, 14 de abril de 2008

"Esqueço-me de mim, mas não me esqueço da selva"

A 9 de Abril de 1929 Ferreira de Castro começava a escreve "A Selva". No mesmo dia, mas 79 anos depois, o Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras reuniu-se para falar sobre a história e o autor.

Publicado em 1930, este romance de Ferreira de Castro conta as aventuras de Alberto, estudante de Direito em Portugal, obrigado a emigrar para o Brasil ao fugir das lutas pelas instauração da República. Chega a Belém do Pará em busca de um tio que o ajudasse. Acaba como seringueiro, nas margens do rio Madeira, em plena Amazónia, no seringal "Paraíso". O jovem monárquico, despreparado para a vida na selva, encontra vários problemas como resultado do trabalho semiescravo num clima inóspito e com o ambiente animal, vegetal e humano onde impera a lei do mais forte.

A história é contada de uma forma simples e realista, repleto de descrições, em que o autor aproveita para apresentar o protagonista com os elementos da fauna e da flora desconhecidos para ele.

Aproveitando a sua experiência pessoal (Ferreira de Castro emigrou sozinho para o Brasil com 12 anos), o autor apela aos ambientes selvagens, com um estilo descritivo muito realista e sensorial, especialmente brilhante nas cenas da natureza.
Por ser um romance autobiográfico e autêntico da vida do Homem esmagado pela organização sócio-económica do mundo, muito embora a ficção se entreteça em alguns episódios, este romance conheceu êxito mundial tornando-se na obra de um autor lusófono traduzida em mais países.

- Biografia do autor I, II;
- Casa-Museu Ferreira de Castro;
- Entrevista de A. Lopes de Oliveira a Ferreira de Castro.
- Centro de Estudos Ferreira de Castro.

sábado, 12 de abril de 2008

Húmus

Autor: Raul Brandão



Não consegui continuar porque era demasiado lento a desenvolver. Sou uma consumidora do meu tempo, habituei-me a outro ritmo e, literalmente, não tive paciência para ler tantos capítulos sobre as teias de aranha a engrossar nas paredes...
Se produzisse telegramas 'chamados' poemas seria mais interessante pela sumarização. A escrita é brilhante e lamento perder tantas frases geniais que me deram a ler fãs mais dedicados.
Sofia Ferraz, 34 anos, Artesã

Li parcialmente, pois o clima geral de negativismo e pessimismo da obra fez-me desinteressar.
Reconheço no entanto que o descritivo do autor é muito forte e válido.Para mim valeram especialmente os «Papéis do Gabiru» que expressam, o espírito válido da obra e merecem toda a atenção.

Francisco Gomes, 73 anos, Reformado da EDP

entrada n.º 0097

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A violência do silêncio

Duas irmãs partilham um segredo. Duas irmãs dão-nos pinceladas dos seus trajectos de vida, percursos assombrados pela confidência que só tardiamente verbalizarão. Para o leitor fica a composição final desta tela mansa e delicada, sensível e profunda que é a obra de Adriana Lisboa: Sinfonia em Branco. Desde logo tal prenuncia uma escolha certa, para discussão no seio do Grupo de Leitores. Há muito a dissertar, a imaginar, a potenciar neste enredo. E isso manifestou-se na conversa deste mês.

Da tragédia profunda que é narrada, apenas alguns sinais. Houve quem afirmasse que a violência do silêncio foi o mais marcante nesta obra. Impressiona a capacidade da autora em aflorar um tema tão incómodo e dramático sem utilizar, por uma única vez e nas duzentas e tal páginas que compõem o título, o vocábulo que lhe dá nome. Clarice e Maria Inês (as duas irmãs) são, em abono da verdade, duas realidades paralelas: porque ambas sofrem, ambas são vítimas, de formas diferentes mas pelo mesmo motivo. Se a mais velha encarna a obediente, a submissa (que acaba por ser aquela que assume de forma mais evidente as suas cicatrizes), Maria Inês tem em si a força para criar um mundo perfeito, sem nunca se sentir bem nesse papel: a sua casa branca, as suas vestes brancas, nunca lhe trarão a candura perdida.

O final é particularmente redentor. Mas, mais não se pode dizer, sob risco de levantar o véu a uma escrita que merece ser lida com olhos de ler. Aliás, outra das impressões que o Grupo de Leitores da BM Algés deixou sobre este livro é precisamente a vontade que fica em reler esta Sinfonia em Branco.

Um último apontamento: homenageando a autora – brasileira –, a Augusta brindou-nos com uma outra obra de arte, mas não literária. Culinária, isso sim: bolo de milho e coco, de comer e chorar por mais. Se a alma já estava saciada, o estômago não lhe ficou atrás. Voltamos para o próximo mês, num registo bem diferente e que pôs os participantes de pulga atrás da orelha. Vamos falar de uma Breve História dos Tractores em Ucraniano. Veremos se se incrementam estes conhecimentos agro-pecuários : - )
imagem de Sinfonia em Branco, de James Whistler aqui

Exposição Colectiva de Fotografia e de Pintura na Galeria da Fundação Marquês de Pombal

















I
naugurou a 5 de Abril o Universo pintado -musicado & fotografado: AZERUTAN {sign. natureza, escrito no dialecto do Azerutanês, 'criaccionado' para a realidade em causa} - num Colectivo de artistas: Sérgio Correia -o pintor e Sofia R. Sousa -a 'fotógrafa'.


Estará em exposição, todos os dias excepto aos domingos, no Palácio dos Aciprestes situado em Linda-a-Velha, na Galeria da F.M.P até ao dia 24 do presente mês; Sempre entre as 15 e as 18 horas.
Como surge e se apresenta AZERUTAN ... «As fotografias são deuses & as pinturas imagens e devorações, furacões de cor e forma como ainda, transcendência: sem nome...».

III Encontro Oeiras a Ler

O II Encontro Oeiras a Ler realizado em Maio do ano passado veio confirmar o lugar pioneiro das Bibliotecas Municipais de Oeiras no panorama nacional das Bibliotecas Públicas e, certamente, terá contribuído para a sua projecção internacional, nomeadamente ao nível da União Europeia.

Nos dias 29 e 30 de Maio de 2008, vamos realizar a III Edição do Encontro, que será dedicada a um tema premente para os profissionais da promoção da leitura: a leitura na juventude e o papel que as bibliotecas públicas podem desempenhar no sentido de promover hábitos de leitura nos jovens.

Uma vez mais, e porque é esse o carácter assumido dos Encontros Oeiras a Ler, trata-se de reflectir acerca dos novos papéis a desempenhar pela biblioteca pública para tornar possível e profícuo o cumprimento da sua missão, no caso concreto no que diz respeito aos públicos jovens. Para o efeito, é determinante conhecer quem são os jovens de hoje, perspectivar as grandes tendências ao nível das culturas de grupo e analisar a importância da leitura – diríamos, a centralidade da leitura - numa geração que já nasceu e vai crescendo na era da informação. Importa conhecer a forma como as bibliotecas públicas de outros países têm respondido ao desafio, para, a partir do intercâmbio de experiências, atentarmos na realidade portuguesa e prefigurar a forma como alguns modelos de intervenção podem ser aplicados ao contexto das bibliotecas públicas em Portugal.

O programa do III Encontro Oeiras a Ler está praticamente fechado.
Vamos contar este ano com alguns especialistas europeus e norte-americanos de reconhecido mérito nesta área de trabalho.

Fique atento ao nosso blog!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Workshop para Jornalistas e Comunicadores de Ciência


Actualmente, muito se fala em investigação em Células Estaminais. Mas que tipo de células são? Qual a sua origem? O que se conhece sobre estas células particulares? Qual a sua importância para as terapêuticas na saúde humana? Por que a sua investigação é eticamente controversa?
Tendo em conta o papel fundamental dos jornalistas e dos comunicadores de ciência na divulgação da informação, e sabendo das dificuldades existentes na transmissão das mensagens sobre estas temáticas, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, com o apoio do ITQB – Instituto de Tecnologia Química e Biológica, propõe-se a organizar uma acção de formação destinada aos profissionais da comunicação. O objectivo será contribuir para o esclarecimento destas temáticas com presença cada vez mais acentuada no dia-a-dia.

BIOTECNOLOGIA E SOCIEDADE
CÉLULAS ESTAMINAIS E SAÚDE HUMANA
17 Abril 2008 ▪ Oeiras – ITQB ▪ Entrada Livre
Inscrição Obrigatória até 15 de Abril de 2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

As Nossas Sugestões - Abril de 2008

Título: Zen e a arte da manutenção de motocicletas: uma averiguação de valores
Autor: Robert M. Pirsig

De quem se fala: Robert M. Pirsig nasceu a 16 de Setembro de 1928 em Minneapolis, Minnesota. Formou-se em Química, Filosofia e Jornalismo e estudou o pensamento oriental na Universidade Hindu de Benares, Índia, após ter servido no exército, na Coreia. Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas distinguiu-se também, por ter entrado para o Guinness, depois de ter sido recusado por 121 editoras – uma vez publicado vendeu 5 milhões de exemplares e foi objecto de intenso interesse, tanto da parte da crítica como do público.

O que se diz: Este livro, que já inspirou muitos milhões de pessoas desde a sua publicação em 1975, é uma travessia da América on the road, cujos protagonistas são um pai e o seu filho. No fundo, é uma odisseia pessoal, filosófica e espiritual sobre o valor da vida. Em estilo acessível, pleno de humor e apelativo, o autor encontrou na arte da manutenção da sua motocicleta uma metáfora, austera e bela, que lhe permite reconciliar razão, transcendência e humanismo. Trepidante com as contradições da existência, esta leitura que se tornou um clássico moderno, é um hino ao deslumbramento de permanecer no aqui e agora da vida. Esta edição contém uma entrevista com Pirsig, cartas e documentação sobre o livro.

Está dito: «A resposta para o conflito entre os valores humanos e as necessidades tecnológicas não está na fuga. Fugir da tecnologia é impossível. Para resolver o conflito, é preciso romper as barreiras do pensamento dualista, que impedem uma compreensão integral do que seja a tecnologia – não uma exploração da natureza, mas uma fusão entre natureza e espírito humano, numa nova criação que transcende a ambos. [...]»


Presença; 418 p.




Título: Cal
Autor: José Luís Peixoto

De quem se fala: José Luís Peixoto nasceu em 1974 (Galveias, Ponte de Sor). Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Tem publicado poesia e prosa. Recebeu o Prémio Jovens Criadores (área de literatura) nos anos 97, 98 e 2000. Em 2001, o seu romance «Nenhum Olhar» recebeu o Prémio Literário José Saramago. Está representado em diversas antologias de prosa e de poesia nacionais e estrangeiras. É colaborador de diversas publicações nacionais e estrangeiras. Em 2005, escreve as peças de teatro «Anathema» (estreada no Theatre de la Bastille, Paris) e «À Manhã» (estreado no Teatro São Luiz, Lisboa). Os seus romances estão publicados em França, Itália, Bulgária, Turquia, Finlândia, Holanda, Espanha, República Checa, Croácia, Bielo-Rússia e Brasil. Estando actualmente em preparação edições no Reino Unido, Hungria e Japão. Este seu último

O que se diz: Cal reúne textos de natureza diversa (3 poemas, 17 contos, 1 peça de teatro), ancorados num espaço rural e na vivência e memória dos mais velhos. Aqui, a experiência da duração, da continuidade, funde-se com o sonho e com a loucura, num tempo fora do tempo. Como um «fio puríssimo de luz», uma «ausência presente» atravessa os gestos e as emoções destas figuras. Em cumplicidade com a morte, a vida torna-se mais límpida, talvez mais pura. A luz, como «treva visível» - força redentora das suas personagens -, é certamente um dos fios condutores de CAL.

Está dito: «Ana sabia que a burra não valia muito dinheiro. As mãos de Ana eram velhas. Os dedos eram grossos e tinham riscos feitos pela lâmina da navalha de retalhar azeitonas. As palmas das mãos eram grossas e tinham o toque da superfície serrada de um tronco. As mãos do velho Durico eram magras e escuras. As costas das mãos, quando as estendia debaixo de um candeeiro de petróleo, eram suaves. As unhas eram certas por serem cortadas com uma navalha, à noite, quando a fogueira lhe iluminava o rosto. As palmas das mãos cheiravam a terra castanha e a fumo. As mãos de Ana passaram a corda para as mãos do velho Durico. As mãos do velho Durico pousaram duas notas nas mãos de Ana. A corda na mão do velho Durico era pesada e áspera, quando a puxava havia um movimento do corpo da burra que o seguia. Com aquela corda, puxava um corpo. As notas na mão de Ana eram muito leves, como se fossem feitas de teias de aranha, como se fossem uma camada de pó ou qualquer coisa invisível. Ana, o anjo e a cadela entraram nas ruas da vila, atravessaram-nas e, quando chegaram à estrada do monte, sabiam que havia um lugar dentro deles, o interior de uma gota de chuva, onde faltava algo que tinham perdido para sempre.»

Bertrand; 261 p.

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Título: Meia noite ou O princípio do mundo
Autor: Richard Zimler

De quem se fala: Richard Zimler (Roslyn Heights, Nova Iorque, 1956) é um escritor norte-americano naturalizado português. É formado em religião comparativa pela Universidade de Duke (1977) e mestre em Jornalimo pela Universidade de Stanford (1982). Depois de se ter formado, trabalhou durante oito anos, como jornalista, na Baía de São Francisco. Em 1990, mudou-se para o Porto, Portugal onde vive actualmente e ensina jornalismo na Universidade do Porto. Naturalizou-se português em 2002. O autor tem publicado diversos romances que têm sido bestsellers em diversos países e já ganhou diversos prémios.

O que se diz: Neste livro conta-nos a história de mais um "ramo" da família Zarco, desta vez no início do século XIX no Porto. John Zarco Stewart é ainda um menino quando se lhe é revelada a sua herança judia e os perigos que ela pode representar.
Zimler aborda mais uma vez a descriminação para com os judeus no nosso país; leva esta história também até ao outro lado do atlântico e explora a questão da escravatura de uma forma brilhante.

Está dito: «Meia-Noite andava mais ocupado do que nunca com o seu trabalho e os seus estudos com Benjamim. Na realidade, a cave do boticário tinha sido transformada numa espécie de laboratório de alquimia, alojando uma combinação entontecedora de cheiros estranhos que muitas vezes se filtravam para a nossa rua.»

Gótica; 540 p.



Título: A vida é um delírio: obra completa
Autor: Miguelanxo Prado

De quem se fala:
Argumentista, desenhador que nasce em Espanha a 1958. Estudou arquitectura e antes de se votar à BD dedicou-se à pintura e à escrita. Revelação da BD espanhola em 1988 com o seu primeiro álbum Mundo Cão, a sua carreira tem sido recheada de sucessos. Em 1993 publica o álbum Traço de Giz, que recebeu o prémio dos livreiros BD 93, o Alph-art do melhor álbum estrangeiro de Angoulême e o prémio especial do Festival de Sierre em 1994.Em 1995 estreia-se na BD infantil com a adaptação da célebre obra de Prokofiev (1936) “Pedro e o Lobo
”. Da sua versátil carreira fazem parte outras obras notáveis como Fragmentos da Enciclopédia Délfica, Stratos, Crónicas Incongruentes e Quotidiano Delirante (3 volumes), e Tangências.

O que se diz: Com um traço esplêndido, uma visão nova da perspectiva das cores e argumentos plenos de pertinentes críticas humanas, este autor galego é já um dos nomes consagrados da BD internacional, que nesta compilação fortalece o domínio de predilecção do autor no realçar das contradições humanas, da estupidez e da maldade.Prado não está longe de descrever na perfeição os obscuros sentimentos que nos invadem num momento ou noutro...Esta obra reúne, num só, os 3 livros mais aclamados e vendidos de Prado, constituídos por histórias curtas de uma sátira aos nossos hábitos quotidianos.


Está dito: «Secretária: Um tipo em asa delta chocou com uns ciclistas que iam a passear. Pouca coisa: contusões, ossos fracturados, choque, e um ou outro arranhão...mas nada de sangue.(...)/Jornalista: Quero montões de primeiros planos de tripas e sangue, porque isto vai passar à hora do jantar!!...»

Asa; 186 p.


Título:
Instituto da felicidade teórica
Autor: Orfeu B.

De quem se fala: Orfeu B. nasceu em S. Paulo, Brasil. É físico e professor universitário, com cerca de uma centena de artigos em revistas científicas especializadas. Publicou dois livros de poesia: Reminiscências de Viagem (2000) e Instituto da Felicidade Teórica (2002)

O que se diz: Um texto nunca está sozinho. Os textos deviam ter um aviso, como os comboios: cuidado, um texto pode esconder outro. E, como os comboios, os textos andam sempre ao engate - de ideias, coisas, pessoas. Os interlocutores destes contos e poesias estão nomeados: É Bashô, o das morais Zen, é Borges, o dos labirintos, é Pessoa, o do desassossego. E é a Ciência, a da quântica e a da vida, que é a mulher com quem Orfeu B., quando não faz de fingidor, casou. "Este livro é um mapa de viagens interiores – o que torna irónica, no início de cada bloco, a indicação geográfica exterior, que desagua (onde poderia ser?) no Tejo."
(Rui Zink)

Está dito: «eu quero, e tu?»
«… e como depois de eu ter navegado por tantas águas/ ficaste tu sendo o meu rio».

Alma Azul; 90 p.

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Pijama às Letras na Biblioteca Municipal de Algés

Foi uma noite especial – assim são as noites do Pijama… – mas dizemo-lo e repetimo-lo porque esteve connosco a escritora Matilde Rosa Araújo, a quem quisemos prestar homenagem neste dia do livro para a infância, que é também um dia de festa. E a Matilde guarda da infância esse olhar transparente e vivo e uma imensa ternura que transborda nos pequenos gestos e num sorriso aberto ao mundo…


Chegou ela e chegaram as crianças. E as mães, os pais e avós, os amigos. E todos receberam um colar enfeitado com as ilustrações do livro “Anjos de Pijama”, que a Matilde escreveu e a Maria Keil ilustrou. A Biblioteca estava enfeitada de meninos sonhadores, borboletas e flores, caracóis e joaninhas, pássaros, gatos e cães… No chão, nas paredes, pendurados nas escadas, personagens de um universo de luz e cor, inocência e alegria.
E foi de sorriso aberto que todos entraram para a sala de leitura para assistir à peça de teatro Histórias de Muitas Coisas. E o Sr. Olimpo, personagem principal (quase única, não fora a D. Ernestina, que não se via mas ouvia…) sabia, de facto muitas histórias e de muitas coisas mas… era tão picuinhas, tão cheio de manias que dava vontade de rir e também de o ajudar e ainda de o abanar.




Depois foi a festa do bolo. Apagaram-se as luzes, acenderam-se as velas, afinaram-se as vozes e… todos cantaram os Parabéns a Andersen e à Matilde Rosa Aráujo, pela importância da sua obra literária, que marcou e continua a marcar gerações de crianças.
E, antes de adormecer, quando já todos estavam de pijama, eis que chega uma última surpresa. A Ana Mourato veio para nos contar a história de um urso pequenino que não conseguia dormir porque tinha medo do escuro. O urso grande levou uma lanterna pequenina para o quarto do pequeno urso mas... nada. Experimentou uma lanterna média, depois uma grande lanterna. E nada… O urso pequeno não adormecia… Então, o urso grande pegou no pequeno urso e começou a contar-lhe as coisas bonitas da noite: as estrelas, os sonhos, o silêncio, a lua… e o pequeno urso adormeceu...

E, embalados pelas coisas bonitas da noite, também nós adormecemos e quando acordámos ainda tínhamos ao lado a nossa estrela dourada…


Até para o ano!

Blogosfera: um problema para as empresas ou um novo universo para as relações públicas?

A terceira edição das Conversas Unicer traz a Lisboa o antigo director de estratégia do Fórum Económico Mundial, que se realiza anualmente na cidade Suiça de Davos, Bruno Giussani, para discutir a "revolução" dos blogues e os novos desafios com que se defrontam as empresas.
No dia 10 de Abril, às 15h00, o blogger, investigador e empresário, Bruno Giussani participa numa discussão sobre os efeitos da blogosfera na comunicação das empresas. A sessão conta com a participação do editor do Público Online, António Granado, do professor de gestão Eduardo Correia, do consultor de comunicação, Luís Paixão Martins, da responsável da plataforma dos blogues do Sapo, Maria João Nogueira, e do pioneiro da blogosfera em Portugal, o jornalista Paulo Querido.
Uma conversa organizada pela Unicer e apoiada pela Fundação EDP que acontece num espaço simbólico da primeira revolução industrial - o Museu da Electricidade.
10 de Abril, quarta, 15h00
Museu da Electricidade, Lisboa
Bruno Giussani, responsável europeu das conferências TED (tecnologia, entretenimento e design, iniciadas em 1984)
António Granado, editor do Público Online
Eduardo Correia, professor de gestão
Maria João Nogueira, responsável de blogues no Sapo
Paulo Querido, jornalista
Luís Paixão Martins, consultor de comunicação

Mais informações em Conversas UNICER

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Top das Bibliotecas Municipais de Oeiras

Fique a conhecer quais os livros de ficção mais procurados nas Bibliotecas Municipais de Oeiras em JANEIRO, FEVEREIRO e MARÇO de 2008.
Este TOP tem uma actualização trimestral.

1
Título: O Segredo
Autor: Rhonda Byrne

Sinopse: A autora descobriu que a maioria das pessoas que têm ou tiveram sucesso conheciam um Grande Segredo, e dá exemplos que vão desde Einstein a Galileu Galilei. A partir dessa descoberta, ela foi procurar pessoas que actualmente conhecessem o Segredo e vivessem de acordo com ele. Falou com elas, entrevistou-as, e através do testemunho delas vai explicando no livro a “lei da atracção”: nós atraímos aquilo que queremos atrair e, se queremos atrair o sucesso, conseguimos atrair o sucesso.

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2
Título: O Sétimo selo
Autor: José Rodrigues dos Santos


Sinopse: Um cientista é assassinado na Antárctica e a Interpol contacta Tomás Noronha para decifrar um enigma com mais de mil anos, um segredo bíblico que o criminoso rabiscou numa folha e deixou ao lado do cadáver: 666. De Portugal à Sibéria, da Antárctica à Austrália, O Sétimo Selo transporta-nos numa empolgante viagem às maiores ameaças que se erguem à sobrevivência da Humanidade. Baseando-se em informação científica actualizada, José Rodrigues dos Santos volta com este emocionante romance aos grandes temas contemporâneos, numa descoberta que poderá abalar a forma como cada um de nós encara o futuro da humanidade e do nosso planeta.

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3
Título: Rio das flores
Autor: Miguel Sousa Tavares

Sinopse: Sevilha, 1915 - Vale do Paraíba, 1945: trinta anos da história do século XX correm ao longo das páginas deste romance, com cenário no Alentejo, Espanha e Brasil. Através da saga dos Ribera Flores, proprietários rurais alentejanos, somos transportados para os anos tumultuosos da primeira metade de um século marcado por ditaduras e confrontos sangrentos, onde o caminho que conduz à liberdade parece demasiado estreito e o preço a pagar demasiado alto. Entre o amor comum à terra que os viu nascer e o apelo pelo novo e desconhecido, entre os amores e desamores de uma vida e o confronto de ideias que os separam, dois irmãos seguem percursos diferentes, cada um deles buscando à sua maneira o lugar da coerência e da felicidade.



4
Título: As benevolentes
Autor: Jonathan Littell

Sinopse: As Benevolentes são as memórias de Maximilien Aue, um ex-oficial nazi, alemão de origens francesas que participa em momentos sombrios da recente história mundial: a execução dos judeus, as batalhas na frente de Estalinegrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha. Uma confissão sem arrependimento das desumanidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, que provoca uma reflexão original e desafiadora das razões que levam o homem a cometer o mal. Este romance vai buscar o título à mitologia grega – as Erínias, deusas perseguidoras, vingadoras e secretas, também conhecidas por Eumênides ou Benevolentes.


5
Título: Dália azul
Autor: Nora Roberts

Sinopse: Da autora de maior destaque da lista de best-sellers do New York Times, chega-nos o primeiro romance da nova trilogia No Jardim. No cenário de uma casa mergulhada em história e de um próspero negócio de jardinagem, três mulheres desenterram as memórias do passado e descobrem um avassalador segredo. Tentando fugir do passado, a jovem viúva Stella Rothchild, com os seus dois rapazinhos, regressa às raízes e a uma nova vida na Harper House. Aí encontra um emprego estimulante no centro de jardinagem No Jardim e sente um forte fascínio pelo paisagista Logan Kitridge. Mas alguém não está feliz com este romance incipiente... a Noiva Harper, que está disposta a fazer qualquer coisa para o destruir.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Conversas na Aldeia Global com Luis Paulo Rebelo

A globalização mudou os nosso hábitos, gostos, expectativas e está, inevitavelmente, a mudar a forma como se faz e como se vende ciência.
Neste contexto, realiza-se na próxima 5ª feira dia 10, pelas 21h30, a sessão de “Conversas na Aldeia Global” subordinada ao tema "Mitos e Monstros", com a participação de Luís Paulo Rebelo, Professor Associado e sub-director do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB).
O investigador Luís Paulo Rebelo coordena o Laboratório de Termodinâmica Molecular e, nos últimos anos, tem contribuído para o desenvolvimento de novas áreas de investigação que vão desde a concepção e utilização de novos químicos mais amigos do ambiente, passando pela manipulação de microrganismos para a produção de moléculas.
Com o estudo intitulado «A Destilação e Volatilidade dos Líquidos Iónicos», em destaque na revista de divulgação científica "Nature", provou ser possível evaporar os sais líquidos e passá-los para o estado gasoso sem que estes se degradassem, transformando-os em possíveis solventes "verdes" e não poluentes.
O ITQB, Instituto do Ministério da Agricultura que ocupa desde 2006 um edifício junto à Estação Agronómica Nacional, é a instituição de Investigação & Desenvolvimento em destaque em mais uma conversa dedicada à "Ciência & Tecnologia em Oeiras".
Contamos consigo para mais uma conversa moderada por Vasco Trigo, jornalista RTP, num diálogo que pretende dar corpo à ideia de que, afinal, é fácil abrir as fronteiras da ciência e da tecnologia se olharmos para a “Aldeia Global” como um espaço de debate onde o público tem voz e sempre um lugar reservado.
Mais informações sobre o Investigador:

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Paralelo 75

Autor: Jorge Araújo/ Pedro Sousa Pereira



Certamente com a subjectividade de 14 anos em Moçambique deu nota máxima à obra.
Mais do que um romance, chamo-lhe um relato autêntico, tão real como um documentário filmico de várias vidas ligadas a África e à história recente.
Literariamente frágil, aqui e ali, e no entanto verídico e sofrido, pelo que a par e passo nos leva a dizer "mas isto é (ou foi) assim mesmo, sem qualquer dúvida".
E chegamos ao fim do livro num interesse crescente, desejando ao concluir, que houvesse mais algo em continuação...
Francisco Gomes, 73 anos, Reformado da EDP

Gostei muito. É um livro que descreve factos reais sem extremar os acontecimentos que os constituem. O decurso de mudanças de vida; as circunstâncias em que acontecem; as doenças; as emoções; os afectos.
São descritos de uma forma natural sem arrebatamentos, embora sentida.
Até as partes supostamente mais dramáticas são descritas de modo a que o leitor as aprenda sem sobressaltos e demasiada intensidade (embora muito bem descritas), até sinta uma certa paz e serenidade.
Maria José Antunes de Almeida Gomes, 70 anos, Bancária aposentada
ver este título no catálogo da biblioteca
entrada n.º 0096

Adeus Maria!



A pequena Maria, residente na sala infantil da Biblioteca de Carnaxide desde o início de Fevereiro, mudou de casa.
Maria encantou quem a conheceu; com ela visitámos os seus numerosos e longínquos 'Lugares' e lá nos perdemos... e achámos.


Margarida Botelho,

autora e ilustradora de "Os Lugares de Maria", veio à nossa biblioteca falar-nos da sua obra; descobrimos como nasceu Maria. Margarida explicou ainda a cerca de 50 crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico o percurso das ilustrações desde a sua criação ao 'objecto' livro. Consigo veio Maria 'em carne e osso'.

Mas "(...) as viagens nunca podem durar muito tempo. Os lugares ficam tristes quando as pessoas se vão embora. Têm saudades (...) e, depois suspiram...". Adeus Maria, até sempre... nos 'nossos Lugares'!